quarta-feira, 11 de julho de 2018

Jean-Baptiste Debret


"Pintor e desenhista francês (1768-1848) que se notabilizou pelos desenhos e aquarelas em que fixou aspectos da vida brasileira do seu tempo, bem assim pelos quadros de personagens intimamente ligadas à História do Brasil: um retrato de D. João VI, as cenas do desembarque da Princesa Leopoldina e da coroação de D. Pedro I. Tendo chegado ao Brasil em 1816, retornou à França em 1831, onde publicou a obra intitulada Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, repositório de valiosas informações históricas, etnográficas e sociológicas."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Açorianos no Rio Grande do Sul


"Localizado no extremo meridional do Brasil, o estado do Rio Grande do Sul tem uma história marcada por especificidades e uma singularidade que o diferencia sobremaneira dos demais estados brasileiros.

Conquistado tardiamente dos espanhois (eis sua singularidade), os portugueses empreenderam a ocupação do espaço sul-rio-grandense com empenho, especialmente a partir do século XVIII, através de uma disputa militar com sucessivos confrontos, contracenados por tratados que objetivavam acomodar os interesses dos dois estados europeus na América.

Eis que o Tratado de Madrid de 1750 que determinava a entrega da área das Missões a Portugal, em contrapartida legitimava à Espanha, a Colônia do Sacramento, posto avançado que a Coroa Portuguesa fundara em frente a Buenos Aires, em 1680, para pôr em prática o ousado sonho, de fazer do Rio da Prata o limite natural de sua possessão frente a da Espanha, na América Meridional.

Com esta realidade de avanço para além do que rezava o Tratado de Tordesilhas (1494), Portugal, de imediato, projetou garantir as novas terras conquistadas com povoadores a seu serviço, visto que a área missioneira até então reunia jesuítas a serviço da Espanha, através de aldeamentos indígenas - os Sete Povos das Missões.

Do arquipélago dos Açores, ilhas situadas no Atlântico Norte, a noroeste da África, já vinham chegando açorianos desde a década de 1740 para alimentar a lógica defensiva que Portugal procurava desenvolver na área sulina. Igualmente, ilhéus já estavam localizados na Colônia do Sacramento, Maldonado e imediações, cumprindo o papel de povoadores e defensores dos interesses portugueses na área em disputa.

Assim, para garantir o Tratado de Madrid, foi dada a ordem para virem casais de número à então Capitania de Rio Grande de São Pedro, correspondendo à necessidade de aliviarem as ilhas dos Açores, superpovoadas, cuja carência de alimentos era uma realidade. Do outro lado do mar, no sul do Brasil, havia falta de braços e de 'defensores'. Nessa conjuntura favorável começaram a chegar pelo porto de Rio Grande, em 1752, os açorianos ao Rio Grande do Sul.

Segundo dados estatísticos até agora não bem esclarecidos, porque contraditórios, cerca de 350, para uns, 585 casais açorianos, para outros, entraram, então, no RS, número distante do projeto real de enviar 4 mil casais.

A ordem era transportá-los além do Rio Pardo, retaguarda militar portuguesa para a demarcação dos limites, situando os açorianos na área missioneira com o fim de ali exercerem o papel de cunha, de retaguarda garantidora do domínio português na região. Esta era a real função que então lhes era imposta - a de serem soldados a serviço de Portugal.

Entretanto, as resistências ao tratado aconteceram. A confirmar a Guerra Guaranítica, um verdadeiro manifesto indígena de que esta terra era deles, acima da disputa colonialista que os submetia.

Na espera das demarcações e resistências, os açorianos foram se fixando, plantando e produzindo.

Anulado o Tratado de Madrid, em 1761, com o Tratado de El Pardo, caia por terra o projeto de colonização açoriana no oeste missioneiro.

