segunda-feira, 19 de março de 2018

Dicionário da Imigração - Parte 14


O Dicionário da Imigração foi uma iniciativa do jornalista Josué Fávaro, do antigo e extinto "Jornal do Dia" de Porto Alegre e foi publicado em vários capítulos nas edições do periódico entre janeiro de 1958 e junho de 1963. Na ocasião, Fávaro obteve dados desde pesquisa em fontes primárias, contribuições de terceiros e correspondências enviadas por leitores do jornal. Todavia, salientamos que, conforme pudemos averiguar, Fávaro não conseguiu, ou concluir o seu intento, ou concluí-lo dentro das páginas do "Jornal do Dia", pois o "dicionário" não chegou ao seu final. De qualquer modo, ao menos os dados publicados, aqui os compartilhamos.


Reproduzimos aqui para fins de pesquisa genealógica e sobre dados de imigração no Rio Grande do Sul. 

1301. BIANCHINI - Silvestre Bianchini, descendente de imigrantes italianos, é professor na Escola Rural Rui Barbosa, município de Arroio do Meio.

1302. BIANCO - Paolo Dal Bianco, descendente de italianos. Tinha serraria em Erechim, por volta de 1925.

1303. BIANCO - Ernestina Bianco Zilli, descendente de imigrantes italianos. Casada com Bortolo Zilli. Tem um filho chamado Izolino Bianco Zilli.

1304. BIANCON - Leda Biancon Colares, professora no Grupo Escolar à rua São Miguel, na Glória, em Porto Alegre.

1305. BIASETTO - Luiza Biasetto Ribeiro, descendente de imigrantes italianos. Casada com Glauco Morais Ribeiro. Residem em Porto Alegre.

1306. BIASETTO - Myriam Biasetto, descendente de imigrantes italianos. Formou-se em Contabilidade pela U.R.G.S. em 1957.

1307. BIASI - Padre Enrico Di Biasi, imigrante italiano, era pároco de Monte Bello, município de Bento Gonçalves no início do século, pois foi designado para aquele posto a 19-12-1903.

1308. BIASIN - Etelvina Biasin, descendente de imigrantes italianos. Reside em Bento Gonçalves.

1309. BIASINO - Elaine Biasino, descendente de italianos residente em Bento Gonçalves.

1310. BIASIO - Avelino Biasio. Descendente de imigrantes italianos. Reside em Caxias do Sul.

1311. BIASSI - Oliva Biassi, descendente de imigrantes. Reside em Coração, Joaçaba, Santa Catarina.

1312. BIAVASCHI - Edison Luiz Biavaschi. É engenheiro e reside em Porto Alegre.

1313. BIAZETTO - Mariana Arisio Biazetto. É falecida e residiu em Porto Alegre.

1314. BIAZETTO - Amabella Biazetto Sonaglio. Falecida a 01 de maio de 1958 em Farroupilha. Foi casada com Julio Sonaglio. Seus filhos: Plínio, Eugenio, Elvira e sra. Leoncio Prestes dos Santos. Era irmã de Luiz Biazetto, Amália, Ester e Antonieta Biazetto e da viúva Catarina Biazetto Pansiera.

1315. BIAZETTO - Viúva Catarina Biazetto Pansiera, descendente de imigrantes italianos, reside em Porto Alegre. Tem um filho: Adílio Pansiera.

1316. BIAZUS - Armando Biazus, descendente de imigrantes italianos, é vereador em Caxias do Sul, para onde foi eleito pela legenda do PTB. Por várias vezes exerceu a presidência da Câmara.

1317. BIAZUS - Viúva Maria Biazus Mendes, reside no distrito de Gustavo Berthier, município de São José do Ouro.

1318. BIAZUS - Angelo Ary Biazus, descendente de imigrantes italianos, reside em Concórdia, Santa Catarina, onde é "sota-capataz" do Centro de Tradições Guachescas daquela cidade.

1319. BIAZUS - Vitória Biazus Ampessam, natural de Caxias do Sul. Casada com Ernesto Ampessam. Seus filhos: Aquiles, Nelio, Adiles, Yvone, Yedaq, Loiva, José, Maria Amélia. Yvone Biazus Ampessam é casada com Dilon Faccion e reside em Antonio Prado.

1320. BIAZUS - Antonio Biazus casado com Josefina Biazus, reside em Sananduva, neste Estado. Tem um filho: Itacir Biazus.

1321. BIAZUS - Octavio Luiz Biazus, casado com Terezinha Denicol Biazus, reside em Caxias do Sul. O casal tem uma filha, Beatriz Terezinha, nascida a 02-04-1958.

1322. BIAZUS - Maria Muraro Biazus. Nascida em Flores da Cunha a 11 de Junho de 1891. Em 1951 passou a residir em Caxias do Sul. Faleceu a 13 de novembro de 1958. Deixou 15 filhos entre eles: P. Frei Jaime, capuchinho, laureado em Roma; Irmão Firmino e Irmão Jaime, maristas; Irmã Rafaela, das Paulinas.

1323. BICKENBACH - Aldeia da comarca de S. Goar, na Renânia, Alemanha, onde nasceu Johann Hickmann, imigrante alemão que em julho de 1857 veio para o Brasil e se estabeleceu em Linha D. Josefa, município de Santa Cruz do Sul, constituindo grande família.

1324. BICOCCHI - Ernani Bicocchi, casado com Déa Mombelli Bicocchi. É filho de Augusta Bicocchi. Filho do casal: Alexandre, nascido a 19-04-1958 em Porto Alegre.

1325. BIDEGAIN - Dr. Edgar Bidegain Pereira, advogado. Reside em Uruguaiana.

1326. BIDESE - Lino José Bidese, descendente de imigrantes italianos, é professor na Escola Rural Monte Bérico, município de Veranópolis.

1327. BIDONE - Osmar Felix Bidone, casado, ruralista, residente em Cachoeira do Sul.

1328. BIDONE - Jacy Bidone, casado, ruralista e reside em Cachoeira do Sul.

1329. BIDONE - Dulce Bidone da Silva, descendente de imigrantes, professora estadual do quadro da Secretaria de Educação.

1330. BIDONE - Francisco Bidone da Costa, descendente de imigrantes italianos, pelo lado materno, é fazendeiro em Bagé.

1331. BIEGELMAYER - Germano Biegelmayer, descendente de imigrantes alemães, reside em Caxias do Sul, onde faz parte do quadro de colaboradores da Industrial Madeireira.

1332. BIEGELMEYER - Danilo Biegelmeyer, descendente de imigrantes alemães. É funcionário da Metalúrgica Abramo Eberle em Caxias do Sul.

1333. BIEHL - Romilda Biehl Saouaya, descendente de imigrantes, casada com Albert Saouaya. O casal tem dois filhos: Alexandre e Roberto. Este último, nascido a 02-05-1958 em Porto Alegre.

1334. BIEHL - Eugenio Biehl, descendente de imigrantes alemães. Reside em Porto Alegre.

1335. BIEHLER - Dr. Harry Biehler, médico especialista em doenças nervosas e mentais. Reside em Porto Alegre.

1336. BIELEMANN - Albino Bielemann e Carlos Bielemann, ambos agricultores, residente em Pelotas, sendo o primeiro na Colônia São Joaquim e o segundo na Colônia Py Crespo.

1337. BIENERT - Nídia Bienert Nunes, descendente de imigrantes pelo lado materno. É filha de Miguelino Nunes e de sua esposa Sibila Bienert Nunes. Residem em Taquari.

1338. BIER - Dr. Ademar Bier, descendente de imigrantes alemães, foi chefe do serviço de prédios da Secretaria da Educação em 1957.

1339. BIER - Dr. Oswaldo Bier, descendente de imigrantes alemães. É casado e tem uma filha chamada Gislaine, nascida a 25 de janeiro de 1958 em São Leopoldo.

1340. BIER - Dra. Mirna Bier, descendente de imigrantes alemães, faz parte da Associação dos Licenciados do R.G.S.

1341. BIER - Ary Bier, casado com Eny Martha Bier, reside em São Leopoldo. O casal tem uma filha, Elaine, nascida a 29-11-1957 em São Leopoldo onde residem.

1342. BIER - Elso Almiro Bier, casado com Ivone Bonorino Bier, reside em Porto Alegre. São seus filhos: Mavara, Mavanam e Marcelo, este nascido a 03-07-1957.

1343. BIER - Edith Bier Aigner, casada com Roberto Aigner, reside em Porto Alegre e tem dois filhos: Fábio Roberto e Walter Ricardo, tendo este último nascido a 20-01-1958 em Porto Alegre.

1344. BIER - Loni Bier Wulffe, descendente de imigrantes alemães. Casada com Bruno Wulffe. Residem em Porto Alegre.

1345. BIER - Ruth Bier, descendente de imigrantes alemães. É professora formada pela Escola Normal 1o. de Maio, em 1957.

1346. BIER - Leoida Bier Mergel, descendente de imigrantes. Casado com Edmundo E. Mergel. Tem uma filha chamada Ida Luíza. Residem em Porto Alegre.

1347. BIER - Carlos Guilherme Bier, descendente de imigrantes germânicos. Reside em Porto Alegre onde se dedica ao comércio.

1348. BIER - Gracílio Bier, casado com Andradina P. Bier, reside em Santo Antônio da Patrulha. O casal tem uma filha: Lea Maria.

