terça-feira, 5 de novembro de 2019

Histórico do Município de Carlos Barbosa/RS


"Habitada por índios Kaigangs a milhares de anos, Carlos Barbosa recebeu os primeiros colonos alemães entre os anos de 1850 e 1860.

Alguns anos depois vieram os poloneses, seguidos por italianos, franceses e suíços. De todos estes povos, foram os italianos que predominaram e acabaram por determinar as características fundamentais do município.

Devido ao número do lote colonial onde a comunidade começou a crescer, a localidade foi chamada de 'Trinta e Cinco'. Apenas em 1910, com a inauguração da ferrovia, passou a ser chamada de Carlos Barbosa, em homenagem ao Presidente do Estado da época. Emancipada de Garibaldi em 1959, Carlos Barbosa mescla um forte respeito às suas raízes culturais com determinação para progresso que já é destaque em todo o Estado.

Com um potencial econômico que se destaca em vários países, Carlos Barbosa possui um grandioso setor de metalurgia com produtos na área de utilidades domésticas e brocas de metal, além de uma agropecuária altamente desenvolvida.

Nesta área rural, o município possui excelente infra-estrutura com propriedade trabalhando dentro dos mais modernos conceitos de tecnologia, tendo como produtos principais a exploração do gado leiteiro e derivados, e a cultura da batata.

Este quadro econômico ainda tem o destaque dos setores calçadista, moveleiro e artesanato."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 11 de Outubro de 1999, pág. 03

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A polêmica expedição argentina de 1885


"ARGENTINOS EM CHAPECÓ

Do Jornal do Rio:

<<Vimos hontem duas cartas, vindas de Palmas (Paraná), uma com a data de 29 do passado e a outra com a de 1 do corrente, escriptas ambas por pessoas muito conceituadas d'ali, as quaes noticiam que chegára á barra do Chapecó uma commissão argentina, que vai explorar esse rio até ás suas cabeceiras, tendo passado dois dos commissarios por Nonohay (freguezia do municipio de Passo Fundo) e subido os outros o Uruguay.

<<Accrescenta um dos informantes que os animos estão exaltados ali por causa d'essa exploração.

<<Não tendo ella caracter hostil, como parece que não ter, não ha, crêmos, motivo para tal exacerbação de animos.

<<Desejam naturalmente os argentinos conhecer melhor aquella vasta região, parte da qual anda em litigio, e por isso mandam exploral-a. Façamos nós o mesmo; exploremol-a tambem, e assim mais facilmente se chegará talvez ao resultado desejado.>>"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 07 de Fevereiro de 1885, pág. 02, col. 01

domingo, 3 de novembro de 2019

A santa de Socorro


"UMA SANTA MAIS!

Diz-nos a Provincia de S. Paulo:

<< Informam-nos do Soccorro que ha dias pelas 5 horas da tarde, entrou n'aquella cidade um grupo de trinta pessoas, composto de homens e mulheres, acompanhando uma rapariga que entoava ladainhas e rezas e que diziam ser santa.

<< Os homens caminhavam de chapéo na mão e as mulheres vinham a cavallo.

<< Pararam em frente a uma casa do largo Municipal. Mais de quatrocentas pessoas cercaram-n'a, e sendo enorme a algazarra do povo contra a santa, esta, que já se havia recolhido, voltou de novo á rua e arengou á multidão.

<< A mulher parece louca; mas o facto é que dominava as pessoas do bairro em que morava e toda a circumvisinhança. Dizia missas, confessava, exercia, em summa, muitas funcções sacerdotaes.

<< Consta que reside no districto de Bragança, agora está presa na cadêa do Soccorro e dizia-se que dentro em breve muitos dos seus fieis iriam buscal-a para continuar as costumadas praticas e ladainhas.

<< Dizia-se tambem que a autoridade ia fazel-a assignar termo de bem viver.>>"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS),  25 de Julho de 1884, pág. 02, col. 03

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Exposição "Anistia: um passado presente?" no Mercado Central de Pelotas


Está acontecendo desde segunda-feira, 28 de Outubro, a exposição "Anistia: um passado presente?" na galeria principal do Mercado Público Central de Pelotas, no centro da cidade.

A iniciativa se deve à Escola de Humanidades da PUC-RS, ao Arquivo Público do Rio Grande do Sul e ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em Pelotas são também realizadores a Universidade Federal de Pelotas e o Instituto Mário Alves, tendo apoio cultural da Prefeitura Municipal.

A exposição traz fotografias, cartazes e banners explicativos ilustrados sobre este importante evento da história do País. Vale a pena a visita. É gratuita! A exposição vai até 11 de Novembro.



















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...