quarta-feira, 4 de agosto de 2021

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Sobrenome Sanchis

 



Sobrenome de origem valenciana, relativamente frequente e registrado sobretudo na província de Valência, sendo muito notável a sua presença em Alicante, Barcelona, Castellón e na Comunidade de Madrid.

É uma variante valenciana da escrita do patronímico Sanchiz (ou Sánchiz), derivado por sua vez da forma clássica castelhana Sánchez, "filho ou descendente de Sancho". Sancho é um nome masculino muito antigo, encontrado sobejamente nos registros medievais de Castela, Aragão, Leão, Navarra e Galícia.

A forma Sanchis aparece por volta do século XIII, aparecendo também a forma diretamente variante: Sanxis. São registrados os solares em ordem a seguir: em Torrent, fundado em 1248; em Bocairent, fundado em 1249; em Montesa y Vallada, em 1289; Alcúdia de Carlet, em 1337; em Ontinyent, em 1343; em Valência, duas casas solares, respectivamente em 1354 e 1373; em Almassora, 1379; em Museros, em 1379; em Onda, em 1379; em Silla, em 1380; em Altea e Teulada, ambas as casas em 1381; em Castelló de La Plana, em 1398; em Villarreal, em 1415; uma segunda casa solar em Ontinyent, em 1421; em Xátiva, em 1421; em Manises, 1454; em Borriana, 1481; em Pego, em 1488.

Os Sanchis se espalharam muito em toda a Península e nas Américas, principalmente na Flórida, Cuba, México, Venezuela e Caribe.

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Sobrenome Castellanos

 



Sobrenome de origem leonesa. De Leão, foram para Castela ainda no século VIII d.C., estando presentes nas investidas militares do rei Alfonso II. É provável, conforme vários autores, que o núcleo original dos "Castellanos" fosse uma ramal dos Gutiérrez (que remontam à época visigótica), tendo eles incorporado o sobrenome em questão nas campanhas de Alfonso II. Isso porque foi lhes conferido o domínio da vila de Sahagún.

Do núcleo inicial, mais tarde nos séculos X e XI, os cavaleiros deste sangue estiveram envolvidos na conquista do antigo Reino da Galícia. Sabe-se que surgem ramais importantes neste período de nobres com esta alcunha no vale de Quiroga e em Astorga. Membros da família também participaram da Batalha de Las Navas de Tolosa.

Por volta do século XIV, os Castellanos tiveram linhagens envolvidas no processo de reconquista dos reinos de Valência e Aragão. Surgiram solares desta família em Chelva e La Mancha e, mais tarde, em Granada e La Solana.

O sobrenome fez parte da aristocracia espanhola durante o seu esplendor colonial (séculos XVI-XVII), estando presentes em diversos pontos da América Latina como administradores, burocratas, governadores, militares e religiosos.

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

domingo, 1 de agosto de 2021

Sobrenome Bellido



 Nome e sobrenome muito antigos, relativamente frequentes e distribuídos por Espanha, México e Peru, a partir do termo latino tardio - bellito (=aguerrido, valente) - que deu origem à velha palavra castelhana - bellido, usado como nome de batismo na Idade Média e, posteriormente, como nome de família. O nome é muito antigo na Espanha, pois a forma Bellitus aparece documentado já no ano de 683, data em que um bispo com este nome esteve presente no XIII Concílio de Toledo. Existiam, portanto, diferentes casas solares com esta alcunha, não relacionadas entre si, sendo muito antigas aqueles que se iniciaram no antigo reino de Aragão, onde, ao que tudo indica, o solar primordial foi erguido na localidade de Ainzón. Deste núcleo, algumas ramais se dirigiram para Zaragoza e lugares próximos.

Em 1553, registra-se Juan e Pedro Bellido radicados com um solar em Arnés, na área de Tortosa. No Reino de Valência, verificam-se solares na própria cidade de Valência em 1354, em Castellón de la Plana (1398) e Onteniente (1421). Perante a Real Chancelaria de Granada, adquiriram fidalguia os ramos de Arjona, em Jaén, no ano de 1698, e o de Albarracín, em Teruel, no ano de 1663.

O sobrenome espraiou-se por Valência e Catalunha, tendo o ramo aragonês tornado-se minoritário com o passar do tempo.

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

sábado, 31 de julho de 2021

Batalha das Flores



"Batalha das flores

Diz um collega do sul que para a primeira vez que se realisa em Pelotas festa d'este genero, e pela escassez do tempo que houve para preparal-a, esteve imponente a batalha das flores de 3 do corrente, travada nas quadras da rua S. Miguel entre S. Jeronymo e Voluntarios.

