sexta-feira, 8 de julho de 2016

Festa Julina na E.M.E.F. Senador Darcy Ribeiro


Neste sábado, 09 de Julho de 2016, ocorre a Festa Julina da E.M.E.F. Senador Darcy Ribeiro, a partir das 14 horas com entrada franca para a comunidade. O endereço da escola é Rua Edmundo Peres 1330, Teodósio, Capão do Leão.

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 52


776. Zinke: sobrenome poligenético que significa dente ou forcado. Etimologicamente provém do alto alemão medieval zinko com o sentido de apêndice longo de uma ferramenta ou objeto (garfo de feno, forcado, ancinho, pente, etc.). O vocábulo é mais usado para se referir aos "dentes" de uma ferramenta, todavia figurativamente pode também designar dentes humanos. A Genealogia considera que Zinke tanto pode ter origem numa referência a um trabalhador que usa um instrumento com dentes, um artesão que produz ferramentas com dentes ou ainda figurativamente alguém que possui dentes proeminentes em série. O sobrenome é mais comum na metade oriental da Alemanha e concentra-se sobretudo no norte da Saxônia, região de Berlim, extremo-sul da Baixa Saxônia e sul da Saxônia-Anhalt.
Zinke também é um topônimo comum na Europa da língua alemã, comumente encontrado em regiões montanhosas que lembram os "dentes de um forcado".
Data do século XV.
Variantes:
Zinken - variante simples no plural.
Zinko - variante arcaica.
Zincke - variante comum no sudeste da Alemanha e Áustria.
Zincken - variante comum no leste da Alemanha.
Zink - variante curta comum na Baviera. Também significa zinco.
Zingg - variante muito comum na Suíça.
Zing - variante pouco usual com origem na Suábia.

777. Behringer: sobrenome que pode ser tanto um toponímico quanto um patronímico. Enquanto patronímico está relacionado ao antigo primeiro nome alemão masculino Bero (urso). De acordo com Klaus Butenbach, no século XIII encontra-se as formas Bere e Bering como correspondentes a filho de Bero. Enquanto toponímico se refere a uma série de lugares na Alemanha, particularmente os mais importantes dois municípios, um em Baden-Württemberg e outro na Turíngia. O sobrenome concentra-se na metade meridional da Alemanha.
Variantes:
Beringer - variante simples.
Bering, Behring - variantes mais comuns no centro-sul da Alemanha, com ocorrências significativas no norte da Alemanha.
Bähringer - variante encontrada na Turíngia.
Baeringer - variante encontrada na Baixa Saxônia e Hesse.
Berringer - variante encontrada no nordeste da Alemanha.
Böhringer, Böringer, Boehringer, Boeringer - variantes espalhadas irregularmente pela Alemanha e Suíça.
Behling, Beling, Behlinger, Belinger - variantes do norte da Alemanha e também com ocorrência na região central.
Behringen, Beringen, Bohringen, Boringen - variantes relacionadas.

778. Schmuck: sobrenome poligenético que significa joia, ornamento. Provém etimologicamente do baixo alemão oriental medieval smuck que significa aproximadamente joia, coisa preciosa, coisa dobrável, ornamento. Designa o artesão especializado na confecção de joias, ornamentos, cintos ou fivelas. Todavia pode derivar de casos especiais igualmente:
1 - Um patronímico para o antigo primeiro nome alemão Smucho, hoje em completo desuso.
2 - Em alguns locais do norte da Alemanha, usado de forma figurada para denominar pessoa pequena. 
3 - Na Suíça, corresponde a homem de pescoço retraído.
Todavia, a Genealogia sustenta que o sobrenome enquanto nome profissional é mais abundante como origem na maioria das linhagens. 
O sobrenome data do século XIV e ocorre principalmente nas regiões de Hamburgo, Munique, Pinneberg, Berlim, Mainz-Bingen e Ravensburg. Também é significativo na Áustria, Suíça e na região dos Sudetos, República Tcheca.
Variantes:
Schmücking - variante mais comum no norte da Alemanha.
Schmückle, Schmuckle, Schmuckli, Schmückle - variantes mais comuns no sul da Alemanha e Suíça.
Schmugg, Schmugge, Schmug, Schmuge - variantes mais comuns na Baviera, Hesse e Baden-Württemberg.
Smuck - variante arcaica do norte da Alemanha.
Smuc - variante rara.
Schmucker - variante derivada no comparativo da língua alemã.
Smokke, Smoke, Smokk, Smok - variantes pouco usuais encontradas no norte da Alemanha.
Smuchart - variante do norte e nordeste da Alemanha.
Schmuckat - variante encontrada na Saxônia e norte da Baviera.
Schmukert - variante encontrada no centro e centro-oeste da Alemanha.
Schmuckermeier, Schmuckermeyer - variantes que significam mestre-joalheiro.
Schmuckler - variante do sul da Alemanha.
Schmück - variante encontrada na Baixa Saxônia.
Schmücking, Schmucking - variantes mais comuns no Hesse, Renânia do Norte-Westfália e Turíngia.
Schmok - variante incerta, pois concentra-se em Brandemburgo e Mecklemburgo-Pomerânia, mas pode corresponder a um vocábulo regional que significa fumaça, névoa, designando também o trabalhador de minas de carvão. Variantes diretas: Schmöckel, Schmökel, Schmoke, Schmok, Schmokke, Schmoke.

