domingo, 4 de abril de 2021

Os primórdios do bairro Simões Lopes, Pelotas/RS



 "Dr. Augusto Simões Lopes

O QUE SE LHE DEVE - O BAIRRO SIMÕES LOPES

(...)

Lembram-se todos da somma de energias que foi necessaria ao prefeito Passos para metter hombros á tarefa da remodelação do Rio.

Elle, entretanto, traçou o seu plano, compulsou as verbas de que dispunha, oppoz embargos ás pretenções desmedidas com que certos proprietarios imaginavam desfazer-se dos seus predios e, tempos depois apresentava a sua obra, digna só por si, de justificar a denominação de presidente artista, que cercou o nome do saudoso republicano Rodrigues Alves.

Dadas as devidas proporções, quanto ao ambiente em que o trabalho se desdobra, é um homem talhado por aquelle feitio, o ilustre dr. Augusto Simões Lopes, o operoso constructor a quem Pelotas tanto admira e tanto deve.

O dr. Augusto Simões Lopes, membro de uma das mais distinctas familias do Rio Grande do Sul, apezar de ser ainda um homem moço, conta já com um acervo de trabalho que constitue um brilhante título de honra.

Quem, hoje, vem do Rio Grande, pela estrada de ferro tem, ao chegar á estação de Pelotas que encanta, por ser raro, por ser lindo, por ser original. 

É o bairro Dr. Augusto Simões Lopes.


O inicio das obras no hoje populoso Bairro Dr. Augusto Simões Lopes, situado na parte oeste de Pelotas, teve inicio em 1914.

Foi em Janeiro desse anno que lançou ahi a pedra fundamental do seu primeiro predio e até Dezembro construiu outras excellentes moradias, num total de quatorze.

Verificada a optima acceitação e preferencia por essas casas, construidas em excellentes condições hygienicas, com commodidades relativas e alugueis modicos, foram a seguir, em 1915, edificadas mais dezesete habitações, ou seja o total de trinta e um predios, elegantes e confortaveis, com frente á longa avenida fronteiriça á estação da Viação Ferrea.

Ainda ali destaca-se alteroso, obedecendo a linhas architectonicas verdadeiramente originaes e admiravelmente traçadas, dentro de uma area de cento e trinta metros de frente e igual extensão de fundo, o pavilhão do Gremio Sportivo Brazil, levantado em 1916 e o mais bem construido e o melhor no genero que até aquelle momento se conhecia no Estado do Rio Grande do Sul.

Nesse mesmo anno foram edificadas em uma rua transversal á primeira aberta no local mais dez pequenas casas, destinadas a operarios.

Ainda nesse local esta instalado o Ground do Sport Club Rio Branco, que construio confortavel pavilhão.

No prolongamento da bella avenida, arborisada na extenção de oitocentos metros, foi ainda terminada a construcção de magnificos chalets, independentes e com jardins ao lado.

Em um delles funcciona com muita frequencia uma aula publica, actualmente dirigida pelo professor dr. Bernardo Figueira Filho.

Grande parte do Bairro Dr. Augusto Simões Lopes é hoje illuminado a luz electrica; fócos de tresentas velas, cada um, foram collocados na avenida. A sua installação e custeio foram feitos a expensas do operoso e progressista pelotense, que vae tambem mandar construir á sua custa linhas de bonds electricos que por alli passarão.

Duas bem cuidadas praças, ajardinadas em bello estylo inglez, futuramente muito contribuirão para tornar ainda mais aprasivel o lindo bairro."

Fonte:  A MÁSCARA (Porto Alegre/RS), edição 003, 1919, pág. 19-20

sábado, 3 de abril de 2021

João Panizi



 "João Panizi

Hoje, pela madrugada, succumbiu aos seus antigos padecimentos, o professor de violino sr. João Panizi, italiano de origem e brazileiros adoptivo, maior de 45 annos, casado e deixando orphãos tres filhos menores.

O sr. João Panizi, que veio para o Estado com a orchestra de uma companhia lyrica, ficou residindo algum tempo em Pelotas, onde ensinou a musica e deu alguns concertos.

Transferindo sua residencia para esta capital, vivia da mesma profissão, que mal lhe dava para a subsistencia da familia.

Ha cinco mezes, accommetteu-o a cruel enfermidade que, terminando por ceifar-lhe a vida, o privou, todo esse tempo, de ganhar a subsistencia, reduzindo-o a extrema miseria.

Ha poucos dias, a imprensa abriu uma subscripção para amenisar tão desesperadora situação.

