SCHUCKERT, SCHUCHART, SCHICKERT, SCHACKERT, SCHÜKERT, SCHUEKERT - vou passar o que encontrei: pode ser um metanímico que significa literalmente "sapato forte", com possibilidade de designar um sapateiro, porém encontrei também que o termo pode ter sido usado na Idade Média alemã para designar alguém "resistente, teimoso, ou que apresenta bravura, coragem, ou mesmo uma pessoa de posses". Como metáfora, a expressão "sapato forte" é usado como símbolo de INTENSIDADE em alguma coisa.
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
Páginas
- Página inicial
- Biografias & Histórias de Vida
- Etnias & Colonização
- Lendas, Mistérios & Folclore
- Patrimônio Histórico & Lugares de Interesse
- Sobrenomes alemães
- Sobrenomes pomeranos
- Sobrenomes da Península Ibérica - Espanhóis & Portugueses
- Sobrenomes Brasileiros
- Sobrenomes Judaicos
- Sobrenomes Holandeses
- Outros Sobrenomes
- Nomes Étnicos
- História do Brasil
- Rio Grande do Sul
- Capão do Leão
- Pelotas
- Sobrenomes Alemães por ordem alfabética
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Sobrenome Schuckert
SCHUCKERT, SCHUCHART, SCHICKERT, SCHACKERT, SCHÜKERT, SCHUEKERT - vou passar o que encontrei: pode ser um metanímico que significa literalmente "sapato forte", com possibilidade de designar um sapateiro, porém encontrei também que o termo pode ter sido usado na Idade Média alemã para designar alguém "resistente, teimoso, ou que apresenta bravura, coragem, ou mesmo uma pessoa de posses". Como metáfora, a expressão "sapato forte" é usado como símbolo de INTENSIDADE em alguma coisa.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
Fachada do Teatro Sete de Abril na década de 1920
terça-feira, 23 de maio de 2023
Sobrenome Sulzbach
SULSBACH - variante de SULZBACH. Sulzbach corresponderia a "rio coagulado", no sentido de rio muito denso, rio com muita matéria orgânica, rio lodoso.
segunda-feira, 22 de maio de 2023
Fitoterapia indígena no Brasil Colonial
Nota: os grifos são nossos.
Há milhares de anos, o homem primitivo, em consequência da transformação do seu estilo de vida - passando de colhedor a caçador - , precisou enfrentar acidentes, moléstias e outras perturbações corporais. Para arcar com esses novos desafios, precisou atingir um estágio mínimo de evolução cultural em conjunto com seu avanço na escala evolutiva biológica, estágio este que o capacitaria a somar a sua experiência consciente ao seu instinto animal. Assim, não só aprendeu a reconhecer plantas capazes de ajudar feridas, curar doenças e aliviar a dor, mas também - faculdade essencial e igualmente importante - a distinguir essas plantas daquelas que podiam lhe ser nocivas. São esses conhecimentos empíricos, incorporados no herbalismo e transmitidos de geração em geração, que caracterizam as práticas médicas chamadas primitivas.
Como todos os povos nativos dos trópicos, os brasilíndios souberam beneficiar-se da enorme diversidade da flora e fauna das suas terras. Os seus vastos conhecimentos da vida vegetal oriundos da sua familiaridade com as plantas capacitaram-nos a utilizar-se daquelas que possuíam propriedades medicinais.
Seus conhecimentos, passados de geração em geração, possivelmente não teriam nos alcançado não fossem os relatos de aventureiros e colonizadores. Embora o conteúdo de seus relatos difira em certas particularidades, viajantes e cronistas da época são unânimes em sua admiração pelos vegetais usados nestas terras para fins medicinais. Nem sempre as indicações terapêuticas das plantas mantiveram-se inalteradas ao longo do tempo. Dois conhecidos exemplos são o guaraná (Paullinia cupana Kunth), originalmente prescrito para combate às disenterias, e o maracujá (Passiflora spp.) para febre.
Jean de Léry (1534-1611) em 1563 descreveu o uso do hiyuaré (Hinuraé) - possivelmente Pradosia glycyphloea (Casar.) - empregado pelos indígenas contra o pian. Ele também menciona o petyn, posteriormente identificado como tabaco (Nicotiana tabacum e outras da família das solanáceas), que permitia, segundo ele, mitigar a fome em períodos de guerra e escassez alimentar, além de - ecoando a medicina galênica - "destilar os humores [...] do cérebro".
