terça-feira, 19 de julho de 2016

Bacharelado em Tudologia


Eu não gosto de usar este espaço para expôr opiniões pessoais, mas diante de tantas coisas que lemos nas redes sociais (diga-se de passagem: "redes sociais" quase sempre é eufemismo para facebook) voltamos novamente a uma batida questão: a falta de discernimento de muitas opiniões que são postadas na internet e a percepção que certos formadores de opinião se arvoram em "especialistas" de tudo. São os bacharéis em Tudologia. 

A minha admiração não corresponde ao fato das pessoas emitirem opinião. O que me assusta é que sem ter a informação básica sobre uma questão, certos juízos conseguem unir a análise de um assunto, já com sua posterior sentença e as recomendações sobre o que deve ser feito. Quer dizer, quem lê chega a ter impressão que para aquela opinião só falta ser publicada numa revista científica. O sujeito sabe "tudo", desde a origem de um problema, os seus pormenores, suas questões paralelas, etc. 

Meu desabafo é que tudo isso emburrece muito a opinião coletiva, criando distorções graves sobre os problemas da sociedade e contribuindo em muita coisa negativamente, mas exceto ajudando para resolver realmente uma questão.


Há pouco tempo atrás, li um absurdo num comentário de uma postagem de facebook que hoje conto a vários amigos que, por ser tão absurdo, acaba virando folclore. Em Capão do Leão, no ano passado e no ano retrasado, houve um problema sério relacionado ao serviço prestado pela Empresa de Correios e Telégrafos. Devido à falta de carteiros, as correspondências estavam chegando muito atrasadas nas residências, ocasionando um transtorno muito grande. Nada mais óbvio que a revolta da comunidade com o problema e afirmo que esta insatisfação era realmente muito justa e cabia mesmo à população reclamar com veemência. Mas daí as reclamações vão para o facebook e começam as várias opiniões e propostas de solução para o problema. E surgem os bacharéis em Tudologia que agora são "pós-graduados em serviços de entrega de correspondência" que vão emitindo suas análises. São citados os papéis do Legislativo e do Executivo municipais na resolução do problema e costumeiramente já aparecem comentários que ambos são omissos sobre a questão. Contudo, surge um comentário "especializado" que indica uma solução radical desafiando o prefeito: "Por que o prefeito não demite de uma vez esse pessoal dos Correios? Tudo pelego deste prefeitinho!"

Caramba! Dizer o quê? - eu pergunto. Só para informar, caso alguém desconheça, a ECT é uma empresa federal!

Sinceramente, eu evito entrar em determinados debates, não por temer ser discordado ou rebatido quanto às minhas opiniões. Mas por absoluta rejeição antecipada a ter que debater com pessoas que desconhecem um assunto, mas mesmo assim querem emitir opinião "especializada" sobre o mesmo. É muito tempo perdido com questões que muitas vezes são simples, mas se tornam confusas graças às opiniões dos "especialistas".

Não me considero um conselheiro infalível, mas minha sugestão é que as pessoas tenham certa prudência em entrarem em algumas discussões de facebook. Não vale a pena! Creio que existam pessoas honradas e decentes que se posicionam positivamente para debater um assunto, tecendo seus comentários nos limites daquilo que conhecem e procurando auxiliar. Porém, existem também os "especialistas" e este é o problema.  Alguns destes "especialistas" sequer conhecem os lugares em que se passam os problemas, ignoram as personas envolvidas e os pormenores da situação. Apenas observam o mundo placidamente no conforto de suas casas diante de uma tela de computador.







Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 55


836. Abruszat: sobrenome poligenético de origem lituano-prussiana que significa escultor ou cartógrafo (confeccionador de mapas). Provém etimologicamente do lituano abrozas com o sentido de imagem exterior, coisa que se olha. Na Alemanha, concentra-se na Baixa Saxônia.
Variantes:
Abrozas - variante original da Lituânia.
Abrozauti - variante original lituana que significa mapa.
Abrozdarys - variante original lituana que significa escultor.
Abruzat, Abrussat, Abrosaitis - variantes regionais da Alemanha e leste europeu.