A seguir, a invasão espanhola de 1763 sobre a vila de Rio Grande forçou o processo de fuga das imediações, quando então os açorianos se espalharam em várias direções, reassentando-se nesta circunstância de conflito. Assim, muitos se fixaram em núcleos portugueses já existentes, como em Santo Antônio da Patrulha e Conceição do Arroio (Osório), somando-se aos ilhéus já lá instalados, migrados pelo Litoral Norte de núcleos açoritas de Santa Catarina. Outros deram origem a novos núcleos povoadores como Encruzilhada, Triunfo e Taquari, esta projetada pelo Governador da Capitania, Custódio de Sá e Faria, em 1764.

Para o Porto de Dorneles (atual Porto Alegre), vértice do ângulo que unia as duas fronteiras, a do mar (Rio Grande) e a de terra (Rio Pardo), foram levados 60 casais. Ali instalados, povoam as chácaras com trigais e outros cereais. Em datas de 272 ha, a pequena propriedade era implantada na Capitania, contrastando com a sesmaria, a grande propriedade, com cerca de 13.000 ha, já lastreada em grande parte do leste sulino. Neste cenário despontava o Porto dos Casais, como importante centro abastecedor de alimentos da região, agora configurada como uma sociedade de classes que se estruturava e que paulatinamente foi sendo consolidada.

Com os açorianos se implantava a agricultura no Rio Grande do Sul, que passou não só a fornecer alimentos para o mercado local, como a render lucros à coroa portuguesa com a crescente exportação da produção tritícola. Eis em Porto Alegre, os moinhos de vento e as azenhas a moerem o grão, fruto da faina açoriana.

Entretanto, muitos foram feitos soldados, na defesa das terras portuguesas do sul. E pelos serviços militares prestados era realizado o pagamento com a doação de uma ou mais sesmarias. Surgia então o açoriano-estancieiro.

Se de um lado tal ascensão acontecia, muitos outros açorianos tiveram, ao contrário, suas pequenas propriedades tomadas e incorporadas, às já grandes propriedades de muitos estancieiros.

É neste clima de tensão que se avizinha, em 1777, o Tratado de Santo Ildefonso. Com ele perdia Portugal a área missioneira e a Colônia do Sacramento. Entretanto, apesar do tratado, Portugal passou a conceder mais terras, através de cartas de sesmarias, avançando seus domínios na direção oeste. A saída, para tanto, viável, era pelo menos incorporar, através da política de concessão de sesmarias, o amplo território missioneiro, cenário projetado para os açorianos quando do Tratado de Madrid. Sem dúvida aquela era uma estratégia eficaz e sem ônus para a Coroa, na medida em que o sesmeiro, ao ganhar a propriedade, tratava logo de transformar sua posse numa verdadeira fortaleza. Assim, ao resguardar seus bens estava também garantindo a posse portuguesa na área em conquista. Com este projeto, Portugal, sem descanso, foi concedendo terras na direção oeste.

Ao iniciar o século XIX, em maio de 1801, um servidor da coroa espanhola no Rio Grande do Sul, Félix de Azara, fundador da primitiva povoação de São Gabriel, percebeu o perigo que a Espanha estava correndo. Escreveu ele ao rei a Memória Rural do Rio da Prata, na qual destaca que estabelecimentos portugueses estavam sendo espalhados em seus domínios. E alertava ele que se não fossem tomadas providências urgentes, estabelecendo ali núcleos espanhóis, em menos de quatro anos a Espanha perderia posse do referido território.

Todavia o alerta de Azara fora tardio. Não quatro anos, mas quatro meses após, as Missões eram conquistadas definitivamente por Portugal. A partir daí o território do Rio Grande do Sul é domínio luso e, como tal, incorporado, consolidou raízes que vinham sendo implantadas ao longo do processo de conquista. Certo é que no número populacional do RS, do final do século XVIII, mais de 50% é originário das ilhas."