779. Taube: sobrenome poligenético que significa pombo. Etimologicamente provém do alto alemão medieval tube com o mesmo sentido. O Basel Portal compreende que o sobrenome denomina pessoa mansa, pessoa submissa. O sobrenome foi registrado primeiramente em 1288 e ocorre principalmente nas regiões do Oberlausitz, Pomerânia, Brandemburgo, bem como na Polônia, no Báltico e nas regiões do leste europeu de influência alemã.
Taube também é um topônimo comum na Alemanha.
Variantes:
Tauben - variante no plural da língua alemã.
Duben, Tuben - variantes arcaicas relacionadas.
Daube, Dauben - variantes na região do baixo alemão.
Duif - variante na língua holandesa.
Due - variante na língua dinamarquesa.
Duva - variante na língua sueca.
Dove - variante na língua inglesa.

780. Neuner: sobrenome poligenético que significa nove, particularmente em alguns falares regionais do sul da Alemanha e serve para denominar qualquer coisa com o valor, tamanho ou medida do número nove no restante do País. É um sobrenome muito comum na Áustria e no sul da Alemanha.
Nove foi um número importante entre os antigos povos celtas e germânicos antes do processo de cristianização que introduziu o simbolismo do número sete, importado do Oriente e do Mediterrâneo. Por esta razão, na Europa Central do primeiro milênio da Era Cristã o número nove indicava excelência, plenitude, perfeição. Em muitas expressões idiomáticas e provérbios em que predominam as línguas de matriz germânica na Europa a reminiscência do número nove é bem perceptível. De acordo com Hans Markus Thomsen, a denominação Neuner significa ao se referir a uma pessoa algo como atrevido, intrépido, picante, sabichão, esmerado, esmero. Na Suábia e nas regiões do baixo alemão encontram-se estes significados. 
Na região do Reno, os antigos tribunais eram compostos por nove juízes municipais, por isso Neuner também indica um antiga função judicial.
Neuner também é um topônimo comum na região dos Alpes Austríacos e no Tirol do Sul, Itália.
O sobrenome data do século XIV e ocorre em toda a Alemanha.
Variantes:
Neun - variante simples que significa nove (numeral).
Nuener - variante arcaica da região do Reno.
Neunerd, Neunerdt, Neunert - variantes do centro-noroeste da Alemanha.
Neuneier, Neuneyer - variante que corresponde a um funcionário de um tribunal de nove juízes (como visto um costume da região do Reno).
Neunherz - variante composta que significa nove corações. É a denominação figurada para muito corajoso.
Neunast - variante composta que significa figurativamente bom madeireiro, excelente lenhador.
Neunfinger - variante composta que significa figurativamente artesão habilidoso, profissional que usa habilmente os dedos.
Neunteufel, Neundeubel - variantes compostas que significam figurativamente nove diabos.
Neunkirchen - variante composta que significa literalmente nove igrejas e figurativamente pessoa que beneficia igrejas, pessoa que beneficia a religião.

781. Knauf: sobrenome poligenético que significa botão, maçaneta, globo, pomo, peça arrendondada. Provém etimologicamente do alto alemão medieval knouf com o mesmo sentido. Segundo o Krueger-Wiedenbrueck, o termo é usado figurativamente para designar homem áspero ou homem rechonchudo. É mais comum na Renânia do Norte-Westfália. Data do século XIV.
Variantes:
Knauff - variante concentrada na região de Schwalm-Eder-Kreis.
Knaufel - variante encontrada na Westfália e Hesse.

782. Haufe: sobrenome poligenético que significa pilha, montante, amontoado, rebanho. Provém etimologicamente do alto alemão medieval hufo com sentidos idênticos. O sobrenome pode designar:
1 - Um habitante de uma colina ou de um local com casas amontoadas.
2 - Um integrante de uma tropa militar. Haufe é um termo comum para denominar uma unidade militar qualquer ou um bando guerreiro.
3 - Um local com pilhas de madeira ou rocha, correspondendo assim um habitante de um local com estas características.
Haufe também é um topônimo comum na Alemanha.
O sobrenome ocorre desde o século XIII e concentra-se no norte da Alemanha, mas está igualmente distribuído no resto do País.
Variantes:
Hauffe - variante comum na Saxônia e região de Karlsruhe.
Haufen - variante simples no plural da língua alemã.
Huffmann - variante composta que tende a ser interpretada como lenhador que empilha madeiras. É própria da Saxônia.
Huff, Hauf - variantes curtas
Hauff - variante mais comum na região da Boêmia.
Humpel, Hump, Hümpel - variantes na região do baixo alemão.
Hoop - variante na língua holandesa e no baixo alemão.
Hop - variante na língua sueca.
Hufe, Houf, Houfe - variantes arcaicas.

783. Leber: sobrenome poligenético que significa literalmente fígado. Provém etimologicamente do alto alemão medieval lebara ou lebera com o mesmo sentido. O sobrenome denomina o açougueiro ou açougueiro de vísceras no sul da Alemanha, região dos Sudetos, República Tcheca e região fronteiriça alemã-austríaca. Na realidade, o termo é ultrapassado, sendo considerado em desuso desde o fim do século XVIII, embora tenha permanecido em alguns falares regionais.
Data do século XVI e ocorre principalmente nas áreas supracitadas e em alguns locais da Suíça alemã.
Variante:
Lebers - variante simples no plural.
Leiber, Leibers - variantes associadas na região central e centro-sul da Alemanha.
Leberl - variante mais comum na Áustria.
Lebar - variante arcaica.