Em vista das virtudes que lhe são atribuídas goza essa erva de grande estima entre os selvagens; colhem-na e a preparam em pequenas porções que secam em casa. Tomam depois quatro ou cinco folhas que enrolam em uma palma como se fosse um cartucho de especiaria; chegam ao fogo a ponta mais fina, acendem e põem a outra na boca para tirar a fumaça que apesar de solta de novo pelas ventas e pela boca os sustenta a ponto de passarem três a quatro dias sem se alimentar, principalmente na guerra ou quando a necessidade os obriga à abstinência. Mas os selvagens também usam o petyn para destilar os humores supérfluos do cérebro, razão pela qual nunca se encontram sem o respectivo cartucho pendurado no pescoço. Enquanto conversam costumam sorver a fumaça, soltando-a pelas ventas e lábios como já disse, o que lembra um turíbulo. O cheiro não é desagradável. Não vi porém mulheres usá-la e não sei qual seja a razão disso mas direi que experimentei a fumaça do petyn e verifiquei que ela sacia e mitiga a fome.
Para o "bicho-do-pé" (tungíase), os indígenas untavam a lesão com o óleo de uma fruta chamada hibourouhu (Myristica L.). Thevet (1502-1590), monge franciscano que permaneceu em terras brasileiras entre 1555 e 1556, em seu livro Singularidades da França Antarctica a que outros chamam de América, considerava esse óleo próprio para a cura de feridas e úlceras, provando ele mesmo sua ação terapêutica..
Pero de Magalhães Gândavo (?-1590), na bela obra publicada em 1567, História da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil, foi o primeiro a descrever o óleo de copaíba (Copaifera sp.) como analgésico e cicatrizante eficaz. O seu sucesso terapêutico correu mundo e, durante o século XVII, chegou a ser, ao lado do cravo, anil e tabaco, um dos principais produtos de exportação das províncias do Grão-Pará e Maranhão.
Contudo, é a admirável obra Tratado descritivo do Brasil de 1587, de Gabriel Soares de Souza (1540-1594), que se perpetuou em verdadeiro manual de terapêutica indígena, Recomendava carimã (farinha de mandioca seca), misturada à água, como antídoto de envenenamentos e vermífugo; milho (Zea mays L.) cozido, para tratar doentes com boubas; sumo de caju (Anacardium occidentale L.), pela manhã, em jejum, para a "conservação do estômago" e higiene da boca; emplastros de almécega (Protium heptaphyllum March.; P. brasiliense [Spreng.] Engl.), muitas variantes e subespécies; várias outras espécies para "soldar carne quebrada"; amêndoas-de-pino (figueira-do-inferno - Datura stramonium L.) para purgas, cólicas; araçá (Psidium cattleyanum Sabine e várias da família das mirtáceas) para "doentes de câmaras" (diarreia); tinta de jenipapo (Genipa americana L.) para secar boubas; jaborandi (Philocarpus jaborandi) para feridas na boca; cajá (Spondia lutea L.) para febre e camará (Lantana spinosa L. ex Le Cointe) para sarna.
Frei Vicente do Salvador (1564-1635), em sua obra História do Brasil: 1500-1627, fez ampla descrição da vegetação brasileira. Conservando algumas vezes o seu nome indígena e rebatizando outras em português, indicava o uso de algumas plantas destacando, por exemplo, o poder terapêutico e cicatrizante da cabriúva (Myrocarpus frondosus Allemão, da família das leguminosas, subfam. Papilionoídea), e das folhas da jurubeba (Solanum paniculatum L.). Mencionava ainda, entre outras, a erva fedegosa (feiticeira - Cassia occidentalis L. e outras), a salsaparrilha (Smilax spp.), o andaz (Joannesia princeps Vell. e outras euforbiáceas), como úteis no combate a uma grande variedade de doenças.
