História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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domingo, 14 de novembro de 2021
O Tesouro de Falkstrupp - investigação histórica
sábado, 13 de novembro de 2021
Poloneses na cidade de Pelotas
A bela, culta e hospitaleira 'Princesa do Sul', recebeu os imigrantes poloneses embora em menor número, na mesma época que os recebeu a vizinha cidade do Rio Grande. Em 1898 encontramos, ali, perfeitamente radicadas, cerca de 30 famílias debaixo da tutela espiritual do Revdo. Padre Jan Zblewski. Em 1924 residiam em Pelotas cerca de 300 poloneses, segundo nos informa o ex-cônsul, Dr. Kazimierz Gluchowski, o que sem dúvida, constitui um grupo muito menor do que na vizinha cidade portuária. Não obstante tal fato, foi organizada, também, uma sociedade cultural, sob o nome do consagrado escritor de fama universal Henryks Sienkiewicz, que agrupou, inicialmente 14 famílias residentes na cidade. Embora o patrimônio da referida sociedade fosse na época, apenas de Cr$ 2.000,00, eram bastante ativas e originais às suas atividades, segundo veremos pelo relato pessoal feito em junho do corrente ano, pelo ex-presidente Sr. Leonardo Klemowski: 'A Sociedade Henryk Sienkiewicz', teve seu início em 1904. As poucas famílias existentes em Pelotas, compunham-se na sua maior parte de operários, tais como: tecelões, marceneiros, mecânicos, carpinteiros, etc. que prestavam os seus serviços profissionais às diversas indústrias e empresas espalhadas pela cidade.
A ideia de uma sociedade surgiu em face do natural desejo de se reunirem
em grupo, afim de evocarem as suas tradições e concorrerem, dentro de suas
modestas possibilidades econômicas, para auxiliarem o Governo Polonês no
exílio, cuja sede, se encontra na cidade suíça denominada Rapesville. A
iniciativa desta campanha fora feita pelos Srs. Antonio Wolski, Jan Dobrzynski,
Piotr Olendzki, que costumavam reunir-se na casa do Sr. Teodor Brzeski. Embora
em pequeno número, porém movidos por uma causa nobre, ou seja, pela liberdade
de sua pátria, que nesta época era subjugada e tiranizada por cruéis invasores
- aqueles bravos pioneiros, nunca esmoreceram ante as dificuldades ou
desilusões. Organizaram festas, reuniões e bailes em casas dos amigos e
parentes, cada vez em outro local. Deste modo surgiu definitivamente a
'Sociedade Polonesa Henrique Sienkiewicz', com estatutos e sede própria. Vivem
dias de intensa atividade social e cultural, apresentando festivais, teatros,
organizando recepções a visitantes ilustres como o foram Sua Excelência
Reverendíssima Dom Dr. Teodor Kubina, famoso e prestigioso prelado polonês, e
Dr. Tadeusz Grabowski, que fora Ministro Plenipotenciário e Enviado
Extraordinário da Polônia no Brasil.
Lamentavelmente, durante a campanha de nacionalização, sem motivo algum,
passou a vegetar, até o corrente ano. Há poucos meses ressurgiu novamente, com
a sede reformada, e com estatutos também modificados de acôrdo com a época e a
realidade nacional. Merecem destaque especial as atividades desenvolvidas há
meio século, pelos Srs. Stanislaw Szafarski, Josef Lugowski, Roman
Murowaniecki, Ludwik Skrzesinski e Wladyslaw Nasilewski, Stefan Lange, bem como
do nosso informante, Sr. Kleinowski.
A sede própria, somente tornou-se realidade em 1920, graças à
generosidade e cooperação de toda a colônia radicada em Pelotas.
No pequeno cenário da etnia polonesa no sul do Rio Grande, projetam-se,
ainda, o prof. SILVIN DERENGOWSKI, na qualidade de lente da cadeira de
Geometria Descritiva e Desenhos da 'Escola Eliseu Maciel' e o professor CZESLAW
MARJAN BIEZANKO, do qual nos ocuparemos em especial, numa reportagem separada.
O prof. DERENGOWSKI, falecido em 1937, segundo informações prestadas pelo
ilustre Eng. Agrônomo Biezanko: “deixou uma gratíssima lembrança entre os seus
colegas e alunos. Os seus filhos concluíram brilhantemente as escolas militares
e pertencem hoje, ao patrimônio ativo do Exército Nacional."
