sábado, 9 de julho de 2022

Eleitores de Herval em 1833

 



FREGUESIA DO HERVAL

ELLEITORES

Os Senhores

João da Silva Tavares

João Severino da Silveira

Manoel Madruga de Bitancurt

José Maria Rodrigues

Antonio de Moraes Figueredo Viseu

Fonte: O NOTICIADOR (Rio Grande/RS), 07 de Março de 1833, pág. 03, col. 01

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Eleitores de Pelotas em 1833

 



VILLA DE S. FRANCISCO DE PAULA

ELLEITORES.

Os Senhores:

João Baptista de Figueredo Mascarenhas

João Alves Pereira

Francisco Florencio da Rocha

Boaventura Rodrigues Barcellos

Cyprianno Rodrigues Barcellos

Thomas Francisco Flores

José Vieira Vianna

Antonio José de Oliveira Castro

João Jacinto de Mendonça

Alexandre Vieira da Cunha

Fonte: O NOTICIADOR (Rio Grande/RS), 07 de Março de 1833, pág. 02, col. 02


quinta-feira, 7 de julho de 2022

Eleitores de São José do Norte em 1833



 VILLA DE S. JOSE DO NORTE

ELLEITORES

Os Senhores:

Manoel José da Silva

Caetano José Travassos

João Bernardo Paraiso

Luiz Caetano Pinto

Joaquim Rodrigues Saraiva

Fonte: O NOTICIADOR (Rio Grande/RS), 07 de Março de 1833, pág. 03, col. 01

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Algumas ruas antigas de Porto Alegre

 



Reminiscencias de Porto Alegre

(...)

- Alguns lugares em outro muito conhecidos por certos e designados nomes são hoje quasi desconhecidos ou talvez esquecidos por ter desapparecido o que servia de motivo a taes designações.

Mencionarei alguns de que me recordo agora

O Jogo-da-bola na rua do Arroio, entre a da Ponte e a da Igreja, por haver ali um jogo desses pertencente a Antonio Pereira da Silva, com fundos para os lados da Bronze; ficando assim a rua do Arroio com tres nomes - "Nabos", "Jogo da Bola" e "Peccados Mortaes".

O Becco do Cordoeiro, aberto em terrenos do velho Couto, transformado hoje em rua Senhor dos Passos, assim se chamou a principio por ter ali morado João Cordoeiro.

O Becco do Barbosa, (Antonio Martins Barbosa ou simplesmente Barbosa mineiro), que tem hoje o nome de rua da Aurora.

O Becco do trem, terreno entre as ruas de Bragança e do Rosario, quasi em continuação da rua Nova, mandado tapar judicialmente em consequencia de um processo havido entre a Camara Municipal e Francisco Pinto de Souza, fazia parte da rua da Cadeia. Na velha casa da esquina da rua do Rosario trabalhavam, então, as officinas que funccionam hoje no Arsenal de Guerra.

Rua da Graça era o primitivo nome da rua da Praia, escripto nos annaes da Camara desde os tempos do Sota de Ouro (o octogenario Domingos Martins tinha sido escrivão da camara e já arrastava os pés com tanto ou maior peso que o velho Couto: era casado com uma respeitaval senhora que com as suas proprias barbas sabia e fazia honrar as de velho esposo). E nunca dahi sahiu para ser lido nas communicações, officiaes da mesma camara, pois o povo sempre chamou rua da Praia. E rua da Praia continuará a ser apezar do novo nome heroico de Andradas.

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 09 de Fevereiro de 1916, pág. 01, col. 03

terça-feira, 5 de julho de 2022

Proprietários de Rio Grande em 1825 - Parte 05

 



Obs.: Lista parcial de proprietários moradores do termo da então vila de Rio Grande em 1825. Inclui portanto desde grandes proprietários rurais até meros proprietários de habitação própria. O termo da vila de Rio Grande, na ocasião, incluía, uma grande porção do sul e sudeste do atual estado do Rio Grande do Sul.

José de Faria Roza

José de Faria Roza Filho

Lourenço Manoel Lopes (padre)

José Dutra de Lemos (padre)

Quintiliano Pereira Madruga

Antonio José de Borba

Manoel Gomes Garcia

Antonio de Faria Roza

José Pereira da Cunha

Thomaz da Roza Pinheiro

Americo Pereira da Silva

Manoel Pereira da Silva

João Antonio de Oliveira

Bernardo de Jesus Maria Lopes (padre)

Manoel Rodrigues Barboza

Francisco Ignacio de Lemos

Feliciano José Pinto de Moura (padre)

José Ignacio de Lemos

Joaquim Ignacio de Lemos

Domingos Silveira

Manoel Francisco de Paiva

Manoel Francisco da Terra

Miguel Antonio de Araujo

João Ignacio Baptista

Theodoro José da Silva Braga

José Marcelino da Silva

Domingos Antonio Fernandes

João da Costa Chaves

Bartholomeu Bento Marques

Hermenegildo Pereira Marques

Alexandre Dias da Costa

João de Souza Pascoal

Fermiano Gonçalves Chaves

José Bernanrdes de Souza Araujo

José de Souza Machado

Manoel José de Souza

José de Souza Lima

José Manoel da Silva Saraiva

Anastacio José da Rocha

Ignacio José de Souza

João Antonio da Silveira

Joaquim José Rodrigues Saraiva

Pio Soares de Paiva

José Joaquim de Faria

Francisco José Saraiva

Antonio Rodrigues Vicente

Manoel Gonçalves da Silva Peixoto

Joaquina Roza Saraiva

José Rodrigues Evangelho

Manoel Ignacio da Silva

Fonte: IMPERIO DO BRAZIL: DIARIO FLUMINENSE (Rio de Janeiro/RJ), 24 de Março de 1825, pág. 266.


