quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Sobrenomes Senegaleses - Parte 05

 



Sobrenomes da etnia Mandingo. Inclui os grupos Sarakolés, Soninkés, Bambaras, Socés e Malinkés.

Aïdara

Bathily

Bayo

Camara

Cissé

Cissoko

Coulibaly

Dabo

Demba

Doumbia

Doumbouya

Diabang

Diabira

Diagana

Diakhaby

Diakhaté

Diakité

Dansokho

Diakho

Diarra

Diawara

Dibané

Djimera

Drame

Doucouré

Fadiga

Faty

Fofana

Gakou

Gandega

Gassama

Kanté

Kanouté

Kébé

Keïta

Koïta

Konaté

Koroboume

Marega

Niangane

Sabaly

Sadio

Sakho

Samassa

Sané

Sawane

Sidibé

Sissoko

Soukho

Soumaré

Tamba

Tambadou

Tambedou

Tandia

Tandian

Tandjigora

Timera

Traoré

Touré

Wagué

Yatéra

Sobrenomes da etnia Mankagne

Bacourine

Badiete

Bakilane

Baloucoune

Bampoky

Bandagny

Bandiacky

Banko

Baraye

Baathé

Boissy

Cabateau

Campal

Damany

Diompy

Dionou

Dupa

Kabely

Kadiagal

Kadionane

Kagnaly

Kaly

Kanfany

Kanfome

Kanfoudy

Kanpintane

Kantoussan

Kassoka

Kayounga

Keny

Malack

Malele

Maleumane

Malomar

Malou

Mandika

Mandiouban

Mancabou

Mancore

Mandiamé

Manel

Mansall

Manta

Mantanne

Maty

M'bampassy

Médou

Minkette

M'pamy

Nabaline

Nadiack

Nakouye

Namatane

Nankasse

Nanssalan

Napel

Nataye

Nawoutane

Ndecky

Ndeye

Ndione

Ndô

Ndouikane

Niouky

Ntab

Nzale

Oudiane

Panduppy

Samy

Sanka

Fonte: https://www.planete-senegal.com/


terça-feira, 29 de novembro de 2022

Sobrenomes Senegaleses - Parte 04

 



Sobrenomes da etnia Bassari. Obs.: sobrenomes bassari são sempre metonímicos, isto é, se referem à característica pessoal ou ocupação.

Boubane

Bonang

Bianquinch

Bindian

Bendian

Bangonine

Bapinye

Bidiar

Bangar

Biès

Sobrenomes da etnia Wolof

Boya

Cobar

Demba

Dembelé

Diack

Diarra

Diaw

Dieng

Diong

Diop

Fall

Gning

Guène

Hanne

Kane

Kassé

Lèye

Loum

Marone

Mbacké

Mbathié

Mbaye

Mbengue

Mbodj

Mbodji

Mboup

Mbow

Ndao

Ndaw

Nder

Ndiaye

Ndiongue

Ndour

Nger

Niane

Niang

Niass

Niasse

Seck

Sock

Taye

Thiam

Thiongane

Wade

Fonte: https://www.planete-senegal.com/



segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Sobrenomes Senegaleses - Parte 03

 



Sobrenomes da etnia Manjak

Badji

Gomis

Mané

Vieira (de origem portuguesa)

Carvalho (de origem portuguesa)

Mendy

Mané

Preira (de origem portuguesa)

Correia

Basse

Sylva (de origem portuguesa)

Da Sylva (de origem portuguesa)

Fernandez (de origem portuguesa)

Da Costa (de origem portuguesa)

Tacky

Thialla

Lellou

Bathia

Thiabou

Fickou

Tièna

Lepeur

Yinghou

Thienty

Dollé

Ndongane

Kalela

Thiangou

Yankaty

Sobrenomes da etnia Darmanko

Amar

Babou

Diagne

Diakhoumpa

Goumbala

Saady

Sabara

Sougou

Sougoufara

Tandine

Tandini

Touré

Sobrenomes da etnia Lebou

Bakhoum

Diop

Diagne

Gaye

Gueye

Ndoye

Ndiour

Ndir

Samb

Sobrenomes da etnia Balanta

Sadio

Vieira (de origem portuguesa)

Lopez (de origem portuguesa)

Marques (de origem portuguesa)

Yalla

Preira (de origem portuguesa)

Fonte: https://www.planete-senegal.com/

domingo, 27 de novembro de 2022

Sobrenomes Senegaleses - Parte 02



 Sobrenomes da etnia Haal Pulaar, incluindo os grupos minoritários Peulh e Toucouleur.

Aïdara

Athie

Aw

Ba

Baby

Baldé

Barro

Barry

Bathily

Boussou

Camara

Cissé

Deme

Dia

Diamanka

Diallo

Diao

Diaw

Dimé

Fassa

Fofana

Gadio

Galadio

Goloko

Kane

Maal

M'bow

Lo

Ly

Sall

Seydi

Sow

Sy

Sylla

Tall

Thiam

Wane

Wath

Wone

Yock

Sobrenomes da etnia Baïnouk.

