domingo, 14 de janeiro de 2018

Inauguração da Escola Faria Santos em 1949

"Iniciadas as festividades do decênio da Quinta Delegacia de Ensino

(...)

Às 10 horas com a presença das autoridades, foi inaugurado o Grupo Escolar da Pedreira do Capão do Leão, em prédio recém construído. Coube ao dr. Antonio Cesar Alves, representante do sr. secretário de Educação cortar a fita do vestíbulo. Após a oração da Diretora do Grupo Escolar, que analisou o papel desempenhado pelo magistério primário, falou o dr. Antonio Cesar Alves, congratulando-se com as autoridades presentes, e, especialmente com o dr. Duprat de Lima, engenheiro chefe das Obras do Pôrto e Barra do Rio Grande e sr. Acunha, gerente da Pedreira do Capão do Leão, grandes animadores da construção da escola, pela inauguração de mais uma unidade da vasta rede de ensino primario estadual.

A seguir, enquanto era hasteado o pavilhão nacional pelo sr. Cel. Cmte. da Guarnição Militar, os presentes entoavam o Hino Nacional. Finalmente, foram obsequiados pela diretora do Grupo Escolar com finos doces e líquidos as autoridades e demais pessoas presentes à solenidade. Às 11 horas em cortejo processional de automoveis da Capela do Capão do Leão, em carro do corpo de Bombeiros foi conduzida a imagem de Nossa Senhora de Lourdes até a Gruta de Granito construída nos jardins da 5a. Delegacia, onde foi benta e entronizada por S. Excia. D. Antonio Zattera. Falou, nessa solenidade, Monsenhor Silvano de Souza. Durante a cerimônia fez-se ouvir o orfeão da Escola Normal <<Assis Brasil>>."

Fonte: JORNAL DO DIA, 13 de Outubro de 1949, número 818, p. 01

Nota: O fato registrado pela reportagem do jornal ocorreu no dia 10 de Outubro de 1949.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Barão de Correntes

Do Almanaque Rodrigues

"FELISBERTO IGNACIO DA CUNHA - Nasceu, nesta cidade, a 11 de novembro de 1824. Foram seus pais o antigo industrialista pelotense José Ignacio da Cunha e D. Zeferina Gonçalves da Cunha, oriundos ambos de antigas famílias rio-grandenses. Em Pelotas criou-se e recebeu instrução a sua natural e vivaz inteligência. Muito criança foi para o Rio de Janeiro, onde serviu de caixeiro na casa de fazendas de um tio, dedicando-se ao comércio, de volta ao Estado.

Montou uma charqueada sôbre o Pelotas, nas proximidades do Passo do Retiro, com seu cunhado e primo Felisberto Braga. Tendo mais tarde apartado sociedade, fêz negócio com o seu avô materno Antonio Ferreira Bicca e tomou a gerência da fazenda de criação de gados que possuía na costa do Arroio Jaguari, Uruguai. A sua inteligência e atividade postas em ação deram a essa estância uma época de notável prosperidade. Por morte de Antonio Ferreira Bicca, êle tratou de liquidar êsse negócio, e associou-se aos irmãos Barcellos, Boaventura, Luiz e Eleutherio, dos quais era parente e amigo, num estabelecimento de charqueada, de que assumiu a gerência externa. No fim de pouco tempo, ativo e empreendedor, dando largo desenvolvimento aos seus negócios, além de sócio da firma Cunha & Barcellos, era sócio-gerente de Cunha & Belchior, e parte da de Cunha & Irmão, em que era associado o seu irmão Possidonio, e fazia trabalhar as charqueadas de Vicente Lopes e Antonio José de Azevedo Machado, situadas no Cotovêlo do Arroio Pelotas. Além disso, tendo herdado por morte de seu pai José Ignacio da Cunha uma fazenda de criação de gado no rincão de Jaguari, Uruguai, e comprando outra na costa do Rio Piratini, multiplicava-se para dar pontual direção aos seus negócios e fazê-los prosperar. Grandes prejuízos teve depois, quando, por um convênio feito entre os charqueadores, após a abertura da Barra do S. Gonçalo, de obrigar os navios de barra fora a virem carregar no pôrto desta cidade, viu-se forçado a exportar por sua conta os produtos das charqueadas, recebendo sempre do Norte contas de vendas desastrosas. Nem por isso desanimou, e continuou a lutar como um forte que era, escudado sempre na sua proverbial lisura e honestidade. 