Sua familia fica reduzida á mais completa pobresa e carecedora dos beneficios que estavam sendo prodigalisados ao sr. Panizi.

O enterro foi feito a expensas de alguns amigos, cotisados para esse fim, e realisou-se hoje, á tarde, com numeroso acompanhamento.

Pesames."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 21 de Julho de 1900, pág. 02, col. 01

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Ignacio Porto Alegre



 "Maestro Porto Alegre

Um collega da capital federal assim noticia o passamento do maestro brazileiro Ignacio Porto Alegre:

'Sepultou-se hontem o artista que trouxe este nome. Alguns amigos raros, poucos collegas e os representantes do Instituto Nacional de Musica, que mandou uma corôa como ultima homenagem ao professor que foi d'esse estabelecimento, formaram com os parentes do finado o cortejo que acompanhou á ultima morada o mallogrado compositor.

Ignacio Porto Alegre era um artista de raça como o seu nome está indicando: era filho do barão de Santo Angelo, um dos benemeritos das artes e das lettras no Brazil.

Contava apenas quarenta e cinco anos de edade, pois nasceu a 24 de outubro de 1855. Ainda creança acompanhou uma familia que foi habitar na Europa em 1859; fez os seus estudos de instrucção primaria em Berlim e Dresden, seguindo depois para Lisbôa, onde o seu pae foi exercer o cargo de consul geral do Brazil.

Foi em Lisbôa que se revelou o grande amor de Ignacio Porto Alegre pela musica, que elle estudou com os principaes professores d'essa capital, manifestando uma aptidão e um aproveitamento pouco communs; esses estudos foram concluidos em Florença, onde a familia, tendo perdido o seu chefe, foi residir em 1880.

Em 1888, Ignacio Porto Alegre regressou ao Brazil e foi sua principal aspiração dar nova organisação ao ensino de sua arte n'esta capital, reformando o antigo Conservatório, que não satisfazia ao fim para que fôra creado.

Proclamando-se a Republica e creado o Instituto Nacional de Musica pelo dr. Aristides da Silveira Lobo, primeiro ministro do interior, o director d'esse estabelecimento, maestro Leopoldo Migues, convidou Ignacio Porto Alegre para reger a cadeira de solfejo e canto choral - cadeira que elle professou com a reconhecida competencia durante alguns annos, até que o seu estado precario de saude, aggravado por desgostos com apreciações injustas e immerecidas, o obrigou a retirar-se d'aquelle estabelecimento.

Na Gazeta Musical, periodico publicado n'esta capital durante annos pelos srs. Fertín de Vasconcellos & Morand, e em alguns jornaes diarios, Ignacio Porto Alegre escreveu artigos de critica e de pedagogia musical, em que patenteou sua vasta erudição e conhecimentos technicos; além d'isso, o saudoso artista deixa algumas obras didacticas; uma historia de musica religiosa, cremos que ainda não concluida; muitas composições de valor, entre as quaes uma missa solemne para grande orchestra, vozes e córos; grande numero de peças choraes a secco e com acompanhamento, algumas das quaes publicadas e todas muito conhecidas e applaudidas entre nós; diversas selectas de solfejos classicos; um diccionario da musica; um tratado das diversas fórmas musicaes e muitas monographias sôbre questões de technica, critica e esthetica musical.

Ignacio Porto Alegre foi um artista de valor, um compositor de merecimento e um douto em questões de sua arte."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 01 de Novembro de 1900, pág. 02, col. 01

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Miguel Delmar Dias

 


Miguel Delmar Dias, “Miguelzinho” ou ainda, “Miguel da Raquel” ... Foi pai de Dandara, poeta, capoeirista e professor de filosofia. 

Sempre firme e sincero nas lutas por igualdade racial e humana, era professor em São Lourenço do Sul, onde coordenou a área de filosofia, além de mestrando no IFSul. 

Nas palavras de todos aqueles que com ele conviveram, “Miguel era sempre intenso e inteiro. Silencioso às vezes, mas falava com outras linguagens, ou seja, na roda de capoeira, na dança, na incessante fusão de leituras academicamente consagradas. Um exímio leitor das filosofias todas, das reconhecidas às ‘marginais’ (...) Era um guri que não estabelecia fronteiras entre a teoria e a prática.” 

Referência para a juventude negra, Miguel sublinhava a importância da necessidade de sobrevivência das gerações vindouras, para a construção de experiências plurais vinculadas a sua história. 

