sábado, 11 de abril de 2026

Disco voador em Apucarana



VISTO NO PARANÁ UM DISCO VOADOR

APUCARANA - CURITIBA - (AJB-GP) - Um objeto voador não identificado durante vinte horas sobrevoou e pousou no sítio de Água do Juruba, município de Apucarana, norte do Estado, semana passada segundo informações divulgadas ontem. O objeto foi visto por moradores do sítio e despertou a atenção do 3o. Batalhão de Infantaria Motorizada cujos militares fizeram observações no local, medindo as marcas deixadas depois que lavradores perplexos contaram o fato.

AS MARCAS

As marcas são seis pequenos círculos, dispostos de tal maneira que formam um círculo maior com quatro metros e 30 centímetros de diâmetro, perto de algumas moitas ao lado de uma casa.

O lavrador José Gogermin de 41 anos, morador do sítio, ouviu um barulho às 19 horas da última quarta-feira quando se preparava para dormir. O sítio fica a três quilômetros da Rodovia do Café. Sua esposa comentou que devia ser um galho de pinheiro. No dia seguinte, às 13,50 seu filho Sérgio Luís, de 12 anos chegou correndo chamando a atenção para um objeto que pairava a certa altura sôbre um pinheiro.

O menino disse que viu o aparelho levantar por trás das canas e bananeiras no quintal em meio a um turbilhão de pó, folhas e capim. Vacas e cavalos assustaram-se saindo em disparada.

DESCRIÇÃO

Segundo José Gogermin, que ainda teve tempo de ver o aparelho a uma altura que calculou em mil metros era arredondado, "mas parecia uma bexiga dessas grandes meio compridas".

Fonte: DIÁRIO DA TARDE (Curitiba/PR), 29 de junho de 1972, pág. 01 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 19

 



181. Mallagua - do quéchua. O nome de um arbusto polemoniáceo, que dá uma flor vermelha ou alaranjada. Ele tinha um aspecto simbólico para os incas.

182. Mallco - do aimará. O mesmo que chefe, senhor.

183. Mamani - do aimará. Falcão.

184. Manqueo - do aimará manqhue que significa fundo, cova, profundidade.

185. Maraz - do quéchua. A andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica).

186. Mayo - do quéchua. Rio.

187. Melian - do quéchua. Provavelmente: pessoa repelente, feio, torpe.

188. Menacho - do quéchua. Vem de um advérbio que corresponde a algo como "acaso não?", "talvez?".

189. Mencacha - do quéchua. Uma espécie de tecelão que trabalha com tramas.

190. Mogro - do quéchua. De mão desajeitada, manco, maneta.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A Lenda do Tamba-Tajá

 



Todas as noites, quando havia lua na floresta, o casal de índios saía para passear. Era rotina na vida dos dois, que estavam juntos há muitos anos. A vida os colocara mais próximos, quando, não se sabe bem porque, a índia deixou de andar. A partir desse momento, ele passou a ser as suas pernas.

Para poder estar sempre perto de sua companheira, o índio, que habitava a tribo dos Macuxi, trançou, ele próprio, um cesto onde acomodava, confortavelmente, sua amada. Para onde ia, ela ia também. Havia entre eles uma cumplicidade amorosa invejável. Estavam juntos e não era arte do destino, que limitara os passos, mas não o horizonte.

Um dia, numa volta pela floresta, o casal atravessou sem querer um campo proibido. Havia guerra entre duas tribos. As lanças cortavam o céu e enchiam a mata de medo. Os dois se esconderam como puderam, mas foi em tudo em vão. Uma flecha perdida acabou com a vida da indiazinha, que, encolhida em sua cesta, era alvo fácil para os guerreiros.

O cesto de palha estava mais pesado que o habitual. O índio, na agonia de fugir do perigo, nem percebeu o que se sucedia. A morte já era uma presença em si, quando ele desceu a mulher. A tarde ia pelo fim quando tudo aconteceu. O silêncio da floresta, o pio dos pássaros noturnos, o grito de um ou outro bicho fazia com que o momento fosse mais dolorido. Era o fim do amor, que o silêncio das árvores e o começo da noite faziam pesar sobre a alma do índio Macuxi.