Do conceito que sempre mereceu nesta sociedade e das simpatias que soube granjear, dão testemunho as posições que ocupou, recusando outras para as quais não sentia disposição. Por ocasião da guerra com o Uruguai, que motivou o rompimento de hostilidades do Paraguai, foi comandante da guarnição da Praça de Pelotas. Membro ativo e influente do Partido Liberal, foi em 1878 nomeado comandante superior da Guarda Nacional desta comarca. Por serviços prestados ao país foi também pelo Govêrno Imperial nomeado oficial da Ordem da Rosa, condecoração que em tal grau dava honras militares.

Benévolo e generoso, eram sem-número os benefícios que diariamente com tôda a singeleza praticava, sem a tal valor algum dar. Bôlsa franca era sempre a sua para os nobres cometimentos que nesta terra se promoviam, e não houve um único trabalho meritório de progresso ou de altruísmo ao qual êle não estivesse associado. Tôdas as instituições pias o tiveram no número dos seus devotados auxiliares, levando a elas concurso franco e generoso. Tão bom coração, passou através da política calorosa das pequenas localidades sem gerar ódios nem ressentimentos. Tão sincero e leal foi sempre que, partidário decidido como era, tinha ainda tantos amigos entre os seus como entre os adversários, que nêle reconheciam um homem guiado por um espírito de justiça e de eqüidade. Quando desta vida se apartou, levou tranqüila consciência, porque neste mundo o mal não fêz, nunca feriu, e muito suavizou dores. Os pequenos defeitos foram de sobra resgatados pelas grandes qualidades que possuía. Era um coração grande e um espírito reto que as grandes causas impulsionavam, que quando com a palavra pregava era sincero e lógico com o nobre exemplo que dava. Quando esposava uma causa, essa causa era sempre nobre e alevantada

O seu espírito marchava sempre na vanguarda do progresso. Senhor de escravos, foi abolicionista quando só o eram aquêles que escravos não tinham. Antes da Lei de 28 de Setembro, já êle a tinha adotado para as suas escravas; antes da libertação do município de Pelotas, já êle havia concedido liberdade a seus escravos, incondicional a muitos e aos outros com prestação de serviços a curto prazo. Em atenção a êsses alevantados exemplos, o gabinete abolicionista do Conselheiro Dantas concedeu-lhe o título de Barão de Correntes. Estimado e venerado por todos que o conheceram, no dia 19 de dezembro de 1896, às 2 horas e 20 minutos da manhã, morria como um justo circundado das lágrimas brotadas de corações alanceados pela saudade. No dia 11 de novembro, robusto e com aparências de vigorosa saúde, completara os setenta e dois anos de idade."

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Antigas marcas de bebidas de Pelotas/RS

Cerveja Americana, de Carlos Ritter & Irmãos

Cerveja Krupp, de Bopp & Cia.

Cerveja Ritter Bräu, da Fábrica Ritter.

Conhaque Cristiá, de Cristiá & Cia.

Fonte das imagens: PESAVENTO, Sandra Jatahy. História da indústria sul-rio-grandense. Guaíba/RS: Riocell, 1985. 

Observação: imagens capturadas por celular (não digitalizadas).

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Italianos em Capão do Leão em 1912


Importante registro histórico de residentes italianos no então distrito pelotense de Capão do Leão. A notícia abaixo foi extraída de um periódico escrito em língua italiana do Rio de Janeiro destinado aos imigrantes e descendentes no Brasil. Trata de um levantamento de fundos para a Cruz Vermelha Italiana. Primeiramente, transcrevemos aqui a notícia original em italiano.

"Croce Rossa

Croce Rossa Italiana per il soccorso ai malati e feriti in guerra - Delegazione Generale di Brasile - Prima lista di sottoscrizioni - Capão do Leão, Pelotas-Rio Grande del Sud:

