sábado, 20 de janeiro de 2018

A breve história do município de Santa Isabel do Sul


"Em 1865, durante a viagem a Jaguarão, D. Pedro II foi visitar a nascente Vila de Santa Isabel, episódio a que o Conde D'Eu fez referência em suas Memórias Militares. Naquele tempo, sua igreja já estava benta; o terreno para a construção da igreja foi doado em 1859 e as obras concluídas em 1861. Movimentos no porto, produtos importados do Uruguai, e nos empórios da Vila o vinho do Porto, sabonetes Alvar, munição, tecidos de seda e anis fomentavam a rede de comércio que subia a serra até Arroio Grande.

As queixas contra Arroio Grande e o descaso de sua administração cresceram. Os novos sopros liberais e movimentos de emancipação irremediavelmente sairiam dos fuxicos interioranos para converter-se na mais importante experiência emancipatória do extremo sul. Em 9 de maio de 1882, com a Lei Provincial 1.368, foi criada a Vila de Santa Isabel. As eleições para vereadores ocorreram em 01 de julho de 1882 e o Auto de Instalação ocorreu no dia 27 de janeiro de 1883.

A arrecadação da Vila girava em torno de impostos taxados das exportações de gado, olarias, caieiras, casas de comércio e arrematações dos Passos dos Canudos, Maria Gomes e Orqueta. Com percentuais menores, apareciam as ferrarias, carpintarias e mascates. Não era tipicamente um município rico, mas as principais dificuldades estavam nos constantes embates com Arroio Grande, que não aceitava a perda de seu ex-distrito.

Com a queda do Império e a chegada da República em 1889, novos e fortes rumores circulavam e atormentavam a Junta Municipal. Depois das rixas ao longo dos anos, agora os liberais sairiam da cena da vida política e uma nova batalha se avizinhava. Arrastou-se até 1893, quando o Ato no. 11 de 16 de janeiro, com a rubrica já preestabelecida de Julio de Castilhos, Presidente do Estado, suprimiu o município isabelense, que lhe fora infiel politicamente.

Novos tempos começaram, Santa Isabel voltou a ser distrito e os antigos prédios públicos ficaram vazios. Viriam, ao mesmo tempo, a Revolução Federalista e os caminhos flancos aos revolucionários de Gaspar Martins e Gumercindo Saraiva. Desordem social, vândalos, oportunistas, abandono e despreparo das forças policiais e processos de imigrações forçadas caracterizaram a curta resistência que Santa Isabel poderia oferecer. Restaram frágeis raízes que vêm se perdendo ao longo do tempo, além do desconforto de não serem reconhecidos os herdeiros da antiga Santa Isabel."

Fonte: SALABERRY, Jeferson Dutra. Inventário do patrimônio arquitetônico e histórico em Santa Isabel do Sul - Arroio Grande-RS: o caso das edificações institucionais e de socialização. In: XIII - SHCU - Tempos e Escalas da Cidade e do Urbanismo, Brasília, 2014, p. 146-147

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pedras do Capão do Leão na Argentina


"O Rio Grande do Sul vae fornecer pedras á Republica Argentina - Um syndicato inglez acaba de fechar contracto com o dr. Eduardo Traverssi, que há muito tempo explora as pedreiras de Capão do Leão, município de Pelotas, para o fornecimento de pedras á República Argentina.

Para esse fim, o referido syndicato manterá ali uma turma de 300 homens para proceder a extracção das pedras.

Como os leitores não devem ignorar, Capão do Leão representa uma das multiplas riquezas naturaes do nosso solo, como grande e inexgottavel jazida de pedra que é, a par do seu notavel progresso que dia a dia se desenvolve e toma impulso e incremento.

A referida pedreira já tem fornecido material para a construcção de grandiosas obras, não só no porto e cidade do Rio Grande como em Pelotas e, agora, para a Argentina."

Fonte:  A FEDERAÇÃO, 28 de novembro de 1924, p. 6, c. 3

"ARGENTINA

O arrendamento das pedreiras do Capão do Leão

BUENOS AIRES, 3 (A.A.) - (Pelo submarino). - A noticia de que um Syndicato Anglo-Argentino arrendou as pedreiras do Capão do Leão e Monte Bonito, no Rio Grande do Sul, causou optima impressão em todos os circulos, commentando-se este como o primeiro fructo da projectada linha da Companhia de Navegação Costeira, - pois, assim, ter-se-á assegurado o transporte de pedras a todas ás municipalidades do littoral argentino, que estão precisando e pagando preço carissimo."

