quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pretérita Urbe - um interessante canal no YouTube


Eu acompanho e recomendo o canal Pretérita Urbe no YouTube, que traz interessantes vídeos antigos sobre a cidade de Pelotas, desde gravações raras até comerciais de TV. Para quem aprecie revisitar o passado pelo audiovisual, há verdadeiras preciosidades. Inscreva-se!

No vídeo acima, uma pequena descrição do canal, e abaixo, reproduzimos a descrição textual do canal:

O projeto Pretérita Urbe nativo do facebook, Idealizado no legado deixado por Nelson Nobre, teve sua concepção em 13 de julho de 2012. Possui o objetivo de popularizar a história local através da rememoração e extroversão de fatos pretéritos, seja por textos, vídeos ou fotografias. O projeto contribui para que a história de Pelotas seja conhecida por todo o mundo, principalmente por seus habitantes, sendo assim que o pelotense consiga formar o seus laços de pertencimento para com a identidade cultural de Pelotas. 
Envie sua foto e faça parte desta memória.

Página da Pretérita Urbe no facebook (também com muitas fotos): https://www.facebook.com/preteritaurbe/


Vídeo-chamada da I Feira Nacional do Doce (FENADOCE) de Pelotas, em 1986, um dos vídeos disponíveis no canal.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Histórias Curiosas LIV


Fonte: NERY, Sebastião. Folclore político, 2: mais 350 histórias. Rio de Janeiro: Record, 1976, p. 77.

"Antes de 1930, no Rio Grande do Sul, com voto a descoberto, eleições fraudulentas e referendo posterior pela Assembleia, os maragatos jamais ganhavam. Quando ganhavam, não levavam.

Houve uma eleição municipal em Dom Pedrito, os maragatos venceram. O negro Remião ficou enlouquecido de feliz:

- Estou tão satisfeito com essa vitória, que me dá vontade de agarrar esta faca, me matar, só para ir ao céu contar para o doutor Gaspar Silveira Martins que até que enfim ganhamos uma.

Uma semana depois, a Assembleia anula a eleição. O avô do deputado Oscar Fontoura foi lá levar a notícia: 

- Imaginem o que nos fizeram. Anularam tudo.

Negro Remião coçou a barba rala com a ponta da faca:

- Imagine o senhor se eu me percipito."

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

A aldeia dos imigrantes alemães

Uma aldeia alemã do tipo "rundling"
Fonte: WEIMER, Günter. A arquitetura rural da imigração alemã. In: WEIMER, Günther (org.). A arquitetura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987, p. 95-99.

"Para entendermos o universo de problemas que o imigrante teve de enfrentar para construir sua casa ao chegar no Brasil, creio que devêssemos começar por fazer uma confrontação de sua cultura com a que viria encontrar na nova terra. Ainda que as duas culturas fossem de origem europeia, cada uma continha um universo de conceitos e concepções próprios que, se tinham alguns aspectos paralelos, em não poucos casos, eram diametralmente opostos.

Talvez o aspecto mais importante fosse a concepção de Estado. A forma como o mesmo se institucionalizou no Brasil, era de origem lusitana e se caracterizava por uma administração extremamente centralizada. Portugal passou a existir com o seu rei e a inexistência deste significou a perda da independência do país. A identificação entre monarca e nação também foi transferida para o Brasil, onde país, cultura e língua (para citar apenas três parâmetros) eram grandezas perfeitamente identificáveis e sobrepostas. Na Europa Central isto não aconteceu. Desde o início da fase histórica, esta região foi ocupada por diversas tribos com vários tipos de governo, de línguas e de cultura diferentes. Estes povos conviveram lado a lado onde eventuais domínios passageiros de um sobre outro não significaram aniquilamento de uma das partes. Enquanto Portugal era um só reino dizia-se que na Europa Central havia mil. Aí a unidade língua-cultura-nação se rompe e cada categoria passa a ter sua própria dimensão. Tanto isto é verdade que o conceito de nação só viria a se afirmar quando no Brasil estávamos às vésperas de formar uma república. Até hoje existem povos de língua alemã que jamais pertenceram à Alemanha da mesma forma como existem povos de cultura germânica que não falam o alemão.