Fonte:
DIÁRIO DE
NOTÍCIAS, Porto Alegre/RS, 25 de julho de 1958, pág. 10.
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Sírio-libaneses na cidade de Pelotas
Vale recordar que a região dos atuais países do Líbano e Síria, no Oriente Médio, fazia parte do secular Império Turco-Otomano até o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Por isso, imigrantes sírios e libaneses que chegaram a Pelotas durante o século XIX eram classificados genericamente como “turcos”, embora tivessem cultura, etnia, língua e muitas vezes religião bem diferentes dos “turcos” da região historicamente definida como Turquia.
Com o enriquecimento de algumas
famílias, seus descendentes diversificaram as áreas de atuação, tendo surgido
até arrozeiras e hotéis administrados por eles. Outro aspecto importante da
comunidade migrante é o fato de serem majoritariamente cristãos do rito
maronita e não muçulmanos.
Em 1957, a comunidade sírio-libanesa
de Pelotas voltou a se reunir em torno de suas tradições culturais e ocorreu a
fundação da Sociedade Libanesa de Pelotas, situada à Rua Professor Dr. Araújo.
Fontes:
FRANCISCO, Julio
César Bittencourt. Do Oriente Médio ao Sul do Brasil: a imigração de sírios e
libaneses no Rio Grande do Sul (1890-1949). In: Revista do Instituto
Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, n. 152, jul.
2017, pág. 69-97.
FRANCISCO, Julio
César Bittencourt. Turco de cuia e bombacha: sírios e libaneses no Rio Grande
do Sul. In: VII Encontro Regional Sul de História Oral, Joinville/SC,
Univille, jun. 2015.
GILL, Lorena
Almeida; LONER, Beatriz Ana; MAGALHÃES, Mario Osorio (orgs.). Dicionário de
História de Pelotas. Pelotas/RS: Ed.UFPel, 2010.
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Franceses na cidade de Pelotas
A presença francesa em Pelotas remonta ao ano de fundação da freguesia de São Francisco de Paula das Pelotas em 1812, contando-se já nessa época residentes na nascente urbe. Ao longo de todo o século XIX, houve inúmeros franceses na cidade envolvidos com educação, comércio, artes, espetáculos e diversos serviços. Isso porque o referencial cultural da cidade neste período foi justamente a França. A arquitetura, os hábitos de civilidade, os padrões culturais e artísticos são diretamente inspirados pelos modelos franceses. A aristocracia pelotense enviava seus filhos para a França para poderem receber aquela que era considerada a mais refinada educação do mundo ocidental. Era também comum que o francês fosse a língua estrangeira mais aprendida pelas pessoas da época em Pelotas.
Além dos franceses estabelecidos na
zona urbana nas mais diferentes ocupações, Pelotas teve uma colônia agrícola no
século XIX com agricultores vindos daqueles país: a colônia Santo Antônio. A
colônia recebeu principalmente franceses oriundos da Borgonha, região dos Alpes
franceses, Bretanha, região francesa do antigo Ducado de Savóia, região de
Paris e Provença. Ali se desenvolveu uma importante cultura vinícola e de
beneficiamento de doces em pasta e cristalizados, além do largo cultivo da
alfafa.
Na região da Vila Nova, distrito do
Quilombo, zona rural de Pelotas, ainda é possível encontrar muitos traços da
colonização francesa como o museu etnográfico, a igreja católica, antigas
casas, o cemitério e a fábrica de doces Crochemore.
Parte da tradição doceira da cidade
tem forte influência francesa, principalmente na receita de alguns doces finos
que não são propriamente portugueses, mas adaptações de técnicas culinárias da
confeitaria daquele país.
Fontes:
ANJOS, Marcos
Hallal dos. Estrangeiros e Modernização: a cidade de Pelotas no último
quartel do século XIX. Porto Alegre/RS: PUC-RS, Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História do Brasil, Dissertação
de Mestrado, 1996.
BECKER, Klaus. A
imigração no Sul do Estado do Rio Grande do Sul. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração.
Canoas/RS: Editora Regional, 1958.
BETEMPS, Leandro
Ramos. Aspectos da colonização francesa em Pelotas. In: História em Revista,
Pelotas, UFPel, v. 05, 1999.
KLEIN, Caroline
Rippe de Mello. A imigração francesa no Rio Grande do Sul (século XIX). In: Revista
Historiador, v. 07, n. 07, jan. 2015, pág. 22-28.