1349. BIER - Francisco Jacob Bier, descendente de imigrantes alemães. Estudou na Escola de Cadetes onde terminou o curso em 1957.

1350. BIER - Adalberto Bier, descendente de imigrantes, reside em Porto Alegre.

1351. BIER - Guido Bier, casado e tem um filho Clovis. Residem em São Leopoldo.

1352. BIER - Nestor Bier, descendente de imigrantes alemães. Casado. Tem um filho: Carlos Jorge. Residem em Porto Alegre.

1353. BIER - Amyta Bier, descendente de imigrantes alemães. Casado com Lucídio Scherer. Tem um filho Carlos Julio Bier Scherer, casado com Síria Michaelsen Peter.

1354. BIERHALZ - Roberto Bierhalz, agricultor, reside em Pelotas, na Colônia Osório.

1355. BIERMANN - Nélio Biermann, descendente de imigrantes alemães. Reside em Lajeado. É securitário.

1356. BIERHALS - Adele Bierhals von Ahn, casada com Otto von Ahn, descendente de imigrantes germânicos.

1357. BIESDORF - Mario Biesdorf, casado com Terezinha Siebel Biesdorf, reside em Hamburgo Velho. O casal tem dois filhos: Virgínia Maria e Cesar Roberto, este último nascido a 23-09-1957.

1358. BIESZCZAD - Tales Humberto Bieszczad, cuja nacionalidade desconhecemos, formou-se pelo curso de Fotografia e Cinematografia, promovido pelo Foto-Cine-Clube, em Porto Alegre.

1359. BIFANO - João Bifano, descendente de imigrantes. É comerciante e reside em Porto Alegre.

1360. BIFANO - José Bifano, descende de imigrantes. Reside em Porto Alegre.

1361. BIFFI - Laurora Biffi Bianco, casada com Higygio Bianco.

1362. BIGARELLA - Raul R. Bigarella, descendente de imigrantes italianos. Reside em Flores da Cunha. Filho de Bortolo Bigarella e de Ida Garbin Bigarella. É casado com Zelita Maria Antoniazze Bigarella. Tem uma filha chamada Silvana Marie Bigarella. São seus irmãos: Diva, Nair, Arlindo, Saul, Ivete, Eduardo, Helena, Nestor e Bruno Bigarella. É neto de Benedetto Bigarella que veio da Província de Vicenzo em 1882.

1363. BIGARELLA - Benedetto Bigarella, ao chegar ao Brasil em 1882, estabeleceu-se primeiramente em Nova Trento, atual Flores da Cunha. Daí transferiu-se para Nova Pádua, onde contraiu núpcias com Luiza de Carli. Em Nova Pádua foi sucessivamente professor municipal, agente do correio e escrivão distrital.

1364. BIGLIARDI - Francisco Biglardi, imigrante italiano, foi dos primeiros a se localizar no atual município de Encantado. Juntamente com Giovani Batista Lucca doou terreno de sua propriedade para a construção da primeira igreja daquela localidade.

1365. BIGLIARDI - Olderigi Bigliardi, descendente de imigrantes italianos, residiu em Encantado, onde nasceu a 04 de dezembro de 1882, sendo a primeira pessoa a ser batizada na nova igreja. Casou-se com Josefina Fontana Bigliardi, e não deixou descendentes. Olderigi faleceu a 23 de março de 1958.

1366. BIKOWSKI - Paulo Bikowski, descendente de imigrantes. Foi aluno do Ginásio São João Batista onde terminou o curso em 1957.

1367. BILLES - Dr. Emile Billes, descendente de imigrantes. Reside em Porto Alegre. É casado com Auristela Narvaez Billes, e do matrimônio há os filhos: Carmen e Paulo Maurício.

1368. BIMBI - Fermino Bimbi, descendente de imigrantes italianos, é jornalista profissional, tendo sido eleito Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre.

1369. BINCHEM - Mimi Binchem Krahe. Esposa de João Fernando Krahe, fundador da Casa Krahe. Ambos são falecidos. Era natural de Porto Alegre, filha de Carlos e Ana Brenner. São seus filhos: João Geraldo, Joaquim e Werner Krahe. E Ruth Krahe Kleipzig esposa de Otto Kleipzig.

1370. BINDENWALD - Johannes Bindenwald, descendente de imigrantes. Tem um filho chamado Guntner. Reside em Porto Alegre.

1371. BINFARÉ - Addy Binfaré, descendente de imigrantes. É auxiliar de laboratório aprovado pelo Departamento de Serviço Público em 09-11-1957.

1371. BINFARÉ - Luiz Antonio Binfaré. Descendente de imigrantes. Terminou o Curso Científico do Colégio Nossa Senhora do Rosário em 1957.

1372. BING - Dr. Plínio Paulo Bing, descendente de imigrantes alemães. É advogado e membro do PSD.

1373. BING - Wilma Bing T. de Souza, descendente de imigrantes. Fez Curso de Formação Social do SESI, terminando em 1957.

1374. BING - Walter Otto Bing, descendente de imigrantes alemães, é acionista da Brasilsoja S.A.

1375. BINGEN - Localidade da Alemanha, Rheinland, de onde vieram numerosos imigrantes entre os quais Peter Adams, que se localizou em Dois Irmãos, São Leopoldo.

1376. BINLOFT - Pedro R.E. Binloft, descendente de imigrantes. Foi aluno do Colégio Julio de Castilhos, em Porto Alegre.

1377. BINOTTO - Paschoal Binotto, descendente de imigrantes italianos. Reside em Porto Alegre.

1378. BINS - Major Alberto Bins, filho primogênito de Mathias José Bins e Elisa Bins (imigrantes alemães aqui chegados em 1854). Alberto nasceu em Porto Alegre, a 02-12-1869. Cursou o Ginásio N.S. da Conceição, em São Leopoldo e aos 14 anos foi enviado à Europa, para lá "aprender ofício". De volta, com 28 anos, fundou juntamente com outros cinco industriais portoalegrenses a União de Ferros. Em 1904 deixou a empresa para ser gerente da Fábrica Berta. Foi conselheiro municipal de 1908 a 1913; Deputado Estadual de 1913 a 1925; Prefeito de Porto Alegre de 1928 a 1937. Faleceu de colapso cardíaco em sua residência a 20-04-1957. Era casado com Clotilde Cristoffel Bins e deste matrimônio há os seguintes filhos: Frederico C. Bins, Oscar L. Bins e Alberto Haroldo Bins (diretores da Metalúrgica Bins S.A.) e Dr. Carlos Maria Bins, antigo membro da Procuradoria Municipal. Irmãos de Alberto: Frederico Bins e Rodolfo Bins (falecidos em 1956), Elisa Bins Kohler (viúva de Luiz Kohler) e Olga Bins.

1379. BINS - José Carlos Bins, descendente de imigrantes alemães. É casado com Leda Moreira Bins. Residem em Santa Maria. O casal tem uma filha chamada Maria Carla nascida em 01-07-1957.

1380. BINS - Celso Fency Bins, descendente de imigrantes alemães. Estudou no Ginásio São Pedro onde terminou o curso em 1957.

1381. BINS - Miriam Bins Ely, descendente de imigrantes. É casada com o Dr. Jorge Fonseca Ely. Tem os seguintes filhos: Jorge, Paulo, Roberto, Anamaria, Lucia e Inês. Esta nascida a 27-11-1958 em Porto Alegre.

1382. BINSFELD - Cônego Bento Binsfeld, descendente de imigrantes alemães, é presidente da Associação Rural de Tapera.

1383. BINZ - Gisela Therezinha Binz de Napoli, casada com o Tenente Alceu de Napoli. Reside em Porto Alegre. O casal tem um filho: Ricardo, nascido a 28-02-1957.

1384. BINZ - Helena Binz Leite Bartholomay, casada com Raul Gasper Bartholomay. É filho do casal: Marcelo, nascido em junho de 1958. Residem em Santa Cruz do Sul.

1385. BIOLO - Virginio Biolo, descendente de italianos. Tinha moinho em Erechim em 1925.

1386. BITELLO - Oswaldo Bitello, descendente de imigrantes, é casado com Ilse Pacheco Bitello e reside em Santa Tecla, município de Gravataí. O casal tem um filho: Lauro Pacheco Bitello.

1387. BITELLO - Lauro Pacheco Bitello, filho de Oswaldo, é casado com Silma Gaso (filha da viúva Didima Gaso).

1388. BITELLO - Armelindo de Oliveira Bitello, casado com Beatriz Curioni Bitello, reside em Porto Alegre. O casal tem um filho, Claudio Fernando, nascido em 09-041956.

1389. BIZOGNIN - José Carlos Bizognin Panzenhagen, descendente de imigrantes italianos pelo lado materno, reside em São Leopoldo. A grafia deste nome parece ter sido um pouco alterada, já que registramos a família BISOGNIN.

1390. BIZZ - Celeste Bizz, descendente de imigrantes, é casado com Albina Bizz. O casal reside em Montenegro e tem um filho: Deonisio João.

1391. BIZZI - José Bizzi, descendente de italianos, reside em Caxias do Sul.

1392. BLACK - Jorge Black, descendente de imigrantes, reside em Porto Alegre. Entre seus familiares temos registrados os nomes de: Amalia Black, Emma Black Reichemback e Carlos Black.

