quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Bingo beneficente em prol da ONG A4

Vale a pena colaborar: AÇÃO BENEFICENTE que surgiu espontaneamente de contatos no Facebook - Grupo Pela Cidadania no Capão do Leão. 
Participem e divulguem!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Miss Capão do Leão 2012

Mônica Fonseca, Miss Capão do Leão 2012, escolhida em evento regional no dia 23 de Junho, selecionada ao Miss Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Escolas extintas em Capão do Leão

Aula Pública instituída pelo Governo da Província - local indeterminado, ano 1858 
Aula Pública instituída pela Presidência do Estado do Rio Grande do Sul - local indeterminado, ano 1897
Aula Particular denominada "Nossa Senhora da Glória" - área da Capela da Santa Tecla "próxima ao Galpão de Reparos" (Nota: informação inconclusiva), ano 1911
Aula Particular Arnulfo Ghiggetti - local indeterminado, ano 1913
Escola Barões de Santa Tecla - (Nota: em outras fontes é denominada tão somente "Barão de...") local indeterminado, ano 1923
Aula Particular Professora Maria Filomena de Campos Alvares Pedroso - na área denominada "fundos do Teodósio", ano 1929
Escola Alberto Rosa - Cerro do Estado, ano 1935 (Nota: ano de registro)
Escola de Artes, Ofícios e Curso Supletivo do Capão do Leão - área da Escola Dario da Silva Tavares, ano 1947 
Escola do Instituto Agronômico do Sul - área do Agrisul, conforme decreto municipal de Pelotas número 134 de 24 de Setembro de 1948
Escola Dom Pedro II - no interior do Passo das Pedras, conforme decreto municipal de Pelotas número 134 de 24 de Setembro de 1948
Escola Municipal de Primeiro Estágio - (Nota: sem denominação especifíca) na residência do Sr. João Kuhn, no Passo das Pedras de Baixo, conforme decreto municipal de Pelotas número 150 de 21 de Março de 1949
Escola José Saturnino - Canto Grande/Coxilha Florida, conforme decreto municipal de Pelotas número 169 de 09 de Agosto de 1949 (Nota: eu, particularmente, recordo desta escola funcionando até o ano de 1995)
Escola Visconde de Taunay - na residência do Sr. Pedro Gardey, na Estrada da Hidráulica, no Parque Fragata, conforme decreto municipais de Pelotas número 197 de 25 de Março de 1950 e número 213 de 04 de Agosto de 1950
Escola Manuel Serafim Pontes de Freitas - na Fazenda da Palma, conforme decreto municipal de Pelotas número 303 de 04 de Outubro de 1955
Escola Doutor Ildefonso Simões Lopes - no Horto Florestal, conforme decreto municipal de Pelotas número 304 de 04 de Outubro de 1955    


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Grupo Escolar Faria Santos

Decreto nº 22.651, de 27 de fevereiro de 1947.
Aprova projeto e orçamento para construção de edifício escolar no recinto das pedreiras do Capão do Leão, pelo Govêrno do Estado do Rio Grande do Sul.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, número I, da Constituição,
decreta:
Artigo único. Ficam aprovados o projeto e orçamento na importância de duzentos e noventa e nove mil, quinhentos e trinta e dois cruzeiros e noventa e quatro centavos (Cr$ 299.532,94), os quais com êste baixam, devidamente rubricados, para a construção de um edifício no recinto das pedreiras do Capão do Leão, destinado à sede de um grupo escolar mentido pela Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.
Parágrafo único. A obra de que se trata fica incluída entre as especificadas nas alíneas do inciso 1.° da Cláusula II do contrato de novação das concessões dos portos do Rio Grande do Sul, aprovado pelo Decreto n.° 24.617, de 9 de julho de 1934.
Rio de Janeiro, em 27 de fevereiro de 1947, 126.º da Independência e 59.º da República.

Eurico Gaspar Dutra

Clovis Pestana

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Artigo de Paulo Sant"Ana sobre a memorável enchente de 2009 em Capão do Leão

Trecho extraído de: ZERO HORA. Porto Alegre, 30 jan. 2009, p.63

A nossa inundação

Ainda bem que são raros os leitores que reclamam do colunista de que ele se debruça sobre assuntos sinistros, entre eles a grave crise econômica que saiu pelo mundo a devorar empregos e ameaça chegar até nós.
Se há um espaço de atividade que não pode deixar de se ocupar com as tragédias é o jornalismo. Até mesmo porque as tragédias são acontecimentos singulares, elas irrompem no cotidiano e alarmam todos.
Se o jornalismo não for se ocupar de tragédias, irá se ocupar de quê? As notícias boas, os fatos agradáveis, estes são ingredientes de rotina, muitos deles passam até despercebidos.
Enquanto que o desastre é uma forte ruptura da normalidade. Todas as atenções se desviam para ele, tornando-se irrecusável ao jornalismo abordá-lo.

