sábado, 25 de julho de 2015

Qual o significado da palavra capão?

Trecho extraído de: SOUZA, Bernardino José de. Dicionário da Terra e da Gente do Brasil. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1939, p. 101-102.


"Capão: grafado por outros caapão, vocábulo de origem tupi, que designa porção de mata que surge em meio dos campos. De feito, nos imensos campos brasileiros surgem, de quando em quando, quebrando a monotonia da paisagem, tratos de mata, quais ilhas verdejantes em meio da terra semelhante ao oceano: estas ilhas de mato são os capões. Quase sempre, diz Beaurepaire-Rohan, para evitar equívocos, se chama capão de mato e não simplesmente capão. Theodoro Sampaio, versando a etimologia do termo, diz ser oriundo de caa-paû, — a ilha de mato em campo limpo. E ensina o mestre: "algumas vezes se diz também capuão, mas já derivado de outro vocábulo tupi caa-apoan, mato redondo, e podendo significar um oásis''. Encontra-se também o diminutivo capãozinho. A respeito deste termo lemos no Visconde de Taunay, à pág. 28 do seu vol. Marcha das Forças: "Ninguém ignora a origem dessa palavra, que hoje está introduzida na língua do Brasil — caá-poam, ilha de mato — perfeita denominação aplicada a núcleos de vistosa vegetação, que semelha verdadeiros oásis no meio dos campos e nos encontros de outeiros, onde há sempre umidade. Nesses capões reúne-se muita caça, de modo que o viajante, que quer ter essa distração, deve ir sondá-los, o que na fraseologia do sertanejo chama-se furar". O contrário de capão chamam em Minas — saco."

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Antiga casa de comércio de Pedro Behocaray na Vila Gabriela Gastal



Hoje temos as ruínas daquela casa comercial que foi referência durante um largo tempo na região, ponto de parada de tropeiros e espécie de centro vital de um espaço que há três, quatro, cinco décadas atrás era cercado de campos por todos os lados e uma ou outra casinha se avizinhava ao longe.

Pedro Luiz Beohocaray, de ascendência basco francesa, foi dono durante um bom tempo deste lugar, desde a primeira metade do século XX. O prédio se encontra na esquina da Rua Alexandre Gastaud com a Estrada da Hidráulica, na Vila Gabriela Gastal. Aliás, a atual Rua Alexandre Gastaud tinha o antigo nome de Corredor Behocaray, devido à antiga casa comercial. 

O armazém do Sr. Behocaray era de tamanho mediano, mas ostentava grande sortimento de produtos, desde secos e molhados de consumo cotidiano, a peças de louça, tecidos, cereais, ferramentas, produtos veterinários, etc., em outras palavras o típico armazém de campanha. No campo anexo, havia um campo para corridas de cavalo (cancha de carreiras). Normalmente aos domingos ocorriam disputas parelhas no local, com grande afluxo de público dos arredores, desde a Vila do Capão do Leão, Hidráulica, Passo da Micaela e Várzea do Fragata (Jardim América).


domingo, 19 de julho de 2015

Capela Santa Luzia no Cerro do Estado













Capela dedicada à Santa Luzia no Cerro do Estado, em Capão do Leão. 

Além de ser uma construção de esmerada arquitetura, a capela erigida no ano de 1947, possui uma razão ligada ao ofício dos graniteiros que lá trabalharam durante décadas. A veneração à Santa Luzia (ou Lúcia) de Siracusa advém, além da fé católica local, do fato dos graniteiros estarem em seu trabalho expostos a vários acidentes. Os principais que aconteciam estavam relacionados com os olhos. Como Santa Luzia é invocada como protetora daqueles que tem problema de visão, sua veneração não poderia ser mais propícia àquela comunidade. 

Na ocasião de sua construção, teve papel principal como incentivador da obra o Sr. Vasco Acunha, antigo administrador da Pedreira do Cerro do Estado na década de 1940.

Veja também: Festa de Santa Luzia em 1970  

sábado, 18 de julho de 2015

Curato e Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Boquête

Trecho extraído de: RUBERT, Arlindo.História da Igreja no Rio Grande do Sul - volume 2. Porto Alegre: Ed. PUCRS, 1997, p. 106-107.

"Na região de Pelotas, na Serra Buena, cedo existiu um Oratório de Na. Sra. da Conceição, do qual era capelão nos inícios do século XIX o Pe. Francisco José Pereira. Formada uma pequena povoação, os moradores dirigiram-se ao Vigário Geral interino Cônego João Baptista de Oliveira Salgado, que a 5 de setembro de 1827 concedeu licença para construir a Capela de Na. Sra. da Consolação da Serra Buena, depois chamada Boquete. Mas já era capela curada desde 1824. O 1o. cura foi o Pe. Antônio Maria Pacheco (1825-1827), oriundo da Ilha da Madeira, depois transferido para Piratini. O 2o. cura foi o italiano Pe. Jerônimo Raggo que em 1828 escreve: 'nesta capela curada de Na. Sra. da Consolação da Serra Buena." 

Freguesia de Nossa Senhora da Consolação do Cerro da Buena

Trecho extraído de: COSTA PEREIRA, José Saturnino da. Diccionario topographico do imperio do Brazil. Rio de Janeiro: R. Orgier, 1834, p. 212. 

"SERRO DA BUENA. - Freguezia da Provincia do Rio Grande no districto da Villa de Pelotas, donde dista 3 legoas ao poente. Seus moradores semeão trigo, milho, e outros grãos, e crião algum gado. O orago he N.Sra. da Consolação."
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...