No próximo domingo, 11 de Setembro, a partir das 19 horas, na Praça João Gomes, centro do município, estará acontecendo um encontro automotivo de carros rebaixados promovido por duas associações do tipo. Para mais informações veja o link do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1771843826364754
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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domingo, 4 de setembro de 2016
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Histórias Curiosas XXVII
Essa aconteceu na época do governo Collor, no antigo Armazém Santo Onofre, que existia na rua João Rouget Peres, centro do município.
Rapazinho de cerca de 10 anos adentra o comércio e muito faceiro procura ser atendido no balcão em meio aos vários clientes que conversavam e degustavam um aguardente. A senhora que atendia o comércio o vê e pergunta o que o menino quer.
- Tem ovo, tia?
Um dos homens no balcão, chama a atenção do pequeno e lhe corrige:
- Não se diz tem ovo, guri. Pergunta-se "tem ovos".
- Tá bem então, tio. - concorda o menino.
A vendeira aproveita e já pergunta:
- Tem sim, guri. Quanto tu queres?
- Quero um ovos, tia.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Escolinha Sinoê 10 tem inscrições abertas a partir da semana que vem
O atleta leonense de futsal Sinoê Alves Avencurt, com passagens em vários clubes de destaque brasileiros e internacionais, inclusive atuando como pivô na Seleção Brasileira, está abrindo um projeto de escolinha de futebol no Capão do Leão destinados aos jovens em geral, denominado "Escolinha Sinoê 10". As inscrições começam na semana que vem e contemplam diferentes locais do município. Conforme anunciado na fanpage do projeto no facebook (Vide link), as inscrições seguem o seguinte cronograma:
05 e 06 de Setembro
Local: Centro Esportivo JC (junto ao campo do S.E.R. Oito de Outubro)
Rua Paul Harris número 210
Das 09 às 17 horas
08 e 09 de Setembro
Local: Sociedade Esportiva Parque Fragata
Rua Euclides Lopes Vasconcelos número 1130
Das 09 às 17 horas
Fones para contato: (53) 9966-1662; (53) 8466-7177
De acordo com as informações disponíveis na fanpage da escolinha, os encontros da escolinha acontecerão no Centro Esportivo JC nas terças e quintas-feiras e na S.E. Parque Fragata nas quartas e sextas-feiras. O projeto contempla cinco diferentes categorias no masculino: sub-7 (nascidos em 2009/2010), sub-9 (nascidos em 2007/2008), sub-11 (nascidos em 2005/2006), sub-13 (nascidos em 2003/2004) e sub-15 (nascidos em 2001/2002). Haverá horários diferenciados para o atendimento de cada categoria.
Nos sábados, funcionará a modalidade feminina livre a partir das 10 horas no Centro Esportivo JC.
Excelente iniciativa de promoção social e esportiva! A mensalidade é de apenas R$ 30,00. Boa sorte ao projeto e que ele possa render bons frutos de cidadania.
terça-feira, 30 de agosto de 2016
O Caminho para a Vitória - Possibilidades de um candidato ser eleito vereador em Capão do Leão em 2016
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Capão do Leão possui 19.873 eleitores cadastrados para votar - dados de junho de 2016. Todavia, devemos lembrar que não serão todos estes eleitores que irão comparecer às urnas em Outubro. A abstenção é um fenômeno presente, pois além das pessoas que estão fora da cidade no dia da eleição ou não vão votar, ainda há a questão dos óbitos que não são automaticamente computados pelo TRE. As abstenções nas eleições realizadas em Capão do Leão nos últimos anos têm apresentado uma variação em torno da casa de 15% - em 2014, 16,41%; em 2012, 14,60%; em 2010, 16,04%; em 2008, 14,21%. Considerando estes 15% como referenciais, podemos esperar que aproximadamente 2981 votantes se ausentem na eleição municipal de 2016 em Capão do Leão. Votos nulos e brancos somados jamais ultrapassaram a casa de 10% desde a eleição de 1996, mantendo uma média de 8% a 9% a cada eleição. Porém, consideremos que dentre os votos computados, que devem ficar no índice de aproximadamente 16.800 votos, tenhamos por alto 10% de votos nulos e brancos (que não são considerados válidos na eleição), o número de votos válidos deve variar entre 15.100 a 15.400 votos.