Bertoi Giovanni e Vitola Carmine, 60$000 cadauno - Favalli Innocenzio, Achini Tommaso, Albo Garibaldi, 20$. - Traversi Edoardo, Parmigiani Fioravanti, Franchini Giuseppe, Cantarelli Giovanni, Nisoli Rosa, Brigante Michele, 10$. - Aversa Giuseppe, 9$. - Bertoldo e Fratello, 10$. - Demoro Marini, 8$. - Turri Giovanni, Bertinetti Enrico, Bertinetti Domenico, Laner Domenico, Elster Luigi, Achini Mario, Marnati Eliseo, Ferrari Giovanni, Ferrari Napoleone, Fresi Enrico, Achini Tommaso Figlio, 5$. - Poliesti Stanislao, Lorenzati Constantino, Balestro Antonio, Gotuzzo Giacomo, 3$. - Ferraro Battista, Pieraban Ferdinando, N.N., Battesseli Gregorio, Sanarelli Silverio, Cantarelli Torquato, Pecoraro Giuseppe, Fernet Clotilde, Ferran Luigi, Ermaldi Gastone, Bernardo Giacobbe, Roia Sebastiano, Mastrantonio Francesco, 2$. - Lorenzati Alfonso, Bigliardi Regina, 1$. - Umberto Nettoo, 2$. Lorenzati Luigi, 5$. Totale: Rs. 369$000."

Fonte: IL BERSAGLIE, 03 de março de 1912, p.3, c.1

Os sobrenomes estão colocado na frente dos nomes pessoais. Em outras fontes da época (jornais e diversos), algumas destas pessoas aparecem com o nome aportuguesado. Por exemplo: Tommaso Achini é Thomaz Aquini - nome de uma rua em Capão do Leão; Edoardo Traversi é Eduardo Traversi ou Traverssi, antigo negociante local que, entre outros empreendimentos, foi dono de uma importante pedreira de granito por décadas; Rosa Nisoli nos remete à família Nizoli, que atualmente é encontrada com a grafia com a letra "z"; assim como Pecoraro nos remete à família Pegoraro e Pieraban parece com a família Pierobom.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Canteiro Cultural do IHGCL - Colóquio de Janeiro e Lançamento do opúsculo "Pra Versejar tua História"


No próximo sábado, 13 de Janeiro, a partir das 16 horas, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Capão do Leão, sito à Avenida Narciso Silva 2131, centro do município, acontecerá o quarto colóquio do projeto "Canteiro Cultural" do instituto. Na ocasião, o pesquisador Arthur Victória Silva estará debatendo sobre a figura histórica de Rafael Pinto Bandeira. A entrada é franca! 

Entretanto, o colóquio não resumirá a tarde cultural no IHGCL, pois ocorrerá concomitantemente o lançamento do opúsculo "Pra Versejar tua História" (Reflexos do Cordel sobre a História do Capão do Leão), de autoria do escritor e poeta Carlos Eugênio Costa da Silva (também membro do IHGCL), como parte do Projeto "Canteiro Cultural".


Participe, prestigie, compareça! Mais uma vez reiteramos: a entrada é franca!


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Escola Barões de Santa Tecla


"PELOTAS, 6 - . (...)

O intendente dr. Augusto Simões Lopes creou, hontem, mais duas aulas, uma no Areal e outra no Capão do Leão, cujos patronos são, respectivamente, os saudosos conterrâneos dr. Piratinino de Almeida e os barões de Santa Tecla."

Fonte:  A FEDERAÇÃO, 08 de março de 1926, p.4, c.4

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Imigrantes italianos em Pelotas no período 1843-1844



Nota: A procedência é dada pelo porto em que o imigrante passou antes de chegar a Pelotas. Para que se entenda: os navios de grande envergadura que vinham da Europa com migrantes aportavam necessariamente num porto de maior calado, como o caso dos portos do Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires. Tanto o porto lacustre de Pelotas, quanto o porto marítimo de Rio Grande, nesta época (meados do século XIX), não possuíam calado suficiente para receber embarcações de grande porte. Por isso, quase sempre, um viajante ou migrante que tomasse um navio na Europa com destino (provável ou improvável) a Pelotas, fazia uma espécie de "baldeação" numa destas escalas, embarcando numa nave menor para poder adentrar a Barra da Laguna dos Patos.

1. Giacomo Prezzi, originário da Itália continental, 40 anos, solteiro, curtidor, chegou em Pelotas em 15 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de dezembro de 1843, alfabetizado.

2. Antonio Lamberti, originário da Itália continental, 44 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 28 de maio de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de maio de 1843, alfabetizado.

3. Raimondo Andreoli & esposa, originário da Itália continental, 24 anos, casado, dono de botequim, chegou em Pelotas a 10 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 27 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

4. Jan Baptista Sarmovia, originário do Reino da Sardenha, 22 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 08 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 14 de março de 1844, alfabetizado.

5. Joze Táçämo (sic), originário da Itália continental, 50 anos, casado, trabalhador, chegou em Pelotas em 15 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1843, analfabeto.