“Um homem jovem, militante, como filósofo que era, vivia a interrogar as relações de injustiças colocadas na sociedade brasileira e pelotense. Miguel fazia uma militância radical por se valer de uma totalidade de estratégias bastante representativas da vida diaspórica de negros e negras”, conforme reconhecimento e publicação nos periódicos locais, que sempre recepcionaram a qualidade das suas intervenções sociais. 

O professor deixa um importante legada para a história do Movimento Negro, que nos inspira numa vida de religiosidade que nos religa ao mundo da fé, devoção e energias vitais que movem o mundo sem necessariamente institucionalizá-las, por isso, potente para a luta contra intolerância.

Fonte: Ícones Inesquecíveis. Pelotas/RS: Conselho da Comunidade Negra/Prefeitura de Pelotas, 2019. (folder de divulgação cultural)

quarta-feira, 31 de março de 2021

Imigração Suíça no Rio Grande do Sul

 



"Suíços no Rio Grande do Sul

Homenagem a Clemente Sauthier lembra presença dos suíços em Carlos Barbosa

Para valorizar e expressar a gratidão aos primeiros imigrantes suíços e valesanos que se estabeleceram na colônia Santa Maria da Soledade, hoje Carlos Barbosa, reconhecendo seu trabalho, sua cultura e sua contribuição para a comunidade, está programada para os dias 18 e 19 de abril, a comemoração "Clemente Sauthier - 100 anos".

Clemente Raymundo Sauthier, filho de Joseph e Marie Marguérite Denicol Sauthier, nascido no dia 13 de abril de 1898, foi figura ilustre do município de Carlos Barbosa. Casado com Luísa Serafina Gedoz, tiveram 11 filhos. Autodidata, tradutor e escritor, deixou anotações que hoje são importantes fontes de pesquisa. Exerceu grande liderança na comunidade, tendo ocupado o cargo de vereador de 1964 a 1969. Faleceu em 1993, aos 95 anos.

Para recordar essa figura ilustre e, através dela, a presença dos imigrantes suíços do Valais e sua contribuição no desenvolvimento da Serra gaúcha e para intensificar a integração entre a comunidade e os descendentes valesanos, a programação dos dias 18 e 19 terá momentos marcantes. No sábado, 18, às 16 horas, inauguração do monumento em homenagem aos imigrantes valesanos e da praça Clemente Raymundo Sauthier, na rua Getúlio Vargas, em Carlos Barbosa. Em seguida, encontro festivo da Associação Valesana do Brasil.

No dia 19, missa campal diante da capela Santa Luzia, seguida de homenagem cívica e almoço comemorativo no salão da comunidade. Às 15 horas, visita à antiga casa de Clemente e Luísa Sauthier.

Imigração é modesta, mas bem organizada

A imigração procedente do Cantão de Valais (Suíça) com destino ao Rio Grande do Sul, efetuou-se entre 1874 e 1876, e limitou-se a três comunas: Vouvry, Charrat e Saxon. Em 1874, as famílias de Pierre e Daniel Roduit e de François Gedoz chegaram a Carlos Barbosa para fazer o reconhecimento da região e das condições de acolhimento na Serra gaúcha.

Meses depois, diante das informações favoráveis transmitidas pelos pioneiros, diversas famílias foram chegando, formadas pelos sobrenomes Addy, bays, Bondan, Bruchez, Clerc, Collet, Comby, Coppex, Cornut, Cottet, Delavy, Denicol, Dougout, Dupont, Gay, Gaycrosier, Gedoz, Genin, Germanier, Guex, Joris, Lazard, Levet, Mermoud, Michaud, Moulins, Pellaud, Pignat, Primmaz, Rard, Reuse, Roduit, Sauthier, Thomas, Tornay, Vollet, Vouadens.

Como os imigrantes de outros países, também os suíços deixaram sua pátria por causa da grande pobreza, atraídos pela esperança de um futuro promissor. Em solo gaúcho, apostaram no trabalho agrícola, substituído também por outras atividades profissionais no decorrer do tempo, conforme se observa nas gerações atuais. Quanto aos pioneiros, no fim de suas vidas puderam se orgulhar de seu empreendimento: eles criaram uma situação conveniente dando aos filhos uma pátria e um futuro."

Fonte: CORREIO RIOGRANDENSE (Caxias do Sul/RS), 08 de Abril de 1998, pág. 21


terça-feira, 30 de março de 2021

A Lagoa Negra de Conceição do Arroio



"Lagoa Negra

No município de Osório, antiga Conceição de Arroio, recolheu um caso interessante de assombração de escravo.

