sábado, 6 de maio de 2023

Sobrenome Lechmann

 



LECHMANN - é uma aglutinação dos termos "lech" (= aquele que é procedente de Lechland) e "mann" (=homem). Portanto: "homem proveniente de Lechland". Entretanto, o que vem a ser a tal região de Lechland? Lechland é a denominação medieval para a área da atual Polônia, particularmente aos povos que habitaram durante este período às zonas periféricas do rio Vístula. O termo "Lech" deriva da antiga tribo eslava ocidental dos Lendizen. A região também tem a grafia latina medieval de "Lechia". Em algumas línguas, a Polônia é denominada ainda conforme a antiga denominação, como nos casos do: lituano (Lenkija), húngaro (Lengyelország), armênio (Lehastan), romeno (Lehia), etc.


Portanto, Lechmann é quase sinônimo de "polonês, polaco", todavia, dado o contexto histórico, à região polonesa periférica ao rio Vístula (tanto a ocidente quanto a oriente).

O sobrenome já aparece em 1282, sendo muito antigo.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

terça-feira, 2 de maio de 2023

Sobrenome Schelk

 



SCHELK, SCHELCH é um tipo de embarcação fluvial que existiu no centro e no sul da Alemanha, uma espécie de canoa de cargas, de 12 a 20 metros, com capacidade de até 1.200 kg. No caso, o sobrenome está diretamente associado ao canoeiro que exerceu a função de conduzir este tipo de embarcação. Eis aqui uma foto de um "schelch/schelk" na cidade de Knetzgau, na Baixa Francônia, Baviera: https://de.wikipedia.org/wiki/Datei:Knetzgau_Schelch.jpg

segunda-feira, 1 de maio de 2023

O caso da galinha de pirão de Caçapava



 Ficou famosa a sobriedade de D. Pedro II em matéria de comida. Seu prato predileto era a canja; mas nem só de canja vive o homem. Qualquer que fosse o cardápio, o Imperador comia depressa, como quem se despacha de um dever incômodo. E um narrador antimonarquista das coisas do Império chegou a contar que os camaristas viviam esfomeados, por falta de tempo para comer, e o Visconde de Itapagipe, o mais estimado deles, "trazia sempre provisões na algibeira".

Entre o Conde d'Eu, de apetite aberto para as delícias que Deus nos deu, e o Imperador, o contraste, na viagem militar ao Rio Grande do Sul em 1865, para assistir à rendição dos paraguaios em Uruguaiana, surge mais de uma vez.

No dia 27 de agosto, perto do arroio de Santa Bárbara, nas proximidades de Caçapava, conta o Conde: "a boa dona de casa encontra meio de acrescentar ao churrasco uma galinha cozida e uma tigela de pirão, massa de farinha de mandioca, sem sal, que eu acho sem sabor, mas que o Imperador declara deliciosa".

Mas nesse tempo o Imperador estava na força da vida, Depois... tinha tanto fastio de tudo, a começar por governar, que nem mais de canja gostava... Foi-se embora sem briga...

Fonte: COSTA FILHO, Odylo. Pequena história do Brasil guloso. In: Manchete, Rio de Janeiro/RJ, edição 235, 20 de Outubro de 1956, pág. 33.

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