quarta-feira, 31 de julho de 2019

As charqueadas de Pelotas em 1883


"Industria Agricola

(...)

RELATORIO PELOS DRS. COUTY E ENGENHEIROS LUIZ GODOFREDO DE ESCRAGNOLE TAUNAY E AUGUSTO CARLOS DA SILVA TELLES

Em sua viagem ao sul do Brazil e ás republicas vizinhas, um de nós estudára a questão da producção da carne e de sua preparação. Tendo visto por si aquillo de que fallava, não se tendo fiado em estatisticas nem em informações de interessados, julgava assistir-lhe o direito de ser acreditado ou ao menos comprehendido. Assim não succedeu, e esta parte da missão de que nos incumbimos foi, desde logo, na imprensa e até em assembléas provinciaes, alvo de attaques bastante fortes por não ser, dizia-se, util nem legitima. Uns e outros temos por habito só proceder após reflexão e, portanto, ligamos pouca attenção ás observações e censuras; no caso vertente, porém, a consideração que nos merecem as pessoas de que partirão nos leva a responder-lhes.

A seu vêr o Brazil está atrazadissimo em relação á criação do gado; tem os mercados invadidos pelas producções vizinhas e se acha na contingencia de comprar quantidades consideraveis de carne secca, pois não póde satisfazer as necessidades do proprio consumo.

Acreditamos haver nisso erro ou exagero de vulto. Talvez se tenha sido illudido - cousa bastante frequente, por estatisticas incompletas, mal feitas que só servem para obscurecer a verdade dos factos. É possivel que em certo anno o resto do Brazil só recebesse do Rio-Grande 1.833.000 kilos de xarque, ao passo que importava dos estados vizinhos 28.000.000; até nos parece inutil recorrer a outas estatisticas para indagar se a proporção não é excepcional. A questão primordial não é, de feito, saber onde vai o Brazil comprar o que consome, mas saber o que produz.

As xarqueadas de Pelotas visitadas pelo Dr. Couty apresentão uma producção regular de 350.000 a 400.000 cabeças á qual se deve juntar a de pequenas xarqueadas espalhadas pela provincia, sobretudo ao norte, perfazendo um total de 450.000 cabeças. A producção dos estados oriental e argentino é muito mais variavel por causas que já fôrão explicadas; tomando, porém, a média de muitos annos vê-se que cada uma de per si não excede á do Rio-Grande, e em certas épocas, depois de seccas por exemplo, tem-lhe sido até muito inferior.

O Brazil, ou antes a unica provincia que luta nesse terreno, a actividade industriosa do Rio-Grande, não se acha, pois, áquem dos estados vizinhos; diversos factos patenteão até que lhes leva vantagem, pelo menos sob o ponto de vista da criação.

EIs um que parece probante. Todo o norte da republica oriental e uma grande parte do centro e do oeste, isto é, as regiões de Jaguarão, Serro-Largo, Durasno, Salto, mesmo de Paysandú são occupados por estancieiros brazileiros. Calcula-se em cêrca de um terço dos pastos cisplatinos, a superficie possuida por brazileiros, e esta annexação pacifica, a unica real, a unica util, fez se rapidamente e se estende de dia em dia. Tanto mais justo seria incluir na producção do Brazil todas estas criações, quanto continuão os seus possuidores a ser verdadeiros e bons rio-grandenses, habitão Uruguayana, Alegrete, Bagé, Pelotas e trazem a seu paiz as vantagens colhidas no commercio e industria que exercem. Á producção das xarqueadas de Pelotas se deveria juntar tambem a de uma parte dos saladeiros de Paysandú, Barra-Blanca, Salto, etc. Assim se verificaria que os estancieiros brazileiros crião mais gado do que os orientaes e argentinos.

Em todo o caso, já o facto de vê-los emigrar e espalhar gradualmente pelas regiões vizinhas prova que a sua criação luta com vantagem contra a das zonas proximas.

Não queremos parecer optimistas nem pessimistas mas, justamente pela ausencia do espirito partidario, achamos censuravel a mania, hoje commum no Brazil, de se encontrar por toda a parte producções melhores e modêlos a copiar. Sem duvida alguma tem o paiz progressos não pequenos a realisar na criação do gado como, aliás, em outros pontos; para isso não carece, porém, de imitar vizinhos que não lhe são superiores...

Causas faceis de analysar determinárão a falsa apreciação que atacamos.

Se a producção de carne no sul do Brazil é igual e até superior á dos vizinhos, o seu preparo é, pelo contrario, differente. E, força é confessar, os xarqueadores de Pelotas, com a mão de obra escrava, progredirão menos do que os saladeiristas das republicas oriental e argentina - inglezes, francezes, italianos ou bascos - que souberão aproveitar-se de todas as condições favoraveis. A carne do Rio da Prata é menos secca, menos salgada, menos irregular de aspecto e gosto, mais agradavel á vista do que a do Rio-Grande; se é menos conservavel é, em compensação, mais saborosa. Assim acontece que, de alguns annos a esta parte, e apezar de direitos bastante pesados, os productores do Rio da Prata vêm a sua carne mais e mais procurada nos mercados brazileiros, ao passo que a de Pelotas tende a limitar-se ás regiões do norte, Jamaica e sobretudo Cuba. Dahi poder-se-hia inferir progresso do Brazil quanto á alimentação; outras razões, porém, dão logar a esta anomalia curiosa.

