terça-feira, 7 de abril de 2026

A Anaconda Gigante das Selvas Brasileiras

 

Representação do encontro de exploradores na Amazônia
na década de 1940 encontrando uma anaconda gigante



Anaconda gigante

Exploradores amazônicos e indígenas locais têm reportado encontros com serpentes gigantescas há mais de cem anos. Um relato clássico nos é dado de forma bem pitoresca por Percy H. Fawcett. Em 1906, vinte anos antes de seu desaparecimento, o major Fawcett informou a Royal Geographic Society sobre uma exploração sua ao longo dos rios Abunã e Acre. Com 39 anos de idade nessa época, apesar de suas contradições e ideias visionárias (buscava uma cidade perdida fantástica no meio da selva), por meio de suas memórias relatou muitas aventuras estranhas - incluindo um encontro com a uma anaconda gigante.

Isso aconteceu em 1907, ao percorrer o Rio Negro com sua tripulação composta de brasileiros e nativos, quando constatou o aparecimento de uma grande serpente de cabeça triangular próxima à proa do barco em que navegava. Fawcett ordenou que abrissem fogo à criatura, atingindo-a ao longo da coluna. Debatendo-se, a serpente agitou-se violentamente pela dor, agitando a água em torno do barco, quase o levando a um naufrágio.

De acordo com o Fawcett, a cobra media aproximadamente 45 pés [nota nossa: aproximadamente 13 metros e 70 centímetros]. O diâmetro era relativamente pequeno, algo em torno de doze polegadas [nota nossa: 30 centímetros]. Entretanto, Fawcett não fez questão de carregar o espécime abatido à sua embarcação, ficando seu registro como uma história de viagem exploratória conservada por zoólogos.

O herpetologista Raymond Ditmars, cético assumido, rejeitou o relato de Fawcett, afirmando que a ciência desconhecia a existência de anacondas com comprimento maior que 19 pés [nota nossa: cinco metros e oitenta centímetros]. Outros experts em serpentes não acreditam existir serpentes maiores que 30 pés [nota nossa: nove metros]. Já Bernard Heuvelmans, num dos capítulos do seu livro que discorre sobre anacondas gigantes - On the Track of Unknown Animals - comenta que "o herpetologista Thomas Barbour, o grande expert brasileiro Dr. Afrânio do Amaral do Instituto do Butantã e o Dr. José Cândido de Melo todos concordam que uma serpente dessas em condições especiais pode chegar aos 45 pés".

Num artigo do periódico informativo da Sociedade Internacional de Criptozoologia, J. Richard Greenwell menciona que "o mais longo comprimento aceito para uma anaconda foi constatado por um engenheiro de petróleo colombiano, durante a década de 1940, cuja medida foi 'apenas" de 37 pés [nota nossa: paroximadamente 11 metros e 27 centímetros], e seis polegadas de diâmetro [nota nossa: 15 centímetros], e além disso tudo o mais pode ser questionado".

Fonte traduzida e adaptada: COLEMAN, Loren; CLARK, Jerome. Cryptozoology A to Z: the encyclopedia of loch monsters, Saquatch, Chupacabras, and other authentic mysteries of nature. Nova York, EUA: Fireside, 1999, pág. 86-87.



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