Fonte: A FEDERAÇÃO, 03 de fevereiro de 1926, p. 4, c.5

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A imigração pomerana no sul do estado do Rio Grande do Sul


"Conquanto à emigração pomerana para o Brasil, assim como às associadas aos demais europeus emigrantes, inicia-se em meados do século XIX. O desequilíbrio entre a demanda e a oferta de trabalho na Europa, agravado pelo aumento demográfico, condicionou muitas pessoas à busca de soluções através da migração, primeiramente em termos europeus, dentro ou fora de seu país. Mas como estes países não tinham capacidade de absorver o elemento flutuante e pendular, a solução encontrada foi a emigração para a América. Segundo Klaus Granzow, havia incentivo à emigração pomerana para o Brasil na própria Pomerânia, onde o general prussiano Johann Jakob Sturz teria afirmado: 'Mais do que qualquer outra terra oferece o Brasil uma riqueza de elementos, com os quais pode-se desenvolver uma existência feliz para os imigrantes'. Quanto a este processo, do ponto de vista brasileiro, segundo Podewils, 'o país começava a se desenvolver neste momento, porém a densidade demográfica era baixa, fator que levou ao investimento nessa forma de imigração'. A regulamentação da Lei de Terras, lei no. 601 de 18 de setembro de 1850, abriu espaço para a colonização oficial, organizada pelo governo e que instalou importantes núcleos coloniais baseados na pequena propriedade em distintas áreas desocupadas do Estado, mas a colonização de iniciativa privada, organizada por empresários particulares, também buscava angariar trabalhadores rurais para fixá-los à terra com o propósito de formar colônias para produzir alimentos. A imigração germânica no Rio Grande do Sul teve início, segundo Willems, em 1824, por ocasião da Colônia São Leopoldo. Quanto à região sul do Rio Grande do Sul, em 1858 foi criada a colônia particular São Lourenço, uma colônia agrícola instalada na Serra dos Tapes, em terras do município de Pelotas - área que hoje se encontra no município de São Lourenço do Sul, emancipado de Pelotas em 1884 - composta majoritariamente por imigrantes pomeranos. De acordo com Schröder, a maioria pomerana deveu-se à sua capacidade agrícola: 'Após a chegada de mais de 115 pessoas no ano de 1858, os anos posteriores trouxeram elementos mais apropriados: trabalhadores rurais da Pomerânia."

Fonte: SILVA, Danilo Kuhn. Ik dáu dót bláuma futéla: apontamentos sobre a memória e a identidade pomerana através da música. In: DAPesquisa, v.11, n.17, p. 62-63

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O centenário do nascimento de Giuseppe Garibaldi no Rio Grande do Sul

"Attraverso Il Brasile
Da Rio Grande do Sul

(...)

O centenario de Garibaldi

As festas em honra a Garibaldi tiveram nesta capital solemne imponencia. O rio-grandense, povo por excellencia guerreiro enthusiastico pelos heróes da espada, rendeu ao excelso amigo do seu formoso torrão, espontaneamente, a homenagem posthuma que elle pedia pela sua admiravel bravura, incontestavel lealdade, tinha direito.

Annita está ligada a historia da Italia; Garibaldi é uma figura heroica a destacar-se na moldura brilhante dos Farroupilhas de 35. D'ahi o carinho com que o Rio Grande homenageou o illustre batalhador. A população de Porto Alegre confraternisou, entusiasticamente, com a luzida colonia italiana nos testemunhos de amor ao valoroso cabo de guerra que é hoje, uma glória universal.

Ao amanhecer do dia 4 era belissimo o aspecto da nossa capital. Nas fachadas de varios edificios tremulavam pavilhões italianos e brazileiros, pondo a nota fortemente suggestiva do patriotismo, a fazer pulsar com mais vehemencia os corações cheios da figura heroica do homenageado.

Para a séde da importante sociedade <<Vittorio Emanuele II>> convergiram as sociedades italianas, outras brazileiras e extraordinaria massa do povo.

A's 18 horas estava organisado o prestito, era extensíssimo.

Abriam-no as garbosas bandas musicaes do 1o. e 3o. batalhões da brilhante Brigada Militar do Estado; seguia-se a illustre aggremiação Vittorio Emmanuele II, com o seu esplendido estandarte, trajando a farda do veterano garibaldino empunhava a bandeira do 35 subdito e velho italiano, José Casagrande; vinha após o comitato das festas; flammejava o estandarte do Club Progresso Bento Gonçalves entre os entusiasticos associados; seguiam-se as distintas Sociedades Princeza Helena de Montenegro com o seu adorável pavilhão, Umberto I, Giovanni Emmanuel com os custosos estandartes; fechava o prestito, outra bandeira de 35 levada pelo italiano Antonio Barbiere, outro veterano garibaldino.

Bellisimo o effeito.

O enorme prestito era dirigido pelo nosso talentoso collega, director do <<Il Tempo>>, Dr. Del Guzzo, que ostentava o seu bello uniforme de official da Guerra Greco-Turca de 1897, como um dos 1300 garibaldinos que, heroicamente, combateram sob as ordens do General Ricciotti pela legendaria guerra.

O cortejo deslisou, soberbo, pelas ruas apinhadas do povo até à Praça Concórdia que, em homenagem ao celebre batalhador, recebeu solemnemente, o nome de <<Praça Garibaldi>>, em placas emolduradas em lauros, no meio de delirantes acclamações, ao som das bandas marciaes, ao estrugir de uma salva de morteiros.

No silencio solemne dos grandes momentos o povo descobriu-se ao som do vibrante hino de 35.