Em consequência da centralização do poder, surgiram, em Portugal e no Brasil, grandes cidades polarizadoras de uma ampla região pouco povoada. Na Europa Central, ao contrário, havia-se constituído uma ocupação ganglionar com um grande número de pequenas cidades rodeadas por uma infinidade de pequenas aldeias. Se aqui o contraste cidade-interior é acentuado, lá a diferença é bastante atenuada. É claro que a infraestrutura de uma aldeia teria de ser menos diversificada que a de uma cidade. No entanto, a interpenetração de uma na outra era bem marcada. A cidade era, por assim dizer, uma aldeia em escala macro e a aldeia, uma microcidade. Esta origem imprimiu uma conformação diferente às cidades contemporâneas. Aqui temos uma alta densidade no 'centro', que decresce à medida que nos afastamos em direção aos bairros. Nossas cidades têm um aspecto de célula em que a importância das funções é inversamente proporcional à sua distância ao núcleo. Na Alemanha, a cidade tem o aspecto de uma colônia de células em que cada bairro evoluiu de uma antiga aldeia e que mantém uma vida relativamente independente. Aqui os arranha-céus estão no centro; lá, na periferia. Lá, ir ao centro significa ir à cidade histórica, à parte antiga; aqui os centros são constantemente modernizados, com edificações cada vez mais arrojadas.

Quanto à paisagem rural, a diferença não é menos flagrante. Portugal é um país quase árido, onde as raras árvores são as corticeiras e as oliveiras que se destinam à exploração econômica mais imediata. Este modelo foi transplantado para o Brasil. As extensas florestas existentes antes da descoberta foram tombando à medida em que se ia tomando posse da terra e, ainda hoje, assistimos uma desenfreada devastação da floresta amazônica. A Alemanha, apesar de seu enorme desenvolvimento industrial, hoje está coberta em 1/3 de seu território de florestas e a necessidade de se abater algumas centenas de árvores para a ampliação da pista de pouso de um aeroporto pode causar protestos violentos de uma população inconformada. Até o caráter destas florestas é peculiar: em sua maioria, são plantações de coníferas, cuja única utilidade é a exploração da madeira, cultivadas por engenheiros florestais que mais se aproximam de jardineiros que de politécnicos e onde é exercido um cuidado controle do número de exemplares das diversas espécies de animais nativos.

Ao tratar da arquitetura rural, é importante fazermos uma análise da forma física do aldeamento na época da emigração. Seu núcleo, a aldeia propriamente dita, era formada por casas próximas umas às outras, mas ao contrário das vilas lusitanas nunca eram geminadas. Cada casa tinha, nos fundos, uma horta onde eram cultivados legumes e verduras. Atrás desta, havia um pomar de árvores frutíferas. Em consequência desta disposição, o núcleo era rodeado por dois anéis de vegetação, um interno e baixo com outro alto, periférico.

A evolução formal destas aldeias era muito diversificada e variava de região para região. No contexto da arquitetura teuto-gaúcha, convém nos referirmos às tipologias dos três maiores centros de emigração para este Estado. O mais importante é o Hunsrück onde se institucionalizou a Haufendorf ou Punkdorf (aldeia- monte ou ponto) que se caracterizava pelo crescimento irregular do núcleo. É constituído por uma série de vielas curvas que se entrelaçam, formando espaços abertos sem definição geométrica rígida. Por isto são pitorescas e de perspectivas surpreendentes. Na Vestfália, que se caracteriza pelas grandes propriedades (cerca de 10 ha.), se desenvolveu a Strassendorf (aldeia-rua) em que as casas foram construídas ao longo de uma estrada. Este tipo tem uma variante, a Angerdorf (aldeia-logradouro) na qual a rua se transformou numa praça alongada onde, originalmente, era deixado o gado para o pernoite. Também é encontrado na Vestfália. Já na Pomerânia institucionalizou-se uma variante deste tipo na Rundling (arrendondada) que se caracteriza por ter uma praça circular ao redor da qual estão construídas as casas. Se diferencia do tipo anterior por não 'dar passagem' à circulação: tem um só acesso que é entrada e saída da aldeia.

