terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Augusto Cardim de Oliveira


"Registro mortuario

Houve em Pelotas os seguintes fallecimentos:

Augusto Cardim de Oliveira, solteiro, ex-alferes da policia; Antonio Pereira Valente de Macedo, casado, que foi estabelecido com funilaria; e, na Beneficencia Portugueza, Manoel Dias Flores, casado, 50 annos.

- Ali falleceu tambem o cidadão Elysiano José de Oliveira, contando 102 annos de idade."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 27 de Fevereiro de 1892, pág. 02, col. 05

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Fábrica de papel Itálico-Brasileira


"Fabrica de papel

No dia 19 do corrente, refere o Diario, de Pelotas, começou os seus trabalhos a fabrica de papel fundada pelos srs. Bonora e Picardo, na colonia Santo Antonio, n'este municipio.

Presentemente promptifica a fabrica de 150 a 200 resmas de papel de embrulho diariamente.

Duas amostras que o alludido collega pelotense viu, constituem uma prova eloquente viu, constituem uma prova eloquente da excellencia do papel manufacturado n'essa fabrica.

Além da modicidade de preços, o papel da nova fabrica leva ao importado a vantagem de ser incontestavelmente muito melhor.

Dentro de pouco tempo se tratará ali da fabricação de papel de impressão para escrever.

A fabrica, da qual é director o socio sr. Octavio Picardo, tomou a denominação de Italico-Brasileira."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 04 de Novembro de 1892, pág. 01, col. 05

Os contrabandistas da Lagoa Mirim


"Informam a um jornal de St. Victoria que na costa do Arroio del Rey até Tahim, margem da lagoa Mirim, andam diversas lanchas mascateando em diversos generos e comprando fructos do paiz, suppondo-se que ellas vão da cidade de Pelotas e Rio Grande com esses generos. 

O Echo do Sul, dando essa noticia, acrescenta:

Sabemos que os contrabandistas se aventuram a estas correrias maritimas, fiados na ausencia dos lanchões fiscaes, que outr'ora vigiavam as costas da Lagoa e do rio Jaguarão.

Com effeito, dos tres lanchões que ha tempos cruzavam aquellas agoas para impedir o contrabando, nenhum resta em condições de poder effectuar o serviço de policiamento, porquanto o da mesa de rendas geraes de Pelotas foi retirado d'ali por imprestavel, por imprestavel cessou de navegar o de Santa Victoria e, por ultimo, o de Jaguarão parece que afundou-se devido ao seu máo estado.

Eis por que, achando-se as costas desamparadas e desprovidas de vigilancia fiscal, ousam os contrabandistas cruzar impunemente a lagoa Mirim e ir commerciar a são e salvo nas proximidades de Santa Victoria."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 19 de Novembro de 1885, pág. 02, col. 02

domingo, 19 de janeiro de 2020

Augusto Cezar Laymé


"Registro mortuario

Falleceu hontem o bom cidadão Augusto Cezar Laymé, conhecido e antigo cobrador da companhia Asseio Publico e que foi outr'ora piloto da armada.

(...)

Falleceu em Pelotas o cidadão portuguez José Antonio Ferreira, solteiro, de 60 annos de idade.

(...)"


Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 29 de Outubro de 1892, pág. 02, col. 03

Antonio Regazzoni


"Registro mortuario

Falleceram em Jaguarão: Antonio Regazzoni, telegraphista; Zeferino de Assumpção, cadete do 2o. regimento de cavallaria; d. Jacintha Santiago, antiga moradora d'aquella cidade."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 23 de Fevereiro de 1892, pág. 01, col. 03

sábado, 18 de janeiro de 2020

Exposição de Pedro Weingärtner na Escola Normal de Belas Artes


"Pedro Weingärtner

Ha dias noticiámos a exposição que ia fazer de 12 telas, em uma das salas da Escola Normal de Bellas-Artes, o nosso illustre patricio Pedro Weingärtner.

Com effeito, realisou-se essa exposição, segundo vemos na mesma folha que nos transmittira a anterior noticia, O Paiz, que assim se pronuncia a proposito d'esses importantes trabalhos do talentoso pintor rio grandense:

'Entre os 12 quadros expostos, ha 5 retratos, sendo 3 ao ar livre, trabalho difficilimo e bem acabado.