1393. BLACK - Rodolfo Black, descendente de imigrantes, é agricultor na Estrada da Gama, município de Pelotas.

1394. BLAMKENSAT - Localidade da Alemanha, província de Koblenz, de onde vieram inúmeros imigrantes, entre os quais Johann Adams, que chegou em 1863, indo residir em Dois Irmãos.

1395. BLANCHAR - Paulo Blanchar, descendente de imigrantes franceses, reside nesta capital e tem uma filha chamada: Heliet Blanchar.

1396. BLANCK - Com este nome patronímico existem em Pelotas vários agricultores: Bernardo Blanck Sobrinho (residente na Estrada do Pilão); Viúva Carlos T. Blanck e Laura Blanck, residentes em Cerrito Alegre.

1397. BLANCKE - Ainda em Pelotas encontramos outra família, com numerosos representantes e talvez por uma corruptela tenha havido modificação do sobrenome que parece ser o mesmo "Blanck". Adolfo Blancke e Willy Blancke Primo, agricultores, residentes em Colônia São Pedro e Cerrito Alegre, respectivamente; Alberta Blancke e Emilio Blancke ( Colônia Ramos); Albino, Alfredo, Frederico e Henrique Blancke, todos agricultores na Colônia Santa Isabel.

1398. BLANK - Valdemar Blank, casado com Helena Blank, descende de imigrantes e reside em Porto Alegre. Filhos do casal: Milton, Danilo e Paulo, este último nascido a 29-09-1957.

1399. BLANKENHEIN - Schirley Philomena Blankenhein, professora no Grupo Escolar da Praça Aratiba, Vila Madepinho, Porto Alegre, em 1958.

1400. BLANKENHEIN - Araci Lady Blankenhein, professora, lecionou em 1958, na Escola Rural Fontana Freda, município de Jaguari.









domingo, 18 de março de 2018

Dicionário da Imigração - Parte 13


O Dicionário da Imigração foi uma iniciativa do jornalista Josué Fávaro, do antigo e extinto "Jornal do Dia" de Porto Alegre e foi publicado em vários capítulos nas edições do periódico entre janeiro de 1958 e junho de 1963. Na ocasião, Fávaro obteve dados desde pesquisa em fontes primárias, contribuições de terceiros e correspondências enviadas por leitores do jornal. Todavia, salientamos que, conforme pudemos averiguar, Fávaro não conseguiu, ou concluir o seu intento, ou concluí-lo dentro das páginas do "Jornal do Dia", pois o "dicionário" não chegou ao seu final. De qualquer modo, ao menos os dados publicados, aqui os compartilhamos.


Reproduzimos aqui para fins de pesquisa genealógica e sobre dados de imigração no Rio Grande do Sul. 

1201. BERTOLDO - Carmelina Bertoldo Cesca, descendente de imigrantes. É casada com joão Cesca. O casal reside em Panambi.

1202. BERTOLDO - Otelo Bertoldo, descendente de imigrantes. Reside em Alegrete.

1203. BERTOLETTI - Adolfo Bertoletti, descendente de imigrantes italianos, pertence ao comércio de Porto Alegre.

1204. BERTOLETTI - Ema T. Bertoletti C. de Souza, descendente de imigrantes italianos. É casada com Sérgio Coelho de Souza. É sua filha: Ana Cristina, nascida em Porto Alegre a 21-01-1958.

1205. BERTOLINI - Lourenço Bertolini, imigrante que veio da Itália (Vicenza) em 1883 com sua família.

1206. BERTOLINI - Horacio Bertolini, filho de Lourenço. Nasceu em Vicenza (Itália) em 08-05-1871. Casou-se com Sebastiana da Silva Bertolini, nascida em Lagoa Vermelha. Seus filhos: André, Amália, Albertina e Redovino.

1207. BERTOLINI - Redovino Bertolini, descendente de italianos, é Oficial de Registro Civil da cidade de Bento Gonçalves. Nasceu em 1902 em Bento Gonçalves. Filho de Horácio Bertolini e Sebastiana da Silva Bertolini. Casado com Maria V. Bertolini. São seus filhos: Eugenio, Luiza, Lígia, Antonio e Vera.

1208. BERTOLINI - Pedro Bertolini, casado com Irene Ultramari Bertolini, reside em Bento Gonçalves. O casal tem uma filha chamada Derci.

1209. BERTOLINI - Francisca Bertolini Basso, natural de Vicenza (Itália), casada com Vicente Basso. São seus filhos: Francisco, Horacio, João, Ricieri, Adelaide, Amélia, Aurélio, Plácido, Eliza, Guilhermina, Domingos José e Cônego Dionísio Basso.

1210. BERTOLINI - Luiza Maria Bertolini Pasin, descendente de imigrantes. É professora do Grupo Escolar do Bairro Maria Goretti, Bento Gonçalves.

1211. BERTOLLA - Ernestina Bertolla, descendente de imigrantes italianos, reside em Caxias do Sul.

1212. BERTOLO - José Mauro Bertolo, descendente de imigrantes, funcionário das Indústrias Renner. É casado com Maria de Lourdes Morais Bertolo.

1213. BERTOLO - Osmar Bertolo e Arthur Bertolo, são descendentes de imigrantes italianos. Residem em Jaguari.

1214. BERTOLUCCI - Vasco Bertolucci, descendente de imigrantes italianos, reside em Caxias do Sul, onde é sócio da firma Bertolucci & Feix Ltda. de transportes rodoviários em geral.

1215. BERTOLUCCI - Nelson Bertolucci, descendente de imigrantes italianos. É casado com Célia Duarte Bertolucci. O casal tem três filhos: Elisabeth, Nelson e Mario Fernando (este nascido a 27-07-1957). Residem em Porto Alegre.

1216. BERTOLUCCI - Walter Bertolucci, descendente de imigrantes italianos. Reside em Canela.

1217. BERTOLUZZI - Adelina Bertoluzzi, descendente de imigrantes italianos. Reside em Caxias do Sul onde é funcionária da Metalúrgica Abramo Eberle.

1218. BERTON - Francisco Berton, descendente de imigrantes. Reside em Caxias do Sul.

1219. BERTON - Olívio Berton, descendente de imigrantes. Funcionário da Metalúrgica Abramo Eberle. Reside em Caxias do Sul.

1220. BERTONCELLO - José Carlos Bertoncello, descendente de imigrantes itálicos, é casado com Edy da Silva Bertoncello. Reside em Porto Alegre e têm três filhos: Joceli, Cleusa e Joseane (esta nascida a 22-11-1957).

1221. BERTOTTI - Dionísio Bertotti, descendente de imigrantes italianos, reside em Caxias onde atua na Metalúrgica Abramo Eberle.

1222. BERTOTTI - Theodora Bertotti, descendente de imigrantes italianos. Reside em Caxias do Sul.

1223. BERTOTTO - Ivo Aquino Bertotto, descendente de imigrantes peninsulares. É casado com Wanita Bertotto. Residem em Porto Alegre e tem os filhos: Cíntia e Cristiana (esta nascida a 31-08-1957).

1224. BERTOTTO - Nelcindo Luiz Bertotto, casado com Terezinha Bertotto, são pais de Marília e Luiz Cesar (este nascido a 12-12-1957, em Porto Alegre).

1225. BERTOTTO - Alberto Bertotto, falecido a 08-10-1956, era casado com Catarina Bertotto. Residiam em Porto Alegre. Entre os membros da família ainda se contam: Ivo Bertotto, Angelino Bertotto e Roberto Bertotto.

1226. BERTRAND - Naura Terezinha Bertrand, descendente de imigrantes, é formada pela Escola Normal D. Feliciano, de Gravataí.

1227. BERTUOL - Padre Olívio Bertuol, descendente de imigrantes. Reside em Cotiporã.

1228. BERTUOL - Fiorello Bertuol, imigrante italiano, que em 1915, fundou em Bento Gonçalves, uma fábrica de palhões (cones de palha) para a proteção de garrafas de vinho. Em 1920, a fábrica passou a chamar-se Enriconi, Reale & Cia. Posteriormente, passou a ser Enriconi, Brun & Cia.

1229. BERTUOL - Aristides Bertuol, descendente de imigrantes italianos. Reside em Bento Gonçalves. É um dos ases do automobilismo gaúcho tendo entre suas vitórias diversas corridas com volantes internacionais.

1230. BERTUOL - Aldo Bertuol, descendente de imigrantes, faz parte do Clube Esportivo de Bento Gonçalves, onde reside.

1231. BERTUOL - Walter Domingos Bertuol, descendente de imigrantes italianos. Reside em Bento Gonçalves.

1232. BERTUZZI - Octavio Bertuzzi, descendente de imigrantes italianos. Reside em Porto Alegre. Tem um filho chamado Jones.

1233. BERUTTI - Giovanni Berutti, imigrante italiano que foi presidente da Sociedade Vittorio Emmanuelle II, em Porto Alegre, por três vezes.

1234. BERVIAN - Saturnino Bervian, descendente de imigrantes italianos, reside em Tapera, onde é alto comerciante. É casado com uma filha de Albino Galvani.

1235. BERWALDT - Antonio Berwaldt, agricultor, residente em Colônia Osório; Alberto Berwaldt, residente na Colônia Py Crespo; e Guilherme Berwaldt, residentes nesta última localidade do município de Pelotas, são nomes que temos registrados como descendentes de imigrantes alemães em nosso solo.

