sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Bandoleiro Ramos - Parte 01


Muito famoso como bandoleiro na antiga Vila do Capão do Leão, conhecido tão somente como Bandoleiro Ramos, marcou a memória da localidade que, foi transmitida aos mais antigos, por meio daqueles conviveram com ele. Teve uma participação especial nos episódios da Revolução de 1923, como assecla do Partido Libertador de Assis Brasil. Também tinha fama de degolador – o que, deve-se considerar algo que não era, infelizmente, incomum naqueles tempos nas disputas políticas do Rio Grande do Sul.
De onde teria vindo e seu primeiro nome são incógnitas. Já ouvi José, Antônio, João ou Prudêncio, ou ainda José Prudêncio. Incertezas sobre o primeiro nome são inúmeras, contudo o sobrenome Ramos é ponto comum. E teria se destacado justamente como degolador, mas também como arregimentador de peões para o combate. Porém o que seria isso? Pelo que pude constatar pelas informações que colhi era uma pessoa encarregada de percorrer lugarejos, estâncias e fazendas, e juntamente com os chefes políticos locais reunir peões ou homens de idade adulta aptos para as pelejas. Isso é estranho, não consigo explicar direito, mas seria algo assim. Rapazotes de quinze, dezesseis anos que mal sabiam tosquiar uma ovelha eram presenteados com adagas afiadas. Entretanto, quando se arregimentava estes “combatentes” também sabia-se onde ia buscar. Muitos combateram na Revolução Federalista, outros tinham passado pelo Exército e havia até castelhanos (uruguaios) no meio das tropas desconjuntadas e sujas.
Mas voltamos ao Bandoleiro Ramos. Há a possibilidade que ele tenha trabalhado na Companhia Francesa no Cerro do Estado, depois como tanoeiro em Rio Grande, mas era alguém ligado à atividade agropastoril. Isto é: peão!
A sua primeira “proeza” teria acontecido longe daqui, em Canguçu. Diz-se que ele vivia amasiado com uma moçoila, novíssima, num rancho, como agregado de uma fazenda. Depois de certo tempo, a tal moçoila começou a sofrer assédio de um homem conhecido apenas como Coronilha. E não pensemos que assédio há oitenta, noventa anos atrás eram piadinhas ou gracejos... era tentativa de violência explícita, sobretudo em locais mais afastados, as ditas “grotas”. O Ramos ficou sabendo e jurou o Coronilha de morte. Só que o Coronilha era bandido, também com sua carga de mortes nas costas e não se deu por vencido ou procurou se afastar. Juntou uma malta de outros vagabundos e decidiu por termo à vida do Ramos. Não pela moça, mas porque importava muito na época a tal de “honra de gaúcho”. Sempre uma necessidade de demonstrar quem era mais viril.
Foi então que sabendo que iriam preparar-lhe uma emboscada, o Ramos refugiou-se num cerro e avisou que esperaria o Coronilha e sua turma lá. Tentaram, pois, cercá-lo e uns seguiram por um lado e os demais por outro. Andaram, andaram, buscaram o Ramos e nada. Mas sabiam que ele estava lá. Foi então que um deles morreu acertado por uma pedrada vinda de cima, sem ninguém saber como. Era o Ramos. Durante quatro dias, ele caçou um a um, até chegar ao Coronilha. Quando o encontrou, primeiro tirou-lhe os dedos das mãos. Em seguida o degolou.
Foi aí que começou sua fama.
Logo tem mais histórias.
Para saber mais: Lembranças Leonenses XIV

domingo, 11 de dezembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Piquenique Cultural em Capão do Leão

Piquenique Cultural, iniciativa diferenciada de promoção de arte e cultura, que surgiu na vizinha de Pelotas, estará em Capão do Leão no próximo dia 27 de Novembro, durante a Semana Cultural do Município. Veja mais no link: Blog do Piquenique Cultural
Grande iniciativa! Parabéns!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Souvenir eleitoral da Arena na década de 1970