Apesar do peso, que para ele nem era, e da dificuldade que era viver com o cesto nas costas, o índio não poderia mais andar sem a sua amada, que agora era apenas a mudez a que se limitam os homens mortos. A vida, agora, já era uma ampla impossibilidade de ser, e nada mais havia para ele senão a morte.

Quando terminou de sepultar o corpo da sua companheira, o Macuxi olhou o rio e descobriu que todo sentido da vida se acabara ali. Para resolver o problema, reabriu a cova e se enterrou com ela. Um final quase shakespereano para um povo que jamais ouviu falar no autor de "Romeu e Julieta".

Passaram-se muitas luas, até que, no local onde o casal Macuxi estava enterrado, brotasse, talvez por artes da Natureza, ou quem sabe por um desejo de Tupã de tornar para sempre aquele amor, um pé de tajá. Mas não era um tajá qualquer, desses de beira de estrada. Era uma folhagem diferente, verde que só, e com um caule enorme. Mas o que fazia esse tajá bonito era uma folhinha pequena, que nasceu na parte inferior da outra.

Os índios olharam aquilo espantados e logo enxergaram na folha maior o índio, e na menor, a índia. A folha nasce toda enrolada e, num certo momento, lembra a genitália feminina. Eram os dois, com certeza.

Hoje, no Ver-o-Peso, esse tajá é conhecido como Tamba-Tajá. Não é muito fácil encontrar um pezinho por lá, porque gira em torno dele a lenda de que "quem tem um Tamba-Tajá, o seu amor não perderá". Só que, para ter um Tamba-Tajá, que assegure o amor, é preciso, ganhá-lo ou roubá-lo de um jardim. Comprar não funciona - como não funciona comprar um amor: ou se rouba ou se ganha. Para quem nunca viu o amor dos Macuxi tornado planta, tente senti-lo através da música de Waldemar Henrique, que é tão bonita quanto o amor da lenda.

João Carlos Pereira

Fonte: O LIBERAL (Belém/PA), 21 de abril de 1989, suplemento Liberal Aqui, pág. 02

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Disco voador em Porto Alegre e Gravataí

 


Disco voador nos céus de Pôrto Alegre

Anteontem à tarde foi avistado o objeto na Base de Gravataí - "Globe Meteors" teriam perseguido o bólido misterioso

(...)

Há dias noticiava-se o surgimento de um destes discos em Torres, que apesar do nome que levam, têm também a forma ovalada, de charuto e várias outras. A notícia caiu como uma bomba em nossa capital e esperava-se a todo o momento o aparecimento de um destes instrumentos celestes nos céus de Porto Alegre.

O público de nossa metrópole não precisou esperar muito, pois um desses discos foi avistado até mais depressa do que se podia imaginar.

O local, onde surgiu o primeiro disco voador a visitar nossa capital, foi o da Base Aérea de Gravataí, talvez numa homenagem às festividades da Semana da Asa e aos valorosos membros que compõem nossa Força Aérea.

Anteontem à tarde, segundo informações particulares recebidas por nós, vários praças e oficiais da Base Aérea de Gravataí avistaram o disco que, em dados momentos parecia parar em pleno ar para, em seguida, dirigir-se a alta velocidade para uma determinada direção. Segundo as mesmas informações os aviões a jato, recentemente incorporados ao Grupo 14 de Aviação, alçaram vôo em perseguição ao bólido misterioso.

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 26 de outubro de 1954, pág. 09

terça-feira, 7 de abril de 2026

A Anaconda Gigante das Selvas Brasileiras

 

Representação do encontro de exploradores na Amazônia
na década de 1940 encontrando uma anaconda gigante



Anaconda gigante

Exploradores amazônicos e indígenas locais têm reportado encontros com serpentes gigantescas há mais de cem anos. Um relato clássico nos é dado de forma bem pitoresca por Percy H. Fawcett. Em 1906, vinte anos antes de seu desaparecimento, o major Fawcett informou a Royal Geographic Society sobre uma exploração sua ao longo dos rios Abunã e Acre. Com 39 anos de idade nessa época, apesar de suas contradições e ideias visionárias (buscava uma cidade perdida fantástica no meio da selva), por meio de suas memórias relatou muitas aventuras estranhas - incluindo um encontro com a uma anaconda gigante.

