História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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domingo, 20 de dezembro de 2020
Catharina Pabst
sábado, 19 de dezembro de 2020
Imigração Libanesa no Brasil
Os anos de 1880 a 1940 presenciaram a saída de centenas de milhares de libaneses em direção às terras da América, da África, do Oriente Médio e da Austrália. O movimento iniciou-se com os conflitos comunais de 1850-60, ganhando intensidade a partir dos anos 1880 até atingir seu pico nos anos 1910, para então recuar e manter-se num volume constante e significativo até o início da Segunda Guerra Mundial. Tal período, por sua vez, pode ser dividido em duas fases de características distintas quanto aos motivos e sujeitos da emigração, tendo como marco divisor o ano de 1920 – significativo por marcar a mudança do domínio turco-otomano para o domínio francês.
Dados estatísticos dispersos recolhidos por Charles Issawi indicam que em 1858, 5.000 camponeses deixaram as aldeias maronitas em decorrência dos conflitos comunais – o que deve ter continuado a ocorrer nos anos seguintes devido à intensidade dos combates entre drusos e maronitas. Em 1900, 120.000 pessoas deixaram a grande Síria – principalmente o Líbano – em direção aos Estados Unidos, Brasil e outros países latino-americanos; em 1914, registrava-se no Monte Líbano a emigração de 15.000 a 20.000 pessoas por ano, e estima-se que ¼ de toda a população libanesa tenha deixado o país entre os anos de 1900 e 1914.
Do ponto de vista da imigração para o Brasil, segundo dados apresentados por Oswaldo Truzzi, o movimento iniciou-se pouco a pouco nos anos 1880, tomou fôlego em 1895, crescendo continuamente de 1903 a 1913. Neste ano, houve a entrada de 11.101 imigrantes sírio-libaneses pelo Porto de Santos. Nos anos 1920, a taxa manteve-se na média de 5.000 entradas por ano, diminuindo ao longo dos anos 30 com a implantação de medidas restritivas por parte do governo central. De 1908 a 1941, os sírio-libaneses representaram a sexta nacionalidade com o maior número de entradas em São Paulo.
(...)
A questão inicial que se coloca é: por que este grande grupo imigratório dirigiu-se para o Brasil, sendo que outras opções se ofereciam? – como os países produtores de petróleo do Golfo Pérsico, os países de população islâmica da África, os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália e outros países latino-americanos como a Argentina, a Venezuela e o México, que ao longo do século XX também foram fonte de atração de imigrantes em menor ou maior grau. O Brasil, porém, superou todas as expectativas que poderiam ter os libaneses descontentes quanto a ser um bom país de recepção, e hoje cálculos realizados pelas entidades internacionais de imigrantes libaneses indicam o Brasil como o país com o maior número de imigrantes e descendentes de libaneses em todo o mundo.
Entre os fatores especificamente brasileiros para a atração de imigrantes entre os anos 1880 e 1930 e a partir de 1945, discutirei neste capítulo:
·
A
requisição de mão-de-obra imigrante para a substituição do braço escravo no
trabalho agrícola, nas duas últimas décadas do século XIX e três primeiras
décadas do século XX, especialmente na província/estado de São Paulo;
·
A
requisição de mão-de-obra especializada para suprir as necessidades da
industrialização e urbanização iniciadas nos anos 1930 e acentuadas nos anos
1950;
·
A
política imigratória liberal do país – apesar de alguns poucos momentos de
restrição e de discursos anti-imigratórios – acompanhada por uma política ampla
de concessão de nacionalidade;
·
A
possibilidade dos imigrantes obterem ascensão econômica devido à crescente
urbanização e desenvolvimento do país (no caso dos libaneses, através do ciclo
mascate-lojista-industrial);
· A liberdade de culto e multiplicidade étnica, que permitiu aos imigrantes não-europeus e não-cristãos serem aceitos na sociedade (especialmente os menos diferentes e após a ascensão econômica).
Fonte: GATTAZ, André. Do Líbano ao
Brasil: história oral de imigrantes. Salvador/BA: Editora Pontocom, 2ª.
Ed., 2012, pág. 24-26; 79-80.
Antonio Dias dos Aydos
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Weihnachtskäfer - O Besouro de Natal Teuto-Brasileiro
Placa em homenagem a Enedino Silva
Utensílios de cozinha do século XVI
Pelo fato de as técnicas culinárias no século XVI não se mostrarem excessivamente complexas (assar, cozer, fritar, estufar ou afogar eram as principais técnicas empregadas), poucas variedades de utensílios se tornavam necessárias: para levar os ingredientes ao fogo usavam-se tigelas, panelas, tachos, púcaras ou púcaros; o peixe era frito em frigideiras e sertãs; bacias e bacios serviam para lavar os alimentos, misturá-los e os levar ao lume; as panelas eram cobertas com tapadeiras, testos, telhadores ou sapadeiras; colheres, garfos e facas, geralmente de ferro, assim como escumadeiras, jueiras, graais, rolos, furadores, machadinhas, carretilhas auxiliavam os cozinheiros. À mesa, levava-se alimentos em pratos, escudelas, tachos, etc. Desde a Idade Média que se usavam nas mesas toalhas e guardanapos. Nesse período, a faca era instrumento por excelência, desconhecendo-se garfos e utilizando-se com pouca frequência a colher. Para beber usavam-se copos um pouco maiores dos que os atuais. Embora se recorresse às escudelas para sopas e outros alimentos líquidos, comia-se inicialmente carne e peixe em cima de grandes rodelas de pão, substituídas mais tarde pelo talhador de madeira e, depois, por escudelas que serviam para duas pessoas.
Fonte: ABBADE, Celina Márcia de Souza. Utensílios
de cozinha: Portugal séc. XVI/Brasil séc. XX. Revista de Filologia, número
16. Disponível em: http://www.filologia.org.br/revista/16/index.html. Acesso em: 08
set. 2020.