Badjinka

Coly

Diandy

Djighaly

Dioma

Diendiame

Nango

Fonte: https://www.planete-senegal.com/


sábado, 26 de novembro de 2022

Sobrenomes Senegaleses - Parte 01

 



Sobrenomes da etnia Diola são comumente associados também à etnia Baïnouk.

Badgi

Badiane

Badiatte

Badji

Biagui

Bassène

Bodian

Coly

Diamacune

Diatta

Diadhiou

Diédhiou

Diémé

Djiba

Ehemba

Goudiaby

Himbane

Mané

Manga

Sagna

Sambou

Sané

Sonko

Tamba

Tendeng

Sobrenomes da etnia Seridor

Badiane

Bop

Diaher

Diène

Dieye

Dioh

Diome

Dione

Diong

Dior

Diouf

Dogue

Faye

Kital

Kitane

Mbaye

Mbengue

Ndiaye

Ndiolène

Ndione

Ndong

Ndour

Ngom

Niane

Pouye

Sagne

Sarr

Seck

Sene

Senghor

Seye

Thiandoum

Thiaw

Thiombane

Thione

Tine

Youm

Fonte: https://www.planete-senegal.com/

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Sobrenome Segitara



Sobrenome brasileiro que significa carregador. É de origem tupi-guarani. A forma Cegitara também é encontrada. 

Sobrenome Cuiabá

 



Sobrenome brasileiro que embora faça alusão precipitada à importada cidade capital do Mato Grosso, provavelmente tenha origem no Nordeste Brasileiro, no período pós Independência. Significa aquele que faz farinha ou homem que produz farinha (de mandioca).

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Sobrenome Camocim



Sobrenome brasileiro de origem tupi-guarani que designa um tipo de vaso d'água. Estudos indicam sua origem no Nordeste Brasileiro, tendo surgido aproximadamente na primeira metade do século XIX. 

Sobrenome Içabara



Sobrenome brasileira, aliteração do termo foneticamente mais correto Eçabara (que também pode aparecer como alcunha familiar). De origem tupi-guarani, significa buscador, aquele que procura.
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Banda Prize

 



A nova geração do rock porto-alegrense estará representada hoje na Casa da Cultura com a apresentação do show da banda Prize. O show inicia às 21 horas, com a promessa de muita luz, muito som e muitas surpresas. A banda Prize faz um rock pesado e dançante, com a pretensão de misturar Stones e Van Halen.

A Prize é formada por Cláudio Mattos (bateria), Solon Coelho (baixo) e Eduardo Leindecker (guitarra). Nos próximos dias, eles começam a gravar e sua participação do disco Rock Garagem II, que a gravadora caxiense ACIT vai lançar até o final do ano.

Os ingressos para a apresentação estão à venda na bilheteria da Casa da Cultura, ao preço único de Cr$ 8.000. A produção é de Rocha Netto e o patrocínio de Dedão Surf Shop e do futuro Adrenalina Vídeo Bar.

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), 07 de Setembro de 1985, pág. 03

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Maria Eulalia Siacaluga



"Finou-se hontem n'esta capital a exma. sra. d. Maria Eulalia Siacaluga, de 73 annos de idade, viuva, e tia do nosso amigo dr. Plinio Casado, a quem apresentamos pezames."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 02 de Março de 1894, pág. 02, col. 02

Raphael Figueiró de Castro



"Terça-feira ultimo finou-o n'esta capital o cidadão Raphael Figueiró de Castro, que occupava o lugar de conductor de bonds da Companhia de Carris.

✤✤✤✤✤

O dr. Jayme de Almeida Couto, medico muito conhecido n'esta capital, onde clinicou e exerceu varios cargos publicos, succumbiu a uma lesão cardiaca, no Rio Grande, a 9 do corrente.

O morto, que contava cerca de 60 annos de idade e a cuja exma. familia apresentamos os nossos pesames, era irmão do capitão Almeida Couto e cunhado do desembargador Bernardo Dias de Castro Sobrinho."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 13 de Abril de 1894, pág. 02, col. 04

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Sobrenome Camury



 Camury, Camuri, Kamury ou Kamuri são sobrenomes de origem brasileira que se referem a uma espécie de peixe robalo. Não há dados suficientes sobre sua origem geográfica e temporal.

Sobrenome Eçaraia



Significa esquecido, coisa que foi tomada pelo esquecimento. É de origem indígena, sendo um sobrenome genuinamente brasileiro. 

domingo, 20 de novembro de 2022

Joaquim Pedro de Almeida



"Falleceu hoje n'esta capital o nosso co-religionario capitão Joaquim Pedro de Almeida, chefe da secção aposentado da antiga secretaria do governo.