Entretanto, a planta medicinal que mais interessou os europeus foi, sem dúvida, a ipecacuanha (Psychotria emetica L.f., Chephaelis ipecacuanha [Brot.] A.Rich., e outras espécies) - palavra originária do tupi i-pe-kaa-guéne, que significa "planta de doente de estrada" - , usada como purgativo e antídoto para qualquer veneno. A indicação medicamentosa nativa é inerente à própria lenda transmitida por inúmeras gerações de índios aos seus descendentes, e exemplifica como uma atenta observação da natureza era capaz de fornecer informações imprescindíveis aos que cuidavam da saúde tribal. Contavam os anciães que a natureza emética da planta havia lhes sido ensinada pela irara, animal que tinha por hábito alimentar-se das raízes e folhas de ipecacuanha, sempre que tivesse bebido água malsã de um pântano, ou alguma água impura, Desse modo, tomaram para si a lição que o animal lhes dera, passando a fazer uso da benfazeja planta sempre que necessário.
Fonte: GURGEL, Cristina. Doenças e curas: o Brasil nos primeiros séculos. São Paulo: Contexto, pág. 61-64.
domingo, 21 de maio de 2023
Sobrenome Thurmann
THURMANN, THÜRMANN - da aglutinação dos termos do alto alemão "turn" (torre) e "mann" (homem). Portanto, de forma literal "homem da torre". Dentro do contexto histórico, aquele que é responsável pela guarda de um castelo ou burgo. O sentinela principal ou o capataz dos sentinelas.
sábado, 20 de maio de 2023
Tremor de terra em Guarapuava
A população da cidade de Guarapuava, no Paraná, alarmou-se extraordinariamente, nos dias 25 e 26 do mez passado, por motivo de tremores de terra ali sentidos.
Referindo-se á excepcional occorrencia, diz um collega de Corityba, o Diario da Tarde, em sua edição de 27:
"Conforme um telegramma que hoje inserimos, não se reproduziram os tremores de terra, ante-hontem e hontem verificados em Guarapuava.
Esses phenomenos têm sido tão raras vezes observados em nosso paiz, que causam verdadeiro assombro todas as vezes que se produzem.
Ha poucos annos egual phenomeno foi observado no Rio Negro.
Como explicar taes factos na distancia em que nos encontramos de todos os vulcões activos da cordilheira dos Andes?
Serão devidos ás vibrações ao longe de semelhantes movimentos plutonicos naquellas longiquas regiões?
Ou devemos acreditar antes que o ultimo tremor de terra havido em Guarapuava seja ligado á constituição reconhecidamente vulcanica do ultimo plateau do Paraná?
A opinião do sr. dr. Francisco Grillo, que tem estudado as condições geologicas do solo paranaense, é concludente a esse respeito.
Na serra da Esperança, que póde ser considerado o degrau para o plateau de Guarapuava, são evidentes os signaes da constituição vulcanica daquella zona.
De um trabalho do mesmo illustrado naturalista, transcrevemos as seguintes linhas que demonstram o facto alludido:
"Ao pé da serra da Esperança observa-se um facto curioso e unico em toda a região.
Vêm-se 4 montes de fórma perfeitamente conica, separado um do outro, e cada um com uma elevação de mais ou menos 200 metros.
No que está encostado á serra da Esperança, á direita de quem sobe, existe, no cume, uma lagoa de agua salobra perenne, occupando o logar da antiga cratera desse pequeno vulcão extincto.
A agua que sobrassae e forma uma pequena cachoeira visivel para quem sóbe a serra".
No mesmo trabalho do dr. Francisco Grillo vemos as seguintes citações sobre os campos de Guarapuava:
"Nos logares desnudados vê-se o sub-solo forrado de rochas plutonicas nas quaes abundam os crystaes de quartzo e fluorídricos."
Em uma fazenda do sr. Frederico Wismond vi um pequeno geyzer que lança, sem intermittencia porém, uma agua magnesiaca, fortemente purgativa, numa temperatura de 26 graus Celsius.
Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 29 de Julho de 1902, pág. 02, col. 03-04
sexta-feira, 19 de maio de 2023
Sobrenome Langa
LANGA - pode ser uma variação austríaca ou bávara para o sobrenome Lange. Lange significa longo, grande, maior, enorme. Aliás, sobrenomes alemães que possuem o sufixo -e ou -er, comumente aparecem na Áustria substituídos pelo sufixo -a, por isso, bem provável realmente.