Souvenir eleitoral (chaveiro) da década de 1970
O candidato é Pedro América Leal, pela extinta ARENA e concorria à Assembléia Legislativa do RGS
link de interesse:Biografia de Pedro Américo Leal

domingo, 30 de outubro de 2011

Resultados Finais da Enquete Eleições 2012 em Capão do Leão


A enquete realizada pelo blog, entre 27 de Setembro e 29 de Outubro de 2011, procurando fazer uma análise sociológica sobre possíveis preferências da comunidade leonense para o pleito do ano que vem, teve 1565 votos, cujo resultado foi:
1o. Paulo Ávila (PMDB) - 715 votos (45,68%)
2o. Gringo (PTB) - 599 votos (38,27%)
3o. Mauro Nolasco (PT) - 166 votos (10,60%)
4o. Vilmar Schmitt (PDT) - 46 votos (2,93%)
5o. Juliano Vergara (PSOL) - 20 votos (1,27%)
6o. Édson Ramalho (PSDB) - 04 votos (0,25%)
7o. Jane Gomes (PDT) - 03 votos (0,19%)
8o. João Quevedo (PDT) - 02 votos (0,12%)
9o. Cláudio Victória (PDT)/ Candidato presumido do PRB - 01 voto cada (0,06%)
Não tiveram intenções de voto: Luizinho (PP) e Candidato presumido do PSB
Opções "Outros" e "Voto em branco" também não tiveram acessos
Opção "Voto nulo" - 02 votos (0,12%)
Opção "Indeciso" - 02 votos(0,12%)

Nota:
Não se tratou de Pesquisa Eleitoral, conforme art. 33 da Lei no. 9.504/97, mas de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostra, sem uso de método científico para sua realização, dependendo, apenas, da participação espontânea do interessado.


O blog "Capão do Leão História & Cultura" se exime dos usos que terceiros possam fazer dos resultados da enquete, dado sua natureza obedecer aos critérios supracitados.

O blog agradece a mobilização e a participação da comunidade de Capão do Leão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Unusual Grafitti

"1o. Vida Loka da História"
Interessante grafitti encontrada na entrada de uma residência
O memê "Seu Madruga"

sábado, 22 de outubro de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

A Polêmica do Ano em Capão do Leão ou ainda o assunto da enquete

Quando iniciei a enquete sobre as eleições municipais em Capão do Leão no final do mês passado, realmente não imaginava que fosse ocorrer uma repercussão tão grande a respeito da mesma e tantas pessoas fossem importar-se com a proposta, seja de modo favorável ou rejeitando a iniciativa. Sendo sincero, esperava que se, ao menos até a data de hoje, se houvesse a marca de cinqüenta votos já seria o suficiente para considerar a empreitada bem-sucedida. Mas, na verdade, a enquete ao lado já está beirando os 500 votos. O número de acessos, então, em menos de duas semanas, ultrapassou a marca de dois milhares. Um recorde! Ótimo por um lado, mas há coisas a serem esclarecidas de outro.

A proposta da enquete, aliás, que defendo desde que a coloquei na web, é sociológica. Isto é, colher uma “impressão superficial” sobre o processo que deve se desenrolar no Município entre junho e outubro do ano que vem e que tem relação com a vida de uma população de vinte e sete mil habitantes. Muito bem, o que foi colocado na web foi uma enquete, em nenhum momento afirmou-se que era uma pesquisa! Alguém leu mal ou não soube interpretar corretamente a proposta. Outro fato é a validade legal da enquete. Quanto a isso, a postagem anterior (Enquete Eleições 2012 - Esclarecimentos) foi claríssima em todos os pontos, inclusive respaldando-se em literatura jurídica sobre o assunto. Será que houve alguém que não entendeu? É bom que fique claro que estou defendendo o meu direito enquanto cidadão à liberdade de expressão. Sobretudo, ao exercício de uma expressão que, em nenhum momento se mostrou desrespeitosa, ofensiva ou crítica a quem quer que seja – pessoa ou grupo. Mesmo assim ocorreram comentários mal informados questionando a validade legal da enquete ou mesmo sobre a lisura do blog “Capão do Leão História & Cultura” e de seu administrador (no caso, eu mesmo). Como isso? – eis a minha permanente indagação. O gadget “adicionar uma enquete” pertence à Plataforma Blogger, esta por sua vez subsidiária da Google. Ao criá-lo no blog, ele segue sendo contabilizado por um sistema próprio, independente, praticamente inviolável, onde um IP (número de registro de identidade de um computador) permite o acesso a UM VOTO. Todavia, há duas condicionantes na enquete do blog: vota quem quer e de onde quer. A enquete não reconhece pessoas, mas IP’s diferentes (computadores diferentes). E daí? Isto não ficou claro ainda? Por que a preocupação e a difamação da enquete? Qual o fundamento?
As regras são dadas pelo Blogger, os números construíram-se aleatoriamente, a partir dos acessos que o blog teve. Recuso-me a ter que dar mais explicações a este propósito.