Contava 66 annos de idade e era tio do nosso co-religionario Sebastião Alcibiades de Almeida, guarda da alfandega.

Assistiu á rendição da Uruguayana e era condecorado com os habitos de Aviz e da Rosa.

As cerimonias da encommendação celebram-se amanhã, na igreja do Rosario, saindo o feretro ás 8 horas da manhã no predio n. 2 da rua General Lima e Silva.

Pezames."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 05 de Janeiro de 1895, pág. 02, col. 03

Maria Lafourcad



"Na Uruguayana falleceram:

D. Maria Porfiria Pinto Cypriano, consorte do sr. Francisco de Paula Cypriano.

O sr. Victor Barbat, de 68 annos de idade.

D. Maria Lafourcad, esposa do sr. Pedro Lafourcad e que ali vivia ha mais de 30 annos."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 10 de Abril de 1894, pág. 02, col. 02

sábado, 19 de novembro de 2022

Sobrenome Bocaiúva



Sobrenome brasileiro, provavelmente originado no período pós Independência.  Designa um tipo de palmeira.

Sobrenome Cauã

 



Cauã, Kauã, Cauan, Kauan, Acauã, Acauan, Akauã e Akauan são sobrenomes brasileiros verificados já no início do século XX e que correspondem a uma espécie de falcão da avifauna nacional. A etimologia é tupi-guarani.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Garotos da Rua

 



A efervescência musical em Porto Alegre durante o ano passado foi muito grande. Entre as muitas novidades que surgiram, uma banda de rock and roll de nome Garotos da Rua foi a que mais despertou a atenção do público jovem gaúcho. O grupo conseguiu um feito inédito: com apenas uma fita-demonstração de ensaio, foi um dos maiores sucessos em execução nas rádios FM, com a música "Sabe o que Acontece Comigo?"

Garotos da Rua, que tem apenas um ano de trabalho, é formado por Bebeco Garcia, 27 anos (guitarra solo e vocais), Justino Vasconcelos, 22 anos (guitarra base e vocais), Geraldo Freitas, 20 anos (baixo), Ricardo Cordeiro, 27 anos (saxofone), e Edinho Galhardi, 26 anos (bateria e vocais). Na definição deles próprios, "o grupo é um banda de ataque rápido que toca explicitamente rock and roll de uma maneira simples e direta, com único objetivo: comunicar-se com o público, passando a idéia do que sentem no momento".

A maior característica do grupo é o ritmo simples do rock básico bem feito e bem acabado, apesar do pouco tempo de estrada, com letras sensuais e cheias de humor que representam o cotidiano vivido/sonhado por boa parte das turmas de esquina e de colégio.

Em seu compacto de estréia, os Garotos vêm com duas músicas fortíssimas, que já são uma consagração em seus shows: no lado A, "Programa", um rock cheio de sol feito especialmente para o Verão; e no lado, "Sabe o que Acontece Comigo?" o rock das meninas de Porto Alegre.

Fonte: O PIONEIRO (Caxias do Sul/RS), 22 de Agosto de 1985, 2o. Caderno, pág. 01

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Sobrenome Coriolano



O sobrenome Coriolano pode ser um sobrenome português em determinadas linhagens, mas o referido aqui nesta postagem é brasileiro e possui origem geográfica e temporal identificada.

Na Fazenda de Santa Maria, no nordeste da Bahia, viveu o Major Coriolano José Mendes (1811-1879), que teve como filhos Paulo, Antônio, Basílio, Raymundo, Vencesláo [sic] e Coriolano José Filho. Por questão de disputa de herança e fundiária, os irmãos resolveram incorporar o nome do pai como sobrenome para distinção jurídica. O caso é documentado na Folha da Noite, de 11 de dezembro de 1881.

Sobrenome Cururupeba



Sobrenome brasileiro de origem tupi-guarani que faz alusão a uma espécie de sapo da fauna nacional que tem a aparência de um "sapo chato". Já é verificado no Ceará no século XIX. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Sobrenome Essaí



Sobrenome brasileiro que significa risonho, alegre. É de origem indígena.
 No século XIX, é percebido a forma ESSAHY.

Sobrenome Birigui



Sobrenome brasileiro de origem tupi-guarani que corresponde a uma espécie comum de mosquito no centro-sul do Brasil. O mais antigo registro conhecido se encontra com Antônio Maria Birigui, verificado em São Paulo em 1878. 

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Sobrenome Curupira



Sobrenome brasileiro de origem indígena, aglutinação dos termos tupi-guaranis curu[min] e pira que significa corpo de menino, aquele ou aquilo que tem corpo de menino, criança, por extensão, ser de tamanho diminuto. 

