domingo, 6 de outubro de 2019

Os federalistas preparam-se para a guerra!


"As forças da revolução

O Artista nos dá noticia de que actualmente acham se em armas formando o exercito popular revolucionario:

No Rio Grande estão cerca de 400 cavallarianos ao mando do cidadão Quaresma e de outros; no Povo Novo e outros districtos mais de 200.

Em Cacimbinhas 500, sob o commando do commendador Manoel Faustino d'Avila e tenente-coronel Innocencio Azambuja.

No municipio de Bagé, cerca de 2000, ao mando de diversos.

Em S. Gabriel 600, ao mando de um filho do barão de Candiota.

Em Jaguarão 600, ao mando do general Asttrogildo.

No Herval 600, ao mando do coronel do exercito José Maria Guerreiro Victorio, tendo como auxiliares os capitães honorarios do exercito Bellarmino Luiz de Freitas, Justiniano Amaro de Freitas e tenente-coronel Ladislau Amaro da Silveira.

Em Cangussú e Piratiny 500, ao mando do tenente coronel Antero da Cunha, e em Arroio Grande mais de 200 homens.

Essas forças formam um effectivo de 6.000 homens bem montados e armados, promptos ao primeiro aviso a marcharem sobre Bagé ou estações intermediarias da estrada de ferro e dirigirem-se a Pelotas e Rio Grande.

No Livramento, Alegrete, S. Gabriel, Uruguayana, Itaquy e outros lugares devem haver tambem promptos uns 8.000 homens."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 19 de Novembro de 1891, pág. 01, col. 03

sábado, 5 de outubro de 2019

Histórico do Município de Cidreira/RS


"Localizada na região de turismo, serra e mar, o Município de Cidreira, conta com uma população estimada em mais ou menos 8.978 habitantes, distribuídos numa área de 230 km2.

O Município de Cidreira, emancipado em Maio de 1988, tem na sua história, origens no Município de Santo Antônio da Patrulha, depois passando a ser Distrito de Osório e Distrito de Tramandaí.

Conhecida como uma das praias mais antigas, atualmente tem vida própria, sendo a RS 040 o elo de ligação do Município.

Cidreira é a praia mais próxima do Litoral Norte, distante 98 km de Porto Alegre e, possui como outras vias de acesso, a RS 786, que liga Tramandaí a Cidreira e, a RS 784, que liga o Distrito do Túnel Verde a Cidreira.

LOCALIZAÇÃO:

Cidreira se limita ao norte com o Município de Tramandaí, ao sul, com o Balneário do Pinhal, ao leste, com o Município de Osório e Capivari do Sul.

ÁREA:

A área do Município é de 230 km2.

RECURSOS HÍDRICOS:

O Município de Cidreira possui seis lagoas, que com suas águas azuladas, atrai milhares de visitantes durante o ano. São elas: Lagoa Fortaleza, Lagoa da Cidreira, Lagoa do Gentil, Lagoa do Manoel Nunes, Lagoa da Tapera, Lagoa da Prainha.

O Município possui a maior reserva de Dunas da América do Sul."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 23 de Abril de 2001, pág. 05

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O reino africano vassalo de Portugal


"Revista da Europa

PORTUGAL

(...)

- Consta que o rei do Congo vai brevemente a Lisboa, com o fim de apresentar pessoalmente as suas homenagens ao sr. d. Luiz e renovar os seus actos de vassalagem á corôa portugueza. O rei do Congo deseja e quer reclamar de Portugal contra qualquer invasão ou occupação estrangeira nos seus territorios.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Dezembro de 1884, pág. 01, col. 03

Sport Club Cyclo Pedestre de Pelotas


"Sport Club Cyclo Pedestre. - Reunio-se, hontem, este club, no Prado Pelotense, para iniciar os seus trainings.

Compareceram 15 cyclistas e 10 pedestre, demonstrando todos grande energia nos diversos pareos disputados.

O resultado foi o seguinte:

1o. páreo - cyclismo - Fernando Sparemberg, Humberto Schmidt e Carlos Brochstedt; 2o. páreo - Antonio Soares, Honorio Oreques e Dilermando; 3o. páreo - Rizzolo, Gustavo Rastt e Aureliano Pereira; 4o. páreo - Walter Stosch, Mario Monfrim e Adolpho Schramm.