1236. BERWANGER - Ciro Berwanger, descendente de alemães, é professor na Escola Normal Rural La Salle, município de Cerro Largo.

1237. BERWANGER - Arlindo Berwanger, casado com Silvana Bauer Berwanger. Tem quatro filhos: Sérgio, Milton Arlindo, Vani e Gilberto Raul. Residem em Porto Alegre.

1238. BERWANGER - Athalibio Berwanger, descendente de imigrantes alemães, era sub-prefeito de São Sebastião do Caí, em 01-01-1939, ocasião da elevação a cidade da sede daquele município. Atualmente reside em Novo Hamburgo. Tem um filho chamado Fausto.

1239. BERWANGER - Guilherme Berwanger Netto, descendente de imigrantes alemães. É casado com uma filha de Germano Gundlach.

1240. BERWANGER - Monsenhor João Emílio Berwanger, Cônego do Cabido Metropolitano. Faleceu em agosto de 1958.

1241. BERWANGER - Ezio Berwanger, casado com Suely Berwanger. O casal tem um filho: Jorge Augusto. Residem em Porto Alegre.

1242. BERWANGER - Alcindo Berwanger, Laurinda Dietrich Berwanger, José Alberto Berwanger, Miguel Luiz Berwanger, residem em Bom Retiro do Sul, Taquari.

1243. BERWANGER - Erno Berwanger, descendente de imigrantes alemães. Casado com Helia Neves Berwanger. São filhos do casal: Roberto e Regina. Residem em Novo Hamburgo.

1244. BERWANGER - Ruth Nunes Berwanger. Professora no Grupo Escolar de Zona Industrial com sede em Santo Ângelo.

1245. BERWIG - Marlene Berwig, descendente de imigrantes. Reside em Carazinho onde se formou em 1957, pelo Ginásio Nossa Senhora Aparecida.

1246. BESIASACINAI - Serafim Besiasacinai, casado com Maria Besiasacinai. É seu filho: André. Residem em Porto Alegre.

1247. BESKOW - Dr. Arno Beskow, advogado em Porto Alegre.

1248. BESKOW - Viúva Elizabeth Beskow, descendente de imigrantes, é agricultora na Estrada do Pilão, município de Pelotas.

1249. BESKOW - Teodoro Carlos Beskow, reside em Cerrito Alegre, município de Pelotas.

1250. BESKOW - Teobaldo Erno Beskow, professor na Escola Rural Rincão dos Patos, município de Itaqui.

1251. BESKOW - Luise Beskow Graf, descendente de imigrantes alemães. É falecida. Nasceu a 11 de novembro de 1898, sendo filha de Guilherme Beskow e de Otilie Beskow. Era natural de Cerro Branco, município de Cachoeira do Sul. Foi casada com Karl Graf, também já falecido. Seus filhos: Alma, casada com Alberto H. Treter, Arnoldo, casado com Olívia Wayhs, Adolfo, casado com Irene Horst. Teve 15 netos e 18 bisnetos.

1252. BESLER - Carlos Frederico Besler, descendente de imigrantes alemães, reside em Porto Alegre. Tem um filho chamado Carlos Alexandre, nascido em dezembro de 1957.

1253. BESSIL - Alfredo Bessil, descendente de imigrantes libaneses, é casado com Aracy da S. Marques. Residem em Porto Alegre.

1254. BESSON - Viúva Nair Besson, descendente de imigrantes. Tem um filho chamado Ayrton Besson. Reside em Porto Alegre.

1255. BESTANE - Felipe Bestane, descendente de imigrantes sírios, reside em Porto Alegre.

1256. BESTETTI - Mario Ruy Bestetti, descendente de imigrantes italianos, é casado com Maria de Lourdes Bestetti. Tem um filho: Antônio Mário, nascido em março de 1957 em Porto Alegre.

1257. BESTETTI - Dante Alberto Bestetti, casado com Jane Narvaez Bestetti. Tem uma filha Ana Flora, nascida a 13-11-1957.

1258. BETEMPS - Família de descendentes dos primeiros imigrantes franceses a se localizarem em Pelotas. Temos registrados os nomes de Bento Betemps, João Betemps e João de Oliveira Betemps (todos agricultores na Colônia São Pedro, município de Pelotas) e Carlos Betemps, também agricultor, residente na Colônia Ramos, daquele município.

1259. BETMAN - Dr. Carlos Betman Filho, descendente de imigrantes israelitas, reside em Porto Alegre.

1260. BETIM - João Carlos Betim Paes Leme, descendente de imigrantes. É General de Infantaria.

1261. BETTANIN - Nilo Bettanin, descendente de imigrantes italianos, é casado com Vireny Bettanin e reside em Porto Alegre.

1262. BETELLA - Walter Betella, descendente de imigrantes. Casado com Sirley Vanzelotti Bettela. É filha do casal: Helena Beatriz, nascida a 14-05-1958.

1263. BETTINI - Tito Bettini, descendente de imigrantes italianos. É funcionário da MAESA, em Caxias do Sul onde reside.

1264. BETTIO - Antônio Bettio, descendente de imigrantes italianos, é casado com Irene Vedana Bettio e reside em Vila Nova, Porto Alegre. Tem uma filha Aurea Bettio Bona, casada com Ernani Bona. Entre os familiares de Antônio Bettio, ainda temos registrado o nome de Dalva Bettio.

1265. BETTIOL - Stella Bettiol Plantá, descendente de imigrantes italianos. É professora.

1266. BETTIOL - Eurípedes Bettiol,  casado com Eloah Kroeff Bettiol. São filhos do casal: Marisa Valesca, Mario Edmundo, Clarice, Celina Maria, Jorge Emilio, Roberto, Luiz Antônio, Anna Maria e José Carlos, gêmeos nascidos a 02 de setembro de 1958.

1267. BETTIOL - Geraldo Bettiol, descendente de imigrantes, reside em Porto Alegre.

1268. BETTO - Gentila Betto, descendente de imigrantes, é formada em Corte e Costura pelo SESI desta capital.

1269. BETTONI - Aladino Bettoni, descendente de imigrantes italianos, é casado com Rosina Cavalet Bettoni. Tem uma filha: Marli e reside em Bento Gonçalves.

1270. BETTONI - Ancila Oliva Bettoni Belatto, descendente de imigrantes italianos. Casada com Mario Belatto. Tem um filho: José Jairo. Reside em Bento Gonçalves.

1271. BETTS - Joy Betts, descendente de imigrantes, estudou no Instituto Brasileiro Norte-Americano em Porto Alegre.

1272. BEUREN - Padre Benno Beuren, descendente de imigrantes. É Vigário Jesuíta e juntamente com o Padre Albino Bergmann foi vigário da Paróquia de São Luiz em Novo Hamburgo.

1273. BEUS - Pedro Beus, descendente de imigrantes. Reside em Estância Velha.

1274. BEUSTER - P.M. Beuster, descendente de imigrantes alemães, foi durante muitos anos corretor de imóveis em Porto Alegre. Faleceu a 09-10-1957.

1275. BEUX - Armando Beux, descendente de imigrantes franceses, é pastor de uma igreja com estabelecimento no Rio Grande do Sul.

1276. BEVILACQUA - Dr. Clovis Bevilacqua, jurista dos mais renomados do país, é descendente de imigrantes italianos. São inúmeras as obras que escreveu sobre doutrina e legislação nacionais. Ministro do Supremo.

1277. BEVILACQUA - Dr. Clovis Bevilacqua Sobrinho, auditor de guerra em Bagé. Casado com Otília Bevilacqua. Filhos do casal: Dr. Cliceu Bevilacqua (residente em Curitiba) e Cloé Bevilacqua Luz, casada com Darci Luz (residentes em Bagé). O Dr. Clovis Bevilacqua Sobrinho, faleceu em Bagé em novembro de 1957. Era sobrinho do grande jurisconsulto brasileiro do mesmo nome.

1278. BEVILACQUA - Constantino Bevilacqua, descendente de imigrantes. Faleceu em outubro de 1958. Foi casado com Giovana Bevilacqua. Seus filhos: Casimiro e Elisabetta. Sua família reside em Porto Alegre.

1279. BEVILAQUA - Pedro Bevilaqua, descendente de imigrantes. Reside em Campestre no município de General Vargas.

1280. BEY - Carmen Santo Bey, professora no Grupo Escolar "Dr. Gustavo Armbrust", Passo das Pedras, Porto Alegre.

1281. BEYER - Victor Hugo Kruel Beyer, descendente de imigrantes. Reside em Porto Alegre.

1282. BEZZI - Armindo Bezzi, descendente de imigrantes italianos, é casado com Zila Bezzi e tem dois filhos: Alexandre e Rogério (este nascido a 15 de março de 1957). Residem em Gramado.

1283. BEZZI - Querino Bezzi, descendente de imigrantes italianos. Casado com Alvarina Leão Bezzi. O casal tem uma filha: Diná Mariza Leão Bezzi. Residem em Porto Alegre.

1284. BIACCHI - Dr. Waldomiro Biacchi, advogado descendente de imigrantes italianos, reside em Camaquã.

1285. BIACCHI - Guido Leonardo Biacchi, reside em Porto Alegre. Pertence às fileiras de PDC.

1286. BIAGGIOTT - Padre Alberto Biaggiott, foi Capelão Cantor da Catedral de Porto Alegre em 1881.

1287. BIAGINI - José Biagini Morais, descende pelo lado materno, de imigrantes italianos. É capitão aviador e reside em Porto Alegre. Casado com Temire Monteiro Morais, falecida em fevereiro de 1957, em Porto Alegre.