Sobrenome Ecomonhanga



Sobrenome brasileiro de origem tupi-guarani que significa governador, líder, chefe. Também aparece como nome próprio masculino. 

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Sobrenome Panten



 Sobrenome toponímico alemão relacionado a três lugares na Europa:

1. Panten, uma cidade no distrito de Lauenburg, estado alemão de Schleswig-Holstein.

2. Panten, uma antiga aldeia alemã no distrito de Liegnitz, Silésia, Polônia. Atualmente município de Gmina Kunice, na Polônia.

3. Pantene - localidade extinta localizada outrora no atual território de Mazsalaca, Letônia.

Panten também significa calça em alemão, porém a etimologia deste sobrenome é diversa. O termo panten provém do termo italiano pantalone ou pantaleone - palavra originária de um personagem da Commedia Dell'Arte que serviu para designar um tipo de calça, principalmente a partir do século XVI. Porém, o Panten toponímico é anterior, verificado seguramente desde o século XIV.

Sobrenome Feigenbaum



FEIGENBAUM, FIEGENBAUM, FIEGEBAUM - sobrenome que significa figueira (Ficus carica). É um sobrenome com duas origens distintas: a primeira de uma família de comerciante judaicos da Baixa Saxônia, estabelecida por volta do século XVI, que teve ramificações posteriores na Francônia e em Amsterdam, e mais tarde na região de Berlim; a segunda de uma família de cavaleiros cristãos (cuja origem da alcunha é diversa da primeira) citada nas listas nobiliárquicas do Grão-Ducado do Hesse no século XVIII.

Depende de uma pesquisa genealógica para estabelecer de qual origem procede. Porém, historicamente, a vertente judaica foi mais prolífica. 

Missões Jesuíticas no Brasil

 



O dia em uma missão jesuítica começava com o toque do sino. Cada morador fazia sua oração individualmente. Por volta das 7h, já estavam todos participando da missa, com as crianças cantando hinos. Minutos antes, o sino do campanário da igreja convocava a cidade a se dirigir à praça central, local onde aconteciam os jogos, os julgamentos, as reuniões políticas, as apresentações de teatro e as procissões religiosas. O café da manhã era distribuído. Se havia mortos para enterrar e doentes para visitar, essas atividades ocupavam a faixa das 8h.

Na sequência começavam os expedientes para os adultos e as aulas para as crianças. Os trabalhadores andavam em procissão, que atravessava o vilarejo e deixava os indígenas em cada um de seus postos, até que o padre e os cantores voltavam sozinhos. Ao meio-dia, o Angelus e uma refeição eram seguidos por uma sesta de uma hora, depois da qual o trabalho era retomado até as 16h. Chegava então o momento da ceia, da oração do rosário e do sono. Antes mesmo das 20h, todos já estavam recolhidos e as luzes, apagadas.

O expediente de trabalho na área comum, chamada tupamba'e, durava seis horas, dois dias por semana. Nos demais dias, o indígena podia plantar na porção de terra de sua própria família, a avamba'e. Não havia dinheiro nas missões: a moeda de troca podia ser milho, mel ou fumo, dependendo da região e da época do ano. As missões exportavam esculturas, violinos, tecidos, frutas e couro. Compravam ferramentas, sal, livros e papel. Quanto a população era insuficiente para produzir alimentos, as aldeias contavam com fazendas paralelas, mantidas com escravos negros.

Nos séculos XVII e XVIII, ao sul da América Latina, o conceito de aldeia indígena seria aplicado com tamanha radicalidade que passaria a ganhar um nome específico: reducciones, em espanhol, ou missões, em português. Organizadas como cidades de coabitação entre religiosos e indígenas, chegariam ao ponto de organizar exércitos para impedir a invasão de colonos em busca de escravos entre os moradores.

As missões formariam uma das experiências mais interessantes de tudo o que se viu em termos de colonização nos últimos séculos. Importantes cidades gaúchas são resultado desse experimento, realizado na faixa de terra que engloba partes dos atuais Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai e os estados brasileiros de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Era espantoso: grupos de brancos, com motivações religiosas, reuniam habitantes locais para formar cidades ao estilo ocidental, mas com gestão delegada para os próprios indígenas. Os padres não abriam mão do controle sobre as missões, é claro. E, como de costume, exigiam que os nativos abandonassem antigos hábitos envolvendo bebidas, poligamia e consulta a xamãs. Mas a administração do dia a dia era delegada a um conselho de notáveis, formado por indígenas cristãos, trabalhadores, vestidos e alfabetizados. No auge, ao fim do século XVII e somando todas as mais de quarenta missões, mais de 150 mil pessoas participariam simultaneamente desse modelo de gestão, a maioria da etnia guarani.