784. Stürmer: sobrenome poligenético que significa atacante, pessoa que ataca, pessoa que agride. Está aparentado diretamente com o vocábulo alemão sturm que quer dizer tempestade.  O sobrenome tem sua origem no meio militar e quer dizer aproximadamente guerreiro que ataca impetuosamente, guerreiro corajoso. O sobrenome é mais comum no sul da Alemanha.
Variantes:
Sturmer, Stuermer - variantes simples.
Sturmers, Stuermers, Stürmers - variantes no genitivo da língua alemã.
Stümer, Stuemer, Stumer, Stümers, Stuemers, Stumers - variantes mais comuns no sul da Alemanha.

785. Schneemilch: sobrenome poligenético com duas explicações possíveis:
1 - Schneemilch é um tipo de sopa tradicional do centro da Alemanha à base de leite e ovo, antigamente vendida em tavernas de beira de estrada. Pode por isso designar o comerciante deste tipo de alimento.
2 - O sobrenome pode designar também o comerciante de leitelho. 
Schneemilch literalmente quer dizer leite-neve.
O sobrenome concentra-se especialmente no leste da Baixa Saxônia e oeste da Saxônia-Anhalt.
Variantes:
Schneemus - variante na região do baixo alemão.
Schlegelmilch - variante encontrada na região de Berlim e na Turíngia.
Schleemilch - variante encontrada na Turíngia e Hesse.
Slegemilch - variante relacionada.
Schneemilcher, Schneemelcher, Schlegelmilcher, Schlegelmelcher, Slegemilcher, Slegemelcher - variantes derivadas.
Slemilch - variante arcaica.

786. Schneemann: sobrenome poligenético que significa boneco de neve. Todavia o sobrenome se relaciona a um termo do baixo alemão medieval que serve para designar o morador da borda, do limite, da fronteira de um distrito, condado ou área feudal qualquer. O sobrenome é comum nas regiões de Göttingen e Friedland.
Não se descarta que Schneemann possa também ter se originado de um apelido para designar homem parecido com um boneco de neve, mas isso se refere a linhagens seguramente fora da área do baixo alemão. O primeiro registro do sobrenome é do século XVIII.
Variantes:
Snemand - variante na língua dinamarquesa.
Schnéimännchen - variante na língua luxemburguesa.
Sneemann - variante no baixo alemão moderno.
Sneeuwman, Sneeuwpop - variantes na língua holandesa.
Snomann - variante na língua norueguesa.
Snowman - variante na língua inglesa.

787. Schneekönig: sobrenome poligenético que significa literalmente rei do inverno ou rei da neve. È um termo regional particular da Silésia, Turíngia e Saxônia para designar o pássaro carriça (Troglodytes troglodytes), que tem por hábito cantar alegremente mesmo no mais rigoroso inverno. Por isso, o sobrenome serve para designar pessoa muito alegre, pessoa com muita vivacidade, pessoa "feliz da vida". 
O sobrenome é mais comum na Saxônia, sul de Brandemburgo e Silésia.
Variante:
Schneevogt - variante regional de Schleswig-Holstein.

788. Schnee: sobrenome poligenético e toponímico que significa neve. Provém etimologicamente do alto alemão medieval sne, por sua vez derivado do alto alemão antigo sneo, ambos com o mesmo sentido.
Schnee é um sobrenome com origem muito ampla na Europa da língua alemã e germânica, pois os mais variados motivos podem ter levado a alguém receber a alcunha. Refere-se a lugares tanto na Alemanha, Suíça e Áustria, bem como pode se referir à cor dos cabelos de alguém, o fato de alguém morar num lugar em que constantemente neva, assim como indicar um aspecto comportamental ou ainda uma vinculação religiosa (a devoção à Santa Maria das Neves decorrente de um milagre que aconteceu no século IV é especialmente forte na Alemanha católica).
O sobrenome data do século XIV e ocorre em toda a Europa de língua alemã.
Variantes:
Snow - variante direta na língua inglesa.
Snijeg - variante na língua croata.
Schnees - variante no genitivo da língua alemã.
Snee, Snai, Snei - variantes na região do baixo alemão.
Sneeuw - variante na língua holandesa.
Sno - variante na língua norueguesa.
Sneg - variante na língua polábia, na língua sérvia e na língua eslovena.
Snieg - variante na língua polonesa.
Naiv - variante no dialeto romanche.
Snö - variante na língua sueca.
Sneh - variante na língua eslovaca.
Snih - variante na língua tcheca.
Snie - variante no frísio ocidental.
Schnää - variante no bávaro.
Schnéa, Schnéé - variante no suábio.
Altschnee - variante composta que significa literalmente neve velha. Diz-se a respeito dos lugares em que há neve perene.
Neuschnee - variante composta que significa literalmente neve nova. Diz-se a respeito dos lugares que não registram neve além de três dias de nevasca.
Blutschnee, Roterschnee - variantes compostas que significam neve-sangue. Diz-se a respeito de lugares em que no período de degelo da neve no verão acontece uma mistura com pigmentos vermelhos ou rosáceos causados por micro-organismos.
Büsserschnee - variante composta que significa neve em forma de pirâmide ou cilindro. É um fenômeno meteorológico que acontece em altas altitudes.
Faulschnee - variante composta que significa a mistura de neve e água corrente que acontece em alguns locais frios.
Feuchtschnee - variante composta que significa neve molhada. Diz-se a respeito de lugares em que ocorre um tipo de neve úmida que se descongela facilmente. Variante: Nassschnee.
Pulverschnee - variante composta que significa neve em pó. Diz-se a respeito da neve muito congelada que forma grânulos uniformes e não se descongela facilmente.