O quociente eleitoral computa todos os votos válidos e divide pelo número de cadeiras existentes no Legislativo. Por isso, numa análise conservadora, cada partido que receber 1400 votos garante uma vaga na Câmara, se receber 2800, duas vagas garantidas, e assim sucessivamente. Numa análise ousada, o quociente de uma cadeira legislativa leonense poderia corresponder a 1370, 1350 ou mesmo 1300 votos. Entretanto, vamos nos ater a visão mais conservadora.
Na última eleição municipal em 2012, dos 11 vereadores eleitos, 07 elegeram-se pelo quociente eleitoral (isto é, tanto o candidato quanto o partido obtiveram os votos necessários) e 04 elegeram-se graças a média (os votos do partido permitiram que fossem eleitos). Seria demasiado dispendioso explicar aqui a regra do quociente eleitoral e da média eleitoral, mas apenas fizemos estas observações para melhor explicar o caso particular de Capão do Leão. O que procuramos demonstrar é o que seria necessário para alguém se tornar vereador em Capão do Leão nas eleições municipais de 2016, numa análise livre, mas referenciadas em estatísticas anteriores.
Na eleição de 2016, haverá 105 candidatos aptos a vereança (até a data desta postagem), enquanto que nas eleições de 2012 houve 106 e nas eleições de 2008 apenas 71. Isso significa que se tornou mais difícil a concorrência entre os candidatos a vereador entre as eleições municipais de 2008 a 2012, enquanto que, entre 2012 e 2016 o número de candidatos se manteve o mesmo. Por isso, os referenciais da eleição de 2012 podem apontar muito a respeito desta eleição. Bem, o que podemos concluir e, ao mesmo tempo, não afirmar que seja uma verdade absoluta e incontestável é o seguinte:
Na eleição de 2016, haverá 105 candidatos aptos a vereança (até a data desta postagem), enquanto que nas eleições de 2012 houve 106 e nas eleições de 2008 apenas 71. Isso significa que se tornou mais difícil a concorrência entre os candidatos a vereador entre as eleições municipais de 2008 a 2012, enquanto que, entre 2012 e 2016 o número de candidatos se manteve o mesmo. Por isso, os referenciais da eleição de 2012 podem apontar muito a respeito desta eleição. Bem, o que podemos concluir e, ao mesmo tempo, não afirmar que seja uma verdade absoluta e incontestável é o seguinte:
- Tomando como base que é comum que ocorra, entre todo os conjuntos de candidatos, uma turma de vanguarda de 20 candidatos que irão anotar mais de 200 votos, e uma turma de nanicos de aproximadamente 30 candidatos que não irão contabilizar mais do que 50 votos, a grande maioria vai se situar entre 51 e 199 votos sem possibilidade de eleger-se (salvo o caso de ocorrer um supercandidato a vereador que anote mais de 800 ou 900 votos, ou ainda quem sabe dois supercandidatos com mais de 600, e "carreguem" consigo outros candidatos da coligação ou partido).
- Tomando como base as eleições de 2012 e 2008, o número mágico para eleição de um vereador pelo quociente eleitoral (via mais segura) vai girar em torno de 2,33% a 2,66% dos votos válidos. Numa avaliação conservadora, o candidato atingindo o total de 381 votos estará eleito seguramente, somente correndo o improvável risco de não ser eleito caso sua legenda ou coligação seja muito fraca. Numa visão mais ousada, o número de 332 votos pode ser um padrão para ser eleito, mas também é um número interessante para se garantir por média eleitoral. Na verdade, a média eleitoral (a famosa "rabeira" da eleição) não é um elemento que o candidato a vereador deva levar em consideração. Entrar por média eleitoral na eleição de vereador depende dos números que os principais candidatos do partido ou coligação tiverem. Todavia, de acordo com os percentuais de 2008 e 2012, é improvável que alguém consiga a vaga por média eleitoral com menos de 248 votos, mesmo na situação da média eleitoral.
- Observando a tendência das eleições anteriores, dos oito candidatos a vereador que concorrem a reeleição, seguramente no mínimo dois se reelegerão, podendo chegar a cinco reeleitos, mas é improvável que seis ou mais se reelejam. Existe 90% de chances de dois reeleitos, 66% de chances de três reeleitos, 31% de chances de quatro reeleitos e 20% de chances de cinco reeleitos. As chances de seis, sete ou oito serem reeleitos são mínimas e não correspondem à realidade eleitoral do Capão do Leão.