Corrida a pé - 1o. páreo - Adolpho Schramm, Francisco de Andreia e Walter Stosch."

Fonte: A OPINIÃO PÚBLICA (RS), 12 de Junho de 1911, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Trabalhadores estrangeiros nas charqueadas de Pelotas


"Para o estabelecimento industrial do sr. Brutus Almeida, de Pelotas, vieram de Montevidéo 27 trabalhadores, de diversas nacionalidades, afim de prepararem o xarque pelo systema dos saladeros do Prata."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Dezembro de 1884, pág. 01, col. 06

Um funeral na Guiné em 1884


"OS FUNERAES NA GUINÉ

Transcrevemos de um jornal portuguez:

<< É excentrico o modo com que nas povoações gentilicas se faz um funeral, a que dão a resignação de choro.

<< Retumbantes tiros de espingarda annunciam o fallecimento de um gentio. Uma enorme eça é logo levantada defronte da porta do fallecido e n'ella depositam o cadaver adornado com as suas melhores alfaias.

<< Continúa o troar dos tiros, e se o defunto estava na flor da idade, o povo cobre-se de lama.

<< No fim de vinte e quatro horas é enterrado o cadaver em um poço que se abre para tal fim.

<< Segue-se um banquete de carne e vinho de palma. As lutas gymnasticas, a bacchanal, a pilheria e a gargalhada concomitante são o frequente enxertamento de taes exequias.

<< Se o findao for mulher, ou velho, então os folguedos, os lautos jantares e as dansas calorosas não têm limites. Amigos e visinhos apresentam-se em ranchos, e, empunhando ramos e bandeiras, ordinariamente feitas de lenços, percorrem as ruas da povoação dansando, cantando e batendo palmas com um estrondo infernal.

<< Eu creio que esses pobres negros exprimem a seu modo a philosophia da vida, como elles a comprehendem; tristeza, se se perde na flor dos annos uma existencia, muitas vezes promettedora, e que podia ser util á sociedade; alegria, se a morte vem ceifar uma vida já cançada e cheia de amarguras, ou inutil á tribu.

<< Na Europa, o costume é chorar sempre pelo morto. Parece-me que os negros da Guiné levam n'isto alguma vantagem sobre os povos civilisados: não são hypocritas.

<< Mostram elles tambem, com taes manifestações, o pouco ou nenhum caso que fazem da vida. O bijagoz, por exemplo, que nunca ouvio fallar de Pythagoras, mas segue a doutrina de transmigração das almas, o ferreo bijagoz degola-se - por dá cá aquella palha - porque diz elle, não morre, e vai incontinenti reviver no corpo de qualquer outro bicho de sua escolha. Se, por exemplo, elle aposta uma corrida de cahor e o parceiro lhe passa adiante, o diacho do homem leva o sabre ou navalha ao grasnete, e... está servido! Eil-o ahi transformado immediatamente em um passaro qualquer, e chegando primeiro á meta desejada!"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Maio de 1884, pág. 01, col. 05, pág. 02, col. 01

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sobrenome Fontana


"Sobrenome antiquíssimo, com muitas linhagens e ramais em toda a Península Ibérica, encontrado historicamente no Principado da Catalunha, Andorra, Vizcaya, Astúrias, Leão, Castela, Múrcia e Portugal. Em Aragão, sabe-se da existência primitiva de um solar originário de Fontellas, cujo um dos ramais passaram posteriormente a habitar na localidade de Ayerbe.

Os Fontana de Castela, Múrcia e Portugal procedem da família homônima que existiu na Idade Média na antiga República de Gênova, segundo o trabalho de diversos autores.

No que diz respeito às linhagens da família na Catalunha, há indícios documentais de sua presença naquela região desde o século XV. Por essa época, floresceu o miniaturista e calígrafo Guillem Fontana, tendo prestado serviços a diversos nobres e reis ibéricos.

Etimologicamente, conforme Francesc de B. Moll, a palavra 'fontana' é homônima em latim e designa tão somente 'fonte', 'nascente d'água'.

Todavia, há um detalhe muito importante acerca deste sobrenome: Fontana continua a existir na Itália desde a Idade Média, assim como os Fontana ibéricos são bem antigos. No caso, o sobrenome pode ser tanto italiano, quanto espanhol ou português. Espanhol ou português, no sentido que está a rama genovesa na Península Ibérica desde pelo menos há seis ou sete séculos."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 
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