domingo, 22 de julho de 2007

Independente F.C. na década de 1940

Uma das primeiras formações do Independente F.C. na década de 1940
Note-se que o escudo ostenta a inscrição ainda em inglês "Independente Foot-Ball Club"
Cortesia: Família Beléia

Baile de Carnaval em 1971

Baile de Carnaval em fevereiro de 1971 na Antiga Associação de Trabalhadores do 4o. Distrito
Cortesia: Naira Zanusso

Pedreiras em 1942

Pedreiras em Capão do Leão em foto datada de 1942,
provavelmente na área arrendada pela Família Traverssi

sábado, 21 de julho de 2007

Sindicato dos Canteiros e Trabalhadores em Pedra


Trecho extraído de: LONER, Beatriz Ana. Construção de Classe: Operários de Pelotas e Rio Grande (1888-1930). Pelotas: Ed. Ufpel; Unitrabalho, 2001.


"Quanto às entidades sindicais, uma das mais fortes, com orientação libertária e presença durante toda a década foi o Sindicato dos Estivadores, o qual editou dois jornais próprios: em 1923, A Voz do Explorado e, em 1929, o Porvir. Este sindicato esteve presente em todos os congressos gaúchos da década, inclusive em reunião de delegados da FORGS em 1927, tal como o Sindicato dos Canteiros de Capão do Leão, que teve uma longa história de militância libertária contínua. Esta era uma das categorias mais perseguidas pela polícia, denunciando, no Congresso Gaúcho de 1925, que a polícia pelotense não permitia a impressão e distribuição de panfletos em sua categoria. Em 1927, seu delegado reconhecia que a situação da entidade estava estagnada, mas ela ainda se fez representar em 1928 e iniciou a década de 30 dentro da esfera de influência libertária." (p. 217-218)


"Os canteiros do Capão do Leão constituíram-se numa categoria sempre mobilizada, com forte presença anarquista e responsável por greves importantes, durante essas décadas, embora nem sempre com muito sucesso, especialmente devido à severa repressão policial." (p. 292-293)


Obs.: Conforma tabela no apud do livro, a data de fundação do Sindicato é 15 de novembro de 1913.

Festa da Rainha da Primavera de 1961


Festa da Rainha da Primavera, em 1961, na Escola Dario da Silva Tavares
Cortesia: Naira Zanusso

Escola Álvaro Berchon Anos 1920

Escola Álvaro Berchon, foto datada da década de 20

Festa de Santa Luzia em 1970


Festa de Santa Luzia, padroeira dos graniteiros, em 12 de dezembro de 1970
Cortesia: Família Beléia

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Esporte Clube Bandeirante (1960)

E.C. Bandeirante, campeão porto-alegrense de futebol amador de 1960
Esteve no mesmo ano em Capão do Leão em amistoso com o Independente F.C.
Cortesia: Família Beléia

JK na Faem

Quadro de Formatura da Turma de Agronomia de 1958

Em 07 de março de 1959, por ocasião da inauguração do novo prédio da Escola de Agronomia Eliseu Maciel (hoje faculdade), esteve em Pelotas o Sr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, excelentísimo presidente da República, além de várias outras autoridades. Tendo chegado por volta de 13:45 hs no Instituto Agronômico do Sul, o sr. Presidente veio acompanhado do Sr. João Goulart, vice-presidente da República, do Sr. Mário Meneghetti, ministro da Agricultura, do Sr. Leonel Brizola, governador do estado do Rio Grande do Sul, além de outras altas autoridades. O primeiro ato de JK fora cortar a fita simbólica disposta na entrada do novo prédio da Escola de Agronomia, proferindo, em seguida, brevíssimo discurso.
Em seguida, todos dirigiram-se ao anfiteatro da escola onde, pouco depois, seria iniciada a solenidade de formatura da turma de agronômos de 1958. Tomou assento a mesa diretora da cerimônia (que na memória de muitos jamais houve uma igual em qualquer formatura subseqüente nas universidades da região): Dr. José Alvarez de Souza Soares Sobrinho (diretor da Escola de Agronomia), João Goulart (vice-presidente da República), Mário Meneghetti (ministro da Agricultura), Leonel Brizola (governador do Estado), Adolfo Fetter (prefeito de Pelotas), Gal. Nélson de Mello (comandante do IX Regimento de Infantaria), Dom Antônio Zattera (bispo diocesano de Pelotas), Domingos Spolidoro (presidente da Assembléia Legislativa), Dr. Eliseu Paglioli (reitor da UFRGS), Prof. Paulo Tholosan Dias da Costa (diretor do Inst. Agron. do Sul), e por fim membros da Escola de Agronomia.
JK surpreendeu ao entrar junto com os formandos, no exato instante em que o diretor da Escola de Agronomia os chamara. O público levantou-se e houve certa emoção entre os presentes. O Dr. José Alvarez quis ceder a condução dos trabalhos ao presidente, honraria que ele dispensou de imediato. Após proceder a chamada dos formandos, um a um, para entrega dos diplomas, em seguida, pronunciou-se o orador da turma, Ernani Chaves. JK, como paraninfo e homenageado da turma, no prosseguimento da cerimônia, cumprimentou os formados e, após ler parcialmente discurso datilografado, partiu para o improviso, onde abordou aspectos da vida e desenvolvimento nacionais.
Por volta de 18 horas, a cerimônia encerrou-se e as autoridades partiram para lugar não revelado. Às 19 horas, JK e seu vice tomaram o avião presidencial no Aeroporto de Pelotas, em dirteção ao Rio de Janeiro.
As obras do novo prédio da Escola de Agronomia iniciaram-se em 1954, tendo sido interrompidas no biênio 1955/1956. Em 1957, sob o governo JK, as obras reiniciaram. O custo total do empreendimento ficou por volta de 70 milhões de cruzeiros à época.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Um francês em Capão do Leão