6. José Bellagamba, originário do Reino da Sardenha, 28 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 25 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 12 de fevereiro de 1844, alfabetizado.

7. Joze Lavalla, originário da Itália continental, 32 anos, solteiro, cozinheiro, chegou em Pelotas em 02 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em dezembro de 1843, analfabeto.

8. Agostino Perodi, originário da Itália continental, 35 anos, solteiro, cozinheiro, chegou em Pelotas em 24 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de novembro de 1843, alfabetizado.

9. Francesco Molina, originário do Reino da Sardenha, 22 anos, solteiro, carneceiro, chegou em Pelotas em 05 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 20 de julho de 1844, analfabeto.

10. Luís Raffo, originário do Reino da Sardenha, 25 anos, solteiro, carneceiro, chegou em Pelotas em 07 de março de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 01 de março de 1844, alfabetizado.

11. João Baptista Jordão (sic), originário da Itália continental, 30 anos, casado, trabalhador, chegou em Pelotas em 29 de janeiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 26 de janeiro de 1844, analfabeto.

12. Giosé Delfino (esposa e dois filhos), originário da Itália continental, 25 anos, casado, confeiteiro, chegou em Pelotas em 16 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de dezembro de 1843, alfabetizado.

13. Joze Molina, originário da Itália continental, 25 anos, solteiro, confeiteiro, chegou em Pelotas em 16 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de dezembro de 1843, analfabeto.

14. Giuseppe Piaggio, originário do Reino da Sardenha, 70 anos, viúvo, padeiro, chegou em Pelotas em 30 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 27 de junho de 1844, alfabetizado.

15. Giacomo Becaris, originário da Itália continental, 36 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em 18 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de dezembro de 1843, alfabetizado.

16. Joze Capadonio, originário da Itália continental, 22 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 18 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de dezembro de 1843, analfabeto.

17. Marcos Perotto, originário da Itália continental, 42 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 20 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fins de dezembro de 1843, analfabeto.

18. João Craviotto, originário da Itália continental, 25 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 10 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de dezembro de 1843, analfabeto.

19. Pedro Garbarin, originário da Itália continental, 26 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 15 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 03 de março de 1843, analfabeto.

20. Luís Vinholo (sic) e esposa, originário da Itália continental, 41 anos, casado, padeiro, chegou em Pelotas em setembro de 1829, procedente de Gênova, Itália, viveu primeiramente no Rio de Janeiro, chegou via Rio Grande, chegou ao Brasil em 12 de outubro de 1826, alfabetizado.

21. Luigi Cortino, originário da Itália continental, 41 anos, casado, pintor, chegou em Pelotas em 10 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de janeiro de 1844, alfabetizado.

22. Nicolas Joze Cesta, originário da Itália continental, 22 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 01 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 15 de junho de 1844, analfabeto.

23. Francesco Serra, originário da Itália continental, 32 anos, solteiro, marítimo, chegou em Pelotas em 29 de agosto de 1844, procedente de Lisboa, Portugal, via Rio Grande, chegou ao Brasil em 24 de julho de 1844, analfabeto.

24. Antonio Ravello, originário da Itália continental, 16 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 15 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de dezembro de 1843, analfabeto.

25. Pietro Beruto, originário da Itália continental, 33 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 11 de setembro de 1843, alfabetizado.

26. Lorenzo Saviglione, originário da Itália continental, 38 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 16 de março de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 12 de março de 1844, alfabetizado.

27. Giovanni Orengo, originário da Itália continental, 30 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 28 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 20 de julho de 1844, alfabetizado.

28. Lois Tomas Repetto, originário do Reino da Sardenha, 24 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 04 de abril de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em março de 1844, alfabetizado.

29. Giacomo Perana, originário da Itália continental, 20 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 10 de novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em novembro de 1843, analfabeto.

30. João Rebema, originário da Itália continental, 49 anos, casado, músico, chegou em Pelotas em 07 de fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em 01 de fevereiro de 1844, analfabeto (?).

31. Giacomo Gig, originário do Reino da Sardenha, 43 anos, solteiro, carpinteiro, chegou em Pelotas em 10 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via São José do Norte, chegou ao Brasil em novembro de 1843, alfabetizado.

32. Agostino Vafino, originário da Itália continental, 21 anos, casado, mascateador, chegou em Pelotas em 28 de agosto de 1844, procedente da Itália via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de julho de 1844, analfabeto.

33. Santiago Matiada, originário da Itália continental, 31 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 16 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de julho de 1844, analfabeto.

