sábado, 27 de outubro de 2018

Nossa visita à zona colonial de Morro Redondo - Rincão da Caneleira



















Visita ao Café Colonial Paiol, na zona rural de Morro Redondo, na localidade do Rincão da Caneleira, na tarde de 26 de Outubro de 2018, como parte da atividade da saída de campo promovida pela Smed/Pelotas. Visitamos também as cercanias do local - ambiente bucólico de extrema beleza.

Nossa visita à zona colonial de Pelotas - Colônia Maciel

Restaurante e Café Colonial Rancho da Vovó - Colônia Maciel - Pelotas/RS

Objetos antigos de cozinha existentes dentro do restaurante

Barril no interior do restaurante

Carroça "floreira"

Casa típica na Colônia Maciel

Detalhe da arquitetura local

Objetos antigos

Antiga plantadeira manual

Rádio antigo

Antigo telefone de parede

Após termos visitado pela manhã as localidades do Monte Bonito e Ponte Cordeiro de Farias, por volta do meio-dia paramos na Colônia Maciel, já no distrito do Rincão da Cruz - zona de imigração italiana. Na oportunidade, almoçamos esplendidamente bem no restaurante "Rancho da Vovó" - lugar muito agradável e com um ambiente muito bem construído com objetos que remetem uma gostosa nostalgia (fotos acima). 

Logo após o almoço, saímos em direção à Vinícola Camelato, de propriedade de Jordão e Lourdes Camelato, onde fomos muito bem recebidos pela família, conhecemos as instalações da vinícola e degustamos os excelentes vinhos e jurupinga produzidos na propriedade. Em seguida, conhecemos também a produção de sucos de uva e amora e o Camping Belfiore, da mesma família. Locais maravilhosos!

fogão à lenha antigo

fachada da Vinícola Camelato

visitantes ouvem a explanação do sr. Jordão Camelato

parreiral da família Camelato



placa turística

Vinícola Camelato

Camping Belfiore:








Nossa visita à zona colonial de Pelotas - Monte Bonito & Ponte Cordeiro de Farias




Fotos da Pedreira Silveira, Monte Bonito, Pelotas

Nesta sexta-feira, 26 de Outubro de 2018, tivemos a oportunidade de participar de uma saída de campo promovida pela Secretaria Municipal de Educação de Pelotas, cujo objetivo era visitar e conhecer de modo mais tangível alguns locais da zona colonial do município. O primeiro local visitado foi a Pedreira Silveira, importante mina granítica existente no distrito do Monte Bonito.




Antigo casarão em estilo açoriano na localidade Ponte Cordeiro de Farias

Posteriormente, tivemos a oportunidade de conhecer a localidade Ponte Cordeiro de Farias, no distrito da Cascata, onde pudemos observar a atividade da indústria conserveira local. 


Casas antigas dos ferroviários que trabalhavam na extinta linha existente entre Pelotas e Canguçu
 (construídas em 1951)

Comunidade Católica Rainha da Paz - Localidade Ponte Cordeiro de Farias

Mais adiante, passamos por algumas localidades no distrito do Quilombo, dentre elas, a Vila Nova - sede da antiga colônia francesa.


Fotos da residência da família Rigoratto

Placa turística indicativa na estrada do Rincão da Cruz

Antiga ponte sobre o Arroio do Ouro

Antiga ponte sobre o Arroio Quilombo

restaurante na localidade do Bachini

Aspecto da localidade do Rincão da Cruz

Não foi possível visitar vários lugares interessantes ao longo da viagem, devido à exiguidade de tempo, mas o interesse em conhecer mais ficou para uma próxima oportunidade.



Fotos do Arroio Caneleira








A Revolução das Lanças


"Entre 1870 e 1872 no Uruguay se desenrolou uma nova guerra civil que desencadeou outra crise política. A Revolução das Lanças foi a segunda mais grave das guerras civis logo após a Guerra Grande, pela sua duração, quantidade de pessoas mobilizadas e suas consequências. Se chamou assim porque a última em as facções, a rebelde e a governista, lutaram com lanças como arma principal. Foi protagonizada pelos blancos que reclamavam a coparticipação no governo.

Logo após a revolução que pôs fim a ditadura de Venancio Flores, o Partido Colorado designou como presidente Lourenzo Batlle. O clima político estava muito tenso e Batlle, antigo membro do Partido Conservador, sustentava a necessidade de levar adiante uma política de partido sem a participação do Partido Blanco. Isto se chamou exclusivismo colorado.

Os blancos enxergaram nessa política sua definitiva expulsão do governo. O único caminho possível para a participação era a revolução. Em março de 1870, o caudiho blanco Timoteo Aparicio, para conseguir a participação do seu partido no governo, invadiu o território oriental a partir da Argentina, na altura da cidade de Salto.

Os enfrentamentos duraram dois anos. Mobilizaram-se ao redor de 16.000 homens dos dois lados (o Uruguay tinha uma população aproximada de 400.000 habitantes). Quase todo o territorio foi afetado pelas ações da guerra. Os efeitos sobre a Campanha foram terríveis e recordaram os anos da Guerra Grande.

Esta revolução foi a última em que se usaram as armas tradicionais: lança, facão e boleadeiras. Foram comuns os desafios de chefe a chefe, como nos torneios medievais. De uma facção a outra os caudilhos se desafiavam a um duelo e, no meio dos combates, se enfrentavam cara a cara em luta de lanças e facões.

O impacto da revolução levou os estancieiros empresários, que tinham seu destino ligado ao êxito dos investimentos, a formar uma agremiação com o objetivo de defender seus interesses e pressionar o governo para garantir a paz. Em 1871 fundaram a Associação Rural do Uruguay.

A paz se firmou em abril de 1872 e marcou o início da coparticipação. Os blancos tinham representantes no Parlamento e assim podiam participar do governo."

Traduzido da Fonte: LA REPUBLICA COMERCIAL, PASTORIL Y CAUDILLESCA, Biblioteca Plan Ceibal, número 43, 2012.
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