Vejam esta inundação que caiu anteontem e ontem sobre Pelotas, Capão do Leão, Arroio do Padre, Turuçu e São Lourenço.
Uma senhora narrava à Rádio Gaúcha, ontem, que às 20h de anteontem a água batia à soleira de sua porta, em Turuçu, a Terra da Pimenta. Já tinha envolvido a calçada e ameaçava penetrar na casa a enchente.
Pois, 10 minutos depois, a água já estava atingindo o pescoço daquela senhora, que teve de fugir às pressas, deixando o refrigerador, o televisor, o fogão, os colchões, as cobertas, os móveis todos a boiarem pelas peças. Notem a velocidade espantosa da água.
Uma tragédia que atingiu milhares de pessoas nos cinco municípios.

Em Capão do Leão, a fúria das águas atingiu a linha férrea, derrubou um trem de seus trilhos. Ao que constava ontem, o maquinista havia morrido afogado.
Na ponte sobre o Arroio Fragata, entre Pelotas e Capão do Leão, segundo narrativa de uma testemunha, três a quatro veículos, entre eles uma motocicleta, vinham pela estrada e foram acossados furiosamente pelas águas.
Os motoristas calcularam que se atingissem o vão da ponte se salvariam do outro lado.
Só que do outro lado as águas também fustigavam a estrada e a margem da ponte, ficaram encurralados.
Decidiram dramaticamente os motoristas permanecer homiziados em cima da ponte, esperando por melhor sorte.
Só que, se as águas estavam derrubando as duas margens da ponte, inevitavelmente elas acabariam também por derrubar a ponte, se ela estivesse ligada à terra pela estrada.
E tragicamente foi o que aconteceu: a ponte caiu sobre o arroio, levando juntos os passageiros dos veículos.
Até a hora que eu escrevia, ontem, tinham sido recolhidos dois cadáveres por afogamento, um casal que se refugiara dentro de um carro sobre a ponte.
A Defesa Civil estava à procura de outros cinco cadáveres, que estariam também sobre a ponte na hora da queda, inclusive o motociclista, segundo relato de uma testemunha.

Interrompeu-se completamente a ligação da Zona Sul pela BR-116, Capão do Leão ficou ilhada, somam-se aos milhares os desalojados, os desabrigados. Muitos perderam tudo com a inundação.
Como poderia furtar-me, não fosse pelo jornalismo seria pela compaixão, de voltar minha atenção para o drama grave de tantos conterrâneos?
Espera-se que a mesma solidariedade que os gaúchos tiveram recentemente com os catarinenses flagelados se verifique novamente com envio de alimentos, roupas, colchões, cobertas e outros itens para as localidades atingidas.
É muito triste e respeitável a dor dos gaúchos atingidos por esta inundação.
Estendamos as mãos a eles nesta hora.

Antonia Berchon des Essarts Sampaio





Antonia Berchon des Essarts Carvalho, nasceu em 28 de fevereiro de 19l8, na Estância Santo Antônio, hoje município do Capão do Leão. Filha de Jayme de Carvalho e Vera Chaves des Essarts Carvalho, estudou no colégio Felix da Cunha de Pelotas e com onze anos foi para Paris com seu avô. De volta ao Brasil, morou no Rio de Janeiro onde fez o curso de Assistente Social, com prática na escola Ana Nery. Casou com Luiz Raphael de Oliveira Sampaio, nascido em Londres e tiveram três filhas, Maria Rita, Rosa May e Anna Luiza e nove netos.
Durante o tempo em que ainda estava no Rio de Janeiro, participou de inúmeras atividades sociais e culturais de Pelotas, trazendo companhias de ballet cariocas, despertando assim, o gosto pela dança na cidade, revertendo a renda para a Santa Casa de Pelotas. Mais tarde, preocupada com o mau estado dos lindos prédios de Pelotas, trouxe novamente um grande espetáculo de ballet com bailarinos do Teatro Municipal, promovendo assim a reforma do casarão número 06 da Praça Col. Pedro Osório. Com ajuda da filha Maria Rita, que tinha  relações em Brasília, conseguiu o tombamento dos três prédios da Praça e do Teatro Sete de Abril. Também por suas amizades, conseguiu o acervo de roupas antigas para fazer o Museu da Baronesa.
Após ficar viúva, volta à Pelotas em 1970, para assumir suas propriedades, e assim inicia sua atividade rural, cuja presença feminina era rara. Continua com a criação da Raça Devon introduzida no Brasil por Assis Brasil e seu avô Edmundo Berchon, fazendo um grande trabalho de melhoramento genético. Em 1986 tornou-se a maior criadora de Devon do mundo.
Em 1982, divide a administração das Estâncias, com sua filha Anna Luiza, formada engenharia agrônoma, pela Universidade Federal de Pelotas, e mais recentemente em 1994, tornaram-se franqueados do Projeto Montana, incrementando à produção de touros.

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