terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sindicato dos Canteiros do Capão do Leão na década de 1920

"O 3o. Congresso Operario Brasileiro
Vão chegando as delegações dos Estados
Importante circular da F.T. do Rio de Janeiro
Os Trabalhos Preparatorios

Começam a affluir a esta capital os primeiros delegados dos nucleos trabalhadores, nos Estados e que vém participar do 3o. Congresso Operario do Brasil.

(...)

Além da relação por nós já publicada adheriram ao Congresso, as seguintes associações de classe: 

(...)

Syndicato dos Canteiros de Capão do Leão, Rio Grande do Sul;

(...)"

Fonte: A VOZ DO POVO, Rio de Janeiro, 22 de abril de 1920, p. 1, colunas 4 à 6

"Congresso Operario do Rio Grande do Sul

A Federação Operaria do Rio Grande do Sul, depois de haver ultimado os trabalhos correspondentes ao 3o. Congresso Operario Estadual, fixou a ultima semana de setembro para a sua celebração.

O 2o. Congresso effectuou-se nesse Estado, nos dias 21, 22, 23, 24 e 25 de março de 1920, na cidade de Porto Alegre, com a assistencia de 30 delegações, e, algumas, representando vários syndicatos, como por exemplo a da Federação Operaria de Pelotas, que, representava oito.

O Conselho Federal, nos seus trabalhos preparatorios, já recebeu grande quantidade de adhesões de todas as cidades do Estado, entre as quaes se contam: (...); Syndicato dos Canteiros, (Capão do Leão, Pelotas); (...)"

Fonte: CORREIO DA MANHÃ, Porto Alegre, 30 de Setembro de 1925, p. 08, coluna 04

Para mais informações do Sindicato dos Canteiros do Capão do Leão:


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Borges de Medeiros nas Pedreiras do Capão do Leão em 1915


A excursão a Aceguá – A passagem pelas cidades do Rio Grande e Pelotas – Outras informações

(...)

PELOTAS, 7 – A recepção aqui revestiu-se de um caracter de superior distincção, o que não prejudicou o enthusiasmo das aclamações feitas do dr. Lauro e ao dr. Medeiros.

A’ passagem do trem ás 8,30 horas estavam na estação o dr. Cypriano Barcellos, intendente municipal, dr. José Barbosa Gonçalves, ex-ministro da Viação, e vários jornalistas.

A’s 9 horas o comboio especial seguia para a pedreira do Capão do Leão, indo também jornalistas e autoridades locaes. O comboio compunha-se de diversos carros. Chegaram os visitantes ao Capão do Leão ás 10 horas.

O dr. Borges de Medeiros, o dr. Lauro Müller e suas comitivas visitaram as pedreiras da ‘Compagnie Française’, onde se achavam entregues aos trabalhos cerca de 700 operarios.

O dr. Simon, chefe do serviço, ordenou que se fizessem experiências, sendo com quatro tiros de dynamite despedaçados vários blocos de pedras.

As experiências causaram excelente impressão.

Em seguida foi visitada a Usina Electrica, onde funcionam 2 dynamos compressores, sendo um da força de 500 cavallos vapor.

Todos os visitantes tiveram palavras elogiosas para o modo porque está sendo levado a efeito o serviço dirigido pelo dr. Simon.

Deixou de realizar-se o ‘lunch’ que havia sido preparado, devido á falta de tempo, pois os itinerantes tinham de regressar ás 11 horas.

Encontravam-se na visita o dr. Cypriano Barcellos, intendente municipal, coronel Pedro Osorio, coronel Guilherme Gonçalves, vice-intendente, dr. Joaquim Augusto Assumpção, senador federal, tenente Reis Chateiner, delegado da Capitania do Porto, tenente Omar Azambuja, instructor da Sociedade de Tiro de Pelotas, presidente e demais membros do Conselho Municipal, autoridades administrativas e judiciarias, funcionários municipaes e estaduais, comissões de sociedades, representantes da imprensa, comissão organizada dos festejos, etc.


(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO, 08 de maio de 1915, p. 1, c. 1-4

domingo, 14 de janeiro de 2018

Inauguração da Escola Faria Santos em 1949

"Iniciadas as festividades do decênio da Quinta Delegacia de Ensino

(...)

Às 10 horas com a presença das autoridades, foi inaugurado o Grupo Escolar da Pedreira do Capão do Leão, em prédio recém construído. Coube ao dr. Antonio Cesar Alves, representante do sr. secretário de Educação cortar a fita do vestíbulo. Após a oração da Diretora do Grupo Escolar, que analisou o papel desempenhado pelo magistério primário, falou o dr. Antonio Cesar Alves, congratulando-se com as autoridades presentes, e, especialmente com o dr. Duprat de Lima, engenheiro chefe das Obras do Pôrto e Barra do Rio Grande e sr. Acunha, gerente da Pedreira do Capão do Leão, grandes animadores da construção da escola, pela inauguração de mais uma unidade da vasta rede de ensino primario estadual.