Os saladeiros do Rio da Prata produzem, pela maior parte, carne pouco secca que por perder menos peso traz mais lucro; é necessario, porém, vende-la depressa e não muito longe, pois é pouco conservavel. Por isso os consumidores de Cuba comprão de preferencia a carne de Pelotas e os grandes interpositarios do Rio e da Bahia mandão para o norte os productos brazileiros, mais seccos. A razão de conservabilidade não é unica; segundo nos foi dito entra tambem em consideração o frete de retorno, especial para navios impregnados de cheiro e, ao que parece, mais facil, do Brazil ao Rio da Prata ou das Antilhas ao Brazil do que das Antilhas ao Rio da Prata.

Para ter, pois, servindo-se de estatisticas, idéa da producção do Brazil, é necessario não recorrer só as estatisticas brazileiras, cotejar tambem as das Antilhas e até as das compras dos saladeiros orientaes: é necessario juntar á carne brazileira vendida no paiz, a vendida nas Antilhas e ainda a preparada pelos saladeiros orientaes e vendida sob designação falsa."

Fonte: REVISTA AGRICOLA DO IMPERIAL INSTITUTO FLUMINENSE DE AGRICULTURA (Rio de Janeiro/RJ), edição 001, março de 1883, pág. 145-147


terça-feira, 30 de julho de 2019

Histórico do Município de Toledo/PR


"As origens históricas da formação do núcleo inicial do que hoje se constitui o município de Toledo estão intimamente ligadas à Industrial Madeireira e Colonizadora Rio Paraná S.A. - MARIPÁ.

Em 1949, foram iniciados os trabalhos topográficos, efetuando-se o traçado da povoação de Toledo. Em 1950 intensificaram-se as negociações de terras e diversos núcleos foram fundados ao longo da área de influência da companhia. Tal foi o sucesso do empreendimento, que sem fazer muito alarde, em abril de 1951 todos os lotes urbanos e rurais já haviam sido vendidos.

Pela Lei Estadual no. 790, de 14 de novembro de 1951, foi criado o município de Toledo, sem passar pelo estágio de Distrito e com território desmembrado de Foz do Iguaçu. A instalação oficial ocorreu no dia 14 de dezembro de 1952, sendo primeiro prefeito municipal o sr. Ernesto Dall'Oglio.

O nome da cidade é de origem geográfica, constituindo-se em referência ao Arroio do Toledo, que já existia ao tempo da colonização. Outra fonte afirma que, ao tempo da exploração de madeiras e erva-mate, antes da colonização regional, habitava a região um argentino de nome Toledo, administrador de algumas pousadas que serviam aos tropeiros e viajantes, ficando a localidade conhecida por Pousada do Toledo, mais tarde simplesmente Toledo."

Fonte: FERREIRA, João Carlos Vicente. Municípios paranaenses: origens e significados de seus nomes. Curitiba/PR: Secretaria de Estado da Cultura, 2006, pág. 322.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Sobrenome Burillo


"Segundo assegura Roberto Faure, Burillo é um sobrenome de origem aragonesa, não muito frequente, porém registrado em todo Aragão e também na Catalunha e no País Valenciano. É uma aliteração do sobrenome Murillo, que por sua origem é toponímica (quer dizer murinho, pequeno muro). A forma Burillo aparece na Idade Média nos falares arcaicos da língua basca e da língua castelhana.

Em 1750, temos o nascimento de Frei José Burillo, dominicano e missionário nas Filipinas, onde foi Vigário-Provincial de sua Ordem, Reitor da Universidade e cronista, pela cédula real de 09 de Dezembro de 1814. Foi nomeado para ser bispo de Cebú, nas Filipinas, porém morreu antes de assumir a função, em 1815.

De uma casa que houve em Villar de los Navarros, na província de Zaragoza, nasceu em 1786 o destacado escritor e sacerdote Pedro Burillo. Fez parte do corpo eclesiástico do Pilar e de Santa Maria Magdalena de Zaragoza, assim como acadêmico do Número da Academia Histórico-Crítica-Teológica de Roma. Também foi integrante da Real Sociedade Econômica dos Amigos do País, de Zaragoza."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Yagüe


"Antigo sobrenome que teve ramais importantes em Navarra, em ambas as Castelas, Aragão e Andaluzia. Várias destas ramais passaram à América logo nos primeiros tempos da colonização.

Em Aragão, houve assentamentos desta linhagem na província de Teruel, onde durante o século XVII floresceu o poeta e escritor Juan Yagüe de Salas, que foi notário do reino e posteriormente secretário da prefeitura de sua cidade natal. 

Também de Teruel era natural Agustín Yagüe, filho de Juan Yagüe, também celebrizado por sua produção literária.

Os Yagüe de Navarra tiveram um papel importante na colonização da Colômbia. Neste país, houve a escritora e novelista Maria Isabel Yagües, com grande relevância.

O Arquivo Geral Militar de Segóvia cita as seguintes personalidades de militares com o sobrenome Yagüe: Antonio Yagüe Aguado, do Estado Maior de Praças, 1811; Eustaquio Yagüe Cuadrado, Infantaria, 1874; Aniceto Yagüe Herrero, Guarda Civil, 1847; Mateo Yagüe y Mateos, Castrense, 1872.

