domingo, 6 de agosto de 2017

Protesto Inusitado na BR-392


No dia de hoje, domingo, 06 de Agosto, por volta de 12h40min, ao passar de carro pela rodovia BR-392 (Pelotas-Rio Grande), no trecho em que se cruza do fim do bairro Fragata em direção ao campus da Universidade Federal de Pelotas, no Capão do Leão, havia um diminuto e inusitado protesto naquele trevo. Uma faixa com os dizeres "Intervenção militar já, todo poder emana do povo" chamava a atenção dos passantes. Ao lado, um casal solitário segurava uma placa com a inscrição "Se concorda, buzine".

Curioso!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Bicicletas em Pelotas


Fonte: MAGALHÃES, Mario Osorio. História aos domingos (coletânea de artigos publicados no Diário Popular entre setembro de 2001 e setembro de 2003). Pelotas: Livraria Mundial, 2003, p. 129-132.

"O site da Caloi, na internet, conta que a história da bicicleta tem início em 1790, ano que foi criado o Celerífero, 'veículo primitivo de duas rodas, ligadas por uma ponte de madeira, em forma de cavalo, e acionadas por impulsos alternados dos pés sobre o chão'. Dois marcos da sua evolução ocorreram quase cem anos depois, em 1887, quando o irlandês James Boyd Dunlop inventou o pneu, e exatamente cem anos depois, em 1890, quando Michelin inventou o pneu desmontável. A partir daí, suas maiores modificações foram a roda livre, a tubular e o câmbio.

Em Pelotas, as primeiras bicicletas apareceram em 1885 - antes da invenção do pneu. É o que conta Matias de Albuquerque, num artigo publicado no Diário Popular de 20 de setembro de 1953.

Foram adquiridas pelo Visconde de Souza Soares, para servir de diversão a quem frequentava, sobretudo nos domingos e dias santos, as memoráveis tardes do Parque Pelotense; como não eram novas, mas já usadas, supõe-se que houvessem pertencido a algum circo de variedades, dos muitos que excursionavam pela cidade. Sua armação era metálica, as rodas, de madeira, eram chapeadas de ferro, seus pedais acionavam a roda anterior e elas tinham o comprimento de um metro e oitenta centímetros.

No ano seguinte surgiu por aqui um modelo mais elegante: o velocípede. A roda da frente tinha um metro e vinte de diâmetro, e a de trás, trinta e cinco centímetros; eram de borracha maciça. Seu pedal, ao contrário das primeiras, era na roda da frente. O usuário subia nela correndo, depois de dar impulso e apoiar-se num suporte, que havia na roda traseira. Pertencia, esta, a Bernardo da Nova Monteiro.

Dez anos depois - em 1896 - apareceram em Pelotas seis bicicletas da marca Clément, com pneus da fábrica Dunlop (portanto, nove anos depois da sua invenção). Seus proprietários: dois irmãos Leivas Leite, dois irmãos Simões Lopes, dois irmãos Souza Soares. Estes, Leopoldo e Miguel, filhos do Visconde português, dono do Parque, estudavam em Rio Grande, e faziam grande sucesso quando saíam pelas ruas da cidade vizinha, onde as bicicletas ainda não eram conhecidas. Acumulava-se gente nas portas das casas, dos bares, das lojas, dos armazéns, para admirar a novidade mas se divertir a valer, também, com a voracidade dos cães, que se atiravam às pernas desses pioneiros do ciclismo!

Em 1897, chegou aqui um modelo de outra marca, 'La Française', encomendado por Carino de Souza e acompanhado por dois trajes completos de ciclista.

Pouco depois surgiu a primeira 'tandem', ou 'dupleta', de grande comprimento e com dois selins. Era montada pelos irmãos Le Coultre, relojoeiros suíços.

A seguir, Hermann Von Huelsen, mecânico aqui estabelecido, aumentou a velocidade de sua bicicleta, adaptando a ela uma pinha e uma roda dentada bem maiores que o normal. Nesse veículo, desafiou o campeão rio-grandino da época e o venceu, em memorável corrida no Prado Pelotense. Disputou um 'match', mais tarde, com um cavalo (!), saindo igualmente vencedor.

Foi então que apareceram as outras modificações, que mencionei atrás: a roda livre, o tubular e o câmbio. Ah, e também as lanternas movidas a pilha, já que as mais antigas eram acionadas por querosene, depois por gás acetileno e, depois, por eletricidade.

Só não menciona Matias de Albuquerque, nesse artigo, que em 14 de novembro de 1897 já era fundado em Pelotas, um Clube Ciclista. Nem que o seu primeiro presidente foi J. Simões Lopes Neto, o nosso maior escritor, autor dos Contos gauchescos, das Lendas do Sul e dos Causos do Romualdo. Deixa de comentar, por isso, um desfile realizado em fevereiro de 1898, no qual se destacaram o sr. Heráclito Brusque, com 'sua custosa e elegante vestimenta, de camiseta de seda, com listras ouro e preto, calção preto e meias de seda, cores também iguais à camiseta', e o próprio capitão João Simões, que 'ostentava belíssima borboleta presa ao guidon de sua bicicleta'."