SACCARO, Alice. A
formação da colônia francesa na segunda metade do século XIX e sua importância
para a cidade de Pelotas. In: Novas Fronteiras: Revista Acadêmica dos
Alunos de Relações Internacionais da ESPM-Sul. Porto Alegre/RS, v. 01, n. 01,
março 2014.
terça-feira, 9 de novembro de 2021
Sobrenomes Poloneses - Parte 51
1251. Gonka - é um sobrenome de difícil interpretação, pois pode estar relacionado com uma palavra para bispo, outro para prostituta, pessoa imoral, ou mesmo uma forma para caçador, perseguidor. Todas são possíveis hipóteses. De modo mais conservador, podemos afirmar que é um patronímico do antigo nome eslavo Gonek.
1252. Gorajek - sobrenome toponímico relativo aos seguintes locais: Gorajek, aldeia registrada no antigo condado de Wloszczowa; Goraj, nome de aldeia observado nos antigos condados de Zamosc, Kolo e Mohylów. Também pode ser um patronímico do nome eslavo Gorzyslaw ou corresponder a montanha, lugar alto.
1253. Goracy - sobrenome metonímico que significa quente. Por extensão, refere-se a várias características comportamentais: apaixonado, afetuoso, irascível, temperamental, irritante, animado, persistente, violento, feroz. Também pode estar associado a um profissional que trabalha em um ambiente de muito calor como ferreiro, caldeireiro, vidreiro, etc.
1254. Goraczkowski - sobrenome metonímico que significa quente. Por extensão, refere-se a várias características comportamentais: apaixonado, afetuoso, irascível, temperamental, irritante, animado, persistente, violento, feroz. Também pode estar associado a um profissional que trabalha em um ambiente de muito calor como ferreiro, caldeireiro, vidreiro, etc. Por fim, um toponímico relativo a Goraczka, aldeia no antigo condado de Dzisienski.
1255. Gorczycki - sobrenome toponímico relacionado aos seguintes locais: Gorczyca, no antigo condado de Augustów; ou Gorczyce, anotado nos antigos condados de Plonsk, Olecki, Lecki e Racibórz. Igualmente pode ser um metonímico para o comerciante de grãos de mostarda ou, por extensão, de especiarias e ervas de modo geral.
1256. Gordon - embora aparentemente inspire ter uma base etimológica inglesa, o Gordon polaco tem origem completamente distinta. É um patronímico do nome Gordian (em latim Gordianus), anotado na Polônia desde o século XIII. Isso entretanto não exclui que famílias detentoras deste sobrenome possam ter origem anglo-saxônica na própria Polônia.
1257. Gorgi, Gorgius, Gorgs, Gorig - sobrenome patronímico do nome polaco dialetal Gorgius (Jorge em português).
1258. Gorgolewski - sobrenome metonímico relacionado a pescoço ou garganta. Tende a indicar uma característica de voz (aguda, rouca, semelhante a um trinado, etc.), uma pessoa de pomo-de-adão proeminente ou a uma pessoa de pescoço alto. Figurativamente pode também ter o sentido de murmurador, reclamão.
1259. Görik - sobrenome patronímico do nome Gerik, forma regional do nome alemão Gerhardt.
1260. Gorry - sobrenome metonímico que significa montanhês, morador da montanha.
1261. Gors - sobrenome patronímico do nome curto alemão Gorss, este por sua vez um hipocorístico do nome Gregorius.
1262. Gorsz - sobrenome patronímico de vários nomes eslavos que iniciam com o prefixo Gorsz- . Também pode ser um toponímico relativo a uma diversidade de locais que começam com o mesmo prefixo.
1263. Gorzynski - sobrenome toponímico referente aos seguintes locais: Gorzen, na região de Wielkopolska; Gorzyn, nos antigos condados de Miedzychodzki e Bydgoszcz; Gorzyny, no antigo condado de Mozyrski; Górzno, nos antigos condados de Garwolin, Pleszew, Wschowski e Zlówi).
1264. Gos, Gosz - sobrenome patronímico hipocorístico dos nomes eslavos Gosclaw, Goscilaw, Goscilub e Goscimir.
1265. Goski - sobrenome patronímico hipocorístico dos nomes eslavos Gosclaw, Goscilaw, Goscilub e Goscimir. Também pode ser um sobrenome patronímico do nome prussiano Gosik. Por fim, um toponímico diretamente relacionado a Goski, aldeia e propriedade feudal no antigo condado de Lomza.