Etimologicamente, o sobrenome é um patronímico de Yagüe, uma forma regional ibérica para o nome Yago (Thiago, ou Jacó)."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Zuleta


"Segundo o 'Dicionário Hispano-americano de Heráldica, Onomástica e Genealogia', o cronista Francisco de Lozazo assinala que este sobrenome é originário de Guipúzcoa, e Francisco Zazo y Rosillo que é do senhorio de Viscaya, mais especificamente.

Dom Endika de Mogrobejo, autor da obra supracitada, recolha a informação que igualmente no ano de 1547, uma linhagem com este sobrenome se radicou na cidade de Orduña, em Viscaya.

Francisco Fernández de Bethencourt indica que este sobrenome teve um solar na localidade de Las Cabezas de San Juan, em Sevilha, de onde outro ramal passou a Jerez de La Frontera. Com parentesco e descendência da Casa de Reales, outro ramal da alcunha se estabeleceu na localidade de Navajeda, Trasmiera, Cantábria, no princípio do século XVI. Portanto, inaugurou-se a linhagem Zuleta de Reales.

Nobres que fizeram parte da Ordem de Santiago: José de Zuleta de Reales y de Avila, natural de Sevilha, em 1646; Gabriel Francisco, García Francisco e José Antonio Zuleta de Reales y de Córdoba, todos os três naturais de Sevilha, em 1695.

Por outra parte, no Arquivo Geral Militar de Segóvia, se custodiam os seguintes militares: José Zuleta, Cadete de Artilharia, 1813; José Zuleta, Infantaria, 1824, nobre; Polión Zuleta y Carnicero, Guarda Civil, 1826; Manuel Zuleta del Castillo, Infantaria, 1833, nobre.

O sobrenome procede do substantivo basco zulueta, cujo significado é 'lugar de cavernas', 'lugar de grutas' ou 'lugar de muitas cavernas' (por extensão)."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Aznárez


"Segundo assinala Roberto Faure, um dos co-autores do 'Dicionário de Sobrenomes Espanhóis', o sobrenome Aznárez é a forma patronímica do nome próprio Aznar, bastante frequente e bem distribuído na Espanha. Aznar, por sua vez, procede de um antigo nome pessoal que esteve muito difundido em Aragão durante a Idade Média. Sua etimologia tem sido muito discutida. 

Alguns autores defendem a tese que o nome Aznar é derivado do antigo nome latino Asinarius. Já outros opinam que o nome pessoal provém do árabe hisn-ar cujo significado é 'fortaleza de fogo'. Também há a possibilidade de ser originário do termo basco azenari, cujo significado é raposa. Por fim, pode estar aparentado com o nome germânico Iserhard, ou mesmo da palavra germânica medieval asinahariis, cujo significado é 'o exército dos deuses'.

Para o pesquisador aragonês Bizén d'O Rio Martínez, há duas casas solares do sobrenome Aznárez, ambas situadas na localidade de Jaca, sendo entretanto diferentes uma da outra, principalmente por causa de seus respectivos brasões de armas.

Já no século XVI se documenta Dom Bernardino Aznárez, que junto com Dom Miguel Sagaun foi Boticário e Mayordomo de seu Colégio em Zaragoza."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Zapata


"Sobrenome e linhagem originária do antigo Reino de Aragão, conforme apontam muitos tratadistas. Sua propagação se dá decisivamente durante o período da Reconquista.

Segundo Francisco Piferrer, Zapata era uma antiga casa de ricos-homens, descendente diretamente da casa real de Aragão.

O primeiro cavaleiro com este sobrenome que se tem notícia, foi García Zapata, alcaide da cidade de Calahorra entre os anos de 1214 e 1216. Porém, se considera como tronco principal ascendente da casa aragonesa, Pedro Sánchez Zapata, chamado de 'o de Calatayud', por ser natural da dita cidade, que foi senhor das baronias de Valtorres e de La Vilueña.

A origem etimológica, conforme o linguista Gutierre Tibón, provém do termo homônimo que corresponde a um tipo de calçado medieval que ia até a parte média da perna (como uma bota, na verdade). Zapata deriva do vocábulo turco 'chabata' - que faz referência a um tipo de calçado semelhante usado no Oriente.

Maiores concentrações das linhagens nobres de Zapata: Calatayud, Malón e Zaragoza."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

domingo, 28 de julho de 2019

Associações espíritas do Rio Grande do Sul em 1900


Nota: filiados à "FEDERAÇÃO SPIRITA BRAZILEIRA".

"RIO GRANDE DO SUL

Grupo Spirita Amor a Deus (Pelotas).

Grupo Spirita Fenelon (Pelotas).

Grupo Spirita Deus, Amor e Caridade (Pelotas).

Grupo Spirita Paz, Amor e Esperança (Pelotas).

Grupo Spirita Fé, Esperança E Caridade (Pelotas).

Grupo Spirita Amor e Fidelidade (Pelotas).

Grupo Spirita Allan Kardec (Rio Grande).

Grupo Aurora (Rio dos Sinos)."

Fonte: O REFORMADOR (Rio de Janeiro/RJ), 01 de Setembro de 1900, pág. 02, col. 02

O caso do Padre Bernabé


"De Ayuruoca volvo os olhos para a Vaccaria, provincia do Rio Grande do Sul.