1288. BIAGINI - Fernando Biagini Morais, irmão de José, reside em Porto Alegre.

1289. BIANCHESI - Pedro Bianchesi, descendente de imigrantes itálicos, é casado com Maria José da Mota Bianchesi. Residem em Porto Alegre.

1290. BIANCHESI - Aurelia Bianchesi Meneghini, falecida a 08 de maio de 1958 em Porto Alegre. Foi casada com Antonio Meneghini. Seus filhos: Luiz Angélico e Alcides Meneghini.

1291. BIANCHI - Lodovino Bianchi, descendente de imigrantes italianos. Casado com Itelvina Chiossi Bianchi. É seu filho: Ademar Bianchi. Residem em Bento Gonçalves.

1292. BIANCHI - Viúva Olga Piccoli Bianchi, descendente de imigrantes italianos. Reside em Getúlio Vargas. Tem uma filha: Myriam Teresinha.

1293. BIANCHI - Maria Martinowski Bianchi, professora no Grupo Escolar Barão de Cotegipe, município de Erechim.

1294. BIANCHI - Olinto João Bianchi, casado com Cecilia Maria Rigoni Bianchi, reside em Bento Gonçalves. Tem um filho: Neimar Vitor, nascido a 22-07-1957.

1295. BIANCHI - Reimor José Bianchi, descendente de imigrantes italianos. É casado com Alba Mary Bianchi. Seus filhos: Rogério Luiz, Ricardo José. Este nascido a 20 de agosto de 1958 em Porto Alegre.

1296. BIANCHI - Oswaldo Costa Bianchi, descendente de imigrantes italianos. É presidente do Minuano F.C.  de Santa Bárbara do Sul, onde reside.

1297. BIANCHI - Maria M. Bianchi, descendente de imigrantes italianos. É formada em Corte e Costura pelo SESI em Getúlio Vargas, onde reside.

1298. BIANCHI - Maria Inês Bianchi, descende de italianos. Formou-se no SESI em Corte e Costura. Reside em Getúlio Vargas.

1299. BIANCHIMANO - Rosa Bianchimano Caporale, falecida em setembro de 1958 em Porto Alegre. Foi casada com Leonardo Caporale. São seus filhos: José Caporale, João Caporale, Arturo Caporale e a sra. Vicente Maranghello. Suas irmãs: Grazia Bianchimano, Concetta Bianchimano.

1300. BIANCHIN - Giorgio Bianchin, imigrante italiano, fundador juntamente com outros imigrantes da Sociedade Princeza Elena Di Montenegro (ex Bella Aurora) que surgiu em Porto Alegre em 1893.








sábado, 17 de março de 2018

A Imigração Norte-Americana no Brasil após a Guerra de Secessão nos EUA


Excelente e elucidativo vídeo do canal Buenas Ideias de Eduardo Bueno no YouTube. Recomendo a inscrição e aqui o reproduzimos para fins de pesquisa. Discorre sobre a vinda de norte-americanos sulistas, após a Guerra de Secessão nos EUA, na década de 1860. Também traz informações sobre uma provável e insólita ocupação do norte do Brasil por afro-americanos. Confira!

sexta-feira, 16 de março de 2018

Famílias estabelecidas na Colônia Santo Antônio de Pelotas no século XIX


"Até 1886, novos lotes foram sendo incorporados ao núcleo francês inicial, desta vez juntando-se os seguintes alemães: Hannemann, Konrad, Mielke, Reinhardt, Mohnsan, Milach, Schiller, Schubert, Klug, Berg, Felbilac, Ulrich, Ehlert, Ketz, Erbitch, Gueiritch, Tessmann, Bernt e Lange. Também algumas famílias italianas: Ferrari, Peverada, Larroque, Cazari, Romano e Bachini. E uma família de moradores das Ilhas Canárias: Postigos. Ainda soubemos de outras famílias francesas, suíças e italianas que teriam passado pela colônia mas que não se fixaram, entre elas algumas também vindas de São Feliciano: Eugênio Vannuer (francês), Augusto Cousie (francês), Emílio Cousin ou Chosen (francês), José Rosso, italiano nascido em 1839, viúvo de Ana Francisca Duranda. Mudaram-se para a colônia Maciel ainda no início da colônia francesa, João Rosso (italiano), Domenico Duranda (italiano) e Clemente e José Zurschmitten (suíços).

(...)

Charnaud: François Charles Charnaud, vindo da França com a esposa Amelie Josephine Renault, viveu na colônia Santo Antônio e decidiu voltar para a França. Quando estavam no Rio de Janeiro para embarcar, a esposa morreu com febre amarela e François resolveu retornar para a colônia em Pelotas onde casou em segundas núpcias com Fanie Bernard, natural dos Hautes Alpes na França de onde veio com a irmã Marie Bernard casada com Pierre Escallier. François e Fanie tiveram os filhos: Maria Agostinha, Luiz Romeu e Alfredo.

Magallon: Auguste François Magallon casou em São Feliciano com Marie Françoise Colomby e eram proprietários de 22 hectares. Tiveram uma menina falecida em São Feliciano, Cecília Emabelie, Maria Agostinha, Augusto (que herdou as terras do pai, do sogro e adquiriu outras totalizando 65 hectares), Maria Luiza e Leontina.

Conte: Jean Conte, nascido na Itália, mas considerado imigrante da França, veio para o Brasil com pelo menos um irmão. Casou em São Feliciano com Josephine Isabelle Gerard vindo para Pelotas onde tiveram os filhos: Luiz falecido criança e duas filhas casadas: Sophia com Augusto Magallon e Maria Francisca com Francisco Ney.

Ney: Victor Ney casou em Camaquã com Alexandrine Colomby. É provável que Victor Ney tenha vindo solteiro para o Brasil, sabe-se que deixou um irmão que era militar na França. Foram proprietários de 40 hectares em Santo Antônio. Tiveram os filhos: Francisco, Alexandrina, Luiz, Vergínio, Eugênia casada com o italiano Nicolau Larroque Filho, Augusto, Maria casada com um alemão, Victor Francisco e José casado com Angelina Colomby.

Gerard: Saturnen Gerard, italiano, viúvo de Sophia Mési, veio para o Brasil com três filhas: Josephina Isabelle, Maria Agatha e Angelina, pelo menos duas eram casadas. Saturnen era um leigo que às vezes fazia a encomendação de corpos nos enterros pois não havia padres na colônia, e somente Saturnen sabia rezar em latim.

Tourin: Isidore Tourin, francês, adquiriu 6 hectares de terras na colônia, depois desta já ter alguns anos de formada, mas acabou vendendo as terras ao antigo dono e ainda solteiro retornou a França logo após terminada a Primeira Guerra Mundial. Segundo Lino Ribes, um morador na Colônia francesa, ele ainda escreveu algumas vezes para os franceses em Santo Antônio.

Colomby: Joseph François Andre Colomby casado na França com Marie Angelique Thoby, emigraram pelo porto do Havre em 1873, sendo um dos primeiros a chegarem em São Feliciano. Tiveram os filhos: Marie Françoise casada com Auguste Magallon, Louis Alexandre casada com Angeline Gerard, Alexandrine casada com Victor Ney. Augusta casada com Bichet, Louis Théophilo casado com uma brasileira, Marie Angelea e Andre Thomaz.

Bichet: Claude François Bichet, natural do departamento de Doubs na França, casou em Camaquã com Augusta Colomby, moraram em Santo Antônio, mas mudaram-se em 1899 para a Colônia Maciel. Tiveram os filhos: Luiz, Eduardo, Luiza casada com o francês Emílio Guiot que também moraram algum tempo em Santo Antônio; Eloy; Ernesto; Josephina casada com o italiano Ricardo Aldrighi, Julia e Izolina.

Lahut: Emile Lahut ou Lahude casou na França com Cezarine Beauvalet, provavelmente uma irmã de Arthur Beauvalet. Lahut era proprietário de 32 hectares em Santo Antônio e aqui chegou com os filhos: Jean, Amelie e Marguerite. Ainda não nos foi possível rastrear seus paradeiros, sabe-se apenas que saíram ainda no início da colônia.

Beauvalet: Arthur Achilles Beauvalet, casado na França com Louise, tudo indica que não passaram por São Feliciano, pois em 1873 já viviam em Pelotas. Sendo jardineiro, Achilles fez um bom trabalho de embelezamento da praça da cidade (hoje Praça Coronel Pedro Osório). Costumava comentar que fez um trabalho onde ninguém mais poderia ter feito, provavelmente dizia isso porque o vão central onde hoje é a praça era um local muito alagadiço e intransitável. Os Beauvalet possuíam 36 hectares na colônia Santo Antônio e para cá vieram trazendo os filhos: Blanche, Edouard e Ernesto que trabalhou como jardineiro na Quinta de Ambrósio Perret.

Bétemps: Jean François Bétemps, natural da Savoia italiana, viúvo de Marie Monique Claudine Claupe-Vevey, veio para o Brasil na companhia dos filhos: Melanie; Alexis, casado com uma catarinense, esteve por vários anos morando na Argentina antes de vir para o Brasil; Jermain; Félix, casado em São José do Patrocínio com Maria Francesca Fiou, mudaram-se para Pelotas em 1881, fabricava vinho e registrou sua cantina em 1924; Baptistine, Joseph; Marie; e Victor Jean, que casou com uma brasileira e moraram na cidade de Rio Grande.