1266. Goss, Gosz - sobrenome patronímico hipocorístico dos nomes eslavos Gosclaw, Goscilaw, Goscilub e Goscimir. Também pode ser um sobrenome patronímico do nome prussiano Gosik ou dos nomes germânicos Gottfried e Gotthard.
1267. Goszczynski - sobrenome toponímico relativo aos seguintes locais: Goszcz, no antigo condado de Sycowski; Goszcza, nos antigos condados de Miechowski e Pinsk; Goszczyn, no antigo condado de Grójec; Goszczynno, no antigo condado de Leczyca; Goszczyno, no antigo condado de Plock. Também pode ser um patronímico com total correspondência com o item 1264.
1268. Gosztyla - sobrenome patronímico do nome Gasztolt, que deriva do nome germânico Gastold. Também pode ser um toponímico referente a Gostylany, no antigo condado de Kaunas.
1269. Gosciniak - sobrenome patronímico dos nomes eslavos Gosclaw, Goscilaw, Goscilub e Goscimir. Também pode ter uma natureza metonímica e corresponder a visitante, inquilino, estranho, forasteiro, ignorante, novato (em sua profissão).
1270. Goslinski - sobrenome toponímico relacionado aos seguintes locais: Goslina, no antigo condado de Oborniki; Goslinki, no antigo condado de Rawa; Goslinka, aldeia, comuna e condado do antigo reino da Polônia; Goslinowo, no antigo condado de Gniezno; Gosliny, no antigo condado de Rawa.
1271. Gotschalk - sobrenome patronímico do nome germânico Gottschalk.
1272. Goyke - sobrenome metonímico que significa não-judeu, gentio, isto é, um morador cristão de uma comunidade predominantemente judaica.
1273. Gozdziuk - sobrenome metonímico que corresponde aproximadamente ao profissional tanoeiro ou taberneiro. Um profissional que trabalha com armazenamento de bebidas. Também pode ser um toponímico relativo aos seguintes lugares: Gozdzie, mencionado no antigo condado de Ciechanów; Gózdz, anotado nos antigos condados de Nowy Minsk e Radom; Gozda, percebido nos antigos condados de Sieradz, Lipno, Bilgoraj e Suwalki.
1274. Gozlinski - sobrenome toponímico relativo a duas localidades existentes na antiga freguesia de Gozlin, na comuna de Wilga, no condado de Garwolin, que são Gozlin Górny e Gozlin Maly.
1275. Gójski - curador, curandeiro; calmo, tranquilo.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
Sobrenomes Poloneses - Parte 50
1226. Godlewski - sobrenome toponímico relacionado a Godlewo, nome de lugar encontrado nos antigos condados de Ostrów, Szczuczynski, Maryampolski e Oszmiana; ou a Godlewszczyzna, nos antigos condados de Sluck e Vilnius.
1227. Godzik - sobrenome patronímico dos nomes eslavos Godzislaw e Godzimir.
1228. Gogolec - sobrenome eslavo germanizado do termo gogól. Gogól é uma espécie de pato selvagem, sendo o animal usado figurativamente para descrever pessoas que habitam em zonas distantes, incultas. Por outro lado também pode se referir à pessoa de baixa estatura. Também pode ser um toponímico relativo à localidade de Gogól, pertencente à aldeia de Zacharzowice, na comuna de Wielowies, no distrito de Gliwice, na voivodia da Silésia.
1229. Gogolicki - sobrenome toponímico relativo a Gogolice, aldeia no antigo condado de Szamotuly.
1230. Gogolkiewicz - sobrenome toponímico relativo a Gogól, Gogolów e Gogolice (diversos locais na Polônia). Pode se referir também a uma espécie de profissional extrativista mergulhador, pessoa de baixa estatura ou pessoa que habita em zona distante, inculta.
1231. Gogosz - sobrenome metonímico com três significados elencados: pessoa de baixa estatura, profissional extrativista mergulhador ou pessoa que habita em zona distante, inculta.
1232. Gojlik, Gojlo - deriva do termo goy que é a forma com que os judeus se referem a um gentio. Portanto, um morador não-judeu numa aldeia ou comuna predominante habitada por judeus.