789. Schweinsteiger: sobrenome poligenético com origem na Baviera que significa aproximadamente lugar dos porcos, chiqueiro, pocilga, ou numa melhor acepção ladeira ou subida do(s) porco(s). Está concentrada na região de Rosenheim, Alta Baviera e com outra linhagem na região de Berlim (provavelmente por causa da migração interna). O registro mais antigo dá conta de um Kaspar Schweinsteiger em Brannenburg no ano de 1494.
Variante:
Schweinsteig - variante simples.

790. Siemens: sobrenome patronímico que significa filho de Simon (Simão em português). Siemens é um patronímico típico da Baixa Saxônia. A família empresarial alemã famosa tem sua origem na cidade de Goslar na mesma região. O mais antigo registro do sobrenome é de 1384. 
O sobrenome ocorre na metade ocidental da Alemanha, mas principalmente na Baixa Saxônia.
Variantes:
Siemen - variante simples.
Symonis - variante arcaica.
Simonis - variante na região do baixo alemão.
Schimanski - variante polonesa da família.







Festa Junina na La Bombonera Leonense


Divulgação.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Bingo Beneficente da AFAVI - Associação Família Pela Vida



A AFAVI - Associação Família pela Vida realiza no domingo, 10 de Julho de 2016, a partir das 14 horas, em sua sede na rua Santa Clara, no. 548, bairro Jardim América, Capão do Leão/RS, um bingo beneficente. 
O valor de cada cartela é de R$ 5,00.
Premiação
1a. rodada - Um kit cozinha
2a. rodada - Uma jarra elétrica
3a. rodada - Um aparelho de jantar
4a. rodada - Um cobertor de casal
5a. rodada - Um forno elétrico
Haverá também prêmios na letra B e rodadas extras.