segunda-feira, 4 de julho de 2022

I Festival Punk Rio-São Paulo

 



Punk no Rio: rebeldes sem causa

Palavrões contra o sistema, som ensurdecedor, trem da Central na volta ao lar

"ÊXTASE totaal". A voz saiu pastosa da boca do jovem de preto, com um alfinete de fralda de bebê enfiado no nariz, os olhos esbugalhados diante da cena. Outros dois jovens, Breno e Malu, dançavam descalços sobre um tapete de cacos de vidro, ao som de palavrões gritados pela platéia. Tímido, semi-oculto pelos Arcos da Lapa carioca, um quarto crescente de lua tudo observava. Era o primeiro Festival Punk Rio-São Paulo, no Circo Voador.

Três mil jovens se comprimiam entre as estruturas de ferro para ouvir guitarras ensurdecedoras, nos rocks de dois minutos detonados por grupos como o Coquetel Molotov, Lixomania, Descarga Suburbana, Eutanásia, Fogo Cruzado, e para gritar palavrões de ordem contra o sistema. 

Puro punk rock brasileiro. Brasileiro? Bem, digamos que seja uma adaptação tropical do movimento iniciado em Londres em meados dos anos 70 que chegou a ter algum eco no Brasil, na época, dando origem a grupos como o Joelho de Porco. Mas se, na Inglaterra, o punk rock surgiu espontâneo a partir de adolescentes pobres e desempregados, no Brasil não pegou, na ocasião. Como uma bomba de efeito retardado, ele explode agora, em tempos mais brabos, principalmente no ABC e nos subúrbios de São Paulo. São Paulo até leva a sério o punk, que já conta com uns cinco mil adeptos. No Rio, ele só agora começa a acontecer, com o primeiro grupo - o Coquetel Molotov - nascido de jovens suburbanos de Campo Grande e do Méier.

O Festival do Circo Voador serviu para mostrar a fragilidade de um movimento que não pretende ser nada frágil e que, para engrossar um pouco sua massa, pediu emprestado adeptos de outras classes sociais, enchendo o espaço cultural mais badalado do Rio de Janeiro e promovendo a convivência democrática, ou melhor, anárquica, das mais diversas tendências de comportamento da juventude. No festival havia lugar para todos: do clã do Djavan aos palavrões do Coquetel Molotov, do new wave Pará-lamas [sic] do Sucesso a esquerdinhas festivas ou carrancudas, Houve até um espetáculo de autoflagelação degustado ao sabor de sanduíches naturais. No Brasil, todos querem estar no palco, ninguém quer ser platéia, já dizia Gilberto Gil.

"Odeio tevê! Odeio você!", berrava Tatu. Isso mesmo, Tatu, vocalista do Coquetel Molotov, à frente de um telão de vídeo que reproduzia seu rosto enquanto o prato da bateria voava do suporte a todo momento, por falta de um parafuso. "Agora é que o movimento vai pegar no Brasil", fala Tatu, "não dá para explicar o que é. Punk é assim, de repente. É esta loucura toda... O sistema que oprime a gente... A falta de perspectiva profissional. Está tudo podre". Tatu é carioca do Méier, estudante de comunicação da UFRJ e, naquela noite, tinha os cabelos grudados com brilhantina, vestia um blusão de couro negro bem maltratado e transportava alguns palavrões na boca de suas calças.

A multidão que lotou o Circo Voador, apesar de grande parte ser apenas curiosa em relação ao movimento punk, pegou rápido o espírito da coisa e dançou, brigou, bebeu, cheirou, se jogou no chão, subiu ao palco, gritou palavrões pelo microfone e puxou a perna de Perfeito Fortuna - ex-Asdrúbal-Trouxe-o-Trombone, mestre sem nenhuma cerimônia do festival. Perfeito também dançou a noite inteira e repetiu várias vezes que "no Circo Voador dançavam juntas todas as diferenças".

Por toda parte havia faixas tentando explicar qual é a do pensamento punk: Fora Capitalismo, Fora a Burguesia, Fora com o Sistema, Roupa Cara é Mania, Etiqueta é Fantasia, Nosso Regime é Anarquia. Um festival punk. E não era? O som de altíssimo volume e qualidade nem sempre tão alta, muita espontaneidade importada de São Paulo e dos subúrbios cariocas, em contraste com muita produção: os chamados punks de butique. Uma noite de Cinderela. Na manhã de domingo, tudo acabado. Tatu explica: "O pessoal tem que trabalhar. Se não trabalha, tem que se virar". Cedinho, na manhã de segunda, sem nenhuma fantasia. Novos encontros? Toda sexta à noite, em alguma estação do metrô. São Bento em São Paulo, Cinelândia no Rio.

Sérgio Costa

Fonte: MANCHETE (Rio de Janeiro/RJ), edição 1617, 16 de Abril de 1983, pág. 124

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