sábado, 24 de outubro de 2015

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 1


1. Müller:  sobrenome mais comum da língua alemã em todo o mundo, sendo que, somente na Alemanha, corresponde a cerca 1,5% da população. Seu significado é moleiro, isto é, trabalhador ou dono de moinho. A origem remonta a Idade Média e quase todo o burgo medieval do antigo Sacro Império Romano-Germânico possuía pelo menos um habitante Müller. 
Variantes:
Mahler (moagem) - mais comum na Áustria.
Mahlmann, Mallmann - literalmente "homem do moinho".
Meller - palavra do baixo-alemão com o mesmo significado.
Meulenaers, Meuleneers - variante na língua flamenga (belga).
Meuleners - variante na língua holandesa.
Meunier - variante na língua francesa.
Miller - variante na língua bávara, da Bavária, sul da Alemanha.
Mlynk - variante na língua sérvia.
Moeller - variante no baixo-alemão, mais comum no norte da Alemanha.
Molenaar - variante na língua holandesa, todavia mais comum na Renânia.
Molitor - é a versão em latim do sobrenome, todavia surgiu no século XVI na região da Bavária, em torno de Munique, sendo usado por uma importante família nobre.
Mölleman - variante comum na Suábia, região alemã.
Moller - variante comum no sul da Alemanha.
Möller - outra variante comum no sul e centro da Alemanha.
Møller, Møllers - variante na língua dinamarquesa.
Molnar - variante na língua húngara.
Möllmann, Mueller, Mühlemann, Mühler, Mühlmann, Muller, Müllner, Myller, Miller - variantes muito provavelmente por aliteração na grafia ou transposição para dialetos locais.
Mulder, Mulders - variante na língua holandesa, comum no interior da Holanda.
Mulerius - versão latinizada surgida em Groeningen, Holanda no século XVII.

2. Schmidt: sobrenome cujo significado é ferreiro. Origem medieval e tal como Müller é poligenético, já que diz respeito a uma profissão. 
Variantes:
Schmitt - variante do norte da Alemanha.
Schmitz - variante do leste da Alemanha e Europa Central.
Schmid, Schmidl, Schmidli - variantes comuns na Renânia, Hesse e Palatinado.
Schmidtke - variante comum na Pomerânia e Mecklemburgo.
Smid, Smidt - variante de uma família tradicional de Bremen.

3. Schneider: o significado literal é cortador, mas a palavra em sentido amplo quer dizer alfaiate. Sobrenome poligenético.
Variantes:
Schneiders, Schneyder, Schneiter - variantes mais comuns e que são encontradas em quase toda a Alemanha, com exceção do estados do norte.
Schnider, Schnyder - variantes na Suíça.
Snider, Snyder, Snaijder, Sneijder - variantes imprecisas pois podem aparecer em variantes da língua inglesa medieval como da língua holandesa. Todavia, estão mais intimamente relacionados aos Países Baixos.
Sznajder - variante na língua polonesa.
Schröder, Schroeder, Schrader - variantes próprias do norte da Alemanha.

4. Fischer: sobrenome poligenético que significa pescador.
Variantes:
Fisher - variante na língua inglesa.
Visser - variante na língua holandesa.
Fischler, Fischl - variantes comuns na Áustria.
Vischer - variante comum na Suíça.
Fischers - variante no plural.
Fischl - variante na língua iídiche (judeu alemão), mas sem precisão, pois indica uma localidade próxima a Jenbach, Tirol, Áustria. Por isso pode haver dois sobrenomes homônimos "Fischl" mas com origens distintas.
Fischel - variante no alto-alemão, mas sem precisão, pois historicamente "Fischel" também é uma antiga medida de volume para grãos comum no cantão de Valais, Suíça.
Fischle - variante na língua suábia.
Fischmann, Fischman, Fishman, Fiszman - variantes comuns no oeste e norte da Alemanha.