Este núcleo está implantado no meio das terras cultivadas cuja área varia entre 300 e 500 ha. Em geral, as terras eram de propriedade comunal com seção de domínio e estavam divididas em faixas cultivadas longas e estreitas. Cada família dispunha de um certo número destas faixas onde se praticava uma cultura rotativa entremeada com períodos de pousio, quando eram transformadas em pastagens para os animais.

A terra era escassa. Enquanto na Vestfália, através de leis coercitivas de controle do crescimento populacional, a propriedade se manteve em torno de 10 ha., no Hünsruck 4/5 dos agricultores tinham menos de 5 ha. (onde 15% tinha menos de 0,5 ha). Na Pomerânia ainda vigorava o sistema feudal onde o agricultor não tinha posse da terra.

Essas condições eram de tal ordem que era impossível a sobrevivência da unidade familiar explorando exclusivamente a terra. Por isto foi sendo agregado um trabalho complementar com um vigoroso desenvolvimento do artesanato.

Neste sentido, a existência da floresta periférica à aldeia é duplamente importante. Se, por um lado, fornecia a madeira para o artesanato, atendia ao abastecimento de combustível vital para o aquecimento de homens e animais durante o longo inverno quando os termômetros podiam baixar a 40 graus centígrados negativos.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

IHGPel promove programação alusiva ao Dia do Patrimônio


Na sexta-feira, 18 de Agosto, e no sábado, 19 de Agosto, o Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas (IHGPel) promove programação alusiva ao Dia do Patrimônio Histórico. O evento acontecerá no prédio da antiga Estação Férrea de Pelotas e terá visitação aberta ao público nos dois dias, das 10h às 17h. No dia 18, ainda acontecerá a palestra proferida pelo Prof. Gilberto Demari Alves (presidente do IHGPel) com o tema "Caminhos de Ferro do Sul", das 17h às 18h30min. No sábado, em paralelo à visitação, também estará ocorrendo uma exposição de carros antigos no largo da estação.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O El Dorado


Trecho extraído de: SELECÇÕES DO READER'S DIGEST. O grande livro do maravilhoso e do fantástico. Lisboa: Selecções do Reader's Digest, 1977, p. 269-270.

"Durante séculos, os corações e os espíritos dos homens sentiram-se fascinados pelo Eldorado, a lendária cidade do ouro, o local recôndito que albergava tesouros fabulosos, oculto algures nos Andes.

Centenas de exploradores, em busca de fortunas, viajaram através da selva e das serras - e morreram nessa busca.

No entanto, provas recentes sugerem que a sua procura estava desde o início irremediavelmente condenada ao fracasso, pois o Eldorado pode não ter sido uma cidade, mas sim um homem.

A lenda do Eldorado surgiu pela primeira vez no Mundo através dos conquistadores espanhóis que, comandados por Pizarro, penetraram na América do Sul nos começos do século XVI.

À medida que abriam caminho através do continente, os espanhóis ouviam relatos sobre os chibcha, índios adoradores do Sol, que viviam nos planaltos elevados e frios, nas proximidades da actual cidade de Bogotá, capital da Colômbia. Segundo constava, a tribo venerava  o ouro, considerado o metal do deus Sol. Os seus membros adornavam-se com objectos de ouro e, durante mais de 2000 anos, revestirem os seus edifícios com folhas do precioso metal.

Em 1535 o espanhol Luís Daca afirmou que um índio lhe mencionara a existência de um lago na montanha sagrada cheio de ouro. Outros contaram terem encontrado um chefe de tribo envergando um traje de ouro numa cidade chamada Omagua.

