sábado, 4 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 16

 



151. Humana, Humano, Umana - do quéchua. Falcão, falcão jovem. No aimará tem o sentido de estar junto, estar contigo, contar com tua ajuda. No cacán, significa cabeça, ou ainda, povoado ou gente que vive na cabeça (por extensão, no cume, na parte alta).

152. Inca - do quéchua. Embora tenha sido usado para designar o imperador do antigo império incaico, o substantivo era usado para designar qualquer pessoa da nobreza.

153. Janco - no quéchua, designa a prata, ou mais especificamente o elemento químico antimônio. Pode ainda ter o sentido de malfeito, cru, imaturo. No aimará, tem a correspondência para coxo. Ocasionalmente, sendo de origem cacán significa ladeira alta.

154. Jara - sobretudo é um sobrenome espanhol com origem identificada histórica e etimologicamente. Todavia, pode ter uma origem quéchua em certos contextos e significar pessoa inculta, assim como uma origem aimará e designar uma espécie de hospedaria para condutores de rebanhos.

155. Jarma - do aimará. O mesmo que marido, ou ainda, coisa alta.

156. Juri - do quéchua. O nandu-de-darwin (Rhea pennata).

157. Lacsi, Lacci, Lasi, Laxi - do origem atacamenha. Significa cabeça.

158. Laime - do quéchua. Festa, solenidade religiosa.

159. Lamas - primeiramente tem origem ibérica. Todavia, no contexto ameríndio, pode ter vínculo etimológico com o aimará e significar pessoa de pernas abertas (arqueadas). No quéchua, significa lhama (Lama glama).

160. Lampa - do quéchua. Uma espécie de enxada de mineiro.


sexta-feira, 3 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 15

 



141. Huanca, Guanca - do quéchua. Elegia, canção ritual para falecidos. No aimará, pode significar pedra muito grande.

142. Huanco - do quéchua. Uma espécie de roedor do sul-americano do gênero Microcavia, provavelmente a espécie Microcavia australis.

143. Huanuco, Guanuco - de Wánuku, o nome de uma cidade ameríndia na região de Chinchasuyo, no norte do Império incaico. No quéchua, significa pó, poeira. No aimará, significa dessecado.

144. Huarachi, Guarachi - é um tradição quéchua. Era um conjunto de provas rituais que os rapazes com 16 anos eram submetidos como rito de passagem à vida adulta.

145. Huari, Wari, Guari - reino vassalo do Império incaico, localizado no sul do atual Peru.

146. Huarita - no quéchua, designa uma espécie de purê de batatas não muito espesso. No aimará, é o vocábulo que designa a vicunha (Vicugna vicugna).

147. Huaranca - do quéchua waranka que significa mil.

148. Huarina - na tradição quéchua, um canto e dança de caráter religioso celebrada no solstício de inverno.

149. Huaylla - do quéchua. O mesmo que pasto, pradaria, planície coberta de campos.

150. Humacata - do quéchua. Algo como cabeça, cume, pico gelado, frio.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ciganos no Brasil

 



OS CIGANOS NO BRASIL

O mais antigo documento conhecido, no Brasil, em que figura um cigano é um alvará de D. Sebastião, de 1574, que comuta em degredo a pena de galés de João de Torres.

Acredita-se que os ciganos começaram a vir para o Brasil nos séculos XVI, XVII e XVIII. Os primeiros eram degredados. Bahia e Minas Gerais (Congonhas do Campo) forma os primeiros centros de concentração ao tempo da colônia. Em 1726 e 1760, bandos de ciganos foram assinalados em São Paulo e, por decisão do senado da Câmara, expulsos da cidade.

O viajante inglês Henry Koster se refere a eles ("Travels in Brazil", 1816); Saint Hilaire também encontrou um grupo numeroso, radicado em Mogi-Guaçu, São Paulo ("Viagem às província de São Paulo e Santa Catarina", 1819).

Nos meados do século XIX já estavam incorporados à população e aceitos pela classe alta. Tomaram parte, a convite, nos festejos comemorativos do casamento do príncipe Dom Pedro com Dona Leopoldina, e receberam presentes das mãos de Dom João VI: patentes militares para os homens e jóias para as mulheres.

Alguns ciganos eram ricos, a esse tempo. Muitos eram até proprietários. Outros se tinham tornado oficiais de justiça (meirinhos). Em 1886 estavam reduzidos a 500 indivíduos no Rio de Janeiro, mas são hoje ainda numerosos em todo o País e distribuem-se segundo sua origem: os da Iugoslávia habitam de preferência o Rio Grande do Sul, Bahia, Pará e Pernambuco; os da Romênia, São Paulo; os da Grécia, o Rio de Janeiro.