5. Weber: sobrenome poligenético que significa tecelão.
Variantes:
Textor - variante em latim que aparece no século XVI no Hesse e Turíngia.
Waeber - variante comum na Suíça.
Weeber - variante comum no sul da Alemanha.
Von Weber - família nobre da Bavária com origens no século XV.
Wefer - variante comum na região de Bremen.
Wefers - variante com origem na Westfália.
Wever - variante encontrada entre os nobres do antigo Reino da Prússia.
Webster - é a palavra tecelão na língua inglesa. Entretanto, teoricamente pode ter raízes germânicas em alguns casos, pois tanto "webster" quanto "weber" derivam do saxão webbestre, sendo já documentado no século X.

6. Meyer: sobrenome poligenético que significa aproximadamente prefeito ou governador de uma vila, burgo, cidade ou ainda líder local de um povoado. A origem remonta a palavra latina magnus que significa "grande, maior". Os romanos já na Antiguidade Tardia se referiam assim aos chefes tribais bárbaros germânicos ou mesmo celtas romanizados. No século V, os saxões já usam o termo maire. No alemão medieval do século XI, há o termo meiger com o mesmo significado. A partir do século XII, o sobrenome já aparece com mais frequência, ora indicando a profissão, ora como patronímico. O sobrenome e suas variantes são frequentes no norte e noroeste da Alemanha.
Variantes:
Mayer, Maier, Meier, Mair, Meyers, Meiers - variantes com o mesmo significado.
Meir - variante do iídiche.
Meijer - variante na língua holandesa.

7. Wagner: sobrenome poligenético que remete a uma antiga profissão da Europa Medieval que literalmente pode ser entendida como fabricante de carros. O fabricante de carros medieval seria um profissional especializado na confecção de veículos agrícolas de qualquer natureza, comumente carroças, charretes, pequenos coches, seja para transporte ou para trabalho. Em alguns casos, o fabricante de carros podia ser especializado somente na manutenção de veículos, ou na produção de um determinado tipo de veículo, ou mais ainda somente na confecção de rodas e eixos. Em todos os casos, era um profissional com íntima ligação à carpintaria. Na Alemanha, o ofício ainda existe com a denominação stellmacherei. O termo medieval original era wagnerei.
Variantes:
Wegner, Wegnerer, Wahner, Wehner, Weiner, Weener, Wehnert, Wagener - comuns em toda Alemanha.
Wagoner - variante em latim que aparece no século XVI.

8. Becker: sobrenome poligenético que significa padeiro.
Variantes:
Bäcker, Bäker - variantes mais raras encontradas no norte da Alemanha.
Backer, Baker - variantes típicas da língua inglesa, com pouca ou nenhuma relação genealógica com o continente.
Beckers, Beckert - variantes que são derivações do nome Becker.
Beck, Bec - variante que pode ser uma contração do sobrenome Becker, encontrado com mais frequência no sul da Alemanha. Todavia, pode derivar de bach (riacho, rio), havendo portanto sobrenomes homônimos mas com origens etimológicas diferentes. Em ambos os casos, aparecem mais frequentemente nos estados meridionais.
Brodbeck - literamente "fazedor de pão". Variante mais comum no oeste da Alemanha.
Pistorius - variante em latim que aparece no século XVI.

9. Schulz: sobrenome poligenético com significado preciso: Schulz era a palavra que designava o burgomestre, o prefeito de um burgo medieval alemão, que também possuía as funções de juiz local. Enquanto Meyer poderia designar qualquer tipo de líder, independente de seu estado ou funções, Schulz é um termo com abrangência delimitada. Curiosamente, o sobrenome Schulz ocorre com muita frequência no norte da Alemanha, principalmente na região de Brandemburgo, mas é raro no centro e no sul, reaparecendo com muita força na Áustria. A origem etimológica de Schulz provém do alto alemão antigo Sculdheizo que significa "comando, poder".
Variantes:
Schulze - variante que significa "o gabinete do prefeito" ou ainda "funcionário judicial". No caso, no oeste do antigo Sacro Império Romano-Germânico, Schulze poderia designar funcionários que desempenhavam funções burocráticas, legais e judiciais em zonas que não tinham estatuto livre. Entretanto, é possível que ocorra linhagens de Schulze que sejam puramente aliterações do sobrenome Schulz.
Schultheiss, Schultheis - variante literal de "gabinete do prefeito". Pouco comum entre os sobrenomes de origem germânica, mas conserva o significado. Na verdade, a genealogia considera que Schulz é a contração destes termos que seriam os originais no alemão medieval.
Schulte, Schultes - variantes simples de Schulz.
Schulzke - variante em Mecklemburgo e Pomerânia.
Shultz - variante adaptada á língua inglesa que começou a ser usada principalmente nos Estados Unidos da América.
Szulc - variante na língua polonesa.
Šulc - variante na língua tcheca.