Esse genero talvez não encontre apreciadores; no emtanto deve agradar muito o de n. 8, retrato do sr. Ramiro Barcellos no interior de sua sala de trabalho, assim como o do menino Octavio de Oliveira, que fórma um quadrinho muito gracioso.

O artista em questão apresenta quatro paysagens que representam quatro contrastes - Ave-Maria, bello effeito de luz occidental após um dia quente, com o campo que começa a ser invadido pela sombra e apenas animado por um grupo de duas mulheres que terminam o trabalho e se preparam para partir; Novo Hamburgo, trecho pittoresco das colonias de S. Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e Copacabana,  marinha dos nossos arrabaldes, animada por mãe e filha que na praia esperam a volta do ente caro, e Mormasso, paysagem que não nos ficou bem retida na memoria.

Onde, no emtanto, o artista revela o seu grande talento e produz quadros brasileiros, estudando costumes nossos com a sua fina observação, desenhando largamente o que é minuciosamente estudado, escolhido com criterio, agrupado com arte e gosto, e illuminado sem as exaggerações de quem só visa fazer effeito pelo material da arte, e côr, e sim pelo estudo, onde bem se póde avaliar o seu merecimento de pintor que saiu victorioso de justas honrosas, em paizes extrangeiros, é nos quadros - Lavandeira, Por linhas tortas e Baile na roça.

Como quadro de genero e como estudo de costumes nossos, essas tres telas têm valor consideravel.

A Lavandeira  é um quadro fluminense commum, que o vemos todos os dias, mas que só agora foi aproveitado.

A lavandeira é uma preta, á sombra de trepadeiras cujas folhas, bem desenhadas, formam o emmaranhado confuso de cipós.

O quadro é pintado ao ar livre em pleno sol, de modo que todos os objectos ali dispostos, roupas, regador, tinas, bacia e vaso de vegetação - têm muito vigor de desenho e colorido.

Por linhas tortas é uma scena graciosa que se passa em uma loja da roça, nas colonias do Rio Grande do Sul.

Os armarios contém de tudo, desde calças e camisas de chita até vidros de remedios.

Ha muita observação no estudo da loja.

Ao balcão, pelo lado de dentro, está uma velha de typo allemão, dona da casa; pelo lado de fóra um agente commercial, ou antes um caixeiro viajante, negocia com a velha apresentando, por amostras, uma meada de linha, não perdendo no emtanto occasião de conversar com a filha, sentada ao seu lado, em attitude de quem costura.

Atirados ao chão, estão os alforges com as amostras que entretêm uma creança deitada a percorrer o livro de fazendas.

O terceiro quadro tem cerca de quarenta figuras - Um baile na roça, de dia.

É uma festa annual do Rio Grande.

Ali estão reunidos os diversos typos que se encontram n'aquelles lugares: o caixeiro viajante, de bombachas e ponche, sempre attendido pelas moças com grande raiva dos rapazes da localidade.

N'esse bonito estudo ha grande diversidade não só nos typos, roupas e grupos, como nas attitudes.

Senhoras e cavalheiros da cidade, simples espectadores, creanças a brincar pelo chão, moças que desapertam os pés entalados em botinas novas, a banda de musica na sala visinha, os curiosos na rua e o cachorro malhado acompanhando o dono na sala de dança - formam os elementos do quadro cheio de vida e contentamento.

Ao tecto, entre flores, está uma garrafa de tradição allemã...

Uma outra deve ser escondida para ser procurada no anno vindouro.

Aquelle que tiver a felicidade de achal-a, é acclamado rei da festa e paga as despezas, depois de ornamentado com fitas e flores'.

✤✤✤✤✤

Alguns d'esses trabalhos, de costumes coloniaes rio-grandenses, não são desconhecidos do nosso publico, que teve ensejo de vel-os com admiração no bazar do sr. Rosa, á rua dos Andradas.

E, si nos não falha a memoria, o applaudido artista rio-grandense pretendeu vender de preferencia esses importantes quadros em sua terra natal, onde não encontrou comprador..."


Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 21 de Outubro de 1892, pág. 01, col. 05

José Gomes Pereira Vianna


"Fallecimento

Falleceu em um dos ultimos dias o septuagenario José Gomes Pereira Vianna, antigo morador d'esta capital.

O finado era natural de Portugal, proprietario, e fôra em tempos estabelecido com marcenaria n'esta cidade.

Á sua familia apresentamos os nossos pezames."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 08 de Maio de 1891, pág. 01, col. 03
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