Fonte: BARROSO, Vera Lucia Maciel. Os açorianos no Rio Grande do Sul. In: NEUBERGER, Lotário. RS no contexto do Brasil. Porto Alegre: CIPEL, EDIPLAT, 2000, P. 126-130.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 64 - Topônimos alemães na Polônia


Muitos sobrenomes de origem alemã são toponímicos (isto é, indicam a procedência de um lugar) que estão vinculados à área do antigo Império Alemão (1871-1919). Pois bem, o Império Alemão ou II Reich (de acordo com a historiografia germânica) abarcava territórios que hoje correspondem a vários países da Europa Central e Oriental (além da própria República Federal da Alemanha, hodiernamente), dentre eles a Polônia. Este fato é  importante, pois tanto a Pomerânia, quanto a Prússia Oriental (também um bom pedaço da Prússia Ocidental) - duas importantes províncias do Reich - estavam majoritariamente, em termos territoriais, na terra polonesa da atualidade. Segue uma lista de antigos nomes alemães para lugares na época do Império Alemão e seus correspondentes atuais na Polônia.

1001. Alt Weissbach ou Altweissbach, condado de Landeshut, Silésia - Stara Bialka, distrito do município de Lubawka, Baixa Silésia.
1002. Alt Werder, condado de Kolberg, Pomerânia - Korzystno, vila no município de Kolobrzeg, Pomerânia Ocidental.
1003. Alt Zowen, condado de Schlawe, Pomerânia - Sowno, vila no município de Sianów, Pomerânia Ocidental.
1004. Altbatzdorf, condado de Glatz, Silésia - Starków, aldeia do município de Klodzko, Baixa Silésia.
1005. Altcüstrinchen, condado de Königsberg-Neumark, Brandemburgo - Stary Kostrzynek, aldeia no município de Cedynia, Pomerânia Ocidental.
1006. Altdamm, condado de Randow, Pomerânia - Dabie, distrito da cidade de Szczecin, Pomerânia Ocidental.
1007. Alte Mühle, condado de Schlawe, Pomerânia - Mlyniska, aldeia no município de Polanów, Pomerânia Ocidental.
1008. Alte Mühle, condado de Stolp, Pomerânia - Balamatek, vila do município de Ustka, Pomerânia.
1009. Altemühle, condado de Kolberg-Körlin, Pomerânia - Macznik, local residencial do município de Simötzel, Pomerânia Ocidental.
1010. Altenbude, condado de Goldap, Prússia Oriental - Siedlisko, localidade no município de Goldap, Vármia-Masúria.
1011. Altendorf, condado de Greifenberg, Pomerânia - Latno, vila no município de Brojce, Pomerânia Ocidental.
1012. Altenfliess, condado de Friedeberg-Neumark, Brandemburgo - Przyleg, vila do município de Trzcianka, Grande Polônia.
1013. Altenfliess, condado de Regenwalde, Pomerânia - vila no município de Wegorzyno, Pomerânia Ocidental.
1014. Altenhagen, condado de Regenwalde, Pomerânia - Dobieslaw (incerteza em estabelecer a localidade atual, pois há três homônimos na Pomerânia Ocidental).
1015. Altenhagen, condado de Schlawe, Pomerânia - Jezyce, aldeia no município de Darlowo, Pomerânia Ocidental.
1016. Altenkirchen, condado de Königsberg-Neumark, Brandemburgo - Lukowice, vila no município de Cedynia, Pomerânia Ocidental.
1017. Altenwedel, condado de Saatzig, Pomerânia - Sicko, aldeia no município de Recz, Pomerânia Ocidental.
1018. Altenzoll, condado de Goldap, Prússia Oriental - Tuniszki, aldeia no município de Dubeninki, Vármia-Masúria.
1019. Altgersdorf, condado de Habelschwerdt, Silésia - Stary Gieraltów, aldeia no município de Stronie Slaskie, Baixa Silésia.
1020. Althagen, jurisdição de Stettin, Pomerânia - Brzózki, aldeia no município de Nowe Warpno, Pomerânia Ocidental.
1021. Althammer, condado de Gleiwitz, Alta Silésia - Trachy, cidade na Silésia.
1022. Altheide Bad, condado de Glatz, Silésia - Polanica-Zdrój, localidade no município de Klodzko, Baixa Silésia.
1023. Altheide, condado de Saatzig, Pomerânia - Sierakowo (refere-se a oito topônimos na Polônia).
1024. Althof, condado de Kolberg, Pomerânia - Petrykozy, aldeia no município de Ryman, Pomerânia Ocidental.
1025. Althorst, condado de Arnswalde, Brandemburgo - Podlesie (incerto; refere-se a mais de 25 topônimos na Polônia).
1026. Althütte, condado de Arnswalde, Brandemburgo - Lasko (local incerto).