Em mapas antigos

Com a divulgação destes relatos, Eldorado passou a ser considerado como uma cidade de ouro, que antigos mapas do Brasil e das Guianas chegam mesmo a assinalar, embora se ignorasse com exactidão a sua localização. 

No século XVI um banqueiro, Bartolomeus Welser, enviou diversas expedições ao local que é actualmente a Colômbia em busca do Eldorado. Os seus homens chegaram mesmo a torturar índios para deles obterem informações, que sempre se revelaram inúteis. Todas as expedições se malograram.

Mas a lenda da fabulosa cidade parece ter ofuscado os exploradores, impedindo-os de analisarem as próprias palavras, sempre presentes nos seus lábios, e de ventilarem a hipótese de Eldorado significar não o local dourado, mas o homem dourado.

O Homem de Ouro

Os chibcha não só adoravam o Sol como também o seu chefe, ente sagrado que nenhum membro da tribo podia contemplar. Uma vez por ano, porém, segundo a lenda, este chefe era objecto de um complicado ritual. Mantendo os olhos fechados, os membros da tribo untavam-no com resina, após o que sopravam ouro em pó sobre o seu corpo, revestindo-o completamente desse metal precioso - donde o nome de Eldorado que lhes era atribuído.

Depois carregavam uma jangada com inúmeras imagens de animais e ornamentos de ouro. Esta era conduzida a remos para o meio do lago sagrado, o Guatavita, onde o chefe lançava à água as valiosas oferendas da tribo.

O lago Guatavita existe de facto. Mas as provas da existência do Homem Dourado mantiveram-se tão vagas quanto as da existência da cidade, até que, em 1969, a 2 agricultores que procuravam um cão perdido nos montes, a algumas horas de automóvel de Bogotá, ao perscrutarem o interior de uma pequena gruta, deparou-se-lhes uma miniatura de jangada, feita de ouro maciço e requintadamente trabalhada, tripulada por 8 minúsculos remadores - de costas voltadas para a régia figura dourada do seu chefe sagrado.

No entanto, Guatavita continua a recusar ceder os seus tesouros dourados. O espanhol Gonzalo de Quesada, que conquistou a região em 1537-1538, obrigou 8000 índios a abrirem uma brecha na margem do lago, para lhe baixar o nível. Mas as paredes do canal desmoronaram-se e os índios, receando a ira do deus Sol, a quem tentavam subtrair o tesouro, interromperam os trabalhos.

Ainda em 1823 e em 1900 se procedeu a mais 2 tentativas de drenagem do Guatavita, mas, embora tivessem sido encontradas valiosas relíquias, as profundidades do lago, de formas afuniladas, nunca foram sondadas. E foi aí que, segunda consta, Eldorado - o Homem de Ouro - afundou as oferendas mais valiosas destinadas a apaziguar os deuses irados."


domingo, 6 de agosto de 2017

Protesto Inusitado na BR-392


No dia de hoje, domingo, 06 de Agosto, por volta de 12h40min, ao passar de carro pela rodovia BR-392 (Pelotas-Rio Grande), no trecho em que se cruza do fim do bairro Fragata em direção ao campus da Universidade Federal de Pelotas, no Capão do Leão, havia um diminuto e inusitado protesto naquele trevo. Uma faixa com os dizeres "Intervenção militar já, todo poder emana do povo" chamava a atenção dos passantes. Ao lado, um casal solitário segurava uma placa com a inscrição "Se concorda, buzine".

Curioso!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Bicicletas em Pelotas


Fonte: MAGALHÃES, Mario Osorio. História aos domingos (coletânea de artigos publicados no Diário Popular entre setembro de 2001 e setembro de 2003). Pelotas: Livraria Mundial, 2003, p. 129-132.