Até aqui era completamente incognito o padre Bernabé. Quem conhecia o padre Bernabé antes das ultimas noticias? Eu só conhecia um Bernabé Chibata, que, além de não ser padre, era personagem de comedia, ao passo que o Bernabé da Vaccaria é padre, padre tragico.

✥✥✥✥✥

Convidado para levar o viatico a um moribundo, o padre Bernabé exigio delle que se confessasse. Recusou, ou não poude confessar-se o doente? As folhas de Pelotas não esclarecem este ponto. O certo é que o padre Bernabé não hesitou um minuto; excommungou o moribundo.

O moribundo expirou; mas estando excommungado não podia ser enterrado em sagrado e só havia o recurso de o enterrar na rua.

O caso era delicado. Instado para levantar a excomunhão, o padre Bernabé cedeo generosamente, mas... Aqui entra uma scena digna de penna de Anna Radclif.

O padre lançou mão de um canivete, e, para destruir os effeitos da excommunhão, cortou varios pedaços do corpo do defunto, e açoutou-o depois com varas - de marmelo."

Fonte: SEMANA ILUSTRADA (Rio de Janeiro/RJ), edição 516, ano 1870, pág. 4122, col. 02, pág. 4123, col. 01

sábado, 27 de julho de 2019

Deleta o Paraguai!


Curiosa nota de um periódico fluminense do século XIX em que aparece o verbo "deletar" como sinônimo de apagar, exprimir, destruir. Transcrevemos aqui por sua importância e curiosidade histórica.

"Rio, 20 de Março de 1870.

Ficae certos de que a guerra se acha felizmente concluida.

Brasileiros! Hosanna! Hosanna ao Deos dos exercitos! um amplexo patriotico aos bravos inexcediveis, que vingaram a honra do nosso paiz, vilmente offendida pelo mais negregado dos tyrannos!

Um brado unisono de gratidão ao nosso Imperador, cuja tenecidade, perseverança, e robusta fé na sanctidade da causa, que defendia, realisou o symbolo do Varão forte, que impavido veria despedaçar-se o mundo, sem demover-se do seu firme proposito!...

Exultae do mais vivo prazer! levantae os arcos triumphaes, por onde terão de passar essas valentes legiões, que honrariam as mais poderosas nações do globo!

Entretecei a coroa de immarcessivel louro, que deve ser collocada na fronte do inclyto general em chefe, do joven Principe, do digno consorte da nossa excelsa Princeza!

Uma palma virente de triumpho ao estrenuo brigadeiro Camara, ao bravo dos bravos, que da munificencia do Monarcha brasileiro recebeu incontinenti, ao chegar a nova da conclusão dessa guerra de exterminio, o honroso titulo de Visconde de Pelotas!

Brasileiros! nós, que fomos os primeiros a bradar: 'Delenda Paraguay'; entre a mais doce commoção de enthusiasmo, temos agora a satisfação de vos annunciar 'Deleta Paraguay!' [o grifo é nosso]

Mas não são nossas palavras por certo as que vos hão calar no intimo do peito; uma vez incomparavelmente mais auctorisada é que vos deve levantar da dolorosa prostação, que vos opprimia; é a voz do Imperador, que voz assegura:

'FICAE CERTOS DE QUE A GUERRA SE ACHA FELIZMENTE CONCLUIDA!"

Fonte: SEMANA ILUSTRADA (Rio de Janeiro/RJ), edição 484, 1870, pág. 3866


sexta-feira, 26 de julho de 2019

La Maffia


"Em Catania, Italia, julga-se um processo monstro:

O numero dos accusados é de 112, e as testemunhas citadas pela accusação e pela defeza são em numero de 1,510. Os réos são membros de uma terrivel associação conhecida pelo nome de Maffia. Como o edificio do tribunal não é sufficientemente vasto, o processo será julgado na igreja benedictina de Catania."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 08 de Julho de 1884, pág. 01, col. 05

O glutão do Hotel União


"Cousa admiravel. - Sob esta epigraphe publica o Jornal de Pelotas, um annuncio de um gastronomo a pouco chegado áquella cidade e hospedado no hotel da União, onde, á vista de espectadores propõe-se a comer a quantidade de comida precisa para dez homens, a beber dez garrafas de vinho ajudadas por dez pães de tamanho ordinario, obrigando-se tambem, mediante retribuição convencionada a comer o dobro ou mais dessas rações de solidos ou liquidos.

Para se assistir a essas scenas de gastronomia cada pessoa paga 4$ de entrada.

Deus nos salve de hospedar semelhante creatura."

Fonte: O MODERADO (Niterói/RJ), 09 de Fevereiro de 1862, pág. 01, col. 04

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Histórico do Município de Nova Araçá/RS


"Nova Araçá pertencia ao Município de Lagoa Vermelha sob a denominação de Núcleo Colonial de Araçá. Este nome segundo o depoimento das pessoas mais idosas e descendentes dos primeiros habitantes, foi devido a ocorrência de Araçás, frondosas árvores que cresciam à beira do arroio, hoje denominado Araçá e que serviam de abrigo e ponto de encontro.

Houve uma época em que estas terras foram denominadas popularmente de 'Matto Del Signore', pois os moradores vizinhos não sabiam quem eram os verdadeiros donos.