10. Hoffmann: sobrenome poligenético que significa literalmente "homem da herdade" ou "homem da herança". Herdade é a palavra mais apropriada para o caso, no sentido de designar uma propriedade rural recebida por herança. Pode caracterizar tanto um agricultor ou pastor com um lote próprio, ou ainda mero dono de um senhorio que possuía área rural qualquer, bem como designar um inquilino ou arrendatário de um pedaço de terra de outrem. Seja como for, a genealogia alemã tende a considerar a Silésia, o oeste e o sul da Alemanha como locais de origem do sobrenome. 
Variantes:
Hofman - variante simples, porém muito frequente.
Huber, Hüber, Hubermann, Hübermann, Huberman, Hüberman  - variantes relacionadas ao termo Huber do alto alemão medieval, que tinha o mesmo que significado de Hoffmann.
Hobemann, Hobeman, Hobermann, Hoberman - variantes com origem na região do Hesse.
Havemann, Haveman, Hamann, Haman, Hahmann, Hahman, Hammann, Haarmann, Haarman, Harmann, Harman - variantes derivadas do baixo alemão medieval.
Goffmann, Gofmann, Goffman, Gofman - variantes surgidas nas regiões do leste europeu, particularmente relacionadas à Prússia, Ucrânia, Bielorrússia e Rússia, isto é, zonas que tiveram ondas de colonização germânica durante a Idade Média e a Idade Moderna. Entretanto, embora não sendo regra, essas variantes aparecem relacionadas à famílias judias.
Coffmann, Cofmann, Coffman, Cofman - variantes adaptadas à língua inglesa, usadas principalmente nos Estados Unidos da América.
Hoffbauer, Hofbauer - variante que aglutina Hoff (herdade) a Bauer (agricultor, camponês, trabalhador da terra). O significado é idêntico. Muito comum na Áustria.
Hofbauer - não é uma variante, mas um homônimo que remete a uma localidade em Attergau,  distrito de Vöclklabruck, na Alta Áustria.
Hoffer, Hofer - variante comuns na Áustria.
Hoffner, Hofner, Höffner, Höfner - variantes mais comuns na Áustria e sul da Alemanha.

11. Schäfer: sobrenome poligenético que significa pastor (de animais). Ocorre principalmente na Baixa Saxônia, passando pelo Hesse até extremo sudoeste. A forma entretanto com "ä" (letra a com trema) é própria do norte da Alemanha.
Variantes:
Schaefer - variante comum em toda a Alemanha.
Schäffer, Schaeffer - outras variantes comuns geradas por aliteração.
Schäffers, Schaeffers - variantes derivadas.
Shepherd - variante com origens em Hamburgo. Aparece igualmente como variante na língua inglesa. Incluem-se como derivações: Sheppherd, Shepherds, Sheferd, Sheferds, Shefferd, Shefferds.
Schaaf - variante curta muito comum no noroeste e norte da Alemanha.
Schaf, Hausschaf - variantes que significam literalmente ovelha, carneiro (Ovis orientalis aries)

12. Koch: sobrenome poligenético que significa cozinheiro. Provém etimologicamente do alto alemão medieval kok com o mesmo sentido, derivado do latim cocta que significa cozido. O sobrenome data do século XIII e está fortemente concentrado me toda a porção ocidental da Alemanha.
Variantes:
Kochs - variante no plural.
Kock - variante concentrada no oeste da Baixa Saxônia e Schleswig-Holstein.
Coch, Coc - variantes arcaicas.
Kok, Kokk, Kokke - variantes do extremo-norte da Alemanha.
Köchin - variante derivada.