1027. Althütten, condado de Neustettin, Pomerânia - Stare Lozice, aldeia no município de Bobolice, Pomerânia Ocidental.
1028. Altkarbe, condado de Friedeberg-Neumark, Brandemburgo - Stare Kurowo, aldeia-sede do município homônimo, Lubúsquia.
1029. Altkarber Berge, condado de Friedeberg-Neumark, Brandemburgo - aldeia no município de Stare Kurowo, Lubúsquia.
1030. Altklücken, condado de Arnswalde, Brandemburgo - Stary Klukom, vila no município de Choszczno, Pomerânia Ocidental.
1031. Altköln, condado de Brieg, Baixa Silésia - Stare Kolnie, aldeia no município de Popielów, província de Opole.
1032. Altlomnitz, condado de Habelschwerdt, Silésia - Stara Lomnica, aldeia no município de Bystrzyca Klodzka, Baixa Silésia.
1033. Altsarnow, condado de Cammin, Pomerânia - Zarnowo, vila no município de Stepnica, Pomerânia Ocidental.
1034. Altstadt, condado de Kolberg, Pomerânia - Budzistowo, vila no município de Kolobrzeg, Pomerânia Ocidental.
1035. Altstadt - Krzywiec (local incerto).
1036. Altstadt, condado de Ueckermünde, Pomerânia - Podgrozie (local incerto).
1037. Altstett, condado de Leobschütz, Silésia - Nowa CErekwia, vila no município rural de Kietrz, província de Opole.
1038. Altwaltersdorf, condado de Habelschwerdt, Silésia - Stary Waliszów, vila no município de Bystrzyca Klodzka, Baixa Silésia.
1039. Altwasser - Stary Zdrój, distrito do município de Walbrzych, Baixa Silésia.
1040. Altweistritz, condado de Habelschwerdt, Silésia - Stara Bystrzyca, vila no município de Bystrzyca Klodzka, Baixa Silésia.
1041. Altwilmsdorf, condado de Glatz, Silésia - Stary Wielislaw, vila no município de Klodzko, Baixa Silésia.
1042. Altzülz, condado de Neustadt, Alta Silésia - Solec, vial no município de Zülz, província de Opole.
1043. Amalienhof, condado de Angerburg, Prússia Oriental - Bogumily, localidade no município de Budry, Vármia-Masúria.
1044. Amalienhof, condado de Köslin, Pomerânia - Dworek, assentamento no município de Mikolajki Pomorskie, Pomerânia.
1045. Amalienhof, condado de Naugard, Pomerânia - Wierzchoslaw, vila no município de Goleniów, Pomerânia Ocidental.
1046. Amandhof, condado de Ratibor, Alta Silésia - Amandów, cidade na Silésia.
1047. Andreaswalde, condado de Johannisburg, Prússia Oriental - Kosinowo, aldeia no município de Prostki, Vármia-Masúria.
1048. Angerapp - o mesmo rio Wegorapa na Polônia, que corta tanto a província da Vármia-Masúria e o oblast russo de Kaliningrado.
1049. Angerapp (entre 1938 e 1945, Kleinangerapp), condado de Darkehmen/Angerapp, Prússia Oriental - Rapa, aldeia no município de Banie Mazurskie, Vármia-Masúria.
1050. Forsthaus Angerapp, condado de Darkehmen/Angerapp, Prússia Oriental - Wegorapa, comunidade no município de Banie Mazurskie, Vármia-Masúria.
1051. Angelburg (stadt), condado de Angerburg, Prússia Oriental - Wegorzewo, cidade na Vármia-Masúria.
1052. Angelburg (gut), condado de Angerburg, Prússia Oriental - Wegorzewko, aldeia no município de Wegorzewo, Vármia-Masúria.
1053. Anhalt O.S. - Holdunów, distrito da cidade de Ledziny, Silésia.
1054. Ankerholz, condado de Belgard, Pomerânia - Przymiarki, assentamento no município de Swidwin, Pomerânia Ocidental.
1055. Annaberg, condado de Dramburg, Brandemburgo-Pomerânia - Jelenino, vila no município de Ostrowice, Pomerânia Ocidental.
1056. Annaberg, Alta Silésia - Chalupki, aldeia no município de Krzyzanowice, Silésia.
1057. Annafelde, condado de Johannisburg, Prússia Oriental - Ilki, comunidade no município de Biala Piska, Vármia-Masúria.
1058. Annashof, condado de Greifenberg, Pomerânia - Dobrzyn, aldeia no município de Gryfice, Pomerânia Ocidental.
1059. Annenaue, condado de Landsberg/Warthe, Brandemburgo - Baranowice, aldeia no município de Santok, Lubúsquia.
1060. Annenhof, condado de Mohrungen, Prússia Oriental - Anin, aldeia no município de Morag, Vármia-Masúria.
1061. Annussewen (entre 1938 e 1945 Brennerheim), condado de Johannisburg, Prússia Oriental - Anuszewo, comunidade do município de Pisz, Vármia-Masúria.
1062. Antmeschken (entre 1938 e 1945 Messken), condado de Darkehmen/Angerapp, Prússia Oriental - Antomieszki, lugar no município de Banie Mazurskie, Vármia-Masúria.