"O site da Caloi, na internet, conta que a história da bicicleta tem início em 1790, ano que foi criado o Celerífero, 'veículo primitivo de duas rodas, ligadas por uma ponte de madeira, em forma de cavalo, e acionadas por impulsos alternados dos pés sobre o chão'. Dois marcos da sua evolução ocorreram quase cem anos depois, em 1887, quando o irlandês James Boyd Dunlop inventou o pneu, e exatamente cem anos depois, em 1890, quando Michelin inventou o pneu desmontável. A partir daí, suas maiores modificações foram a roda livre, a tubular e o câmbio.

Em Pelotas, as primeiras bicicletas apareceram em 1885 - antes da invenção do pneu. É o que conta Matias de Albuquerque, num artigo publicado no Diário Popular de 20 de setembro de 1953.

Foram adquiridas pelo Visconde de Souza Soares, para servir de diversão a quem frequentava, sobretudo nos domingos e dias santos, as memoráveis tardes do Parque Pelotense; como não eram novas, mas já usadas, supõe-se que houvessem pertencido a algum circo de variedades, dos muitos que excursionavam pela cidade. Sua armação era metálica, as rodas, de madeira, eram chapeadas de ferro, seus pedais acionavam a roda anterior e elas tinham o comprimento de um metro e oitenta centímetros.

No ano seguinte surgiu por aqui um modelo mais elegante: o velocípede. A roda da frente tinha um metro e vinte de diâmetro, e a de trás, trinta e cinco centímetros; eram de borracha maciça. Seu pedal, ao contrário das primeiras, era na roda da frente. O usuário subia nela correndo, depois de dar impulso e apoiar-se num suporte, que havia na roda traseira. Pertencia, esta, a Bernardo da Nova Monteiro.

Dez anos depois - em 1896 - apareceram em Pelotas seis bicicletas da marca Clément, com pneus da fábrica Dunlop (portanto, nove anos depois da sua invenção). Seus proprietários: dois irmãos Leivas Leite, dois irmãos Simões Lopes, dois irmãos Souza Soares. Estes, Leopoldo e Miguel, filhos do Visconde português, dono do Parque, estudavam em Rio Grande, e faziam grande sucesso quando saíam pelas ruas da cidade vizinha, onde as bicicletas ainda não eram conhecidas. Acumulava-se gente nas portas das casas, dos bares, das lojas, dos armazéns, para admirar a novidade mas se divertir a valer, também, com a voracidade dos cães, que se atiravam às pernas desses pioneiros do ciclismo!

Em 1897, chegou aqui um modelo de outra marca, 'La Française', encomendado por Carino de Souza e acompanhado por dois trajes completos de ciclista.

Pouco depois surgiu a primeira 'tandem', ou 'dupleta', de grande comprimento e com dois selins. Era montada pelos irmãos Le Coultre, relojoeiros suíços.

A seguir, Hermann Von Huelsen, mecânico aqui estabelecido, aumentou a velocidade de sua bicicleta, adaptando a ela uma pinha e uma roda dentada bem maiores que o normal. Nesse veículo, desafiou o campeão rio-grandino da época e o venceu, em memorável corrida no Prado Pelotense. Disputou um 'match', mais tarde, com um cavalo (!), saindo igualmente vencedor.

Foi então que apareceram as outras modificações, que mencionei atrás: a roda livre, o tubular e o câmbio. Ah, e também as lanternas movidas a pilha, já que as mais antigas eram acionadas por querosene, depois por gás acetileno e, depois, por eletricidade.

Só não menciona Matias de Albuquerque, nesse artigo, que em 14 de novembro de 1897 já era fundado em Pelotas, um Clube Ciclista. Nem que o seu primeiro presidente foi J. Simões Lopes Neto, o nosso maior escritor, autor dos Contos gauchescos, das Lendas do Sul e dos Causos do Romualdo. Deixa de comentar, por isso, um desfile realizado em fevereiro de 1898, no qual se destacaram o sr. Heráclito Brusque, com 'sua custosa e elegante vestimenta, de camiseta de seda, com listras ouro e preto, calção preto e meias de seda, cores também iguais à camiseta', e o próprio capitão João Simões, que 'ostentava belíssima borboleta presa ao guidon de sua bicicleta'."

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