Em 1932 Araçá passou a pertencer ao Município de Nova Prata como 4o. distrito. Em 1945 sofreu mudanças em sua toponímia passando a denominar-se Nova Araçá.

A partir de 12 de abril de 1965 foi instalado oficialmente como Município.

A população é basicamente de origem italiana, com hábitos religiosos, onde se destaca a devoção à Nossa Senhora do Rosário de Fátima, padroeira do Município. Na gastronomia há preferência pelos pratos típicos de origem italiana, principalmente na confecção caseira de massas.

O relevo de Nova Araçá é caracterizado por morros, vales e pequenas áreas planas, utilizados para a agricultura."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 14 de Dezembro de 1998, pág. 04

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Pelotas em 1878


"Existem na cidade de Pelotas, conforme o ultimo lançamento do anno de 1878:

Casas terreas, 2,918. Sobrados, 229. - Total, 3,147.

Existiam em 1877:

Predios, 2,902. Construíram-se em 1878, 255. - Total, 3,157.

Ruas 16. - Travessas 25. - Praças 4."

Fonte: JORNAL DO POVO: ORGÃO DOS VERDADEIROS INTERESSES SOCIAES E POLITICOS (Rio de Janeiro/RJ), 15 de Janeiro de 1879, pág. 02, col. 05

Os curiosos chapéus do comendador


"Na provincia do Rio-Grande do Sul, além do emprego que se faz da lã de carneiro em chapéos, a importante fabrica do Sr. commendador Manoel José de Oliveira, entre outras, na cidade de Pelotas, emprega, mais ou menos, 50 operarios na fabricação de chapéos com pello do paiz, especialmente do ratão, onde é secretado e cortado o pello das pelles por machinas para isso apropriadas.

Todos estes animais acima nomeados existem naquella provincia em grande quantidade, sendo enorme a do rato ratão, que vive nos brejos e campinas, cujo pello dos mais excelentes é o que nos vem da França com o nome de rat goden.

É só no Rio-Grande do Sul que nos consta que se ha iniciado a applicação dos pellos animaes indigenas; mas o bom resultado que está produzindo naquella provincia é o mais feli precursor de um progresso futuro que espera a industria de chapéos!"

Fonte: O AUXILIADOR DA INDUSTRIA NACIONAL: OU COLLECÇÃO DE MEMORIAS E NOTICIAS INTERESSANTES (Rio de Janeiro/RJ), edição 045, 1877, pág. 378

terça-feira, 23 de julho de 2019

Sobrenome Val


"Na obra 'Linhagens de Aragão', pode-se constatar que a linhagem e sobrenome Val são sobrenomes naturais do Reino de Aragão, cujo solar se encontrava na localidade de Abiego, na área da baronia de Antillón. A família era reconhecida como as das mais tradicionais fidalguias do reino. Deste núcleo original, procedem as ramais de Sesa, Barbastro, Ponzano e outros lugares aragoneses.

Julio de Atienza, Barão de Cobos de Belchite, em sua obra 'Nobiliário Espanhol', confirmando a história da linhagem na Península Ibérica, acrescenta que os primitivos ascendentes da alcunha aragonesa procediam da Bretanha, na França. Zurita, outro autor, esclarece que o primeiro 'Val' foi um nobre bretão que veio prestar serviços no tempo da Reconquista, recebendo por serviços prestados o senhorio de Abiego.

Já no ano de 1118 se sabe de um cavaleiro com este sobrenome que tomou parte na conquista de Zaragoza. Julio de Atienza também cita um santo local, Dominguito de Val, que sofreu o martírio numa povoação judia no ano de 1250. 

Etimologicamente, o termo 'val', comum aos idiomas castelhano, catalão e occitânico, é uma forma apócope da palavra 'valle', isto é, vale.

As formas Bal, do Vallle, do Vale, del Val, del Valle, del Vale, do Bal, del Bal, são aparentadas. Del Val é uma família importante historicamente que se estabeleceu na Galícia, na época em que essa foi incorporada pelo reino de Castela."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Ugarte


"Ugarte é um antigo sobrenome de origem basco, relativamente frequente e distribuído por toda a Espanha, embora sua principal concentração está no País Basco e Navarra. Procede do topônimo Ugarte, nome de várias localidades bascas, como Ugarte, Ugarte de Gatica, Ugarte de Valle (Viscaya), Ugarte-Berri (Guipúzcoa), etc. É formado a partir das palavras bascas ug- que significa 'água', e arte que significa 'espaço intermediário'.

Alguns estudiosos afirmam que as mais antigas famílias com o sobrenome Ugarte são de origem alavés e constituíam a linhagem mais antiga dos gamboínos. O primeiro de seus membros mencionados historicamente é Ayero de Ugarte, preboste de Orca.

Entretanto, o cronista Lope García de Salazar, considera que a linhagem de Ugarte teve origem num escudeiro do solar de Zumelzu, no vale de Arratia, Viscaya, que passou a residir em Ugarte."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Tabuenca


"Antigo sobrenome aragonês, que está associado à vila de Tabuenca, localizada na vertente oriental do rio Moncayo, correspondente ao distrito judicial de Borja, na província de Zaragoza. Portanto, um sobrenome toponímico.

As linhagens de Tabuenca se estenderão desde muito antigamente por terras aragonesas, especialmente pela província de Zaragoza. Algumas de suas ramais alcançarão a Nobreza.