'Um escravo muito mal tratado pelo Senhor, um dia, depois de horrível castigo que aquele injustamente lhe infligira, resolveu desesperado fugir. E muitos dias depois, próximo à lagoa solitária, à sombra do mato ali existente, foi encontrado o seu cadáver, dependurado no galho de uma figueira brava.

Desde esse momento, então, começaram na Lagoa Negra; aí os mistérios e as aparições sobrenaturais e que ainda hoje, dizem ali se repetirem. São gritos estranhos; canoas brancas que cruzam as águas em vários sentidos; cantar de galos à meia noite no centro da lagoa, luzes que brilham, fosfosrecentes, nas matas marginais, e sobretudo, e dominando apavorante à solidão tenebrosa, o fantasma do escravo, a percorrer aquelas paragens misteriosamente, ora cortando ou dando gritos estridentes, outras vezes cantando comovidas canções da longínqua infância martirizada."

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), 15 de Dezembro de 1979, pág. 12

segunda-feira, 29 de março de 2021

Moradores de Pelotas em 1899

 



Distante de ser um recenseamento completo dos moradores de Pelotas no período, nosso esforço foi o de, através de consulta aos jornais da época disponíveis na web, listar o quanto fosse possível de nomes relacionados à cidade, bem como inserindo as informações adjuntas que encontramos. Todavia, na maior parte dos casos, encontramos somente os nomes. De forma geral, quando usamos a denominação "morador" queremos dizer literalmente isso: apenas constatamos que o indivíduo citado viveu em Pelotas, mas não encontramos mais dados sobre sua ocupação, nacionalidade ou outros. A propósito, quando listamos "Fulano de Tal & Fulana de Tal", justamente com o uso do "&" queremos dizer que os indivíduos são casados. Esperamos contribuir de alguma forma para pesquisas genealógicas e historiográficas, mesmo que de modo muito modesto. Obs.: respeitamos a grafia encontrada na época.

 

Periódicos consultados para este período: A Federação (Porto Alegre/RS); Gazeta de Notícias (Rio de Janeiro/RJ);

 

1899

 

Adalberto Lupi, major, delegado, a partir de Novembro de 1899.

 

Adriano Pereira da Rocha, sócio de Paulo Barbieri e Francisco S. Gularte, na firma Adriano da Rocha & Cia. (comércio de fazendas por atacado).

 

Agostinho Vignoli, comerciante.

 

Alberto Durão, condutor de bonde.

 

Albino Isaacson (ou Isaaczon), tesoureiro da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Alvaro Gomes Vianna, secretário da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Amador Albino da Silva, orador da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Amalia Pereira da Silva, viúva de Antonio Alves da Silva; proprietária.

 

Ambrosio Perret, francês, vitivinicultor de uvas Isabel.

 

Anacleto Barcellos, tenente-coronel, comandante da Guarda Nacional.

 

Anna Euridice Ribeiro Franco, professora da 15ª. aula mista das Três Vendas.

 

Antero Leivas, intendente municipal.

 

Antonio Camello Louzada, casado, morador à Rua General Osório número 327.

 

Antonio de Paiva, proprietário.

 

Antonio Machado Moreira, caboclo, morador próximo aos banhados do Santa Bárbara, irmão de José Machado Moreira, ex-praça do Exército; Antonio era amasiado com Raymunda Corrêa da Silva, negra.

 

Antonio Moreira da Costa, sócio de José Gomes Mendes, na firma Antonio M. da Costa & Mendes (comércio de louças, vidros e miudezas).

 

Antonio Pedro da Rosa, vice-presidente da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Antonio Pinto Rego Magalhães, proprietário de terras.

 

Aristoteles Barcellos, proprietário de uma farmácia estabelecida à Rua Marechal Deodoro número 115.

 

Arthur Maciel, proprietário.

 

Arthur Rios, sócio de Antonio Rios Filho, Dario Barcellos e Fernando Pedrosa, na firma Rios, Filhos & Cia. (comércio de fazendas, roupas e miudezas).

 

Augusto Nogueira, charqueador.

 

Avelino Luz, presidente da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Cambises Oliveira, artesão de objetos de prata e latão.

 

Carlos G. Rheingantz, proprietário da Fábrica de Chapéos Pelotense.

 

Cesar Dias, bacharel, promotor público da comarca de Pelotas.

 

Clara Maria de São José, moradora.

 

Crescencia Botelho Brusque, moradora.

 

Cypriano Corrêa Barcellos, proprietário.

 

Domingos Jacintho Dias, tenente-coronel; membro do Partido Republicano.