Isso aconteceu em 1907, ao percorrer o Rio Negro com sua tripulação composta de brasileiros e nativos, quando constatou o aparecimento de uma grande serpente de cabeça triangular próxima à proa do barco em que navegava. Fawcett ordenou que abrissem fogo à criatura, atingindo-a ao longo da coluna. Debatendo-se, a serpente agitou-se violentamente pela dor, agitando a água em torno do barco, quase o levando a um naufrágio.

De acordo com o Fawcett, a cobra media aproximadamente 45 pés [nota nossa: aproximadamente 13 metros e 70 centímetros]. O diâmetro era relativamente pequeno, algo em torno de doze polegadas [nota nossa: 30 centímetros]. Entretanto, Fawcett não fez questão de carregar o espécime abatido à sua embarcação, ficando seu registro como uma história de viagem exploratória conservada por zoólogos.

O herpetologista Raymond Ditmars, cético assumido, rejeitou o relato de Fawcett, afirmando que a ciência desconhecia a existência de anacondas com comprimento maior que 19 pés [nota nossa: cinco metros e oitenta centímetros]. Outros experts em serpentes não acreditam existir serpentes maiores que 30 pés [nota nossa: nove metros]. Já Bernard Heuvelmans, num dos capítulos do seu livro que discorre sobre anacondas gigantes - On the Track of Unknown Animals - comenta que "o herpetologista Thomas Barbour, o grande expert brasileiro Dr. Afrânio do Amaral do Instituto do Butantã e o Dr. José Cândido de Melo todos concordam que uma serpente dessas em condições especiais pode chegar aos 45 pés".

Num artigo do periódico informativo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, J. Richard Greenwell menciona que "o mais longo comprimento aceito para uma anaconda foi constatado por um engenheiro de petróleo colombiano, durante a década de 1940, cuja medida foi 'apenas" de 37 pés [nota nossa: paroximadamente 11 metros e 27 centímetros], e seis polegadas de diâmetro [nota nossa: 15 centímetros], e além disso tudo o mais pode ser questionado".

Fonte traduzida e adaptada: COLEMAN, Loren; CLARK, Jerome. Cryptozoology A to Z: the encyclopedia of loch monsters, Saquatch, Chupacabras, and other authentic mysteries of nature. Nova York, EUA: Fireside, 1999, pág. 86-87.



segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 18

 



171. Macaya - do aimará. Maledicente, injuriador.

172. Machaca - do aimará. Novo, novato.

173. Machicado - do quéchua. Lagarto, ou genericamente, de pele escamosa ou de pele texturizada.

174. Machuca - do quéchua. Velho respeitável, ancião venerável.

175. Maicha - do quéchua. Curandeiro de ervas, ervateiro.

176. Maidana - do quéchua. Venerável, adorável, respeitável, nobre.

177. Maigua, Maihua, Maygua - do quéchua. Uma pessoa prestativa, obsequiosa. 

178. Maillo - do quéchua. O ato de lavar-se, asseio, lavagem, higiene, ablução.

179. Maisare, Maisares, Maisarez - do kunza. Uma espécie de xamã da tradição kunza responsável por provocar chuvas por meio de rituais.

180. Maita - do quéchua. Monte, envoltório, algo que está junto e acumulado.

domingo, 5 de abril de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 17

 



161. Lera - do kunza. O mesmo que povoado, aldeia, cidadela.

162. Limache, Linache, Limachi - do quéchua. Falador, tagarela.

163. Limpe - do quéchua. Cor, coisa pintada, coisa colorida.

164. Llimpitay - do quéchua. Pintura constante, pintura permanente, coisa pintada que permanece.

165. Lincheo, Yanqueo - do quéchua. 

166. Liquin - do aimará. Terra quente. No kunza, pode estar relacionado a um termo para "esposa". Pode ainda designar um tipo de falcão pequeno dos Andes.

167. Liquitay, Liquitaya - do aimará. Primogênito magro, primogênito fraco.

168. Llampa - do quéchua. O ato de tornar um solo inóspito em área cultivável.

169. Luzcubir - do aimará. Liso, polido.

170. Llosco, Llusco, Luzco - do quéchua. Resvaladiço, escorregadio. Também designa uma espécie de veado andino.

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