837. Absatz: sobrenome poligenético que significa salto de sapato. Designa o sapateiro especializado em sapatos de salto. Vale lembrar que este tipo de calçado não é comum na história social da Alemanha, sendo considerado desde a sua popularização no século XVI um item do vestuário nobre, mas não usado por toda a nobreza. Quanto ao sobrenome, é pouco provável que seja anterior ao século XVIII. Ocorre na Turíngia e no sudoeste de Baden-Württemberg.
Variantes:
Absatzes - variante no genitivo da língua alemã.
Absätze - variante no plural da língua alemã.

838. Absleben: sobrenome poligenético com origem na Alta Turíngia que significa proprietário de terra. É um sobrenome regional próprio daquela zona.

839. Ach: sobrenome poligenético que significa curso d'água. Os vocábulos aha do alto alemão medieval e ahha do antigo idioma boêmio significam literalmente água, mas na Idade Média serviam para denominar qualquer paisagem com água, seja um rio, riacho, vertente, lago ou pântano. Por isso, desde o centro da Alemanha, em boa parte do sul e nas regiões da República Tcheca, Polônia e Eslováquia é comum encontrar vários topônimos com referência aos antigos termos para água. Há inúmeros rios na Europa Central que são chamados meramente de Ach ou Aach e não querem dizer nada mais que rio, riacho.
O sobrenome pode se referir a um habitante ribeirinho ou indicar um toponímico específico. 
Na atual Alemanha, o sobrenome aparece com mais frequência na Alta Baviera, Suábia e Francônia.
Variantes:
Aach - variante muito comum em todo o sul da Alemanha, Áustria e República Tcheca.
Von der Ach - variante de uma família nobre de Wesel.

840. Achat: sobrenome poligenético judeu alemão (iídiche) que significa ágata. É usado por judeus que se consideram descendentes da tribo de Naftali. Na Alemanha, concentra-se no norte da Renânia do Norte-Westfália.

841. Achenbach: sobrenome toponímico que se refere aos seguintes lugares:
1 - Um local em Breidenbach, Marburg-Biedenkopf, Hesse.
2 - Um local em Siegen, Siegen-Wittgenstein, Renânia do Norte-Westfália.
O sobrenome ocorre principalmente na metade ocidental da Alemanha, com concentração no norte do Hesse. Seu mais antigo registro é de 1307.
Variantes:
Hachenbach - variante encontrada no Hesse e Renânia do Norte-Westfália.
Achinbach, Achimbach - variantes arcaicas.

842. Acher: sobrenome poligenético que significa ribeirinho, habitante do rio ou curso d'água. É um sobrenome próprio do sul da Alemanha e concentra-se no sul da Baviera. Data do século XVI.
Variantes:
Achermann - variante composta encontrada no norte da Turíngia.
Acherer - variante derivada do centro-sul da Alemanha.
Achner - variante relacionada.
Achmann - variante encontrada no nordeste da Baviera.

843. Achilles: sobrenome patronímico que significa filho de Achilles, Achilleus ou Achill. Achilles (Aquiles em português) é um primeiro nome masculino alemão derivado do herói aqueu descrito na Ilíada de Homero. 
O sobrenome data do século XII e ocorre mais fortemente no sul da Baixa Saxônia e oeste da Saxônia-Anhalt.
Variantes:
Achilleus - variante comum.
Achill - variante curta.
Achils - variante arcaica.

844. Achterfeld: sobrenome poligenético que significa aproximadamente campo à beira de um curso d'água. Designa portanto um habitante de um lugar com essa característica. Concentra-se na porção ocidental da Renânia do Norte-Westfália.
Variante:
Achterfeldt - variante também encontrada na Renânia do Norte-Westfália.