- Considerando que um candidato não queira de modo algum depender da quociente eleitoral do partido ou coligação para ser eleito, o mesmo deveria atingir cerca de 1390 votos, o que seria sumariamente histórico e inacreditável para a realidade local.
- Para os partidos ou coligações em geral, é importante manter seis ou sete candidatos na média de 150 a 200 votos. Observando os resultados das eleições anteriores, esse bloco forma um interessante lastro que possibilita a eleição daqueles que ultrapassam os 350 a 400 votos. Quanto mais candidatos que não serão eleitos estiverem nesta faixa, mais se torna seguro que os principais candidatos do partido ou coligação sejam eleitos. Alguns partidos ou coligações apresentaram nas eleições anteriores "supercandidatos" que eram sucedidos por "nanicos" de 120, 110, 90 votos. Muitos candidatos bem votados não foram eleitos graças a isto. Vide o caso de Édson Ramalho que obteve 830 votos em 1996 e foi sucedido em seu partido por um segundo colocado com meros 112 votos e um terceiro com 63 - resultando não ser eleito.
domingo, 28 de agosto de 2016
Histórias Curiosas XXVI
Malandro é malandro. Ainda mais quando se trata da infame prática do abigeato, tão comum aqui nos campos do sul e que causa tanto prejuízos a nossos criadores. Só que alguns roubos, apesar de serem sempre condenáveis, são passados à memória por seu aspecto folclórico.
Havia um senhor de origem alemã na região do distrito (?) de Domingos Petroline, em Rio Grande, que, entre várias atividades agropastoris a que se se dedicava, tinha uma criação de porcos. O sujeito era zeloso com a criação e mantinha uma rigorosa vigilância sobre os porquinhos. Já haviam lhe causado prejuízos no passado e ele não queria novamente ter que sofrer um outro dano.
Por outro lado, na mesma região, dois sujeitos extremamente ladinos estavam há algum tempo articulando uma forma de roubar os porcos do alemão, mas sabiam que não seria tarefa fácil. Os dois malandros (pai e filho) descobriram que o tal alemão gostava de duas coisas em particular: de uma boa conversa e de ser adulado. O pai não se tardou em visitar o alemão com uma cuia de chimarrão na mão, demonstrando muito interesse nas coisas que o alemão plantava e criava e disposto a elogiar o agricultor o tanto quanto fosse possível. O alemão recebeu o malandro meio que desconfiado, conhecia o homem mais de vista, tinha conversado algumas vezes com o mesmo e estava muito atarefado no momento. Mas o malandro (o pai!) soube já de início demonstrar uma simpatia incomum pelo trabalho do alemão, perguntando-lhe as mais diversas coisas e conferindo uma importância ao seu conhecimento de coisas de campo quase venerável. E não foi que o alemão caiu na lábia do sujeito!
Não demorou muito, o alemão chamou o malandro-pai para a varanda da casa para sentarem-se e até pediu à esposa que preparasse umas pipocas para melhor receber o convidado. Entre cuias de chimarrão e muitas conversas, o malandro-pai cautelosamente dá um sinal por meio do telefone celular ao malandro-filho que está com uma camionete estrategicamente estacionada numa capoeira nos fundos da propriedade do alemão. O malandro-filho recebe o "sinal" e prepara o roubo.
Munido de vários pedaços de pão embebido na cachaça mais vagabunda e forte, o malandro-filho vai dando os nacos aos porquinhos que avidamente devoram aquela "iguaria". Não dá dez minutos, vários porcos estão no chão anestesiados e o malandro-filho faz rapidamente o trabalho de prender as patas dos bichos com uma corda e carregá-los para a caçamba da camionete, sendo que alguns ele já havia abatido ali mesmo. A fartura do roubo se justifica: entre abatidos e ainda vivos, a camionete fica apinhada com pelo menos uns dezesseis porcos. Sempre silencioso, o malandro-filho arranca com a camionete, toma a estrada e dá o sinal de retorno para o malandro-pai via telefone celular. O malandro-pai recebe a mensagem, desculpa-se com o alemão pois haveria de sair rapidamente devido a um imprevisto e se despede, porém puxando o saco do alemão ainda mais e prometendo voltar.