A seguir, enquanto era hasteado o pavilhão nacional pelo sr. Cel. Cmte. da Guarnição Militar, os presentes entoavam o Hino Nacional. Finalmente, foram obsequiados pela diretora do Grupo Escolar com finos doces e líquidos as autoridades e demais pessoas presentes à solenidade. Às 11 horas em cortejo processional de automoveis da Capela do Capão do Leão, em carro do corpo de Bombeiros foi conduzida a imagem de Nossa Senhora de Lourdes até a Gruta de Granito construída nos jardins da 5a. Delegacia, onde foi benta e entronizada por S. Excia. D. Antonio Zattera. Falou, nessa solenidade, Monsenhor Silvano de Souza. Durante a cerimônia fez-se ouvir o orfeão da Escola Normal <<Assis Brasil>>."

Fonte: JORNAL DO DIA, 13 de Outubro de 1949, número 818, p. 01

Nota: O fato registrado pela reportagem do jornal ocorreu no dia 10 de Outubro de 1949.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Barão de Correntes

Do Almanaque Rodrigues

"FELISBERTO IGNACIO DA CUNHA - Nasceu, nesta cidade, a 11 de novembro de 1824. Foram seus pais o antigo industrialista pelotense José Ignacio da Cunha e D. Zeferina Gonçalves da Cunha, oriundos ambos de antigas famílias rio-grandenses. Em Pelotas criou-se e recebeu instrução a sua natural e vivaz inteligência. Muito criança foi para o Rio de Janeiro, onde serviu de caixeiro na casa de fazendas de um tio, dedicando-se ao comércio, de volta ao Estado.

Montou uma charqueada sôbre o Pelotas, nas proximidades do Passo do Retiro, com seu cunhado e primo Felisberto Braga. Tendo mais tarde apartado sociedade, fêz negócio com o seu avô materno Antonio Ferreira Bicca e tomou a gerência da fazenda de criação de gados que possuía na costa do Arroio Jaguari, Uruguai. A sua inteligência e atividade postas em ação deram a essa estância uma época de notável prosperidade. Por morte de Antonio Ferreira Bicca, êle tratou de liquidar êsse negócio, e associou-se aos irmãos Barcellos, Boaventura, Luiz e Eleutherio, dos quais era parente e amigo, num estabelecimento de charqueada, de que assumiu a gerência externa. No fim de pouco tempo, ativo e empreendedor, dando largo desenvolvimento aos seus negócios, além de sócio da firma Cunha & Barcellos, era sócio-gerente de Cunha & Belchior, e parte da de Cunha & Irmão, em que era associado o seu irmão Possidonio, e fazia trabalhar as charqueadas de Vicente Lopes e Antonio José de Azevedo Machado, situadas no Cotovêlo do Arroio Pelotas. Além disso, tendo herdado por morte de seu pai José Ignacio da Cunha uma fazenda de criação de gado no rincão de Jaguari, Uruguai, e comprando outra na costa do Rio Piratini, multiplicava-se para dar pontual direção aos seus negócios e fazê-los prosperar. Grandes prejuízos teve depois, quando, por um convênio feito entre os charqueadores, após a abertura da Barra do S. Gonçalo, de obrigar os navios de barra fora a virem carregar no pôrto desta cidade, viu-se forçado a exportar por sua conta os produtos das charqueadas, recebendo sempre do Norte contas de vendas desastrosas. Nem por isso desanimou, e continuou a lutar como um forte que era, escudado sempre na sua proverbial lisura e honestidade. 

Do conceito que sempre mereceu nesta sociedade e das simpatias que soube granjear, dão testemunho as posições que ocupou, recusando outras para as quais não sentia disposição. Por ocasião da guerra com o Uruguai, que motivou o rompimento de hostilidades do Paraguai, foi comandante da guarnição da Praça de Pelotas. Membro ativo e influente do Partido Liberal, foi em 1878 nomeado comandante superior da Guarda Nacional desta comarca. Por serviços prestados ao país foi também pelo Govêrno Imperial nomeado oficial da Ordem da Rosa, condecoração que em tal grau dava honras militares.

Benévolo e generoso, eram sem-número os benefícios que diariamente com tôda a singeleza praticava, sem a tal valor algum dar. Bôlsa franca era sempre a sua para os nobres cometimentos que nesta terra se promoviam, e não houve um único trabalho meritório de progresso ou de altruísmo ao qual êle não estivesse associado. Tôdas as instituições pias o tiveram no número dos seus devotados auxiliares, levando a elas concurso franco e generoso. Tão bom coração, passou através da política calorosa das pequenas localidades sem gerar ódios nem ressentimentos. Tão sincero e leal foi sempre que, partidário decidido como era, tinha ainda tantos amigos entre os seus como entre os adversários, que nêle reconheciam um homem guiado por um espírito de justiça e de eqüidade. Quando desta vida se apartou, levou tranqüila consciência, porque neste mundo o mal não fêz, nunca feriu, e muito suavizou dores. Os pequenos defeitos foram de sobra resgatados pelas grandes qualidades que possuía. Era um coração grande e um espírito reto que as grandes causas impulsionavam, que quando com a palavra pregava era sincero e lógico com o nobre exemplo que dava. Quando esposava uma causa, essa causa era sempre nobre e alevantada