Das 5 para as 6 horas da tarde, era deslumbrante o aspecto d'aquella rua.

Os passeios estavam atopetados de gente, dando a nota alegre o bello sexo trajando as mais vistosas toilettes.

Todas as janellas e portas de casas de commercio regorgitavam de espectadores.

As saccadas corridas dos sobrados dos srs. dr. Romano, Eduardo Gastal, Hotel Alliança, Antonio Leivas, mad. Bidan e outros apresentavam uma perspectiva lindissima apinhadas de senhoras e moças, agitando os lenços e recebendo os combatentes com a mais sympathica espectativa.

Pouco antes das 6 horas, entrou na rua S. Miguel a primeira fila de carros, debaixo de uma chuva copiosa de flores esfolhadas, de serpentinas, ramos e confetti, e retribuindo a fineza.

Seguiram-se logo outras carruagens, talvez em numero superior a 100, e estabeleceu-se o corso, com duas longas filas de carros, uma á direita e outra á esquerda, e travou-se a batalha, ficando a rua e os passeios juncados de flores e folhagens.

É incalculavel a quantidade de confetti e serpentinas que se empregaram durante hora e meia que durou a diversão.

No longo prestito figuraram carruagens muito bem ornamentadas, sobresaindo entre ellas a da familia Brusque, a do dr. Berchon des Essarts, familia Brutus Almeida e dos srs. dr. Joaquim Leite e Francisco Rodrigues e ainda muitas outras.

Rarissimos eram os carros que não estavam enfeitados com flores, colchas ou fitas, o que produzia um magnifico effeito. 

Em alguns carros exibiram-se pessoas phantasiadas.

De quando em vez, para dar a nota comica, passavam pelo claro deixado pelos carros alguns mascaras muito mal arrumados, exhibindo a sua pilheria obrigada a golpe de bexiga.

Nada faltou.

Reinou durante todo o corso a mais completa ordem e, por intervallos, até um silencio muito em contraste com o caracter da festa que se fazia.

Apezar da agglomeração popular, que era enorme, e do ajuntamento de carros e pessoas a cavallo, na praça Regeneração, não houve a menor troca de palavras nem o mais ligeiro descontentamento.

Até hora adiantada da noite a rua S. Miguel conservou-se animadamente repleta de exmas. familias e cavalheiros, que gozavam da brisa da noite, após um dia de calor torrido.

E assim terminaram as festas carnavalescas de 1895 em Pelotas."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 14 de Março de 1895, pág. 01, col. 04

sexta-feira, 30 de julho de 2021

Giovanni Perla



"Na Cruz-Alta, falleceu o cidadão italiano Giovanni Perla, que ali estava estabelecido com o hotel
d'Italia.

Era elle natural de Perusa, provincia de Turin - filho dos finados João Perla e Maria Bevulo; tinha 50 annos, mais ou menos.

✤✤✤✤✤

No Rio Grande falleceu, em consequencia de uma tysica galopante, d. Herminia Moutinho de Almeida, que ha cinco mezes perdera seu marido, o sr. Porfirio Nunes de Almeida.

D. Herminia Moutinho contava apenas 37 annos de idade, e deixa dois filhos em orphandade."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Agosto de 1895, pág. 02, col. 02

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Anna Castilhos



"Sabbado ultimo falleceu, em Santo Antonio da Patrulha, a exma. sra. d. Anna Castilhos, respeitavel esposa do nosso co-religionario José Machado da Silva, influencia politica d'aquella localidade.

A finada, uma distincta e virtuosa patricia, era tia carnal do nosso presado amigo dr. Julio de Castilhos, illustre presidente do Estado.

Á exma. familia da morta enviamos as expressões do nosso sentimento de pezar.

✤✤✤✤✤

Em Cacequy falleceu, depois de prolongada enfermidade, o nosso amigo tenente Sylvio Taborda, que para ali seguira a defender, como tantos outros companheiros, a causa republicana.

✤✤✤✤✤

Após prolongados padecimentos, falleceu hontem, n'esta capital, d. Raymunda da Costa Leite, de 75 annos de idade, irmã do major José Longuinho da Costa Leite, a quem apresentamos pesames.

✤✤✤✤✤

Falleceram em Pelotas o antigo cocheiro de praça sr. Manoel Rodrigues Orestes, cidadão portuguez, de 60 annos, viuvo; e o velhinho Gilly Toussaint, que ha muitos annos vendia brinquedos, sendo muito popular."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 19 de Abril de 1893, pág. 02, col. 02


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