Ser ou não ser gaúcho, por José Iran Ribeiro


Ser ou não ser gaúcho

“Só há no mundo três denominações, três classes de habitantes: rio-grandenses, ou ‘filho do país’; castelhano, ou hispano-americano; e baiano. Para o gaúcho rio-grandense, quer um homem tenha nascido à sua porta, na província de Santa Catarina, quer venha da Lapônia, é sempre baiano. E se, para ele, o gaúcho castelhano é rival odiado, ao menos considera-o seu igual, pois sempre é gaúcho, ao passo que o baiano é um ser inferior, porque não maneja bolas nem laço, não se tem por ‘centauro’ e não entende ser desonra andar a pé”.
Escritas em 1865, as palavras do conde d'Eu, em sua “Viagem militar ao Rio Grande do Sul”, tratam de algo que não era novo naquela província. As lutas pela definição das fronteiras do sul possibilitaram o convívio entre indivíduos de diversas partes do Brasil e, consequentemente, a transformação das identidades locais e regionais. Ocorrida entre 1835 e 1845, a Guerra dos Farrapos foi um dos exemplos mais significativos dessa interação entre gente de diferentes origens e culturas. 
Durante o longo conflito, milhares de soldados foram enviados de todas as regiões do país para compor o Exército Imperial brasileiro e combater os republicanos rio-grandenses. Quem chegava deparava-se com padrões culturais mais ou menos distintos dos de sua terra de origem. Ao mesmo tempo, os rio-grandenses travavam contato com brasileiros com características diferentes das que havia em sua província. Além do valor relativo atribuído ao andar a cavalo (“ter-se por centauro”, na expressão do conde d'Eu), havia outras especificidades entre aqueles homens, como os numerosos sotaques e a dificuldade de adaptação dos recém-chegados ao clima frio e à dieta à base de carne bovina. Notável é que essas distinções contribuíam para definir as identidades regionais, mas não impediram aproximações, que chegaram a se tornar matrimônios entre militares de outras partes do Brasil e mulheres da província.
Na época, a imensa maioria das pessoas aprendia a falar o português abrasileirado segundo as práticas populares de onde provinha. Os naturais das regiões com forte presença escrava, por exemplo, tinham um “falar crioulo” – que incluía as contribuições linguísticas do iorubá e do quibundo – em parte desconhecido em São Paulo, onde a “língua geral” dominava as conversas, com suas expressões do tupi-guarani ou nhengatu.
Estas e outras variações linguísticas foram reunidas numa terra onde os espanholismos marcavam o falar. A combinação muito provavelmente resultou em obstáculo inicial e generalizado de comunicação. Ao menos foi o que registrou o engenheiro militar visconde de Taunay, em memórias escritas sobre a Guerra do Paraguai (1864-1870). Ao manifestar sua afeição pelo general Osório, ele menciona a dificuldade em compreender o que o companheiro dizia, “tal a mescla de português e espanhol agauchado”.
A maneira como os indivíduos encaravam o clima era também uma questão. Os que vinham das regiões mais quentes não tinham problemas no verão, mas sofriam quando o inverno chegava. As temperaturas baixas, os ventos gélidos e a alta umidade faziam aumentar a incidência de doenças e as deserções. Os rios transbordavam, os caminhos viravam atoleiros, os cavalos tornavam-se inúteis. Era época de reunir os efetivos em acampamentos protegidos do frio e prepará-los para o reinício das operações. Para os comandantes militares, as dificuldades de aclimatação das tropas transformavam-se em prejuízos calculados: “cada recruta que vem do norte não fica aqui posto por menos de 400 réis, porque logo que saindo de suas casas lá do sertão vêm vencendo, e os condutores, fretes, armamentos, e fardamentos, e destas algumas é só número, que vão ao hospital e de lá para o cemitério”. Em 1840, estimava-se que, dos 7.979 integrantes do efetivo total em operações no Rio Grande do Sul, podia-se contar com menos de 6.500. Diferenciando a origem dos doentes, o barão de Caxias afirmou que “dois terços dos recrutas que vêm do norte vão por muito tempo povoar os hospitais”.
Pode-se mensurar essas adversidades acompanhando o deslocamento de uma unidade. Eram 1.200 os homens mobilizados de Santa Catarina até o oeste do Rio Grande do Sul. Do Desterro (Florianópolis), levavam 35 dias para chegar a Rio Grande em três viagens a bordo de barcas a vapor, e dali seguiam em vapores por mais oito dias até Triunfo. Cachoeira era alcançada com mais dez dias de caminhada. A marcha continuava até Alegrete, atravessando rios e arroios que no inverno não permitiam a passagem a pé ou a cavalo e podiam encher a qualquer momento. Em tempos de paz, uma única unidade ligeira, sem artilharia, cobriria a distância em 30 dias. Em guerra, o prazo era inimaginável. Se fossem tropas aclimatadas, o desgaste não seria tão grande, mas sem qualquer experiência, “o soldado que escapasse ao rigor do tempo não poderia escapar ao ferro do inimigo”, vaticinavam pessimistas como o conde de Rio Pardo.
As tropas eram atacadas por “bexigas”, “febres e afecções cerebrais”, febre tifoide, entre outras doenças. Parte delas resultava da baixa resistência física dos recrutas, do pouco cuidado dos médicos nas inspeções de saúde, das péssimas condições de higiene, dos inapropriados meios de transporte. A disenteria, um dos males que mais vitimavam os militares, tinha relação com os hábitos alimentares da região. No extremo sul, devido à abundância de gado, as refeições se baseavam na carne seca ou fresca. Em casos extremos, os soldados eram alimentados unicamente com carne durante meses. Uma dieta quase exclusiva de proteína não era algo facilmente digerido por quem estava habituado a maior variedade nutricional. 
A conjugação desses fatores estava à vista de todos: “rigoroso frio e chuvas, que por extremo aniquilam a nossa infantaria, que com a falta absoluta da farinha, e só reduzida à simples carne de vaca, tem consideravelmente adoecido de disenterias, a que muitos sucumbem”. Daí criou-se o entendimento de que “soldados de fora não podem passar sem (...) farinha porque logo adoecem, pois não estão habituados como nós a estas privações”, segundo o comandante em chefe do Exército, o brigadeiro Antônio C. Seara, em 1841. 
Sobre as diferenças dos costumes militares entre os sulinos e o soldado nordestino, o escritor Apolinário Porto Alegre afirmou que este “não bate-se a cavalo, mas bate-se bem de a pé”. Para além do status social, diferentemente de outras regiões, no Rio Grande do Sul servir na cavalaria representava uma oportunidade de ascensão mais rápida na carreira, e inúmeros militares de infantaria solicitavam transferência para as unidades montadas. Mas havia também o aspecto cultural. As características físicas da região e a economia pastoril desenvolvida no Rio Grande do Sul a partir do século XVII forjaram uma cultura dependente do uso de cavalos. A lida nos campos e o quase permanente estado de guerra na região ao redor do Rio da Prata contribuíram para transformar os povos dali em exímios cavaleiros, o que, somado à crescente diferenciação social entre os que andavam montados e os que tinham de caminhar, resultou na valorização extremada do serviço militar na cavalaria, a ponto de se transformar num dos mais importantes elementos da identidade regional.
Mesmo com todas as diferenças culturais, os rio-grandenses não viam empecilhos em estreitar relações com os não nascidos na província. Exemplo disto são as uniões entre mulheres naturais da região e militares vindos de outras localidades. Os registros de batismo das paróquias de Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e São José do Norte informam que mais de 80% dos casamentos dos militares não rio-grandenses ocorriam com mulheres nascidas na província. Se, por um lado, isto acontecia porque elas eram maioria, por outro, indica que devia haver algum exagero nos relatos do conde d’Eu: mesmo numa situação de guerra e com valores identitários estabelecidos, os rio-grandenses não rejeitavam totalmente a ideia de construir uma identidade brasileira plural. 
José Iran Ribeiro - professor da Universidade Federal de Santa Maria e autor de O império e as províncias: Estado e nação nas trajetórias dos militares do exército imperial no contexto da Guerra dos Farrapos (Arquivo Nacional, 2013). 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Locais de votação na Consulta Popular 2016 em Capão do Leão


Para a votação off-line que somente ocorre nos dias 05 e 06 de Julho estes são os locais em Capão do Leão que recebem listas:
  • Emater Capão do Leão.
  • Secretaria de Agricultura.
  • Secretaria de Saúde.
  • Sindicato dos Municipários.
  • Câmara Municipal de Vereadores.
Para votação on-line: https://vota.rs.gov.br/register 

É necessário criar um cadastro rápido!