O seu espírito marchava sempre na vanguarda do progresso. Senhor de escravos, foi abolicionista quando só o eram aquêles que escravos não tinham. Antes da Lei de 28 de Setembro, já êle a tinha adotado para as suas escravas; antes da libertação do município de Pelotas, já êle havia concedido liberdade a seus escravos, incondicional a muitos e aos outros com prestação de serviços a curto prazo. Em atenção a êsses alevantados exemplos, o gabinete abolicionista do Conselheiro Dantas concedeu-lhe o título de Barão de Correntes. Estimado e venerado por todos que o conheceram, no dia 19 de dezembro de 1896, às 2 horas e 20 minutos da manhã, morria como um justo circundado das lágrimas brotadas de corações alanceados pela saudade. No dia 11 de novembro, robusto e com aparências de vigorosa saúde, completara os setenta e dois anos de idade."

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Antigas marcas de bebidas de Pelotas/RS

Cerveja Americana, de Carlos Ritter & Irmãos

Cerveja Krupp, de Bopp & Cia.

Cerveja Ritter Bräu, da Fábrica Ritter.

Conhaque Cristiá, de Cristiá & Cia.

Fonte das imagens: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História da indústria sul-rio-grandense. Guaíba/RS: Riocell, 1985. 

Observação: imagens capturadas por celular (não digitalizadas).

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Italianos em Capão do Leão em 1912


Importante registro histórico de residentes italianos no então distrito pelotense de Capão do Leão. A notícia abaixo foi extraída de um periódico escrito em língua italiana do Rio de Janeiro destinado aos imigrantes e descendentes no Brasil. Trata de um levantamento de fundos para a Cruz Vermelha Italiana. Primeiramente, transcrevemos aqui a notícia original em italiano.

"Croce Rossa

Croce Rossa Italiana per il soccorso ai malati e feriti in guerra - Delegazione Generale di Brasile - Prima lista di sottoscrizioni - Capão do Leão, Pelotas-Rio Grande del Sud:

Bertoi Giovanni e Vitola Carmine, 60$000 cadauno - Favalli Innocenzio, Achini Tommaso, Albo Garibaldi, 20$. - Traversi Edoardo, Parmigiani Fioravanti, Franchini Giuseppe, Cantarelli Giovanni, Nisoli Rosa, Brigante Michele, 10$. - Aversa Giuseppe, 9$. - Bertoldo e Fratello, 10$. - Demoro Marini, 8$. - Turri Giovanni, Bertinetti Enrico, Bertinetti Domenico, Laner Domenico, Elster Luigi, Achini Mario, Marnati Eliseo, Ferrari Giovanni, Ferrari Napoleone, Fresi Enrico, Achini Tommaso Figlio, 5$. - Poliesti Stanislao, Lorenzati Constantino, Balestro Antonio, Gotuzzo Giacomo, 3$. - Ferraro Battista, Pieraban Ferdinando, N.N., Battesseli Gregorio, Sanarelli Silverio, Cantarelli Torquato, Pecoraro Giuseppe, Fernet Clotilde, Ferran Luigi, Ermaldi Gastone, Bernardo Giacobbe, Roia Sebastiano, Mastrantonio Francesco, 2$. - Lorenzati Alfonso, Bigliardi Regina, 1$. - Umberto Nettoo, 2$. Lorenzati Luigi, 5$. Totale: Rs. 369$000."

Fonte: IL BERSAGLIE, 03 de março de 1912, p.3, c.1

Os sobrenomes estão colocado na frente dos nomes pessoais. Em outras fontes da época (jornais e diversos), algumas destas pessoas aparecem com o nome aportuguesado. Por exemplo: Tommaso Achini é Thomaz Aquini - nome de uma rua em Capão do Leão; Edoardo Traversi é Eduardo Traversi ou Traverssi, antigo negociante local que, entre outros empreendimentos, foi dono de uma importante pedreira de granito por décadas; Rosa Nisoli nos remete à família Nizoli, que atualmente é encontrada com a grafia com a letra "z"; assim como Pecoraro nos remete à família Pegoraro e Pieraban parece com a família Pierobom.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Canteiro Cultural do IHGCL - Colóquio de Janeiro e Lançamento do opúsculo "Pra Versejar tua História"


No próximo sábado, 13 de Janeiro, a partir das 16 horas, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Capão do Leão, sito à Avenida Narciso Silva 2131, centro do município, acontecerá o quarto colóquio do projeto "Canteiro Cultural" do instituto. Na ocasião, o pesquisador Arthur Victória Silva estará debatendo sobre a figura histórica de Rafael Pinto Bandeira. A entrada é franca! 

Entretanto, o colóquio não resumirá a tarde cultural no IHGCL, pois ocorrerá concomitantemente o lançamento do opúsculo "Pra Versejar tua História" (Reflexos do Cordel sobre a História do Capão do Leão), de autoria do escritor e poeta Carlos Eugênio Costa da Silva (também membro do IHGCL), como parte do Projeto "Canteiro Cultural".


Participe, prestigie, compareça! Mais uma vez reiteramos: a entrada é franca!


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