845. Acht: sobrenome poligenético que significa aproximadamente proscrito, excluído dos seus direitos políticos, condenado. Acht literalmente quer dizer oito na língua alemã moderna, todavia o sobrenome tem essa acepção. Desde a época das antigas sociedade tribais germânicas, havia o costume jurídico de exclusão dos direitos para pessoas que cometessem atos contra a lei, normalmente por traição ou deserção. É importante lembrar que entre os germanos havia a instituição da assembleia tribal da qual participavam todos os homens livres. A proscrição implicava em perder o direito a participar com voz e voto na assembleia tribal, de deixar de ser reconhecido como par, como igual. No início do Sacro Império, no século X, convencionou-se a proscrição ou banimento no período estipulado de oito anos, daí a vinculação ao sobrenome.
Todavia, na Baixa Idade Média o Acht passou a designar um tipo de condenação judicial mais branda para delitos menores, podendo ser aplicada desde a camponeses que não conseguiam cumprir suas obrigações feudais até casos de populações que passassem livremente ao domínio de outro senhor feudal. Não é impossível que o Acht também fosse aplicado por motivações políticas diversas contra uma comunidade inteira. Martinho Lutero, por exemplo, foi condenado pelo Acht durante a Reforma Protestante no século XVI.
O sobrenome ocorre principalmente no centro da Alemanha e data do século XIII.
Variantes:
Achtel - variante encontrada no sudeste da Turíngia.
Achten - variante encontrada no sul e oeste da Renânia do Norte-Westfália.
Achter - variante fortemente concentrada no sudoeste da Baixa Saxônia.
Achtermann - variante encontrada na Renânia do Norte-Westfália e Baixa Saxônia.
Achtmann - variante encontrada na região fronteiriça tríplice entre o Hesse, a Turíngia e Baviera.

846. Axnick: sobrenome poligenético de origem prussiana que significa aquele que trabalha com espeto, aquele que trabalha com objeto pontiagudo. É encontrado em Brandemburgo. 
Variantes:
Achtsnicht - variante direta muito comum.
Achtnicht - variante composta encontrada na Baviera.
Achsnich, Axnicht - variantes comuns.
Akstis, Akit, Aks, Ackins, Akins, Akki - variantes antigas da Prússia.
Aklas - variante relacionada que também quer dizer cego.

847. Achtzehnter: sobrenome poligenético que significa literalmente décimo-oitavo. Não há registros da explicação do sobrenome. Ocorre no sudeste do Hesse.

848. Acker: sobrenome poligenético que significa campo arável, terreno agrícola. Provém etimologicamente do latim agro com o mesmo sentido. Denomina genericamente qualquer trabalhador agrícola. Ocorre principalmente na metade ocidental da Alemanha, com concentrações importantes no Hesse, Renânia-Palatinado e centro-sul de Baden-Württemberg. Data do século XII.
Variantes:
Acke - variante curta encontrada no centro-oeste da Turíngia.
Ackmann - variante encontrada na Baixa Saxônia e Saxônia-Anhalt.
Ackermann - variante muito comum em toda a Alemanha, Suíça, Áustria e em regiões da Europa de colonização alemã.
Ackerman - variante simples de Ackermann.
Ackirmann - variante arcaica.
Ackerbauer - variante composta com o mesmo significado encontrada na Baviera e no Hesse.
Ackerfeld - variante que significa literalmente campo arável, campo agrícola.  É encontrada no oeste da Baviera.
Ackfeld - variante de Ackerfeld concentrada fortemente na Renânia do Norte-Westfália.
Ackerer - variante encontrada no centro da Alemanha.
Mühlacker - variante composta que significa moleiro de um campo arável. É encontrada no centro-sul da Alemanha.
Van Acker - variante de uma família nobre da Bélgica.
Aker, Aaker, Akers - variante encontradas na Escandinávia, Países Baixos e norte da Alemanha.

849. Adamhuber: sobrenome poligenético que significa literalmente agricultor Adam (Adão). É um sobrenome que une um nome próprio com uma ocupação profissional. É encontrado no sudeste da Baviera.

850. Adeler: sobrenome patronímico que significa filho de Adelaar (Adelar em português). Adelaar é o equivalente dos Países Baixos para o alemão Adler que quer dizer águia. A forma Adeler é típica e concentrada na Baixa Saxônia.




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