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 51


761. Knebel: sobrenome poligenético que significa literalmente mordaça no alemão moderno, mas também significa chave de soquete (ferramenta), um tipo de freio e igualmente um tipo de cutelo. Etimologicamente vincula-se ao termo do alto alemão clássico knebil, bem como ao antigo saxão knevil, ambos com o sentido de coisa que aperta. Todavia, a palavra também se relaciona com o termo knabe (menino), ou ainda com o alto alemão medieval knip (faca). O Dicionário Grimm arrola uma série de significados para Knebel, mas são mais prováveis as seguintes acepções:
1 - Um afiador de facas na região da Westfália.
2 - Um vendedor de lenhas ou varas de madeira na região do Baixo Reno.
3 - Uma variante derivada de knabe (menino).
4 - Uma forma para designar figurativamente camponês servil, no sentido de "aquele que não tem voz" (dependente, agregado).
5 - Pessoa bruta ou desajeitada, no sentido de "pessoa que se movimenta de modo apertado, teso". 
O sobrenome data do século XIV e ocorre principalmente no norte de Baden-Wüttemberg, noroeste do Hesse e leste da Renânia-Palatinado. Não é um sobrenome muito comum no norte.
Variantes:
Knebels - variante no genitivo da língua alemã.
Knebeln - variante no plural da língua alemã.
Knobel, Knobbel, Knubel, Knubbel - variantes relacionadas.

762. Frost: sobrenome poligenético mais comum na língua inglesa, mas que possui igualmente sua vertente original alemã. Significa geada, frio. Etimologicamente provém do alto alemão medieval vrost com o mesmo sentido, derivado por sua vez do antigo germânico frusta. Pode significar alguém que mora num local muito frio ou um traço de personalidade como pessoa fria, pessoa desanimada, pessoa branca como a neve (desnutrição aparente), pessoa friorenta. 
O sobrenome concentra-se mais na metade norte da Alemanha, com maiores concentrações no norte da Turíngia e sul de Brandemburgo. Todavia, o sobrenome e suas variantes diretas ocorrem em todas as regiões da Alemanha e Áustria. É provável que as linhagens de Frost do noroeste da Alemanha e nos Países Baixos estejam mais relacionadas à língua inglesa. Frost também é uma palavra homônima nas línguas dinamarquesa, sueca e norueguesa.
Variantes:
Fröste - variante simples no plural da língua alemã.
Froste - variante irregular.
Frosts, Frostes - variantes no genitivo da língua alemã.
Frostig - variante que significa literalmente frio.
Frostbeule - variante que significa frieira e também pés congelados.
Vorst, Vorste - variantes na língua holandesa.
Vrost, Vroste - variantes arcaicas pouco comuns.
Frossa - variante regional da Suécia.

763. Schill: sobrenome poligenético que significa aproximadamente estrábico. Segundo o genealogista Lucas Rochlitz o sobrenome provém etimologicamente do alto alemão medieval schili com o mesmo sentido. O mais antigo registro do sobrenome remete ao nobre Hainrich Schili em 1271, na região do Palatinado - de onde teria se originado o sobrenome. O sobrenoem ocorre em toda a Alemanha, com concentrações significativas no norte do Hesse, noroeste da Turíngia e sudoeste de Baden-Württemberg.
Variantes:
Schil - variante simples.
Shil, Shill - variantes aparentadas na língua inglesa, no noroeste da Alemanha e Países Baixos.
Schiel, Schielle, Schielle - variantes na região do alto alemão.
Zschille - variante encontrada na região de Grossenhain, Saxônia.

764. Teufel: sobrenome poligenético que significa literalmente diabo na língua alemã moderna. É um sobrenome comum no sul da Alemanha, particularmente em Baden-Württemberg. Embora o significado apareça claro num primeiro momento, existem duas explicações para a origem do sobrenome:
1 - Derivado do alto alemão medieval tiufel, tiuvel ou tiefel, proveniente do românico diuvalus, por sua vez derivado do latim diabolus. O significado estrito é diabo. Serve para designar alguém com um aspecto comportamental reprovável ou temível, pode ainda corresponder ao contexto militar para denegrir ou exaltar as virtudes de um guerreiro. Igualmente pode se referir à aparência de alguém.
2 - No caso de linhagens com origem na Suábia, o termo Teufel seria originário de teut ou teuth que corresponde a pessoa, homem do povo, designando assim uma espécie de denominação genérica para indivíduo comum, zé-ninguém, populacho.
O sobrenome data do século XV.
Variantes:
Teufels - variante simples no genitivo da língua alemã.
Teuffel, Teufells - variantes mais comuns na Áustria e sudeste da Alemanha, com pequena concentração também na região de Hamburgo.
Toifl - variante comum da Áustria.
Mannteufel - variante que significa literalmente homem-diabo. Ocorre em toda a Alemanha e nomeia uma família nobre da Pomerânia.
Teufl - variante encontrada na Áustria e Baviera.
Duvel, Duvell, Deufel, Deufell, Deufl, Duvil, Deubel, Düwel - variantes na região do baixo alemão.
Duvelgen, Duvelgyn - variantes encontradas na região de Siegburg.
Deuvele. Teufele - variantes no diminutivos encontradas esparsamente no centro-norte e centro-sul da Alemanha.
Düweling, Dueweling - variantes encontradas na Westfália e Baixa Saxônia.
Neunteufel - variante que significa nove diabos. Origem desconhecida.
Jagenteufel - variante que significa caça-diabo.
Bietendüvel - variante que significa a expressão "morda o diabo" no baixo alemão.
Deubelius - variante latinizada do século XVI.
Duivel - variante na língua holandesa.
Djevel - variante na língua norueguesa.
Diabel - variante na língua polonesa.
Diavel - variante no dialeto romanche.
Dabel - variante na língua tcheca.
Deifel - variante na língua suábia.
Deiwi, Teifi - variantes na língua bávara.
Düwelsche - variante no dialeto kölsch.
Dübel - variante na região de Hamburgo.