Trecho extraído de: BETEMPS, Leandro Ramos. Aspectos da Colonização Francesa em Pelotas. In: História em Revista, DHA, UFPel, volume 5, dezembro de 1999, pág. 129.
Longchamp: Jules Albert Longchamp, francês de Marselha, veio com os pais Lucien Longchamp e Veronique Dephilet para o Brasil, e tudo indica que não passaram por São Feliciano; alguns dizem que passaram por outros lugares antes de virem para o Rio Grande do Sul, mas isto não foi comprovado. O certo é que Lucien ou Lucio Longchamp já morava com dois filhos, Chiebaud Louis e Aristin ou Aristides Longchamp, no Monte Bonito, perto da colônia francesa em 1886. Chiebaud, dizem, morreu tragicamente por má digestão ou engasgasdo com algo e Aristin foi expulso do convívio familiar, ou fugiu com uma negra para o Capão do Leão, onde trabalhou nas pedreiras deste lugar.”

Elberto Madruga



Trecho extraído do jornal Diário Popular, de 14 de julho de 1985, página 06:
Madruga vitimado por parada cardíaca
Enterro hoje à tarde no seu Capão do Leão

O prefeito de Capão do Leão, Elberto Madruga, morreu ontem, às 16 hs, em sua residência em Pelotas, à rua Professor Araújo, 1314, apartamento 202, vítima de parada cardíaca, quando se recuperava de um período de internação no Hospital de Cardiologia, em Porto Alegre.
Madruga, que deixa a prantear-lhe a morte a viúva Nehytes Alves Madruga, as filhas legítimas Eliane A. Madruga e Ana Maria, será sepultado hoje, às 15h, no Capão do Leão. Ex-vereador em Pelotas por três décadas e ex-diretor do “Jornal da Tarde” em 1957. Madruga foi tenente do exército deixando a farda por ser portador de doença pulmonar, passando então a residir no então 4o. Distrito de Pelotas (hoje município de Capão do Leão) em 1942
A época, era contador da Viação Férrea, cargo que ocupou após conquistar o primeiro lugar em concurso público. Recebeu, já como político, comenda do Papa Paulo VI, em 1967, por sua destacada atuação em favor das classes mais pobres.
A mulher do prefeito falecido, ontem à tarde, disse que Madruga, que apresentava problemas cardíacos há alguns anos, “piorou” ao tomar conhecimento do passamento do seu amigo vereador Raimundo Vilela da Cunha do PMDB de Pelotas. Foi internado em Porto Alegre, no Hospital de Cardiologia. Quarta-feira passada, ele disse à esposa que desejava “ voltar para os meus”. Passou a descansar em casa, “tendo almoçado bem, ontem, aguardando a viusita médica de acompanhamento”. Estavam em seu quarto os seus amigos Waldemar Gonçalves, coordenador da Unidade de Administração de Serviços do Banco Mundial, chegando logo depois o médico Expedito Cardoso. Nesse momento, ocorreu o colapso sendo infrutífero o esforço exercido na hora para fazer seu coração voltar a bater.

Vida política começou em 51,
Sempre à base da coerência

A vida política de Elberto Madruga começa em Pelotas em 1951, quando se elege vereador à Câmara Municipal pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Obtém 448 votos e classifica-se em 11o. lugar entre seus pares.
Concorre, desde então, aos pleitos subsequentes, até 1978, reelegendo-se, sempre, a partir de sua base eleitoral, o distrito do Capão do Leão, de cujo município, uma vez emancipado, viria a ser, como era, o primeiro prefeito. Exerceu a vereança durante 31 anos.
Getulista, fiel à doutrina social pregada pelo então presidente, jamais mudou de partido, a não ser para os sucedâneos do antigo PTB, ou seja, o MDB e o... PMDB, atual.
Na Câmara Municipal, exerceu seguramente todos os postos desde a presidência aos demais cargos da Mesa, das comissões técnicas, liderança da bancada e comissões especiais, assim como em diversas oportuinidades integrou o quadro de dirigentes do seu partido.
Combativo na defesa de suas idéias e das diferentes situações que sustentou ao longo dos seus sete mandatos de vereador, caracterizava-se, ao mesmo tempo, por uma serenidade invulgar. E, a despeito do seu ardor partidário, procurou sempre, quando da decisão dependiam os altos interesses do município, colocar-se ao lado de Pelotas, votando, tantas vezes, a favor dos projetos oriundos do Poder Executivo, dirigido por mandatário de partido antagonista.
Era, assim, pessoa estimada e sobretudo respeitada por políticos de todas as agremiações que o desejavam em seus quadros. Conta-se que o então prefeito Adolfo Fetter, admirador das suas virtudes, confessava que, se alguma frustração pudesse ter como dirigente político, essa, certamente, seria a de não conseguir a adesão de Elberto Madruga ao seu partido.
Esteve sempre ligado ao “seu Capão do Leão”, para onde viera doente, de Rio Grande, sem grandes esperanças de recuperação. Recobrou, contudo, a plenitude da saúde, e dedicou o resto de sua vida àquela localidade, lutando em duas ocasiões, por sua emancipação e culminando no exercício do cargo de prefeito, o primeiro da história da nova comuna, desde 1982.
Elberto Madruga, que prestou relevantes serviços a Pelotas e a esta região, há de ser sempre lembrado com saudade por uma legião enorme de amigos e admiradores, e será sempre respeitado por sua nobreza de caráter, por sua lealdade aos companheiros, por sua fidelidade aos princípios que desde moço abraçara e por inúmeras outras virtudes, que faziam dele uma personalidade de escol.
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