De uma casa que houve antigamente na povoação zaragozana de Tauste, descendeu o religioso cisterciense Pablo Tabuenca, que viveu entre os séculos XVI e XVII. Foi professor no mosteiro de Santa Maria de Veruela em 1620, com muito destaque nos estudos de Teologia Ascética, Cânones Sagrados e Sagrada Escritura. Também foi abade do citado mosteiro de 1631 a 1640.

Nessa mesma época viveu Agustín Tabuenca, religioso franciscano que nasceu na própria vila de Tabuenca. Foi escritor e predicador oficial da província de Aragão.

Uma linhagem de Tabuenca, documentada desde do século XVIII, teve um solar estabelecido no povoado de Añon, na província de Zaragoza, e dela saiu Pablo Tabuenca, que, em 1738 ascendeu ao título de Infanção junto ao tribunal da Real Audiência de Aragão.

No Arquivo Geral Militar de Segóvia se conserva documentos de Dom Mariano Tabuenca y Lago, que foi tenente-coronel da Infantaria Espanhola no século XIX. No mesmo arquivo, contam-se os oficiais: Victoriano Tabuenca, da Infantaria, em 1808, nobre; Jan Tabuenca y Huerta, da Infantaria, em 1808, nobre; Mariano Tabuenca Lago, Infantaria, 1808, nobre."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.


Sobrenome Sagarra


"Este sobrenome tem ramais arraigadas nas mais diferentes zonas da Espanha, e dada a sua diversidade, não parece provável que exista entre todas elas vínculo de parentesco e sangue.

As vertentes mais importantes e abundantes se encontram na Catalunha e Aragão, embora também existiam casas antigas em Vascongadas, Galícia e Andaluzia. Conforme o 'Dicionário de Heráldica Aragonesa', este sobrenome se espalhou a partir da Catalunha até Aragão, quando documenta-se este fato durante a Baixa Idade Média.

Nesta linhagem, encontramos Don Martín de Sagarra, que foi oficial da Justiça de Aragão. 

O reconhecido genealogista Martin de Sagarra, indica que Segarra e Sagarra são o mesmo sobrenome e também o nome de uma comarca catalã. A palavra é de origem pré-romana, podendo ser uma derivação da palavra basca 'sagar' que significa 'macieira', denotando assim sua origem toponímica.

Também são conhecidas as formas Cegarra, de Sagarra e de Segarra."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Ramirez


"Antigo sobrenome patronímico ibérico, derivado do nome masculino Ramiro. Algumas das famílias de Ramírez, de diferentes áreas da Espanha, alcançaram a nobreza. Atualmente, o sobrenome está amplamente difundido em toda a Espanha e na América Latina.

Entre as casas com este patronímico de mais antiga e nobre origem, figura aquela que se radicava em Madrid durante o reinado de Afonso VI de Castela, e em Navarra aquela que procede da Casa Real daquele reino e que teve um senhorio na vila de Arellano, pertencente ao distrito judicial de Estella.

Segundo os dados recolhidos pelos heraldistas e genealogistas García Carraffa em sua obra 'O Solar Catalão, Valenciano e Balear', em Aragão existiram duas casas muito importantes com o sobrenome Ramiro, das quais descendem parte dos Ramírez do antigo reino aragonês. Outra parte passou a povoar os reinos de Valencia e Mallorca, posteriormente.

Conforme Bizén d'O Rio Martínez, outras linhagens importantes da família estão concentradas na localidades aragonesas de Huesca, Zaragoza, Ateca e Monreal de Ariza. O mesmo autor aponta a existência das formas compostas, também na mesma região, de linhagens como Ramírez de Ateca e Ramírez de Isuerre."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Sobrenome Elvira


"Elvira é um sobrenome espanhol de origem disputada. Para Jaime de Querejeta, Elvira é um sobrenome basco originário de Navarra, mas sem informar a etimologia. O fato é que existe em Navarra, a forma dialetal 'Elbira'.

É um sobrenome frequente nas localidades navarras de Lodosa e Mendavia. Também ocorre em cidades como Rabanera del Pinar, Palacios de la Sierra Moncalvillo, em Burgos; Cevico de la Torre, em Palencia; Martiago, em Salamanca; Alcolea de Calatrava, em Ciudad Real; entre outras."

Sobrenome Del Pozo


"Del Pozo (ou ás vezes somente Pozo) é um sobrenome espanhol, nativo de Castela e Leão, conforme vários estudiosos, que ainda localizam sua região de surgimento na província de Burgos.

É um sobrenome espalhado por toda a Península Ibérica. Os diversos ramos da família estão principalmente distribuídos nas cidades de Sasomón, Villasandino e Melgar, no distrito judicial de Castrogeriz (em Burgos), no Valle de Carriedo na Cantábria, e também em Andújar, Jaén, San Clemente Basin, Málaga, sobretudo na vila de Alhaurín El Grande, Coín, Béjar na província de Salamanca, Sevilha, Alcalá de Guadaíra, e finalmente em Mallorca e Catalunha, onde assume a forma dialetal 'Pou'.

Em catalão, Pou é o mesmo que Pozo em castelhano, e quando algumas dessas famílias se mudaram para outras regiões da Espanha, como o caso de Catalunha e Mallorca, acabou por haver uma adaptação. Isso é verificado pela similaridade heráldica entre os Pozo de Castela e os Pou de Catalunha."