765. Stich: sobrenome poligenético que significa ponto, costura, gravura, gravação, picada e coloquialmente loucura. Serve para designar o profissional que trabalha com gravação, que fabrica gravuras, seja em madeira, bronze ou outro tipo de liga metálica. Trata-se de um ofício medieval comum que se tornou mais abundante na época do Renascimento. O sobrenome ocorre em toda a Alemanha, mas principalmente no norte da Baviera, na região de Allgäu, sul de Baden e região de Odenwald.
O sobrenome pode ainda em alguns casos designar indiretamente o ofício de alfaiate.
Variantes:
Stichel - variante encontrada na região de Aschaffenburg.
Sticher - variante com origem na região do Sarre.
Stiche - variante simples no plural da língua alemã.
Sticht, Stichte - variantes encontradas na região do baixo alemão.

766. Platz: sobrenome poligenético que significa literalmente lugar. Etimologicamente deriva do alto alemão medieval platz ou plaz, por sua vez advindo do latim platea, proveniente do grego plateia que corresponderia em sua origem a estrada larga. Por isso, o sobrenome pode ter as diferentes acepções a seguir:
1 - Um morador do espaço central de um burgo ou cidade medieval, isto é, o morador daquilo que pode ser denominado praça central.
2 - Um morador de uma estrada.
3 - Um morador que está estabelecido próximo a um curso d'água largo.
4 - Um padeiro ou confeiteiro especializado na fabricação de pães e bolos de massa compacta e nutritiva (comuns na Alemanha) que servem como frumento ou ração diária. Nesta vertente, a origem seria a região do Reno.
5 - Enquanto toponímico se refere a dez localidades diferentes na Alemanha.
6 - Pode também significar tribunal, designando assim um juiz ou funcionário judicial.
O sobrenome é comum em toda a Alemanha, bem como na Europa da língua alemã.
Variantes:
Plaz - variante antiga.
Blaz, Blatz - variantes pouco comuns encontradas na região do baixo alemão. Podem significar bexiga.
Platzen, Plätze - variantes no plural.
Platzes - variante no genitivo da língua alemã.
Blatze, Blaze, Plaze, Platze - outras variantes relacionadas.

767. Feist: sobrenome poligenético que significa roliço, robusto, gordo. Etimologicamente provém do alto alemão medieval veizt ou veizte com o mesmo sentido. O sobrenome é auto-explicativo. O sobrenome data do século XIV e é comum em toda a Europa da língua alemã, exceto na Áustria, Suíça e sul da Alemanha onde tende a predominar a forma Faist.
Variantes:
Faist - variante comum no sul da Alemanha, Suíça e Áustria.
Feister - variante no comparativo da língua alemã.
Fett - variante que significa literalmente gordura.
Fet - variante na língua sueca.

768. Oldenburg: sobrenome toponímico com boa distribuição na Europa da língua alemã. Refere-se a duas comunidades, uma na Baixa Saxônia, outra em Mecklemburgo-Pomerânia, um distrito na Renânia do Norte-Westfália, e duas cidades, uma em Schleswig-Holstein e a uma na Baixa Saxônia (sendo esta considerada a principal do ponto de vista histórico). Oldenburg ("velho burgo"; "antigo burgo") mais especificamente está relacionada a uma antiga região histórica no noroeste da atual Alemanha, que fez parte do Sacro Império Romano-Germânico. Oldenburg foi um condado incorporado ao Sacro Império surgido em 1108, que tornou-se ducado em 1774 e em 1814 um Grão-Ducado, parte primeiramente da Confederação Germânica e depois do Império Alemão. Após a I Guerra Mundial, Oldenburg tornou-se um Estado Livre, condição perdida após a II Guerra Mundial. Em 1975, houve um referendo para restaurar sua antiga autonomia, mas não foi aprovado pela maioria da população. Oldenburg englobava boa parte do território da atual Baixa Saxônia, com pequenos territórios esparsos em Schleswig-Holstein, Renânia-Palatinado, Sarre e Bremen.
Por isso, Oldenburg é um toponímico que quer dizer nascido ou morador de Oldenburg (o antigo território que existiu até 1946). O sobrenome é muito antigo, pois a família nobre que usou primeiramente este nome data do século XI. O sobrenome concentra-se principalmente no noroeste e norte da Alemanha (principalmente Schleswig-Holstein) e na região do Reno.
Variantes:
Olinborg - variante no antigo baixo alemão.
Ooldenbuurich - variante no antigo frísio.
Oldenburguer - variante derivada.
Oldenburger - variante derivada.
Oldenborg - variante encontrada em Schleswig-Holstein e Dinamarca.
Oldenborch - variante na região do baixo alemão.