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

I Campeonato Gaúcho de Enduro Mountain Bike - Etapa Capão do Leão


Nos dias 5 e 6 de agosto, Capão do Leão sediará o 1º Campeonato Gaúcho de Enduro Mountain Bike.
O município, privilegiado pela geografia, dispõe de locais apropriados e indicados para a prática de esportes radicais e de aventura. Neste sentido, a competição, que conta com o apoio da Prefeitura, além de reunir atletas que praticam o esporte no Estado e no país, contribui com a divulgação das paisagens naturais do município, estimulando o turismo e a economia local.

No Estado este é o primeiro Campeonato nos moldes do Enduro Word Series.
A proposta desta modalidade é manter a essência do mountain bike – ciclismo de montanha – com regras e adaptações para a competição. No Enduro, os atletas se deslocam até topos de montanhas e fazem trechos cronometrados nas partes de descidas, que são longas e exigem muito da parte física do competidor.

A primeira etapa do Campeonato Gaúcho ocorreu em junho, em Nova Hartz. Capão do Leão sediará a segunda fase da competição. A etapa final acontecerá entre os dias 18 e 19 de novembro, no município de São Marcos.


Museu Carlos Ritter promove Exposição "Patrimônio e Meio Ambiente"


O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter, vinculado à Universidade Federal de Pelotas, localizado à Rua Barão de Santa Tecla n. 576, centro da mesma cidade, promove entre os dias 07 e 18 de Agosto a exposição "Patrimônio e Meio Ambiente" com uma série de atividades de educação ambiental e educação patrimonial. A entrada é franca. Visitas escolares devem ser agendadas pelo fone (53) 3222-0880.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Yolanda Huelsen Santana


Yolanda Huelsen Santana é minha falecida bisavó (1916-1981). Nascida Yolanda Von Huelsen, era filha de Wilhelm Von Huelsen, alemão migrante nascido na região da Baixa Saxônia, e sobrinha de Hermann Von Huelsen, também alemão que foi um dos pioneiros do aperfeiçoamento da bicicleta no Brasil. Atualmente, ela denomina uma rua na Vila Caruccio, bairro Fragata, Pelotas. Yolanda foi casada com Ary Francisco Dias, sendo que, desta união nasceu meu avô: Orieny Francisco Huelsen Dias. Ela ficou viúva muito jovem, em 1940, e mais tarde, veio a contrair novas núpcias com o senhor Dorothéo Santana, incorporando o nome do marido ao próprio. Abaixo segue o Decreto Legislativo no. 165/1997, de 31 de Março de 1997 que deu o nome à rua a qual ela é homenageada, juntamente com o pequeno histórico que acompanha o decreto.

"DECRETO LEGISLATIVO No. 165/97, DE 31 DE MARÇO DE 1997:

Art. 1o. - Dá o nome de Yolanda Huelsen Santana à rua 5, da Vila Caruccio, no Bairro Fragata.

Art. 2o. - Yolanda Huelsen Santana foi grande professora e sua vida direcionou-se ao magistério, na zona rural.

(...)

Nasceu em Pelotas, no dia 05 de Fevereiro de 1916. Foi professora municipal em Canguçu, Ares Alegres e Canguçu Velho, zona rural. Transferiu-se para Pelotas, onde exerceu sua profissão nas escolas João Ribeiro, no Rincão da Caneleira; José de Alencar, na Colônia do Sítio; Benjamin Manoel Amarante, na Colônia Santa Áurea; e Nossa Senhora de Lourdes, no Fragata.

Na zona rural, também serviu à comunidade com serviços de enfermagem. No município, teve que suspender as aulas, por ordem do prefeito Dr. Jayme Farias, que era médico, para atender os enfermos, na época do tifo, aplicando injeções, remédios, preparando corpos nos caixões fúnebres, sempre montada em cavalos emprestados. Foi mãe e esposa muito abnegada e amorosa, dedicada à família e à vasta amizade que conquistou em toda a sua vida.

Em 1969, foi agraciada com o Prêmio Ruy Barbosa, pelos serviços emprestados à educação, honraria concedida pelo Ministério da Educação do Governo Federal.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Leste da Prússia - origem de boa parte dos imigrantes alemães no Brasil

Antigo brasão de armas da Prússia Oriental

Fonte: CUNHA, Jorge Luiz da. Da miséria fugiam! (pelo menos a maioria). In: FISCHER, Luís Augusto & GERTZ, René E. Nós, os teuto-gaúchos. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2a. ed., p. 264-266.