Sobrenome Campos


"Sobrenome castelhano, tradicionalmente originário da Tierra de Campos - uma região natural espanhola, localizada na comunidade autônoma de Castela e Leão, que abrange as províncias de Palencia, Valladolid, Zamora e León. Originalmente, a região era conhecida como 'Campos Góticos' ou 'Terra dos Campos Góticos' - em alusão ao território inicial de assentamento dos visigodos na Península Ibérica, no século V.

Os ramos iniciais da família se estabeleceram em Valladolid, León e Palencia, e mais tarde em Santander, em fins do século X.

O sobrenome é extremamente difundido em Castela Velha, embora com filiais abundantes em diferentes partes da Península Ibérica. Vários nobres espanhóis estão inscritos na Real Chancelaria de Valladolid, como Dom Manuel Campos de Orellana e Dom Juan Campos de Orellana - ambos presentes em 1772 na Ordem de São João de Jerusalém.

No reinado de Isabel II, em 30 de junho de 1868, Fernando Francisco de Campos o titulo de Marquês de Loja. Anos mais tarde, o rei Afonso XII concedeu o título de Conde Campos de Orellana a Dom Pedro Nicomedes Campos de Orellana y Calvo, e em 19 de Junho de 1884, foi a vez de Dom Antonio Campos Barín receber o título de Marquês de Iznate."

Sobrenome Barrios


"O sobrenome Barrios é originário de León, na Espanha. É um sobrenome relativamente comum, dado significar 'vizinhança', isto é, a subdivisão básica de uma cidade. Todavia, a palavra tem origem no vocábulo árabe hispânico bárri que significa 'exterior, aquilo que está na periferia'.

De Guipúzcoa, a linhagem nobre original dos Barrios passou a Castela e Andaluzia."



Sobrenome Alarcón


"A linhagem Alarcón é uma família cujas origens remontam ao do reinado de Afonso VIII de Castela (1158-1214), quando ocorreu a tomada da cidade de Alarcón (1176) pelo exército castelhano comandado pelo capitão Fernan Martinez de Ceballos. O significado de Alarcón é uma contração do nome de um antigo governante visigodo. A cidade se encontra na província de Cuenca, na comunidade autônoma de Castilla-La Mancha.

O ato heróico de Ceballos fez com que o rei Afonso VIII renomeasse o antigo capitão com o título fidalgo de Dom Fernan Martinez de Alarcón. Os Alarcón descendentes de Dom Fernan tornar-se-iam no decorrer da história em senhores de Valverde, Tayuelas, Vequillas e Hontecillas, sendo também chamados de Condes de Valverde.

A família ainda militou nas ordens militares de Santiago e Alcântara, tendo diversas linhagens desdobradas em outros casas nobres da Espanha e Portugal, chegando mesmo ao título do Marquesado dos Palácios."

domingo, 21 de julho de 2019

Sobrenome Yuste


"Yuste ou Iuste é um sobrenome espanhol de origem basca. O historiador Jaime de Querexeta aponta que é originário do Reino de Navarra enquanto que Julio de Atienza opina que possivelmente seja da zona norte de Rioja, quando esta era bascófona, ou ainda de Guipúzcoa. Segundo Roberto Faure o sobrenome provém de Juste, que por sua vez seria uma variante do nome masculino Justo.

Existe na Extremadura um povoado chamado Cuacos de Yuste, onde existe o famoso Monastério de Yuste. O povoado tomou recentemente esta denominação por causa da fama do mosteiro. O mosteiro teria tomado este nome por causa de um rio próximo chamado Vercelejo, curiosamente também chamado Yuste. Não se sabe se o nome do rio guarda relação com o sobrenome.

O sobrenome pode ter surgido em Navarra ou La Rioja, para logo extender-se pelo restante da Península Ibérica. Francisco Zazo de Ulloa assinala que a primitiva casa solar de Yuste radicou-se em Guipúzcoa. O sobrenome primeiramente se expandiu por toda a Castela e com o avanço da Reconquista ao sul, estabelecendo-se também na Andaluzia. Julio de Atienza indica que alguns cavaleiros com sobrenome Yuste tomaram parte da conquista de Jerez de la Frontera, onde construíram ali um solar. Na localidade vizinha de Arcos de la Frontera, também se estabeleceu um solar de uma família Yuste.

Outra linhagem radicou-se no Reino de Aragão, principalmente em Arbesa ou Artesa, desde 1626. Segundo Endika de Mogrobiejo, outro Yuste procedente de Aruej foi cavaleiro nas Cortes Gerais do Reino de Aragão no mesmo ano. Também nas Ilhas Canárias se verifica a existência deste sobrenome. 

Já no século XVI há membros da família nas Américas."




Sobrenome Barahona


"Barahona, Baraona ou Varona (em basco, Baraona ou Barona) é um sobrenome toponímico de origem basca.

Originalmente provém da cidade de Barahona em Castela, na província de Soria, de onde se espalhou pelo restante da Espanha e consequentemente para as Américas.

O significado de Barahona seria a aglutinação das palavras bascas bara, que corresponde a árvore ou monte, e ona, que corresponde a bom ou bem.