13. Bauer: sobrenome poligenético que significa agricultor, trabalhador da terra. Praticamente há poucas variantes em toda a região de língua alemã na Europa. Provém do termo do alto alemão médio gebûre que aproximadamente pode ser traduzido como vizinho, companheiro de afazeres, aldeão
Variantes:
Gebauer, Gehbauer - variantes relacionados ao radical original da palavra.
Bauerl, Bauerle - variantes do sul da Alemanha.


14. Richter: sobrenome poligenético que significa juiz. Provém do latim rector (reitor). Na Idade Média, o termo tendia a se aproximar de Schulz, por sua função, entretanto, sua origem é diversa. No período de expansão germânica do século XII ao século XIV, o Richter tendia a ser um funcionário responsável pela aplicação da justiça em zonas recém-colonizadas e quase sempre isto incluía receber pelo seu título o direito de exploração feudal de uma área. Por isso, enquanto o Schulz aparece relacionado mais ao lado ocidental do Sacro Império Romano-Germânico, o Richter a regiões como a Boêmia, a Morávia, a Silésia, a Oberlausitz e a Saxônia. Em outras palavras, o que o Schulz é para o Oeste, o Richter é para o Leste. A derivação imediata é Richters.

15. Klein: sobrenome poligenético com uma gama de significados, o mais comum seria pequeno, mas pode também corresponder a puro, fino, inteligente, sagaz, bonito, agradável, macio, fino, magro, feio, fraco. A origem pode estar relacionada a uma característica física pessoal, a um aspecto de um lugar ou mesmo a um tipo de propriedade rural típica do Sacro Império Romano-Germânico que seria próximo do nosso entendimento de chácara - isto é, um lote menor que serve como vivenda mínima para uma família. No alto alemão medieval, consta a palavra kleini com os significados de brilhante, liso, limpo, delicado, fino, pouco. Etimologicamente, seria um termo aparentado com o palavra clean da língua inglesa. Na Alemanha atual, o sobrenome aparece com mais frequência no Sarre e na Renânia-Palatinado. Todavia, ocorre consideravelmente na Áustria e Suíça, estendendo-se até a Romênia e a Rússia, sempre com o mesma grafia.
Variantes:
Kleine, Kleiner - no alemão moderno, as palavras são usadas respectivamente como sinônimos de pequena, pequenas. Podem ser simples variantes ou sobrenomes homônimos.
Kleinecke - variante que significa canto pequeno.
Kleinke - variante que significa aproximadamente lugar pequeno, lugarejo.
Kleinmann, Kleinmann - variante que significa homem pequeno.
Kleinert - variante com origem na região da Silésia.
Kleinová - variante na língua tcheca.







As obras da Companhia Francesa e seu impacto no porto de Rio Grande


Trecho extraído de: NEU, Márcia Fernandes Rosa. Os portos do sul do Brasil: da formação ao século XXI. São Paulo: Tese de Doutoramento do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Orientação: Prof. Dr. Armen Mamigonian), 2009, p. 74-75.

"No início do século XX, as autoridades governamentais sugeriram a organização e contratação de uma empresa que reunisse capital estrangeiro e aporte técnico para a realização das obras. Um acordo foi firmado com uma Cia. Francesa, e, em 1908, tiveram início as obras de construção dos molhes do Rio Grande. 

A proporção da obra foi comparada com a construção do canal do Panamá, tamanha a organização de mão-de-obra e de infraestrutura que o empreendimento exigiu. Há, ainda, de se considerarem os novos investimentos que foram realizados na cidade, por meio das empreiteiras que se instalaram para a construção da obra. 

Assim, o Porto Novo, construído no início do século XX, permitiu que embarcações de maior calado pudessem atracar, e a microrregião do Rio Grande logo reagiu com o crescimento econômico dos novos investimentos. 