1063. Antonowen (entre 1938 e 1945 Antonsdorf), condado de Lötzen, Prússia Oriental - Antonowo, município de Gizycko, Vármia-Masúria.
1064. Argenau - Gniewkowo, cidade na Cujávia-Pomerânia.
1065. Armenheide, condado de Randow/Ueckermünde, Pomerânia - Grzepnica, aldeia no município de Dobra, Pomerânia Ocidental.
1066. Arnhausen, condado de Belgard, Pomerânia - Lipie, aldeia no município de Rabino, Pomerânia Ocidental.
1067. Arnimswalde, condado de Randow/Ueckermünde, Pomerânia - Osiedle Zalow, aldeia no município de Goleniów, Pomerânia Ocidental.
1068. Arnoldsdorf, condado de Neisse, Silésia - Jarantowice, aldeia no município de Rynsk, Cujávia-Pomerânia.
1069. Arnoldshof, condado de Soldin, Brandemburgo - Rokitno, vila no município de Biala Podlaska, província de Lublin.
1070. Arnsberg, condado de Greifenberg, Pomerânia - Gorzyslaw, aldeia no município de Trzebiatów.
1071. Arnsdorf, condado de Hirschberg, Baixa Silésia - Milków, distrito do município de Podgórzyn, Baixa Silésia.
1072. Arnsdorf, condado de Liegnitz, Baixa Silésia - Milkowice, município na Baixa Silésia.
1073. Arnsdorf, condado de Schweidnitz, Baixa Silésia - Milikowice, aldeia no município de Jaworzyna Slaska, Baixa Silésia.
1074. Arnsdorf, condado de Wohlau, Baixa Silésia - Milcz, aldeia no município de Wolów, Baixa Silésia.
1075. Arnsdorf, condado de Falkenberg, Alta Silésia - Przecza, aldeia no município de Lewin Brzeski, província de Opole.
1076. Arnsdorf, condado de Heilsberg, Prússia Oriental - Lubomino, município e aldeia na Vármia-Masúria.
1077. Arnshagen, condado de Stolp, Pomerânia - Charnowo, vila no município de Ustka, Pomerânia.
1078. Arnswalde, condado de Arnswalde, Brandembrugo - Choszcno, cidade na Pomerânia Ocidental.
1079. Aschersruhe (entre 1936 e 1945 Redlinsfelde), condado de Cammin, Pomerânia - Redliny, aldeia no município de Swierzno, Pomerânia Ocidental.
1080. Aspenau - Topolice, vila no município de Bystrzyca Klodzka, Baixa Silésia.
1081. Audinischken (entre 1938 e 1945 Hilpertswerder) - Audyniszki, localidade no municipio de Banie Mazurskie, Vármia-Masúria.
1082. Aufzug - Lubiatów, aldeia no município de Miekinia, Baixa Silésia.
1083. Augustenhof, condado de Belgard, Pomerânia - Lisnica, parte da cidade de Tychowo, Pomerânia Ocidental.
1084. Augustenhof, condado de Beuthen, Silésia - Augustynów, aldeia no município de Zagórów, Grande Polônia.
1085. Augustenhof, condado de Dramburg, Pomerânia - Czaplin (local incerto).
1086. Augustenhof, condado de Neustettin, Pomerânia - Ubocze, assentamento no município de Grzmiaca, Pomerânia Ocidental.
1087. Augustenhof, condado de Pyritz, Pomerânia - Sicina, canal no noroeste da Polônia, afluente do rio Plon.
1088. Augustenhof, condado de Reppen - Krzywnia (local incerto).
1089. Augustenhof, condado de Schlawe, Pomerânia - Mirogniew, fazenda no município de Kosierzewo, Pomerânia Ocidental.
1090. Augustenhof, condado de Soldin, Brandemburgo - Czyzykowo, assentamento no município de Myslibórz, Pomerânia Ocidental.
1091. Augustenhof, condado de Stargard, Pomerânia - Piaszcze, povoado no município de Stargard, Pomerânia Ocidental.
1092. Augustfelde, condado de Rummelsburg, Pomerânia - Uliszkowice, aldeia no município de Trzebielino, Pomerânia.
1093. Augustfelde, condado de Stolp, Pomerânia - Soszyce, aldeia no município de Czarna Dabrówka, Pomerânia.
1094. Augusthof, condado de Soldin, Brandemburgo - Jedlice, aldeia no município de Lipiany, Pomerânia Ocidental.
1095. Augustthal, condado de Pyritz, Pomerânia - Podlesie (local incerto).
1096. Augustthal, condado de Lauban - Augustów, cidade na Podláquia.
1097. Augustwalde, condado de Arnswalde, Brandemburgo - Rebusz, aldeia no município de Krzecin, Pomerânia Ocidental.
1098. Augustwalde, condado de Guben, Brandemburgo - Mikulice, colônia no município de Gubin, Lubúsquia.
1099. Augustwalde, condado de Marienburg, Prússia Oriental - Wiesniewo (local incerto).
1100. Augustwalde, condado de Rössel, Prússia Oriental - Augustówka (local indeterminado).