1233. Golanski - sobrenome toponímico relativo a Golany, nome de lugar encontrado nos antigos condados de Ciechanów e Rzezycki; Golanki, nos antigos condados de Noworadom, Plock, Sokolów e Szczuczyn; Golanka, nos antigos condados de Ostroleka e Tarnow.
1234. Goldau - sobrenome relacionado a Galdowo (nome alemão Goldau), no antigo condado de Suski.
1235. Goldschmid, Goldschmidt - sobrenome metonímico alemão que significa ourives.
1236. Golec - sobrenome metonímico que significa calvo, careca. Embora também pode significar nu, ou por extensão, pobre, desprovido, plebeu. Figurativamente, pode ainda significar trapaceiro, mandrião. Também é diretamente um toponímico referente a Golec, aldeia no antigo condado de Pisz.
1237. Golemo - sobrenome metonímico derivado da antiga palavra polaca golemy, que significa grande, enorme, muito grande.
1238. Golen, Golon - sobrenome que significa canela ou barra (de metal). Está associado também a um verbo que pode ser traduzido aproximadamente como "aparar". Por isso, é mais provável que se vincule à profissão de cirurgião-barbeiro ou a um artesão cujo ofício envolve o ato de aparar objetos. Por fim, um toponímico relacionado à aldeia de Golenie, no antigo condado de Zadzbourski.
1239. Golinski - sobrenome toponímico relativo aos nomes de lugar Golina, Golin, Golino, Golenie, Gollingen (diversos locais na Polônia e Alemanha).
1240. Golub, Golubców - sobrenome que significa pombo macho. Entretanto, historicamente é mais provável que seja originário dos antigos domínios de Gollub - família que integrou a Ordem dos Cavaleiros Teutônicos na Idade Média e que recebeu diversos feudos na região da Europa Oriental, com castelos, propriedades rurais e aldeias sobre o seu controle. A família aparentemente tem origem na região de Brodnica, na Prússia Oriental.
1241. Golabek - sobrenome que significa pombo macho. Neste ínterim, tem aspecto metonímico e designa um criador de pombos, um nome de casa ou figurativamente homem de peitoral grande ou homem de passo "miúdo" (significando afetado, por extensão, nobre, ou que aspira aos modos da aristocracia).
1242. Golczyk - obrenome metonímico que significa calvo, careca. Embora também pode significar nu, ou por extensão, pobre, desprovido, plebeu. Figurativamente, pode ainda significar trapaceiro, mandrião.
1243. Golda, Goldyn - sobrenome com dois significados possíveis: uma espécie de minério de ferro; uma eslavização do vocábulo alemão gold que significa ouro. Pode indicar um ferreiro ou ourives, portanto. Também tem natureza referente à língua iídiche e corresponder a um matronímico. Figurativamente, era um termo para designar bêbado, beberrão, pândego.
1244. Golebiewski, Golebiowski - sobrenome toponímico relativo aos seguintes lugares: Golebiów, nome de aldeia verificado nos antigos condados de Malopolska e Tarnorbrzeskie; Golebiewo, no antigo condado de Gdansk.
1245. Goluch - sobrenome com vários potenciais significados, a seguir: calvo, careca; cirurgião-barbeiro; cuidadoso, prudente; algo que corta ou esmaga; tormento; figurativamente e mais provável: pobre, plebeu, despossuído.
1246. Golyski - sobrenome metonímico relativo a Golysa, uma aldeia no antigo condado de Konecki. Também pode ser um patronímico do antigo nome pessoal Golysz. Por fim, pode ter o sentido de calvo, careca, ou figurativamente pobre, despossuído, plebeu.
1247. Gondek - sobrenome patronímico do antigo nome eslavo Gadek ou Gedek.
1248. Gondz - sobrenome metonímico que significa cantor, aquele que cantarola, artista, músico. Embora aponte para esse aspecto profissional, pode também fazer referência a um tipo de entonação "cantada" de alguns dialetos do Leste Europeu.
1249. Gonera, Gonos - embora tenha diversos significados conjugados, é mais provável que aponte que seja um termo da Cracóvia para caçador.
1250. Gonta, Gontarczyk - sobrenome metonímico que significa telha, telhado. Por extensão, o profissional que fabrica telhas ou que instala telhados. Também pode ser um toponímico referente a Gonty, aldeia no antigo condado de Sucha, ou Gontarz, aldeia no antigo condado de Kolno.