34. Carlos Castigianno, originário da Itália continental, 25 anos, solteiro, lavrador, chegou em Pelotas em 10 de outubro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 01 de outubro de 1843, alfabetizado.

35. João Rivaldo, originário do Reino da Sardenha, 21 anos, solteiro, marinheiro, chegou ao Brasil em 20 de abril de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em abril de 1844, alfabetizado.

36. Miguel Magarino, originário do Ducado de Savoia, 32 anos, casado, padeiro, chegou em Pelotas em 07 de setembro de 1844, procedente de Porto Alegre, mas esteve anteriormente em Rio Grande, chegou ao Brasil em 18 de junho de 1844, analfabeto.

37. Francesco Parrole, originário de Gênova, 27 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em novembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em agosto de 1843, analfabeto.

38. Luigi Pertico, originário da Itália continental, 17 anos, solteiro, caixeiro, chegou em Pelotas em 01 de maio de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em abril de 1844, alfabetizado.

39. Santiago Selle, originário da Itália continental, 25 anos, solteiro, padeiro, chegou em Pelotas em 13 de dezembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 10 de outubro de 1843, analfabeto.

40. Miguel Parna, originário da Itália continental, 26 anos, solteiro, sapateiro, chegou em Pelotas em 04 de agosto de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em janeiro de 1843, analfabeto.

41. Giuseppe Casaccio, originário da Itália continental, 27 anos, solteiro, confeiteir, chegou em Pelotas em 20 de março de 1844, procedente da Itália via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de março de 1844, alfabetizado.

42. Antonio Maria Barbieri, originário do Reino da Sardenha, 28 anos, solteiro, confeiteiro, chegou em Pelotas em 08 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, mas esteve anteriormente em Santa Catarina, chegou ao Brasil em 22 de julho de 1844, alfabetizado.

43. Migel (sic) Sanguinetti, originário da Itália continental, 22 anos, solteiro, marceneiro, chegou em Pelotas em setembro de 1843, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em setembro de 1843, alfabetizado.

44. Luigi Bonino, originário da Itália continental, 21 anos, casado, pedreiro, chegou em Pelotas em 26 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 16 de setembro de 1844, alfabetizado.

45. Juan Manuel Benaliente (sic), originário da Itália continental, 50 anos, solteiro, comerciante, chegou em Pelotas em 25 de setembro de 1844, procedente de Buenos Aires via Porto Alegre, chegou ao Brasil em 12 de maio de 1844, alfabetizado.

46. Sellestino Giorello (esposa e dois filhos), originário do Reino da Sardenha, 38 anos, casado, ferreiro, chegou em Pelotas em 25 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 16 de setembro de 1844, alfabetizado.

47. Secondo Cottalordes, originário do Reino da Sardenha, 30 anos, solteiro, carneceiro, chegou em Pelotas em 24 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 16 de setembro de 1844, alfabetizado.

48. Bernardo Lando, originário do Reino da Sardenha, 29 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em julho de 1844, analfabeto.

49. Giuseppe Fraseria, originário da Itália continental, 23 anos, casado, lavrador, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro de 1844, alfabetizado.

50. Pedro Boario, originário da Itália continental, 30 anos, casado, trabalhador, chegou em Pelotas em fevereiro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em fevereiro de 1844, analfabeto.

51. Giuseppe Bonino, originário da Itália continental, 27 anos, solteiro, pedreiro, chegou em Pelotas em 26 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, alfabetizado.

52. Francesco Giorello (esposa e um filho), originário do Reino da Sardenha, 25 anos, casado, carpinteiro, chegou em Pelotas em 23 de setembro de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 02 de setembro de 1844, alfabetizado.

53. Giovanni Rossi, originário da Itália continental, 35 anos, casado, padeiro, chegou em Pelotas em 24 de julho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 20 de julho de 1844, alfabetizado.

54. Antonio Renan, originário das Duas Sicílias, 21 anos, solteiro, trabalhador, chegou em Pelotas em 12 de junho de 1844, procedente de Montevidéu via Rio Grande, chegou ao Brasil em 11 de junho de 1844, alfabetizado.

Fonte: Adaptação nossa a partir de: BECKER, Klaus. A imigração no Sul do Estado de 1844-1852. In: BECKER, Klaus (org.). Imigração. Canoas/RS: Editora Regional, 1958, p. 324-351. (Enciclopédia Rio-Grandense)

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