Entretanto, segundo Pedro Javier Fernández-Pradel, Barahona, Baraona ou Barona significa 'boa lança' em basco, utilizando outra interpretação para a primeira parte da palavra."


Sobrenome Zumalabe


"É um sobrenome toponímico basco originalmente de Balmaseda (Vizcaya, País Basco, Espanha).

Família de ferreiros, caldeireiros e comerciantes de cobre de Balmaseda no século XV e séculos seguintes. No século XVI, um ramo passou a Vitória, ocupando cargos importantes em Aduana del Mar, inclusive no conselho da cidade.

Zumalabe é composto de zume (vime em basco) e Olabe (moinho ou siderurgia em basco). Existia uma siderurgia situado junto à ilha de La Mimbrera, no rio Cadagua, que forjava caldeiras de cobre, que deu origem à família."


Fonte adaptada: https://es.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portada


Sobrenome Aguirre


"É um sobrenome muito antigo de origem basca e um dos muitos da nobreza basca. 

Acredita-se que etimologicamente vem da palavra basca ageri que significa manifesto, notório, patente ou descoberto. É um sobrenome relativamente abundante e cuja origem não pode ser atribuída a um local específico, já que há evidências de linhagens familiares chamadas Aguirre em dezenas de cidades diferentes no País Basco. Isso sugere que era um termo comum usado para se referir a casa que ocupavam uma parte dominante da terra, que eram especialmente visíveis e expostas; o que fez com que muitas cidades do País Basco tivessem (e ainda tenham) uma casa chamada Aguirre.

No País Basco e Navarra, há o sobrenome Agirre, que é uma variante moderna escrita de acordo com a ortografia basca.

Em Guipúzcoa, a linhagem mais antiga está localizada. Já em 850, os cavaleiros desta família acompanharam o rei Ramiro I na Batalha de Clavijo. Há também notícias de outros Aguirre em Tolosa (1346) e Isasondo (1399).

De Guipúzcoa há casas deste sobrenome em Gaviria, Azpeitia, Escoriaza, Anoeta, Villarreal de Urrechu, Legorreta, Asteasu, Zarauz, Regil, Oyarzun, Vergara, Ichaso, Alcibar, Zumarraga, Goyaz, Legazpi, Larimuz, San Sebastian, Placencia, Gainza, Isasondo, Motrico, Beasain, Usurbil, Alquiza, Olavarrieta, Aduna, Albistur, Andoain, Mondragón, Elgueta, Astigarreta, Deva e Ataun.

Em Viscaya há casas de Aguirre em Abadiano, Arrigorriaga, Berango, Bermeo, Berriz, Durango, Garayeta, Guernica, Ispáster e Lequeitio.

Em Álava existem casas em Amurrio, Izoria, Lierna, Murga, Salvatierra, Vitória e Zalduondo.

Casas de Aguirre em Navarra existem em Arizkun, Ibargoiti, Oco e Bera.

Os Aguirre espalharam-se por toda a Península Ibérica, participando ativamente da Reconquista."

sábado, 20 de julho de 2019

Histórico do Município de Três Coroas/RS


"Três Coroas situa-se no Vale do Paranhana e seus primeiros colonizadores foram de origem alemã, que vieram de São Leopoldo e depois já neste século vieram colonos de origem italiana que vindos de Caxias do Sul, fixando residência no vale, principalmente Quilombo e Linha Vinte e Oito, bairros de Três Coroas. A população lusa somente começou a fixar residência aqui, em maior número, provinda da Serra, Cambará do Sul e São Francisco de Paula. E deveras admirável a harmonia reinante no Município entre esses vários elementos raciais.

Desde sua fundação lugar já teve várias denominações: Linha dos Último Alemães, Vale ou Colônia de Santa Maria, Santa Maria de Cima, Santa Maria do Mundo Novo, e quando criou o distrito simplesmente: Mundo Novo, e por último Três Coroas. Deu origem ao nome atual um pinheiro com três troncos e copas (coroas) que existia no vale do Arroio Kampf. Em 31/03/1938 Mundo Novo foi elevada a categoria de Vila, pela Lei Federal no. 7199, entretanto em 1903 foi iniciada campanha de criação do Distrito de Mundo Novo, com o batalhador Germano Volkart que viu seus anseios coroados de êxito em 10/11/1904 pela Lei Municipal no. 86A. Foi criado o Distrito de Mundo Novo, sendo o 4o. Distrito de Taquara.

O Município de Três Coroas foi instituído oficialmente em 12/05/1959 pela Lei Estadual no. 3741. A transferência de administração do ex-distrito de Três Coroas para a Comissão Emancipadora ocorreu no Gabinete do Prefeito de Taquara no dia 15/06/1959. A primeira eleição no Município foi em 08/11/1959 e o primeiro prefeito de Três Coroas foi o Sr. Affonso Saul.

Três Coroas está distante de Porto Alegre, capital do Estado, em 92 km, tem sua área total de 166 km2 e pelo Censo de 1997 tem 18.000 habitantes e é administrada pelo Prefeito Alcindo de Azevedo.

Sua principal fonte de renda é a indústria de calçados, comércio, agricultura de subsistência, onde é cultivado milho, feijão, batata, etc.

O Município destaca-se na região do Vale do Paranhana e dos Sinos pelo incentivo à cultura e ao esporte, como a canoagem."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 26 de Abril de 1999, pág. 04
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