Bertholon: Eram dois irmãos, Alexandre e Felix Bertholon. Chegaram da França em 1873 e vieram diretamente para Pelotas, onde trabalharam como ferreiros nas 'Três Vendas' antes de irem plantar parreiras na colônia francesa. Faleceram solteiros e suas terras foram herdadas por Jean Capdeboscq.

Raffi: Jean Raffis, ou Raffy, como ficou o nome, ao aportar no Brasil, depois de ter estado em Buenos Aires. Casou em São Feliciano com a brasileira Generosa da Silva. Em Santo Antônio, adquiriu 30 hectares onde viveu com os filhos: Flor casada com Hermenegildo Pinheiro Cardozo, e Modesto casado com Alexandrina Ney.

Lourant: Louis Lourant ou Laurent, casado com Catarine ou Cezarine Steinner, possuíam 36 hectares em Santo Antônio, aqui tiveram três filhas: Paulina casada com Pedro Bohns; Josephina casada com Augusto Frecu; e Maria casada com Mario Sacco sendo este último proprietário de uma fábrica de 'gasosa' em Pelotas. As terras de Louis Lourant foram vendidas para Modesto Raffy. Junto com Lourant morava um cunhado, Joseph Steinner ou Steinle, natural da França que faleceu solteiro e sem descendentes.

(...)

Carret: Louis Modest Carret casado na França com Jeanne Micheaux. Vieram para o Brasil com a primogênita, eram proprietários de 44 hectares em Santo Antônio. Tempos depois o casal voltou para a França acompanhado do filho Augusto, mas breve retornaram ao Brasil ficando por lá o Augusto que faleceu lutando na Primeira Guerra Mundial. Tiveram os filhos: Rossete; João Luís; Emílio; Augusto; e André.

Wahast: Oscar Wahast, casado com Silvie Octavie Lesarge, veio com a família em dezembro de 1880 para a colônia Santo Antônio, onde havia comprado 30 hectares. Anos depois vendeu suas terras para Augusto Pastorello e foi morar em Sanga Funda, município de Canguçu, onde contam que ambos foram assassinados durante um assalto. Tiveram os filhos: Amelie, Oscar, que fazia serviços de enfermagem e era casado com Louise Ribes; Emílio (assassinado) e Blanche que foi noiva de François Charnaud e faleceu de sarampo aos 20 anos de idade.

Martim: Jean Martim casou com Rosa Jouglard, francesa dos Alpes, vieram para São Feliciano e dali partiram entre os primeiros para Santo Antônio, chegando nesta colônia em 19 de setembro de 1880, sendo o dia seguinte considerado da fundação da colônia. Tiveram os filhos: Jean; Marius; Rosa, casada com Julio Chollet; Pedro, casado com Amelie Wahast; Leon, casado com Rosete Carret; Julio; Hipolito; Adelaide, casada com um brasileiro; e Augusto, casado com Emília Pastorello.

Escallier: Pierre Escallier casado com Marie Bernard estiveram em São Feliciano e depois em Santo Antônio onde compraram 40 hectares. Vieram da França com os filhos: Jean Joseph, Elisia Paulina, Pierre; Marie, casada com um italiano de nome Francisco Cuoco. Em São Feliciano, nasceram os filhos Josefina e Julia. Na colônia Santo Antônio nasceu outro filho: Julio Pedro, que depois se mudou para o município de Canguçu.

Crochemore: Auguste Alphonse Crochemore e Rosaline Felicite Goutier vieram para o Brasil com o filho: Alphonse Elisèe Felix Crochemore, que casou três vezes e deixou vários descendentes de seu primeiro matrimônio com a francesa Elísia Paulina Escallier, sendo proprietários, inicialmente de 35 hectares, mas no ano de 1933 já possuíam 60 hectares. Seus descendentes mudaram-se para a Vila Nova, localidade do distrito do Quilombo, divisa da colônia francesa, onde tinham uma olaria.

Ribes: Auguste Antoine Ribe, que no Brasil foi acrescentado um 's' ficando 'Ribes', partiu do departamento francês de Drome com sua esposa Eugenie Rebour e seus filhos para a colônia de São Feliciano, vindo a ocupar um lote de 20 hectares em Santo Antônio, colônia para a qual seu filho Gustave havia se transferido em 1880. Vieram da França com os filhos: Gustave; Lucie Marie, casada com o suíço Joseph Zurschmiten que veio da França, com a família Ribes e depois se mudaram para o município de Canguçu; Eugene Louise; Alcides; Louis, que comprou terras próximo ao arroio Andrade e construiu uma represa e um moinho que acionava uma famosa serraria geradora de lucros que lhe possibilitaram erguer o único sobrado da colônia francesa; Marie Hortense; Louise e Rezeda Pauline. Em São Feliciano tiveram ainda os filhos: Dedimah e Adolpho.

Gaumme: Aristin Gaumme, francês, casou-se em São Feliciano com a brasileira Maria da Silva, eram proprietários de 8 hectares em Santo Antônio.

Capdeboscq: Jean Capdeboscq, natural da Bretanha, casou em São José do Patrocínio com Marie Jeanne Renard, natural da cidade de Lyon. Veio para Pelotas com outros companheiros onde comprou 33 hectares em Santo Antônio. Jean criou uma Quinta onde fabricava vinho e que depois deixou para o filho Daniel indo para a cidade de Pelotas, onde fundou o Hotel Colonial. Pais de Maria Luiza, nascida em São Feliciano e Daniel, que foi subprefeito, subdelegado de polícia, juiz distrital, fabricante de vinhos, licores e compotas. E ainda os filhos: João Luiz, Amely, casada em segundas núpcias com Rodolpho Bonat e Pedro Augusto que era afilhado de Pedro Osório, ilustra figura na política pelotense.

Arbey: Joseph Arbey ou Harbet, ou ainda Harbes, era um francês casado com Marie Louise que imigrou para a Argentina com uma filha, Marie Louise. Na Argentina tiveram um filho, Luís Achilles. Quando de passagem pelo Uruguai tiveram dois filhos: João José e Francisco José. Ao chegarem ao Brasil tiveram o último filho de que se tem notícia, Gustavo. Em Santo Antônio tinham 32 hectares de onde retiram-se em maio de 1886 para se estabelecer definitivamente na colônia Maciel, recebendo estas escrituras em junho de 1888.

Palavet: Jules Palavet e Marie Celestine Delarme, estiveram de passagem pela colônia Santo Antônio; não pudemos comprovar se eram proprietários, mas tiveram duas filhas: Francisca e Celestina; casada com Joseph Cousin ou Chosen, que possuía 19 hectares em Santo Antônio, em 1933.

Pastorello: Domenico Pastorello, casado com Catarina Constantina Augeri, eram italianos radicados na França. Em Santo Antônio, possuía inicialmente 18 hectares. Em 1900, fundou a primeira fábrica de conservas em Santo Antônio. Fabricavam vinho e faziam compotas de pêssego e conservas de ervilha. Eram pais de Emília Margarida; Irineu; Maria Julieta, casada com Emílio Ribes cujos descendentes seguiram com a Quinta Pastorello até 1972; e Augusto, nascido na França, que fez vários trabalhos em escultura e litogravura, recebendo encomendas para o Clube Caixeral, a Prefeitura de Piratini, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, e alguns bustos e placas comemorativas que ainda hoje estão embelezando praças e vias públicas de Pelotas. Foi também Augusto Pastorello quem projetou o obelisco erguido pelos franceses em 1930 para comemorarem os 50 anos de fundação da colônia francesa.

Fouchy: Simeon Fouchy e Marie Antoinete Magdalena Thoma, franceses da região parisiense, estiveram em Curitiba e em São Feliciano, onde deixaram uma filha casada com Gustave Ribes, antes de viram para terras de Domásio Moreira no Passo do Retiro. Quando os franceses, incluindo o genro Gustave Ribes, vieram para fundar a colônia Santo Antônio, em 1880. Seu filho Franquilim Fouchy já seguiu com eles, e tempos depois toda a família se transfere para a colônia francesa e ocupa 22 hectares que haviam comprado. Os Fouchy tiveram os filhos: Marcelina casada com Gustave Ribes; Isidore, casado com Marie Hortense Ribes; Franquilin Alexandre, casado com Eugenie Louise Ribes; Angelea Delphinia, casada com Jules Albert Longchamp; e, por último Jules Clement casado com Henriqueta Arnoldt.

Fuzeri: Bartholomé Fuzeri ou Fugieri, italiano, veio com os Pastorello e também esteve em São Feliciano. Solteiro não teve filhos e está sepultado no túmulo da família Jouglard no cemitério da colônia francesa.