Vindos da Amazônia 2 mil anos antes, os guaranis eram um povo seminômade, que passava no máximo sete anos num determinado lote de terra até exauri-la com a agricultura. Raramente usavam roupas, sobretudo os homens, e seguiam a divisão de tarefas tradicional, com homens cuidando de caça e pesca e as mulheres de todo o resto. Produziam cerâmica e armas com pedra e lascas de arenitos.

No contato com os missionários, eles reagiram bem. De maneira geral, aceitaram adaptar seu estilo de vida e se mostraram interessados na proteção que os jesuítas ajudariam a proporcionar. Os religiosos, por sua vez, seguiam a estratégia de aceitação extremamente respeitosa de alguns costumes locais.

O conselho de líderes era eleito todos os anos. Formado por índios gestores e representantes dos diferentes bairros da missão era comandado pelo parokaitara, cargo normalmente ocupado pelo cacique - dentro da burocracia dos espanhóis, era uma espécie de prefeito que respondia ao governador da província, este, sim, um espanhol, sobre o andamento dos trabalhos. O parokaitara tinha dois assessores diretos, os ivírayucu. Durante as missas e as celebrações, os três tinham o direito de sentar em lugares de destaque na igreja.

Os jesuítas costumavam assumir o controle sobre o poder judiciário, mas não tomavam decisões sobre as punições sem consultar o juiz eleito para mandatos atuais, um índio conhecido como alguacil. O exílio era a pena máxima, ainda que raramente aplicada. O mais comum era a determinação de castigos leves, geralmente punições físicas, executada por índios selecionados para a tarefa.

O serviço de saúde era eficiente: enfermeiras índias, ensinadas pelos padres, tinham o conhecimento básico para identificar sintomas e prestar atendimento de emergência. Em casos mais graves, em especial durante as epidemias, as profissionais de saúde procuravam os religiosos para que ninguém morresse sem receber a extrema-unção. Os milagres ajudavam, pois muitos índios relatavam sonhos com Santo Inácio, nos quais ele reclamava dos hábitos alimentares da pessoa e dava broncas do gênero: "Vocês comem tudo o que encontram pela frente! Por isso estão enfermos!".

Sobre quem falecia, os jesuítas diziam que, haviam encontrado Yvy Marã-ey, a terra sem mal, lugar que, segundo os guaranis, era o país sem tristeza, sem calor exagerado nem frio insuportável, onde tudo era ameno e tranquilo e as famílias admiravam ancestrais de passado supostamente glorioso. Em sonhos, os índios relatavam ver exatamente isto, o paraíso em forma de floresta sem ameaças. Ou, pelo contrário, diziam-se perseguidos por um inferno ocupado por serpentes e onças.

A educação era importantíssima, e os jesuítas treinavam professores entre os índios. Como geralmente viviam nas missões em duplas, com visitação ocasionais de colegas e superiores da ordem, os religiosos só davam conta de lecionar religião. As aulas eram ministradas no idioma local, em geral a língua guarani, e raras vezes em espanhol. Meninos e meninas eram separados em salas diferentes.

As missões seguiam um traçado urbanístico padrão: uma praça central reunia o cemitério, a escola, a igreja, e o hospital, as janelas sempre voltadas para a praça, onde se encontravam uma cruz e uma estátua do santo padroeiro da cidadezinha em questão. As casas, normalmente construídas de madeira, mas às vezes também de pedra, ficavam distribuídas em torno da praça, com quartos agrupados ao redor de varandas comunitárias.

Nos limites das cidades, que geralmente eram muradas, criava-se gado e plantavam-se pomares, cana-de-açúcar, tabaco, algodão e erva-mate, boa parte desses produtos para exportação. Havia índios treinados para serem tecelões e ferreiros, produzindo armas, arados de ferro e roupas. As missões maiores contavam ainda com silvícolas treinados para fabricar chapéus ou barcos, músicos, pintores e especializados na produção e cópia de livros manuscritos. Para clarear as edificações, uma argila esbranquiçada era usada como cobertura das paredes externas.

Havia pontes, canais e fontes de água em quantidades incomuns até mesmo em cidades europeias de porte semelhante. E também silos, depósitos e casas construídas para abrigar as viúvas. Os órfãos eram encaminhados para novas famílias, que se organizavam segundo os moldes de pai, mãe e filhos, não mais na vasta reunião de parentes e esposas em ocas únicas de grandes proporções.

As igrejas eram decoradas seguindo um estilo barroco, com esculturas feitas de madeiras de diferentes cores e texturas, reunidas na mesma imagem, e com pinturas a óleo em tela. Os relevos em arenito reproduziam cenas da Bíblia ou animais importantes para as tradições dos silvícolas.

Fonte: CORDEIRO, Tiago. A grande aventura dos jesuítas no Brasil. São Paulo: Planeta, 2016, pág. 158-164.

domingo, 13 de novembro de 2022

Dois pilotos brasileiros ao lado do Eixo

 



A saga do brasileiros nos céus da Europa inclui outros casos pouco conhecidos.