domingo, 8 de julho de 2018

A loteria e o menino pagão


"Historia lugubre - Com este titulo narra o Correio Mercantil de Pelotas o seguinte facto:

<<Boiando aguas abaixo pelo rio S. Gonsalo, passaram dous cadaveres, um homem e um menino, pae e filho. Foram victimas da superstição, da ignorancia, dos contos populares, que nem sempre trazem o cunho da circumspecção e do bom senso, apezar de sanccionados pela tradicção.

<<E' uma historia compungente. Nas margens do S. Gonsalo, além desta cidade, vivia uma pobre famila. E nessa familia havia um menino que ainda não estava baptisado. O chefe sempre ouvira dizer que - si um pagão comprasse bilhete da loteria, tiraria a sorte grande.

<<Imbuido neste pensamento, dominado de ambição, metteu-se em uma lancha, com aquelle filho pagão e uma innocente filha. Chegaram a Pelotas e compraram tres bilhetes da loteria da provincia. Cada um tinha o seu.

<<E lá se foram, pae e filhos, em demanda do lar domestivo, enlevado aquelle pela fagueira esperança de conduzir comsigo a <sorte grande>.

.........................................................................................................

<<Na quarta-feira da semana passada regressava de Jaguarão o vapor Mirim. De bordo viu-se nas aguas do S. Gonsalo, vagando á tôa, uma lancha. Tinha a bordo uma gentil menina de tenra edade. Aproximaram-se e dirigiram-lhe a palavra:

<<- que fazes aqui sózinha? - Espero o papae. - Onde foi? - Buscar o maninho. - Aonde? - Aqui.