Jouglard: Pierre Celestin Jouglard, casado com Marie esteve em São Feliciano e veio para Santo Antônio em 1880 onde tinham 44 hectares de terras. O casal Jouglard construiu sua casa com pedras encontradas nas proximidades, e foi a primeira casa construída na colônia (1886); as paredes eram de cascalho grosso, pedras não muito grandes, apenas os cantos das paredes e o alicerce eram de uma pedra maior para firmar. Hoje esta casa não existe mais, mas existem outras que mostram este estilo seguido em outras moradias construídas conforme o desenvolvimento econômico da colônia. Antes as casas eram ranchos rústicos com poucas aberturas e cobertos com palha, possuíam um porão com porta para a rua, que servia para armazenar vinhos e colheitas, muitas vezes aproveitando o desnível do terreno. O alicerce das casas era feito de pedras e formava as paredes do porão, as pedras, sem o cuidado com as formas eram apenas sobrepostas. Os Jouglard aqui chegaram apenas com sua primogênita, Marie Louise, tendo nascido posteriormente, os filhos, Pedro, Julio e Celestino.

Jacob: Luiz Jacob, casado com Philomene eram proprietários de 20 hectares, saíram muito cedo da colônia e ainda não nos foi possível descobrir seus destinos. Tiveram os filhos: Cecília, Emílio, Luiz e Vitório.

Longchamp: Jules Albert Longchamp, francês de Marselha, veio com os pais Lucien Longchamp e Veronique Dephilet para o Brasil, e tudo indica que não passaram por São Feliciano; alguns dizem que passaram por outros lugares antes de virem para o Rio Grande do Sul, mas isto não foi comprovado. O certo é que Lucien ou Lucio Longchamp já morava com dois filhos. Chiebaud Louis e Aristin ou Aristides Longchamp, no Monte Bonito, perto da colônia francesa em 1886. Chiebaud, dizem, morreu tragicamente por má digestão ou engasgado com algo e Aristin foi expulso do convívio familiar, ou fugiu com uma negra para o Capão do Leão, onde trabalhou nas pedreiras deste lugar. Já Jules Albert Longchamp casou com Angelea Fouchy e foi morar na colônia francesa tendo os seguintes filhos: Albertina, casada com Daniel Capdeboscq; Alfredo, Clotildes e Leontina Marcelina. Após ter enviuvado, Jules Albert casou em segundas núpcias com Marie Hortense Ribes, viúva de seu cunhado Isidore Fouchy, tendo os filho: Maria Hortência, Otília Leonor e Julio Alberto."

Fonte: BETEMPS, Leandro Ramos.Aspectos da colonização francesa em Pelotas. In: História em Revista, UFPel, v.5, 1999, (não tivemos acesso ao número das páginas).

Link para o artigo original: https://wp.ufpel.edu.br/ndh/files/2017/02/05.-Leandro_Ramos_Betemps.pdf

Agradecemos a colaboração do autor!


quinta-feira, 15 de março de 2018

Sobrenomes holandeses - Parte 02


21. De Graaf: sobrenome que significa conde e possui quatro possíveis interpretações: 
1. Uma pessoa ao serviço de um conde, seja no contexto jurídico, administrativo ou militar.
2. Um funcionário de um conde ou condado, no sentido de uma atribuição profissional específica: um despenseiro, um copeiro, um fiscal de diques, um coletor de impostos, etc.
3. Um nome de casa.
4. Alguém que se comporta de modo afetado ou orgulhoso como um conde.
A maior concentração do sobrenome na Holanda se dá em Bunschoten, província de Utrecht. Não é muito significativo na Bélgica. Variantes: De Greef, De Grave, Van der Graaf, De Graaff, De Graeff, De Graef.

22. Van der Meer: sobrenome que significa aquele que vive no lago, isto é, próximo a um, às margens de um, ou numa região que tem referencial um lago. As maiores concentrações se verificam em Alkemade, Holanda do Sul, Holanda, e Heusden-Zolder, Limburgo, Bélgica. Variantes: Vermeer, Vandermeer, Vermeeren, Van de Meer, Van der Meeren, Van Meer.

23. Van der Linden: sobrenome que significa aquele que vive numa fronteira, próximo a um limite de terras. A maior concentração do sobrenome se dá em Mill en Sint Hubert, Brabante do Norte, Holanda. Variantes: Verlinden, Van der Linde, Van Linden, Van Linde.

24. Kok: sobrenome metanímico que significa cozinheiro. Pode ainda, em casos mais raros, ser uma redução do patronímico de Cornelis (Cornélio em português). Variantes: De Kok, Kock, De Kock, Kokke, Koks, Kokks.

25. Willems: sobrenome patronímico que significa filho de Willem (Guilherme ou William em português). As maiores concentrações são percebidas em Sint Anthonis, Brabante do Norte, Holanda, e Glabbeek, Brabante Flamengo, Bélgica. Variantes: Willemsen, Wilms, Williams, Willem.

26. De Ruiter: sobrenome metanímico que significa cavaleiro. Provém do latim ruptarius, que inicialmente designava o soldado infante, mas posteriormente, na Idade Média, passou a denominar exclusivamente o soldado de cavalaria. Variantes: Ruiter, De Ruyter, Ruyter, De Ruijter, Ruijter.

27. Van Dogen: sobrenome que significa aquele que vive num sulco de areia. Parece derivar do termo medieval donk do holandês arcaico que era usado para denominar um tipo de terreno arenoso, ora com ocorrência de turfa ou argila, comum no relevo da região. Também pode ser um toponímico relacionado à cidade de Dongen, Brabante do Norte, Holanda.

28. Van den Bosch: sobrenome que significa aquele que vive no bosque, floresta. É muito comum na província da Antuérpia, Bélgica. Variantes: Vandenbosch, Vandebosch, Vanden Bosch, Van der Bosch, Van de Bosch, Van Debosch.

29. Bakkenes: sobrenome originário da Guéldria, Holanda,  que significa aproximadamente alódio, isto é, uma área livre de direitos senhoriais. Pode também se referir a uma floresta comunal. Variantes: Baeckenes, Baeckenesse, Backenes, Bakenes, Backenes.

30. Van Beuge: sobrenome toponímico que significa procedente de Bodenghem. Bodenghem é a antiga denominação medieval para a atual aldeia de Sint-Martens-Bodegem, no município de Dilbeek, Brabante Flamengo, Holanda. A família remonta ao século XVI e está concentrada na região de Bruxelas, na Bélgica. Variantes: Van Beugen, Van Beugem, De Beuge.

31. Van der A: sobrenome que significa aquele que vive próximo ou à beira de um riacho. Concentra-se em Borger-Odoorn, província de Drente, Holanda. Variantes: Ver A, Van der Ahe, Van der Aa.

32. Ab: sobrenome presente na língua holandesa de difícil interpretação, mas que provavelmente pode ser um patronímico de Abraham (Abraão em português), ou ainda derivado do termo francês abbé (abade), podendo por isso, da maneira como é grafado, indicar um secretário de um abade ou o administrador leigo de uma abadia. Variantes: A B.

33. Aars: sobrenome patronímico que significa filho de Aarnout (Arnaldo em português). Variantes: Aart, Aarts, Aarsen, Ars, Aerts, Aertsen, Aers, Haars.

34. Celis: sobrenome patronímico que significa filho de Marcelis (Marcelo em português). É comum na Bélgica, principalmente nas províncias de Limburgo, Brabante Flamengo e Antuérpia.

35. Harthoorn: sobrenome que significa chifres de veado, galhada de veado. Pode derivar de um toponímico da cidade de Hirschhorn, Hesse, Alemanha. Bem como, ser um nome auto-atribuído por motivos de honra, coragem e bravura. A família remonta ao século XVII em Kruiningen, Zelândia, Holanda. O sobrenome é mais comum na província da Zelãndia e na cidade de Amersfoort, província de Utrecht, ambas na Holanda. Variante norte-americana: Hartshorn.

36. Koopman: sobrenome metanímico que significa mercador, comerciante. Variantes: Koopmans, Coopman, Coopmans.

37. Eg: sobrenome patronímico que  pode significar filho de Egbert, filho de Eggo ou filho de Egge. Os três nomes próprios pertencem à região da Frísia e estão em desuso atualmente. Num sentido mais restrito, pode denominar alguém que vive num "canto" de terras ou de uma cidade. A maior concentração se dá em Stede Broec, Holanda do Norte, Holanda. Variantes: Egge, Eggo. Egg, Eggen.

38. Aalbers: sobrenome patronímico que significa filho de Aalbert (Alberto em português).  A maior concentração se verifica em Aalten, Guéldria, Holanda. Variantes: Aalberts, Albers, Aelbers, Aulbers, Aalberse.

39. Van Aaken: sobrenome toponímico que significa procedente de Aachen. Aachen é uma cidade alemã no estado da Renânia do Norte-Westfália, Alemanha. A maior concentração do sobrenome na Holanda se percebe em Eersel e Oirschot, no Brabante do Norte. Variantes: Aacken, Vanaaken, Aaken, Van Aacken.

40. Deddens: sobrenome patronímico que significa filho de Dedden. Dedden é uma forma regional para Diederik (Dietrich em alemão, Teodorico em português). O sobrenome concentra-se Emmen, província de Drente, Vlagtwedde e Stadskanaal, província de Groeningen, e Rotterdam, Holanda do Sul; todos os locais na Holanda. Variantes: Dedden, Diddens, Deddes.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Sobrenomes holandeses - Parte 01


1. De Jong: sobrenome mais comum da Holanda, ocorrendo em 2,525 % da população do país. Significa jovem. As maiores concentrações se verificam em Rotterdam e Ameland, na Holanda, e em Baarle-Hertog e Arendonk, na Bélgica. Variantes: De Jonge, Jong, De Jongh.