Ninguém poderia acreditar que um brasileiro se tornou um ás da Luftwaffe, mas esse foi o caso de Egon Albrecht-Lemke. Curitibano descendente de alemães, Albrecht-Lemke foi um exemplo da mobilização que os nazistas empreenderam ao redor do mundo, convocando cidadãos do Reich para que atendessem os apelos de Hitler.

Muitos homens e mulheres alemães, ou seus descendentes, rumaram para a Alemanha e se juntaram aos esforços para servir à "pátria-mãe". Como o partido nazista no Brasil era o maior fora da Alemanha, não foi de estranhar que Albrecht-Lemke viajasse para lá nos anos 1930 para se juntar à juventude hitlerista. Mais tarde, tornou-se piloto de caça e participou das ações da Luftwaffe na Europa, já com seus vinte e poucos anos, em 1940.

Ele participou das grandes invasões nazistas aos Países Baixos, à França e da Batalha da Inglaterra. Depois, foi transferido para a frente russa, onde abateu 15 aviões. Recebeu várias decorações, foi promovido a capitão e chefe de esquadrilha. Voltou à França no final de 1943. Em seguida, seria encaminhado para a defesa da Áustria, no início de 1944, alvo das esquadrilhas de bombardeiros Aliadas que partiam da Itália. Por pouco os dois brasileiros antagonistas não se cruzaram sobre o céu italiano.

Pelas suas qualidades, foi condecorado com a diferenciada Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro. Com o grande número de baixas em combate e as dificuldades surgidas na reposição dos pilotos da Luftwaffe, muitos eram forçados a voar em inúmeras missões, quando abatiam aviões Aliados em grande quantidade, razão pela qual receberam várias medalhas. Albrecht-Lemke entrou para o grupo restrito de aviadores que receberam a alta condecoração alemã, depois de abater 25 aviões inimigos.

Servindo de modelo para a propaganda nazista, apareceu em fotos ao lado de grandes ases alemães, como Adolf Galand e Walter Krupinski. Seguindo a elevada estatística de baixas que acompanhava os pilotos alemães, também morreu em ação em 25 de agosto de 1944, o mesmo dia em que Paris foi libertada. Em sua última missão, realizada a leste de Paris, seu avião apresentou uma pane. Quando tentava regressar à base, foi atacado por aviões Aliados. Saltou de paraquedas, mas não sobreviveu. Maiores detalhes da vida desse personagem são nebulosos. Talvez o valente aviador sequer fosse considerado brasileiros pelos seus camaradas, já que havia escolhido deixar o Brasil e lutar pelo III Reich, ou nem mesmo se considerasse mais brasileiro.

Para mostrar como o destino parece brincar com as linhas da vida, houve outro aviador alemão que saiu do Brasil. Wolfgang Ortmann, nascido em São Bento do Sul, em Santa Catarina, foi parar nas esquadrilhas da Luftwaffe, e pilotou o mesmo tipo de avião - o bimotor Messerschmitt Bf-110 - no mesmo grupo e na mesma época em que Egon Albrecht-Lemke voou no front russo. Não existe nenhuma evidência de que se conheciam. Os registros da época o definiram como exímio piloto, mas, em fevereiro de 1942, Wolfgang foi vítima de um choque com outro Bf-110 de sua esquadrilha, segundo os boletins do esquadrão. Entretanto, também existem registros de um piloto russo que alegou ter abatido os dois aviões alemães em questão, na mesma data.

Fonte: BARONE, João. 1942: O Brasil e sua guerra quase desconhecida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013, pág. 183-184.

sábado, 12 de novembro de 2022

Sobrenome Spahn



SPAHN - está relacionado ao termo do alto alemão medieval "späs" que significa "lascas de madeira, felpas, retalhos de madeira". Designa o marceneiro. Também pode ser usado figurativamente para denominar "pessoa muito magra". A forma SPAN como sobrenome aparece em 1332 e a forma SPAHN é registrada desde 1598. Neste link tem a distribuição do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Spahn_(Familienname) 

Sobrenome Zickhur



ZICKHUR - é a forma prussiana para o primeiro nome masculino escandinavo Sigurd (a forma alemã correspondente é Siegfried ou Siegwart), cuja tradução mais próxima seria "destino vitorioso". Zickhur portanto é um sobrenome patronímico.


Fonte: BIBIOGRAFIA BALTISTICA, V.I, XL, 2, 1983, p.151. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Sobrenome Stipp



STIPP - o termo isoladamente em alemão quer dizer "cisco". Porém, pode ser uma variação ortográfica do vocábulo "stippe" que significa tanto "caule" ou "lábio" quanto uma espécie de refeição rala comum entre os pobres da Idade Média germânica que pode ser traduzida como "molho de carne" ou "coisa mergulhada no molho". Pode ainda ter relação com o verbo "stippen" que significa "mergulhar".