Em 1915, foi autorizada, pelo Governo Federal, a inauguração do primeiro trecho de 500 m de cais do Porto Novo, já com 3 armazéns para mercadorias, servidos por guindastes elétricos, 1 depósito para carvão, servido por transbordadores elétricos, linhas férreas, entre outras infraestruturas essenciais para o funcionamento do Porto. A partir da inauguração, a Cia. Francesa, autorizada a fazer tal investimento no Porto e explorar o resultado dele, começou a arrecadar suas primeiras receitas. 

No entanto, as taxas cobradas pela Cia. Francesa eram superiores às cobradas pelo Porto de Montevidéu, o que atraía, cada vez mais, o comércio do Rio Grande do Sul. Quando as obras da Barra e do Porto Novo estavam quase concluídas, o governo de Borges de Medeiros percebeu as desvantagens da concessão à Cia. O Estado firmou, então, com a empresa um convênio, prevendo a transferência de contratos com alterações no contrato anterior. Em 1929, a Inspetoria Federal dos Portos afirmou que o Governo do Estado assumiria a responsabilidade da conclusão das obras da Barra e sua conservação, quando a União se comprometeu, também, em transferir ao Estado a arrecadação da taxa de 2% em ouro sobre o valor da importação. 

Nessas bases, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul assumiu a responsabilidade pela Barra e Porto de Rio Grande, sendo autorizada, em 1918, a transferência dos contratos da Cia. Francesa aos Governos do Estado, sob as seguintes imposições: 1) a União entregará ao Governo do Estado as taxas cobradas, que serão exclusivamente, destinadas às despesas de conservação das obras da Barra; 2) a União pagará a Cia. ao juro máximo de 6%, descontados os pagamentos já realizados. 

O Estado do Rio Grande do Sul indenizou a Cia. Francesa pela concessão do Porto do Rio Grande, sem gerar nenhum tipo de protesto, dadas as vantagens que esta revogação gerou, passando a exploração do Porto pelo Governo do Estado a ser feita a partir de 18 de outubro de 1919. 

A partir de 1913, observou-se uma acentuada queda na movimentação do Porto do Rio Grande, fato este que pode ser explicado pelas taxas elevadas, cobradas pela Cia. Francesa, que impulsionou a utilização do Porto de Montevidéu. A queda na movimentação certamente motivou ainda mais a Cia. a conceder a encampação ao Estado do Rio Grande do Sul. Além disso, é importante lembrar que o mundo vivia um período de tensão nas relações políticas e comerciais, período anterior à Primeira Guerra Mundial. Nota-se, também, que as exportações triplicaram entre 1918 a 1919, possivelmente abastecendo de produtos agrícolas (principalmente o trigo) e de produtos da pecuária (principalmente charque) alguns países que estavam envolvidos no conflito mundial."

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A colônia Dom Pedro II em 1859

Trecho extraído de: SOARES, Sebastião Ferreira. Notas estatisticas sobre a producção agricola e carestia dos generos alimenticios no imperio do Brazil. Rio de Janeiro: Typographia Imperial e Constitucional de J. Villeneuve & Companhia, 1860, p. 186.

"PEDRO II

Fundada no municipio de Pelotas em 1853, e conta uma população de 96 individuos, tendo já sido maior, porque parte dos colonos que alli se estabelecêrão se dispersárão pela provincia, mas ainda assim os que existem vivem na abundancia e do excedente de suas colheitas de 1859 vendêrão o seguinte:

Milho.............. 2,400 alqueires.
Feijão............. 200 alqueires
Manteiga.......... 97 arrobas.

Os colonos alli situados são procedentes da Irlanda."

Postagens de interesse sobre o assunto:
A Origem dos Sobrenomes listados por Marcos Hallal dos Anjos 
Irlandeses
As Colônias Perdidas de Capão do Leão 
A Família Yates no Brasil

No blog do Almanaque Gaúcho: Irlandeses em Pelotas 

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