2. Jansen: sobrenome patronímico que significa filho de Jan (João em português). As maiores concentrações se encontram em Montferland, Guéldria, Holanda, e Lommel, Limburgo, Bélgica. Variantes: Janse, Jansens, Janson, Jansons, Jansse, Janssens, Jansze, Janze, Janzon, Janzen.

3. De Vries: sobrenome toponímico que significa da Frísia, procedente da Frísia, frísio. As maiores concentrações se encontram em Kollumerland en Nieuwkruisland, Frísia, Holanda, e na Bélgica, em Heist-op-den-Berg, província de Antuérpia. Variantes: Vries, De Vrieze.

4. Van den Berg: sobrenome que significa da montanha, montanhês, morador da montanha. Variantes: Van den Bergh, Vandenberg, Vandenbergh, Van de Berg, Vandeberg, Van der Berg, Vanderberg.

5. Van Dijk: sobrenome que significa aquele que vive num dique. As maiores concentrações se encontram em Zwartewaterland, província de Overissel, Holanda, e Hoogstraten, província de Antuérpia, Bélgica. Variantes: Dijk, Van Dijke, Dijks, Dijkmann, Dijkstra, Van Dijck, Van Dick, Vandijck, Vandijk.

6. Bakker: sobrenome metanímico que significa padeiro. A maior concentração se verifica em Urk, Flevolândia, Holanda. Variantes: De Bakker, Bakkers.

7. Visser: sobrenome metanímico que significa pescador. A maior concentração do sobrenome é percebida em Schiermonnikoog, Frísia, Holanda, e em Retie, província de Antuérpia, Bélgica. Variantes: Visser, De Visser, Vis, Viss, Visscher.

8. Smit: sobrenome metanímico que significa ferreiro. A maior concentração do sobrenome é verificada nas cidades holandesas de Zwijndrecht, Alblasserdam, Slikkerveer e Nieuw-Lekkerland, todas na Holanda do Sul. Variantes: Smid, Smeets, Smids, Smitz, Schmid, Scmits.

9. Meijer: sobrenome metanímico que significa aproximadamente prefeito, mas também pode ser entendido como administrador ou supervisor de uma comunidade. As maiores concentrações são vistas em Goedereede, Holanda do Sul, Holanda, e Sankt Vith, província de Liège, Bélgica. Variantes: De Meijer, Meijers, Meyer, Meier, Mijjer, Meijjer, Myjer, Meijerink.

10. De Boer: sobrenome metanímico que significa agricultor, camponês. As maiores concentrações se encontram em Urk, Flevolândia, Holanda, e em Leuven, Brabante Flamengo, Bélgica. Variantes: Boer, Boersma, Boerman.

11. Mulder: sobrenome metanímico que significa moleiro. Concentra-se especialmente em Staphorst, Overissel, Holanda, e em Zutendaal, Limburgo, Bélgica. Variantes: Muller, Molenaar, Smulders, Mulderij, De Mulder.

12. De Groot: sobrenome metanímico que significa grande ou gordo. Está concentrado em Delft, Holanda do Sul, Holanda. Variantes: Groot, Groote, Grotius.

13. Bos: sobrenome que pode ser um patronímico do nome flamengo Bos ou um metanímico que significa aquele que vive na floresta. Está concentrado em Bunschoten, província de Utrecht, Holanda, e em Zonhoven, Limburgo, Bélgica. Variantes: Bosman, Bosma, Bosch, Bosz, Boss. 

14. Vos: sobrenome  que significa raposa e que pode ter quatro acepções possíveis: 
1. Um nome de casa.
2. Um metanímico para pessoa ruiva.
3. Um patronímico do nome próprio Vos, Vosse ou Fosse.
4. Um caçador de raposas.
As maiores concentrações são achadas em Aalburg, Brabante do Norte, Holanda, e Riemst, Limburgo, Bélgica. Variantes: De Vos, Vossen, Voss, Vosz.

15. Peters: sobrenome patronímico que significa filho de Peter (Pedro em português). O sobrenome é homônimo nas línguas alemã e inglesa. As maiores concentrações estão em Groesbeek, Guéldria, Holanda, e Bütgenbach, província de Liège, Bélgica. Variantes: Petersen, Petri, Peter, Peeter, Peeters.

16. Hendriks: sobrenome patronímico que significa filho de Hendrik (Henrique em português). Na Holanda, está concentrado em Mill en Sint Hubert, Brabante do Norte, e na Bélgica, em Overpelt, Limburgo. Variantes: Hendriksen, Henkes, Hindriks, Hendricx, Hendrix, Hendrikx, Hendricks, Hendrickx, Hendrik, Driek, Dries, Drikus, Hein, Hendrikus, Hendrickus, Henk, Hennik, Henny, Henrikus, Henrickus, Hens, Hindrik, Rick, Rieks, Riekus, Rijk, Rik.

17. Van Leeuwen: sobrenome toponímico que significa procedente de Leeuwen - nome de lugar que significa leão em português. Por isso, pode estar associado a uma diversidade de locais, como: Beneden-Leeuwen, Guéldria; Boven-Leeuwen, Guéldria; Leeuwen-Roermond, Limburgo; Leeuwen-Reuver, Limburgo; Leeuwen-Wageningen, Guéldria; além de outros menores, todos na Holanda. Variantes: Van Leeuwe, Van Leuwen, Leeuwen.

18. Dekker: sobrenome metanímico que significa carpinteiro. Está concentrado principalmente em Harenkarspel, Holanda do Norte, Holanda, mas é bem escasso na Bélgica. Variantes: Dekkers, Deckers, Decker.

19. Brouwer: sobrenome metanímico que significa cervejeiro. Na Holanda, verifica-se com mais frequência em Ameland, Frísia, porém é escasso na Bélgica. Variantes: Brouwers, De Brouwer, Brauer, Brouer.

20. De Wit: sobrenome metanímico que significa branco, claro, pálido. Pode ainda ser um toponímico relacionado a algum lugar que tenha "branco" na denominação. Variantes: Dewit, De Witt, Dewitt, De Witte, Dewitte.

terça-feira, 13 de março de 2018

Conde de Piratini


Por Fernando Osório

"A sociedade pelotense perdia a 9 de março de 1887, aos 94 anos de existência, rodeado de todas as homenagens, um de seus mais preciosos ornamentos, João Francisco Vieira Braga, o nobre Conde de Piratini (nascido em 1793), venerando rio-grandense que relevantes serviços prestou à província, ao progresso desta cidade, ao país e, igualmente, à humanidade. Atestam a sua benemerência, a sua prestabilidade pessoal, a influência da sua fortuna, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo de Mendigos, a Biblioteca Pública, o Asilo de Órfãs, a Beneficência Portuguesa, as corporações religiosas, as empresas de utilidade pública.

Na mocidade, constituiu família na cidade do Rio Grande, onde residiu, dedicando-se, probamente, à carreira comercial. Por ocasião da guerra de 1825-1828, aceitou, a instâncias do Gal. Lécor, Visconde da Laguna, o cargo de fornecedor de tropas em campanha, nada querendo perceber da comissão a que tinha direito, a despeito de ter, por sua conta, agentes em vários pontos da província; e, ainda, para as urgências de ocasião, entrou para o Estado com a quantia de 20 contos de réis.

Serviu como deputado provincial, na 1a. reunião dessa câmara, em 1834, prestando muitos e bons serviços. No Rio Grande exerceu os cargos de juiz ordinário e administrador do quinto do couro, além de outros. Foi quem iniciou a construção do edifício da velha alfândega daquela cidade, bem como outros destinados a repartições públicas.

Concorreu para a criação e desenvolvimento dos estabelecimentos pios de Pelotas, acima mencionados. Por três vezes contribuiu com avultadas quantias para a sustentação da Guerra do Paraguai. Era muito dedicado a S.M. o Imperador e a toda a família imperial do Brasil. Pedro II foi seu hóspede por mais de uma vez e S.A. a Princesa Isabel e o nobre Conde D'Eu o foram, também, quando estiveram nesta província.

João Francisco Vieira Braga tinha uma reminiscência admirável, e a sua conversação, em avançada idade, sempre intercalada de citações seculares de fatos sucedidos, atraía e ilustrava. Eis a nomenclatura e distinções honoríficas: Hábito de Cristo, por alvará d'el Rei D. João VI, datado de 11 de abril de 1821; patente de capitão de milícias do Rio Grande, datada de 22 de dezembro de 1823; diploma de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, datado de 12 de novembro de 1827; patente de capitão reformado do batalhão no. 46 de caçadores de linha do Exército, de 15 de dezembro de 1828; diploma de oficial da Ordem do Cruzeiro, de 22 de outubro de 1829; alvará de Guarda-roupa da Imperial casa, de 13 de julho de 1841; diploma de veador da mesma casa, de 5 de março de 1845; carta imperial de 12 de janeiro de 1855, criando-o Barão de Piratini, primeiro do título; alvará de mercê de moço fidalgo, cavaleiro da imperial câmara, de 3 de agosto de 1846; carta imperial criando-o Visconde de Piratini, de 10 de outubro de 1866; carta imperial nomeando-o comendador da Ordem da Rosa, de 17 de julho de 1872; carta imperial criando-o Conde de Piratini, de 20 de junho de 1885. Além disso, possuía Vieira Braga títulos de benemérito de diversas associações, algumas das quais ostentam o seu retrato na sala de honra."

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