Interpretação onomástica do sobrenome: tanto no alemão quanto no holandês o termo "stip" é usado para descrever uma pessoa que possui uma marca de nascença bem visível no corpo, esta seria a interpretação. Porém, na área do baixo-alemão, existe a forma "Stippe" como um hipocorístico do nome Stephen.

Fonte das informações sobre o significado do sobrenome:

Dictionary of American Family Names. Oxford University Press, 2013.

Illustriertes Lexikon der deutschen Umgangssprache. Band 1, Klett-Verlag, 1984.

O sobrenome é mais comum no sul da Alemanha, mas ocorre também com regularidade em outras áreas e também era achado na antiga Prússia. 

Sobrenome Fresse



FRESSE, FRESE - é uma variação do vocábulo padrão "friesen", encontrado tantos nos dialetos do Hesse e Turíngia para frísio, procedente da Frísia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%ADsia 

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Sobrenome Laitz



LAITZ - é uma aliteração de Leitz. Leitz quer dizer "filho de Letz" ou "filho de Leitz". Letz ou Leitz é um nome curto que existiu na área do baixo-alemão até aproximadamente o século XVIII, depois caiu em desuso, que por sua vez, é derivado de um nome medieval mais antigo ainda que é "Letzius" ou "Lezius", que também por sua vez é uma derivação do nome latino Alexius (Alexio ou Alex em português). 

Sobrenome Müzel



MÜZEL, MUEZEL, MUZEL, MÜTZEL, MUETZEL, MUTZEL, MUTZ, MUSEL, MUTZL, MUZELL, MUZELIUS - De acordo com o Zeitspurensuche Deutschland, o termo parece derivar do termo arcaico "muozo", com correspondências no rético "muozo" ou "mozzo" e quer dizer "algo truncado", "algo curto". Por isso, pode se referir a uma característica física da pessoa. Na Suíça, tende a corresponder a "pessoa de cabelo curto", na região de Ziegenhain, no Hesse, é uma forma figurada para indicar um pastor (correlação desconhecida). Já na região de Aachen, designa um tipo de cão boiadeiro de aspecto forte e cauda curta.

Não se pode desconsiderar que o termo também possa ser usado para indicar uma característica do relevo, no sentido de denominar um lugar "curto", isto é uma ravina ou desfiladeiro, ou a encosta íngreme de uma montanha.

Também pode se referir a uma característica rural, pois encontra-se o vocábulo "mutze" na Suábia para designar o cavalo sem cauda e no Médio Elba para se referir a qualquer coisa curta, bem como na Westfália tem o significado de "aparado, truncado". Também pode indicar um ofício artesanal como padeiro (caso da Turíngia) ou ainda charcuteiro (caso do sul da Alemanha). Não se descarta que o sobrenome seja também uma derivação para uma palavra do dialeto alemânico para moleiro.

Igualmente, pode estar aparentado com o vocábulo "mauss" (rato) e indicar uma pessoa pequena ou de cabelo castanho cinza.

No "Die Deutschen Familien-Namen", admite-se também que a palavra possa estar relacionada a palavra "moita".

Como pude constatar, é um sobrenome de múltiplas interpretações, cuja raiz quer dizer "truncado, curto", porém especialmente o quê somente poderia ser esclarecido a partir da região da Alemanha ou da Europa Centro-Ocidental que a vertente da família é procedente. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Sobrenome Haupenthal



HAUPENTHAL - é um sobrenome toponímico referente ao antigo senhorio de Haupenthal, no distrito de Sankt Wendel, Sarre, Alemanha. O que encontrei sobre este nome de família é o seguinte: um nobre chamado Mattheiss Huppenthal recebeu estas terras no ano de 1661, por serviços prestados na Guerra dos Trinta Anos, e a herdade permaneceu na família até aproximadamente 1782. O nome de lugar não existe mais, mas o sobrenome sobreviveu. Atualmente, corresponderia às terras do município de Obersötern, no mesmos distritos e estados já mencionados. Huppenthal, Hupenthal, Hauppenthal, Haupenthal são termos correlatos que significam aproximadamente "vale em forma de capuz".


A maior concentração de Haupenthal é justamente na região do Sarre.

Segue o link: https://www.saarbruecker-zeitung.de/saarland/saarland/mg-namenhaupenthal-mattheiss-huppenthal-war-namensgeber_aid-386609 

Sobrenome Grupp



GRUPP - é uma forma contraída de GRUPPE, que corresponde a grupo em alemão. O significado do sobrenome, dentro de seu contexto histórico, corresponde a um soldado (ou de forma genérica um militar) que pertence a um "gruppe" (grupo). Na Idade Média e durante a Idade Moderna, uma unidade básica do Exército em regiões como Hesse, Baviera, Francônia, Baden, Áustria, Turíngia, Boêmia, etc., era o "gruppe" - conjunto de 8 a 12 soldados comandados por um sargento. Portanto, corresponde a um soldado que pertence a um "gruppe", isto é, um soldado combatente, diretamente envolvido com combates corpo a corpo. No caso, as formações em"gruppe" eram exclusivas da Infantaria.