"A REGIÃO ORIENTAL DA ALEMANHA

Esta região da Alemanha, formada pelas províncias prussianas de Brandemburgo, Posnânia, parte da Silésia (junto ao rio Oder), Pomerânia, Prússia Ocidental e Prússia Oriental e ainda Mecklemburgo (Schwerin e Strelitz) apresentava características diferentes das do resto da Alemanha. A ocupação alemã iniciou com as imigrações que se sucederam desde o século 15 em busca de novos territórios para a população excedente do centro e do oeste da Alemanha. A população era bem menos densa nesta parte da Alemanha, oscilando durante todo o século 19 entre 30 e 63 habitantes por quilômetro quadrado, com exceção para Brandemburgo (incluía Berlim), que alcançou cerca de 85 habitantes por quilômetro quadrado no final do século passado. Este quadro de baixa densidade demográfica explica-se pela estrutura fundiária desta parte da Alemanha, baseada nas grandes propriedades dos Junkers.

No começo do século passado, o Estado prussiano iniciou sua transição para o capitalismo. Em 1807 foi decretada a abolição definitiva da servidão camponesa na Prússia e anulado o regime de fideicomisso, buscando permitir aos grandes proprietários alienarem ou venderem parcelas de suas terras aos camponeses que nelas viviam, para que estes pudessem obter a liberdade como proprietários autônomos. Contudo, as concessões aos Junkers foram tantas que a maior parte dos camponeses perdeu a metade ou a totalidade das terras que cultivava, tendo que se submeter ao trabalho nas propriedades senhoriais ou então fugir para engrossar a massa dos deserdados das cidades industriais do oeste ou dos colonizadores nas Américas.

A emancipação dos camponeses foi acompanhada, entre 1807 e 1808, de uma reforma administrativa que revogou, ao lado da servidão camponesa, o sistema jurídico dos três estados e organizou a Prússia em Departamento, a exemplo da França. Todas essas reformas contaram com a veemente oposição dos Junkers, que derrubaram seu idealizador, Stein, quando este começou a planejar reformas que pretendiam abolir as jurisdições patrimoniais e as imunidades fiscais da nobreza. O sucessor de Stein foi Hardenberg, que se dedicou à modernização do absolutismo prussiano e da classe Junkers: em 1810 e 1816 foi implementada uma 'reforma agrária', que se pretendia complementar o edito de emancipação do ano de 1807. Com esta medida, os camponeses sofreram a espoliação econômica de cerca de 1 milhão de hectares e 260 milhões de marcas, como compensação aos seus antigos senhores pela liberdade conquistada. Além disso foram eliminadas as terras comunais (pastagens e florestas) e o sistema de cultivo em três campos. Como resultado dessas medidas, as propriedades dos Junkers aumentaram na exata proporção do crescimento de uma massa de trabalhadores rurais sem terra, impedidos de abandonarem suas regiões por ordens judiciais que os colocaram à disposição dos grandes proprietários.

As reformas de Hardenberg permitiram o acesso da burguesia à propriedade da terra e o acesso dos elementos da nobreza a profissões burguesas e tornaram livre o mercado de terras. Assim, foram eliminados os Junkers incapazes ou arruinados e substituídos pelos proprietários emancipados da burguesia - os Grobbauern -, enquanto que os Junkers que permaneceram se modernizaram e aumentaram o tamanho e a produtividade de suas propriedades. Entre 1815 e 1864 a área cultivada e a produção dobraram no Além-Elba com a utilização de trabalhadores assalariados.

Os camponeses, transformados em assalariados, se dividiram em dois grandes grupos: os moradores e os jornaleiros agrícolas, submetidos ambos a uma série de tradições e costumes feudais, que sobreviveram até o começo do século 20, e que impunham uma rígida disciplina dominal como: prisões e castigos corporais por greve ou tentativa de fuga.

Os moradores se originavam geralmente dentre os criados da casa senhorial (domésticos, cocheiros, serviçais) - funções geralmente ocupadas pelos jovens - que recebiam um salário monetário e que tinham sua manutenção garantida pela própria casa senhorial. Normalmente, quando conseguiam algum pecúlio que lhes permitia comprar uma vaca e os utensílios necessários para montar uma casa, acabavam casando e assumindo a condição mais independente de moradores.

Como morador, o antigo camponês precisava colocar o seu trabalho e o de sua mulher à disposição do proprietário e muitas vezes o trabalho de outro trabalhador dependente, principalmente no começo de seu estabelecimento como morador. Quando os filhos ultrapassavam a idade escolar, eram incorporados ao trabalho como trabalhadores dependentes ou como criados do proprietários. O morador, em alguns casos, tinha a possibilidade de arrendar parcelas de terras do proprietário, aumentando, assim, as possibilidades de ganho e poupança.

