Segundo o Sr. Afonso de Carvalho no seu ensaio sobre o Barão do Rio Branco, também na Brahma o Barão ceava "à regalona", bebendo "pouco", mas comendo "muito". E, por fim, teria instalado uma cozinha no próprio Itamaraty, onde "um cozinheiro de fama" lhe preparia os quitutes. Tanto os permitidos pelo médico como os proibidos pelo mesmo doutor: sempre os mais tentadores para os glutões. E conta numa de suas melhores páginas o Sr. Afonso de Carvalho, com um desembaraço com relação, ao segundo Rio Branco que chega a lembrar as sem-cerimônias do Sr. Gondin da Fonseca com relação ao Duque de Caxias (sem-cerimônias que custaram ao erudito jornalista um processo e várias outras inconveniências) que, de uma feita, ameaçado o Barão de colite e proibido de comer quitutes espessos ou picantes, fora surpreendido pelo médico "se deliciando com uma apetitosa fritada de camarões". Estranhou o médico, que apenas lhe permitira comer "um pouco de galinha".
- Camarões? O Sr. Barão só poder comer galinha!
E Rio Branco, glutão incorrigível:
- Ora, doutor! Camarão é galinha do mar!
Fonte: FREIRE, Gilberto. Pessoas, coisas e animais: ensaios, conferências e artigos/ reunidos e apresentados por Edson Nery da Fonseca. Porto Alegre: Globo, 1981, pág. 227-228.