No fim do dia, o alemão ainda muito orgulhoso em ter compartilhado seus conhecimentos rurais com um "grosseirão", vai dar farelo aos porcos no galpão dos fundos e descobre o infeliz acontecido. Coitado!
Na estrada mais adiante, o pai e o filho se encontram e comemoram a façanha. Entre outras coisas, o filho curioso pergunta ao pai o que ele havia feito para manter o alemão tão entretido. O pai ladino muito cafajeste emenda:
- Perguntei a ele como se fazia para criar porco! O sujeito me explicou tudinho.
sábado, 27 de agosto de 2016
Histórias Curiosas XXV
Trabalhador, honesto, respeitado e bem conhecido na Vila do Capão do Leão, o sujeito tinha um defeito que lhe rendia uma boa fama nas ruas da localidade: era um "barbeiro" de longa data. Era ele sentar diante do volante que o pânico estava instalado nas ruas e estradas. Dizia-se que o citado era extremamente distraído e isso se devia a um problema de visão que lhe acompanhava desde a infância. Mas, o fato é que havia tirado a carta de motorista e transitava de um lado para o outro como se não houvesse amanhã.
Conseguiu, então, comprar uma picape (camionete) Ford (daqueles modelos lançados nos anos 70) usada que lhe era muito útil no dia-a-dia. Duas vezes por dia, ele cruzava a Avenida Narciso Silva a todo vapor, uma de manhãzinha e outra à tardinha. Cada vez que aquela camionete aparecia na avenida era um terror. Cachorro, pedestre, charrete...o que estivesse em seu caminho...sai da frente! Ele vinha levantando tudo pelos ares.
Foi então que, novamente muito apressado, o sujeito e seu "fordinho" (como ele mesmo denominava) adentraram a avenida Narciso Silva vindo do Cerro das Almas. Querendo chegar logo a seu destino, o notório "barbeiro" irritou-se ao perceber que um caminhão manobrava na via, querendo sair de um pátio para seguir adiante. Foi o tempo do caminhão tomar rumo e o "barbeirão" acelerou forte com a camionete, sem se dar conta que havia uma moto estacionada logo adiante, encostada junto ao meio-fio. Resultado, a motinha virou um brinquedo nas rodas da camionete, sendo cinematograficamente catapultada vários metros na calçada e o "barbeirão" seguiu como se nada tivesse acontecido. Poderia parecer maldade do sujeito, mas quem o conheceu é categórico em afirmar que ele realmente não se dava conta das barbeiragens que cometia, muito provavelmente pelo espírito distraído e a baixa visão. Estava mais para um "bobo irresponsável" na direção, do que um "patife irresponsável". Como tirou a habilitação de motorista? Bem, os tempos eram outros no País.
Mas voltando ao cerne do relato, o fato é que a motinha ficou estraçalhada na calçada e o sujeito seguiu sabe se lá para onde em sua pressa habitual. Resolveu o que queria resolver e parou para reabastecer no antigo Posto Kaiser (na esquina da Avenida Narciso Silva com a Rua João Rouget Peres) quando já estava iniciando a noitinha. Sai do carro, conversa com um, conversa com outro, quando um dos funcionários do posto comenta no grupo que estava reunido no posto, entre outros funcionários e clientes, o seguinte:
- Bah, o Zé Paulo está inconsolável, uma camionete bateu na moto dele lá perto do Esmelindro e o motorista se mandou!
O "barbeirão" muito surpreso quer saber mais e indaga:
- Mas o Zé Paulo viu quem era o motorista?
O funcionário responde:
- Olha, ele estava trabalhando nos fundos de casa e não viu, mas parece que a Dona Nair viu um detalhe na camionete, mas não sei se ele ainda identificou quem era.
Eis que o "barbeirão" comenta muito indignado:
- Pois é, né tchê?! Que barbaridade, como tem gente despreparada hoje em dia dirigindo...vai ver que o sujeito não é daqui. Eu até me revolto com um troço desses!
Dias depois, o "barbeirão" pagava o conserto da moto religiosamente e se perguntava como havia batido na mesma sem se dar conta.
Nota: os nomes usados são fictícios.
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