A relativa estabilidade dos moradores agrícolas na Alemanha oriental passou a ser abalada quando a produção cerealífera europeia começou a sofrer a concorrência dos cereais produzidos pelos Estados Unidos da América do Norte, justamente pelo trabalho dos imigrantes europeus. Quando se estabeleceu a crise na agricultura das grandes propriedades, houve uma tendência à substituição dos moradores por jornaleiros agrícolas, que não precisavam ser pagos nos períodos de entressafra.

Esta mudança, na composição dos trabalhadores assalariados na agricultura da região oriental da Alemanha, colocou em movimento migratório um enorme contingente populacional que buscava ocupação nas culturas temporárias de forma cada vez mais intensa na segunda metade do século 19, desembocando não raro nas indústrias urbanas, onde os salários eram melhores ou em algum porto: deslocando a esperança de uma vida melhor para a América."

terça-feira, 25 de julho de 2017

A escravidão em Pelotas


Fonte: SIMÃO, Ana Regina Falkembach. Resistência e acomodação: a escravidão urbana em Pelotas, RS (1812-1850). Passo Fundo: UPF, 2002, p. 62-63.

"Era muito grande o número de trabalhadores escravizados que trabalhavam nas indústrias do charque pelotense. Tão expressiva era a população cativa que vivia nas charqueadas que chegava a preocupar a classe senhoril, já que a concentração de trabalhadores escravizados num mesmo local poderia facilitar rebeliões. Em vários documentos da época, constata-se a inquietação da elite pelotense com relação à multidão de cativos e à possibilidade de insurreição.

Em ofício expedido pela Câmara Municipal de São Francisco de Paula, em 1835, foi relatada a apreensão que os charqueadores da vila viveram durante alguns meses de 1835. Sabe-se que, nesse ano, na cidade de Salvador, houve uma insurreição escrava, conhecida como 'Malê', que teve grande repercussão nacional. O referido documento aponta para o temor dos charqueadores em receber cativos que fossem oriundos da Bahia, pois poderiam ter estado direta ou indiretamente envolvidos na insurreição. Dizia o documento ser 'evidente que se tais escravos vieram para Pelotas seriam vendidos a maior parte para as charqueadas que existem neste município, onde contém dois a três mil cativos, quase em contato uns com os outros, pela proximidade em que se achavam ditas charqueadas, receando-se deste modo que eles venham engrossar o número dos desmoralizados, apesar do cuidado e vigilância dos donos das ditas charqueadas (...)'.

Na primeira metade do século XIX, 'a charqueada trouxe não apenas a riqueza, mas o adensamento populacional, pois cada grande estabelecimento contava, pelo menos, com mais de cem pessoas'. À medida que o número de trabalhadores livres e escravizados da indústria saladeiril aumentou, o desenvolvimento urbano sofreu impulso correspondente. Em verdade, com o desenvolvimento das charqueadas, vários moradores da região que enriqueceram com o comércio do charque construíram luxuosas casas na nascente cidade, onde residiam sobretudo na entressafra charqueadora. O espaço urbano tornou-se, assim, local de sociabilidade, de eventos culturais e, sobretudo, de prestação de serviços para as comunidades das vizinhanças.

Se a sofisticação e a elegância foram características do cotidiano das população senhoriais de Pelotas do século XIX, não se pode dizer o mesmo quanto às condições de vida e de trabalho dos cativos da região, sobretudo nas charqueadas.

Em 1820, ao visitar São Francisco de Paula, Saint-Hilaire relatou: 'Nas charqueadas os negros são tratados com muito rigor. O Sr. Chaves é considerado um dos charqueadores mais humanos, no entanto ele e sua mulher só falam a seus escravos com extrema severidade, e estes parecem tremer diante de seus patrões (...)'. O viajante francês disse ainda: 'A Dona (...) me cumulou de gentilezas até o último instante. Porém, esta mulher, que me parecia tão boa e meiga, apenas voltava ao interior da casa, e eu já ouvia gritar a plenos pulmões e maltratar suas escravas'. Para Nicolau Dreys, 'uma charqueada bem administrada era um estabelecimento penitenciário'.

Pelotas foi, definitivamente, produto da produção charqueadora. Eduardo Arriada lembra: '(...) enquanto não houve o surgimento e estruturação das charqueadas na região de Pelotas, não ocorreu o menor vestígio de um esboço de urbanização, esta só foi aparecer depois de criadas as condições socioeconômicas, fruto do mundo do charque'.

Nos próprios rigores da vida servil a que estavam sujeitos os trabalhadores escravizados na produção charqueadora e urbana e das possibilidades ensejadas sobretudo por um trabalho ou habilidades especializada, nascia o desejo de alcançar a alforria, tema de nosso próximo capítulo." 



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...