A formação em "gruppe" também alude ao meio acadêmico, no sentido de determinar uma turma de alunos de uma faculdade ou liceu.

Concluindo, GRUPP pode tanto aludir a um soldado de infantaria, quanto a um estudante, e por fim, a um aprendiz de uma oficina artesanal. O sentido é bem amplo, mas aposto por referências bibliográficas e históricas, que se refira mais ao meio militar, por isso, um soldado de infantaria. 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Sobrenome Nick



Sobrenome patronímico curto do nome Nikolaus (Nicolau em português). Tende a ter uma etimologia germânica predominante, isto é, alemã. Porém, pode também ter uma origem holandesa, belga, francesa, dinamarquesa, boêmia, tcheca, balcânica, norte-italiana, suíça, polaca, dentre outras línguas europeias. Nick é um apelido diretamente associado ao nome Nikolaus em várias línguas. Na Alemanha é próprio das regiões setentrionais.

Sobrenome Bielemann



Bielemann, Bieleman, Biehl, Biehler, Bieler, Biehlmann, Bielmann, Bielman, Biehlman, Biele, Bielert, Billmann - conjunto de sobrenomes relacionados ao termo dialetal da região de Baden-Württemberg (e de outros falares do sul da Alemanha) para o vocábulo biehl , este por sua vez derivado do alto alemão medieval bühel que significa colina, pequena montanha, morro, morrinho, elevação leve. Portanto, "homem da colina", "morador de um colina", "morador de uma elevação" (que se destaca num relevo relativamente plano).

Em menor probabilidade, pode ser uma forma patronímica do nome arcaico Bilhard (significa machado forte), porém em desuso e raro desde o século XVII. 

Sobrenome Kunrath

 



Sobrenome patronímico do nome Kunrath ou Konrad (Conrado em português). A forma Kunrath é típica e própria das zonas do baixo-alemão - norte da Alemanha e regiões orientais do antigo Império Alemão (corresponde a territórios do atual norte da Polônia e região de Konigsberg, Rússia).

Não tende a ser judeu, pois é um nome com etimologia germânica. Porém, somente uma pesquisa genealógica pode comprovar determinada linhagem com segurança.

Sobrenome Schwengber



SCHWENGBER - é um expressão típica da Turíngia e significa literalmente "virador de cerveja", sendo por extensão, beberrão, pessoa que aprecia muito beber cerveja. 

Sobrenome Boemler



BOEMLER - é um sobrenome típico de Baden-Wurttemberg. Pode significar "boêmio", isto é, procedente da Bôemia (República Tcheca). Mas também pode estar associado ao termo "böhm" ou "boehm" que é uma forma aliterada encontrada tanto em dialetos do sul, quanto no baixo-alemão do norte, para "baum" (árvore), indicando assim um ampla gama de profissões como lenhador, silvicultor,etc., ou ainda um nome de casa. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Sobrenome Bührer



BÜHRER, BUEHRER, BÜREN, BUEREN, BÜRMANN, BUERMANN, BÜHRING, BUEHRING - do termo do alto alemão medieval "bur" que significa agricultor, camponês. Também pode estar associado ao termo medieval "buri", que significa "construtor de palhoças". 

Sobrenome Kaczor



KATSCHOR - é uma germanização do vocábulo polonês "kaczor" e significa pato ou marreco. Pode se referir a um ofício, como o criador de patos ou marrecos, ou ainda um aspecto físico-comportamental, como "alguém que tem o nariz grande", "alguém que possui uma voz aguda", ou ainda, "alguém que tem um andar característico como o de um pato ou marreco". Kaczor metaforicamente pode também indicar "alguém que é bom nadador".


Kaczor/Katschor também pode ser um toponímico relacionado à península homônima que existe na Vármia-Masúria, Polônia. 

domingo, 6 de novembro de 2022

Sobrenome Kuff



KUFF tem três acepções possíveis:


1. Uma forma no baixo alemão para "kauf" que significa "compra" e designa o pequeno comerciante varejista. Do termo latino "caupo".

2. Uma forma contraída de "Küfner" que significa fabricante de vasilhas, botijas ou mesmo um tanoeiro (fabricante de barris).

3. Um condutor de um "kuff". Kuff era uma espécie de embarcação muito usada no Mar do Norte, entre os séculos XVIII e XIX. Segue um link com imagens desta embarcação: https://www.arbeitskreis-historischer-schiffbau.de/mitglieder/modelle/kuff/ 

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