 

Domingos José Bento, professor público.

 

Enedino Gomes, membro do Partido Republicano.

 

Felisberto Cunha, proprietário.

 

Fernando Rohnelt, capitão, delegado de polícia do termo de Pelotas.

 

Francisco de Paula Ibirapuitã Ourique, professor da 3ª. aula da 3ª. entrância da cidade de Pelotas, a partir de Agosto de 1899. Veio de Jaguarão.

 

Francisco de Paula Luz, procurador da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Francisco de Paula Mendonça, natural de São Paulo, capitalista, transferido para Porto Alegre em Agosto de 1899.

 

Francisco Moreira, conselheiro municipal; presidente do Conselho Municipal.

 

Francisco Simões Lopes, proprietário.

 

Frederico Bastos, juiz, membro do Partido Republicano; proprietário; deputado estadual.

 

Gervasio Alves Pereira, deputado estadual.

 

Guilherme Echenique, membro do Partido Republicano.

 

Guilherme Weiner, conselheiro municipal.

 

Hypolito Silva, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Ignacia de Oliveira Centeno, moradora.

 

Ildefonso M. Corrêa, morador.

 

Ildefonso Simões Lopes, deputado estadual.

 

Jacinto Dias, conselheiro municipal.

 

Jean Capdebosq, francês, vitivinicultor de uvas Isabel.

 

João Abbadie, proprietário.

 

João Antonio Pinheiro, conselheiro municipal.

 

João da Costa Goulart Junior, juiz distrital da sede do município de Pelotas, a partir de Outubro de 1899.

 

João dos Santos Silva, proprietário.

 

João Duprat Pinto Bandeira, morador.

 

João Evangelista Vieira Braga, alferes de Infantaria.

 

João Jacintho de Mendonça, juiz distrital de Pelotas, até Setembro de 1899.

 

João Laud Casanova, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

João Leão Sattamini Filho, leiloeiro da praça de Pelotas.

 

João Rezende, conselheiro municipal.      

 

João Simões, conselheiro municipal; secretário do Conselho Municipal.

 

João Soares Lopes de Mello, morador.

 

Joaquim da Costa Leite, proprietário; conselheiro municipal.

 

Joaquim José Affonso Alves, bacharel em Direito, viúvo, natural do Rio de Janeiro, 84 anos.

 

Joaquim José Gonçalves, morador.

 

José Augusto Burlamaque, morador.

 

José Fernandes Villarinho, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

José Francisco da Luz, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

José Marques, cocheiro de bonde.

 

José Pereira de Souza Pinto, proprietário.

 

Juan Gil e Alaniz, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Julio Costa, diretor da associação de tipógrafos União Guttemberg.

 

Leonardo Borges Falcão, proprietário da Pharmacia Caridade, estabelecida à Rua Marechal Floriano número 50.

 

Luiz Carlos Massot, deputado estadual.

 

Luiz de Moraes, proprietário.

 

Luiz Juvencio da Silva Leivas, morador.

 

Luiz Pennafiel, proprietário; redator do jornal Diario Popular; filho de Amalia Pennafiel, residente em Porto Alegre.

 

Luiz Pereira de Sá Peixoto, morador.

 

Manoel de Araujo Castro Ramalho, farmacêutico e proprietário de farmácia.

 

Manoel Furtado Pacheco, sargento da Brigada Militar.

 

Manoel Guedes da Costa Ferreira, sócio de Manoel Guedes da Costa Novo, na firma Manoel Guedes & Cia. (comércio de secos e molhados).

 

Manoel Simões Lopes, tenente-coronel.

 

Manuel da Silva Lopes, dono de um armazém de secos e molhados à Rua XV de Novembro número 126.

 

Maria Benedicta dos Santos, moradora.

 

Maria Carolina Duprat Bandeira, moradora.

 

Mario de Artagão, proprietário.

 

Natario Francisco de Paula Lima, tabelião.

 

Noemia Centeno Xavier, moradora.

 

Oscar Rheingantz, diretor da Fábrica de Chapéos Pelotense.

 

Pedro Ignacio Fernandes & Genuina Govea Fernandes, moradores.

 

Serafim Antonio Alves, promotor público interino da comarca de Pelotas, a partir de 27 de Outubro de 1899.

 

Trajano Xavier, morador.

 

Vasco da Silva Feijó, administrador da Mesa de Rendas Federais de Pelotas, até Agosto de 1899.

 

Vasco Pinto Bandeira, sub-chefe da 4ª. Região policial; bacharel.

 

 

 

 

 

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