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 07 de agosto de 1976, pág. 7

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 14

 



131. Guanactolay, Guanastolay, Guanctolay - do quéchua. Guanaco (Lama guanicoe) dos arbustos; lugar de arbustos e guanacos.

132. Guananja - do quéchua. Tenaz, rebelde, obstinado.

133. Guantay - no quéchua significa rapaz, moço jovem. No yuyo, denomina uma espécie de junco.

134. Guaquipa - comum ao quéchua e ao aimará. Significado metafórico: aquele que participa/pertence ao divino/sagrado.

135. Guaymas, Guaimas - do quéchua. Pretérito, antigo, velho, ancião.

136. Guelpa - do quéchua. Literalmente: lábios. Usado para pessoa que tem lábios pronunciados ou caídos.

137. Guitian - do atacamenho. Duvidoso. Ou ainda, para uma étimo relacionado ao verbo amputar. Por isso, amputador, cirurgião, curandeiro.

138. Hacha - se relacionado ao quéchua tem o sentido de comerciante. Se relacionado ao aimará tem o significado de forte, difícil, duro.

139. Haullpa - do quéchua. Criador, fazedor, inventor.

140. Huampaso, Huampazo - do aimará. Embarcação, barco.

terça-feira, 31 de março de 2026

Disco voador em Foz do Iguaçu



Mágico uruguaio viu disco voador na Fóz

O mágico Zaim Rodrigues de Almeida, de uma emissora de televisão uruguaia, afirmou ter visto um disco voador (OVNI) entre os municípios de Santa Helena e Fóz do Iguaçu, neste Estado.

Disse que estacionou seu automóvel na estrada e adentrou à margem da mesma, indo descançar a sombra de uma árvore. Foi quando avistou o Objeto Voador Não Identificado, pousando silenciosamente. De seu interior saltaram três seres, vestindo roupas de côr cinzenta semelhante ao alumínio. Era de estatura média e cada um dêles trazia na mão um aparelho semelhante a um pequeno rádio portátil com diversas antenas, produzindo sinais intercalados, enquanto o objeto estranho mantinha acêso um pisca-pisca de côr vermelha. Os seres não se afastaram do disco mais do que cinco metros, permanecendo poucos minutos no local. Em seguida o aparelho subiu, sem ruído, em alta velocidade. Afirma o mágico, que se encontra em nosso país fazendo uma turné, que sua visão fora clara e o fato consciente, não admitindo ilusão de ótica ou outra coisa semelhante.

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 06 de março de 1969, pág. 01

segunda-feira, 30 de março de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 13

 



121. Chunpitay - do quéchua. Um arbusto de cor castanha, marrom.

122. Chuquina, Churquina, Yurquina - do quéchua. Carregador de lanças.

123. Chuquisaca - o antigo nome da cidade de Sucre, na Bolívia. Significa serra em forma de lança.

124. Galián, Galean - do diaguita. Instrumento usado para aspergir água.

125. Gareca - do quéchua. O mesmo que desarrumado, esfarrapado, andrajoso.

126. Guaita, Guayta, Huaita - do quéchua. Uma espécie de penacho de plumas de certas aves.

127. Guaytima, Huaytima - do quéchua. O antigo nome da localidade de Tinogasta, Catamarca, Argentina.

128. Guaitina - pode se relacionar com Guaita. Todavia, pode derivar do termo quéchua guaschín que corresponde a quiscataco - uma árvore fábacea (Prosopia elata).

129. Gualampa, Gualampe, Guayampe, Hualampa - do quéchua. Algo como "curandeiro do pasto".

130. Gualchi - do aimará. Rodeado, cercado.

domingo, 29 de março de 2026

Amália Aveiro



Amália Aveiro
(...) - Renomada atriz gaúcha. Nasceu na cidade de Pelotas-RS, em 1896. Casou-se aos 16 anos com o ator Adolfo Aveiro, iniciando carreira artística. Sempre atuou com o marido e criou o tipo de casal matuto
Jeca Tatu e Zefa, tendo ficado conhecida nacionalmente e nas Repúblicas do Prata. Também, sendo artista de estirpe versátil, atuou no drama, na revista e na comédia; foi cantora. Faleceu no dia 18 de janeiro de 1945, em plena atividade artística. (...)

Fonte: ROSA, Ângela Fontes (org.). Logradouros públicos em Porto Alegre: presença feminina na denominação. Porto Alegre: Gráfica da UFRGS, 2007, pág. 12. 

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