<<E apontou para a agua junto á lancha. Comprehendeu-se tudo. O menino tinha cahido e o pae fôra buscal-o. Morreram ambos.

<<Tratou-se de os procurar, porém foi em vão todo o trabalho.

<<Veiu a menina para esta cidade e no domingo seguiu para a sua residencia.

<<Os dous cadaveres passaram hontem aguas abaixo pelo rio S. Gonsalo.

<<Eis as consequencias da superstição e da ignorancia.>>

Depois de escriptas estas linhas, tivemos as seguintes informações:

<<O infeliz pae era vulgarmente conhecido por Antonio da Paulina, portuguez, e empregava-se como porteiro do Sr. Jacintho Antonio Lopes. O filho que com elle perreceu afogado tinha dous annos incompletos, e a menina salva pelo vapor Mirim dez annos de edade.>>"

Fonte: O MONITOR (BA), 29 de Agosto de 1878, pág. 01, col. 07-08


sábado, 7 de julho de 2018

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira


"Brasileiro, 1910-1989, filólogo

Aurélio, no Brasil, virou sinônimo de dicionário, como Webster nos EUA, ou Caldas Aulete em Portugal. O contista, poeta e tradutor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira passou a dedicar-se aos dicionários, a 'caçar palavras, como um caçador de borboletas', como dizia, a partir de 1952, quando assumiu a coordenação da revisão do Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa, que fora editado pela Civilização Brasileira em 1941. Aurélio era encarregado dos brasileirismos, a língua viva. Em 1966, começou a elaborar um grande dicionário para a editora Delta, que não foi adiante, e o projeto foi comprado pela editora Nova Fronteira em 1970, que o ampliou e nele aplicou US$ 1,5 milhão. O dicionário tornou-se o maior best-seller da editora, o mais popular dos dicionários de português, teve uma segunda edição acrescida de 30 mil vocábulos, 25 impressões, edições escolares e de bolso, uma versão para microcomputador e foi exportado para Portugal e países africanos de língua portuguesa. Aurélio nasceu em Passo do Camarajibe, Alagoas, e tem parentesco com os Buarque de Holanda de São Paulo. Em 1961 entrou para a Academia Brasileira de Letras".

Fonte: ISTO É/THE TIMES. 1000 que fizeram o século 20. São Paulo: Editora Três, 1999, p. 41

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Inauguração da Placa em homenagem ao Dia do Poeta Leonense






Camillo Barcellos (filho do poeta homenageado Florisbello Garcia Barcellos) agradece à homenagem e tece algumas considerações - à direita
Glei Rodales (vereador proponente da lei do Dia do Poeta Leonense em Capão do Leão) - à centro-direita
Gustavo Domingues (secretário de Educação e Cultura) - à direita
Gilciane Saens Baldassari (vice-prefeita de Capão do Leão) fala da importância do monumento
Éverson Maré (diretor municipal de Cultura, Desporto e Turismo) ao centro
Pedra com a placa em homenagem ao Dia do Poeta Leonense, pouco antes do começo da cerimônia de inauguração
Jairo Costa (presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Capão do Leão) e Carlos Eugênio Costa da Silva (popular "Vacaria") momentos antes do início da cerimônia de inauguração da placa em homenagem ao Dia do Poeta Leonense - 05 de julho



Anhanguera


"Nome por que ficou conhecido o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o primeiro a penetrar os sertões de Goiás, em 1682. Notabilizou-se pelo ardil de que valeu para forçar os indígenas a lhe revelarem o local de uma jazida de ouro: pôs fogo a uma porção de aguardente, ameaçando incendiar os rios de toda a Terra se os índios se negassem a obedecê-lo. Os silvícolas, amedrontados, viram no artifício artes de outro mundo e lhe puseram o nome de Anhanguera, que quer dizer Diabo Velho. Houve um segundo Anhanguera, filho deste Bartolomeu Bueno da Silva e também bandeirante: fundou a cidade de Goiás, no atual Estado do mesmo nome."

Fonte: Dicionário Cívico-Histórico Brasileiro, 1980.

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