Outro fato que me desgostou foi que, mesmo com a validade legal da enquete ser explícita, ainda assim ventilarem a possibilidade (para não me utilizar de outra palavra) de retirá-la da web via judicial. Neste ínterim, resta-me verdadeiramente aconselhar que não se cometa tal erro. Primeiro: está dando-se importância demais a um mecanismo que não é reconhecido cientificamente. Segundo: o próprio Tribunal Superior Eleitoral já emitiu resolução que coloca as enquetes num patamar inferior ao de uma pesquisa eleitoral, não as recriminando. Terceiro: as enquetes sobre eleições municipais de 2012 País afora são uma realidade presente e indiscutível.

Olhe o quadro abaixo:
Este é o resultado de uma enquete recente que o “Jornal do Brasil” (um dos maiores veículos da Imprensa Brasileira) fez sobre possíveis candidatos à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (precisa falar alguma coisa sobre a importância do Rio... não, né?). Quantas pessoas por dia será que acessam o site do Jornal do Brasil... Políticos, advogados, gestores públicos, intelectuais, magistrados, juristas, etc.? E ninguém ficou incomodado. E estamos fora do período eleitoral!

Outro exemplo:
 

O Orkut (a segunda maior rede social do País) tem um aplicativo que promove entre seus usuários a participação numa enquete eleitoral. Daí, eu pergunto, se somente um grupo qualquer dentro desta rede social resolver acessar e votar e outro permanecer omisso, a responsabilidade dos números que aparecem é do Orkut? 

Como se não bastassem os fatos que falam por si só, vincularam meu nome a um determinado grupo, induzindo que recebi “favores” financeiros de uma determinada pessoa para colocar a enquete na web, a fim de produzir um resultado que causasse impacto à população. Se assim fosse, estaria certo que qualquer um poderia qualificar-me de estúpido, pois estaria aceitando cooptação dando como garantia algo que não posso gestar ou controlar que é a própria enquete. Além disso, como se pode deduzir algo sobre a minha pessoa de modo tão leviano. Acaso sabem se sou ou estou ligado a alguma agremiação político-partidária? Não sou simplesmente pesquisador diletante sobre Capão do Leão e Professor de História ligado à rede municipal de ensino básico do município vizinho? Se estiver levando “um por fora” (suborno), voltaria a condenar novamente a minha própria estupidez. Por que então ter que deslocar-me dez a doze vezes por semana de ônibus? Por que então ter que trabalhar em duas escolas diferentes numa profissão em que o piso salarial nacional definido em lei federal não é respeitado?

Aqueles detratores da enquete e do blog, me dirijo: estão no seu direito de não concordar, de desqualificar o resultado ALEATÓRIO que se constitui, até mesmo de não aceitar a proposta. Mas existe uma circunstância muito importante neste caso: não se pode irrefletidamente afirmar coisas de ordem moral ou pessoal sobre o administrador deste blog. Eu, com consciência tranqüila, posso afirmar a quem quer que seja que não citei ou ofendi ninguém, nem mesmo emiti opinião crítico-analítica, ainda que fosse de caráter neutro, sobre alguma pessoa, partido, governo, grupo ou representação.

A quem interessar possa tenho o prazer em fornecer a lista (com o link de cada uma) de mais de 200 enquetes similares que ocorrem ou ocorreram muito recentemente em municípios de todo o Brasil, inclusive grandes centros e capitais, versando sobre as eleições municipais de 2012. Estou à disposição pelo e-mail do alto da página.
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