769. Zuber: sobrenome poligenético que significa banheira, cuba, vasilha d'água. Etimologicamente provém do alto alemão medieval zuber, por sua vez derivado do alto alemão antigo zubar ou zwibar significando vasilha de duas alças (objeto comum no mobiliário bárbaro germânico). O sobrenome designa o fabricante de banheiras ou o dono de uma casa de banhos na Idade Média. Zuber também é uma medida de capacidade na Alemanha e na Suíça, usada principalmente para a medição de grãos. 
O sobrenome é mais comum no sul da Alemanha e Suíça e data do século XV.
Variantes:
Zubers - variante no genitivo da língua alemã.
Zober - variante arcaica.

770. Garbe: sobrenome poligenético que significa maço, monte, feixe (de feno ou grãos). Provém etimologicamente do alto alemão medieval garba com o mesmo sentido. Garbe é um tipo de técnica de secagem de feno ou grãos típica da Europa Central desde o primeiro milênio da Era Cristã que consiste em criar um maço vertical com os talos ou ramos da planta que se quer juntar. Tal processo auxilia a secagem e o posterior armazenamento. Conforme a imagem: 
Brasão do distrito de Heiligensee, em Berlim
O sobrenome designa por isso um camponês que usa a técnica em seu trabalho agrícola. Garbe também corresponde enquanto toponímico a um rio e um lugar na Saxônia-Anhalt.
O sobrenome é mais comum no norte e leste da Alemanha e data do século XV.
Variantes:
Garba - variante arcaica.
Garben - variante no plural da língua alemã.
Garibo, Gerbo - variantes arcaicas pouco usuais.
Schafgarben - variante que significa milefólio (gênero Achillea).

771. Moos: sobrenome poligenético que significa musgo. Designa um habitante de um local pantanoso. É mais difundido no Hesse e no oeste da Alemanha e também na Suíça e Áustria. Também possui seu correspondente homônimo na língua inglesa. Na Alemanha, foi registrado pela primeira vez em 1459 em Limburg.
Variantes:
Moose - variante no plural da língua alemã.
Mooses - variante no genitivo da língua alemã.

772. Abt: sobrenome poligenético que significa abade. Provém etimologicamente do alto alemão medieval abbet com o mesmo sentido. Pode corresponder a um vassalo ou funcionário de um abade ou abadia, bem como a um mestre de uma corporação de ofício (a denominação "abade" era comum em algumas cidades para a função) ou ainda designar figurativamente um aspecto comportamental como garboso, imponente como um abade ou presunçoso como um abade - na língua alemã, a figura do abade é usada mais frequentemente para indicar poder do que outros títulos hierárquicos.
O sobrenome é mais comum no oeste e sul da Alemanha, bem como na Suíça e Áustria. Concentra-se fortemente no sudeste de Baden-Württemberg.
O mais antigo registro data de 1135 em Colônia.
Variantes:
Abbas - variante arcaica.
Abtid, Abtide - variantes no plural da língua alemã.
Apt, Apti - variantes comuns no sul da Alemanha.
Abts - variante comum no oeste e sudoeste da Alemanha.
Abbt - variante comum na região de Ulm.
Abbts - variante comum no Hesse e Baviera.
Appt, Appts - variantes do oeste e centro-oeste da Alemanha.
Abs - variante curta do sul da Alemanha.
Abbet - variante encontrada na região de Lüneburg.
Ept, Epti, Eptl, Eptle - variantes irregulares no centro e sul da Alemanha.
Apts, Abd, Abds - variantes relacionadas.
Abbot - variante similar na língua inglesa, mas que possui sua vertente alemã em Harthausen, no século XVII. 

773. Schimmel: sobrenome poligenético que pode significar cinzento-claro ou branco. Etimologicamente provém do alto alemão antigo scymel com o mesmo sentido. Verdadeiramente, o termo era e é usado para denominar um tipo de pelagem equina, mormente para o potro que nasce com uma tonalidade cinzenta-clara e quando adulto assume um aspecto mais claro ainda chegando ao branco. A Genealogia considera que o sobrenome surgiu como uma denominação para a cor dos cabelos de uma pessoa. Schimmel também é um município na Saxônia-Anhalt. 
O sobrenome ocorre em toda a Europa de língua alemã (com alguma escassez no oeste da Alemanha), com concentrações significativas na região de Berlim e na Saxônia. Data do século XIV.
Schimmel também é uma denominação para o mofo que ocorre em alimentos na língua alemã.
Variantes:
Schimel - variante comum.
Schimmels - variante no genitivo da língua alemã.
Shimmel, Shimmels - variantes irregulares do noroeste e norte da Alemanha.
Skimmel - variante na língua sueca.

774. Nebel: sobrenome poligenético que significa nevoeiro, neblina. Etimologicamente provém do alto alemão antigo nebul por sua vez derivado do latim nebula que significa nuvem, névoa. O sobrenome designa um habitante de um lugar sombrio ou com muitos nevoeiros. Figurativamente pode também corresponder a pessoa depressiva, sorumbática. O sobrenome data do século XV e ocorre em toda a Alemanha.
Também é um topônimo de dois lugares na Alemanha.
Nebels - variante no genitivo da língua alemã.
Nehbel - variante do leste da Alemanha e Polônia.
Nevel - variante dos Países Baixos.
Nebil, Nebill - variantes encontradas no noroeste da Alemanha.
Nebell - variante comum.

775. Steininger: sobrenome poligenético que significa aproximadamente habitante de um lugar rochoso ou habitante de um campo com muitas pedras. É um sobrenome com origem e concentração bem definidas: Baixa Baviera e Alta Áustria, ambas regiões vizinhas. Data aproximadamente do século XVI.
Variantes:
Steiniger - variante que significa literalmente pedregoso.

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