Nesta occasião orou, brilhantemente o sr. Guido Bertolotti, presidente do <<Comitato>>, lembrando a idea de se erguer uma catatua ou monumento, naquella praça, ao heróe que, por nós, combatem abnegadamente; e terminou a sua bem architectada oração, incitando o povo italiano à tributar forte gratidão ao illustre patricio, Dr. Montaury Leitão, intendente municipal, por aquella eloquente prova de apreço e estima que acabava de dar a querida Italia.

O nosso distinctissimo collega da <<Stella d'Italia>> foi quem leu o acto da Intendencia Municipal substituindo a denominação de <<Praça da Concordia>> para a de <<Praça Garibaldi>>. Finda a leitura o nosso digno collega convidou, enthusiasticomente a colônia italiana a levantar um viva ao Dr. Montaury, viva que fôsse, pela sinceridade e calor, repercutir na Italia para que lá se fizesse conhecido o nome honrado daquelle grande amigo dos italianos.

O sr. Lucarelli tambem se fez ouvir com muitos applausos.

O nosso talentoso collega Dr. Del Guzzo impressionou, então, o vasto audictorio com o brilho e eloquencia de sua palavra quente e burilada.

A's duas horas da tarde foi inaugurado no lindissimo salão <<Vittorio Emanuele II>> a lapide commemorativa do centenario. Teve a palavra o illustrado professor sr. Luiz Petrocchi, consul interino da Italia, que discorreu, com proficiencia, sobre o magno thema, obtendo muitos victores.

Eis os dizeres da Lapide:

In questa libera terra, che rifulse di gloria, l'eroe dei due mondi Giuseppe Garibaldi, a perpetuo ricordo dei posteri, nel centenario della sua nascita, la colonia italiana unanime pose. IV-VIII-MCMVII.

Esta homenagem da <<Vittorio Emanuele II>> teve a alacre assistencia dos alunos das escolas italianas, da Imprensa e do Dr. Intendente e povo.

No salão daquella sociedade, que apresentava feérico e deslumbrante aspecto, via-se em requíssima moldura uma carta de Garibaldi agradecendo a distincção de ter sido eleito presidente honorario daquella aggremiação, que é a mais antiga do Estado.

A Colonia italiana acompanhada do povo fez os respectivos comprimentos às autoridades civis e militares, sendo de todas recebida carinhosamente.

Na Intendencia Municipal teve festiva recepção, sendo accumulada de gentilezas pelo Dr. Montaury Leitão, que pronnunciou eloquente e fraternal discurso.

A' noite no vasto Theatro S. Pedro realisou-se a magna sessão em honra ao eminente guerreiro. Uma enorme e jubilosa multidão enchia a ampla e bella casa de espectaculos, artisticamente adornada. Alterôso trophéo architectado de bayonetas, sabres, espadas, bandeiras italianas e brazileiras, rodoadas de sarechos d'armas de infanteria, ostentava o retrato de Garibaldi, grande, magnifico esplendido de energia, soberbo de lealdade, sob jorros fortes de luz.

Ladeavam-no as sociedades italianas, o <<comitato>> e os oradores inscriptos.

A assistencia de familias era numerosa.

O Presidente do Estado, Dr. Borges de Medeiros, o commandante do districto, General Carlos Eugenio, estavam presentes.

Foi aberta a sessão pelo distincto cavalheiro Sr. Guido Bertolotti, presidente do <<comitato>> que, após bellissima allocução, deu a palavra ao orador official da solemnidade, o nosso ilustrado collega da "Stella d'Italia"', Sig. A. Colnaghi, o qual, com o maximo brilhantismo, fez o historico do bravo Garibaldi, arrancando do numeroso audictorio freneticos applausos.

Em nome do exercito falou o illustre patrício Cap. João Manoel de Campos Souza, orador eloquentíssimo e de talento e que mereceu vibrantes palmas.

Ainda fez-se ouvir, com enthusiasmo, o nosso collega do "Il Tempo", Dr. Del Guzzo, em phrases expontaneas, rendilhadas e bellas.

Pelo partido republicano teve a palavra o extraordinario orador riograndense, Dr. Pereira da Cunha, considerado o principe da tribuna judiciaria daqui e genro do notável publicista Carlos von Koseritz.

O Dr. Pereira da Cunha arrebatou a selecta assemblea. A sua palavra é quente como uma lava, fôrte como um trovão, luminosa como um raio de sol de primavera, delicada como uma flor, emocionante como uma lágrima.

Terminou assim o seu discurso em honra a Garibaldi:

'Quando se medir o seu tamanho, hão de ver que só a sua sombra dá para encher o coração de um século, porque Garibaldi é um desses homens que a morte mata, mas não leva!'

Os jornaes italianos da Capital e o 'Correio do Povo' estamparam o retrato de Garibaldi e de sua idolatrada esposa, a extraordinaria brazileira, hoje uma celebridade universal tambem.

Em Pelotas e Rio Grande tiveram intenso brilhantismo e animação as festas em homenagem ao Centenario de Garibaldi. Em vários pontos do Estado, nas colonias italianas, commemoraram festivamente, a memoria augusta do immortal italiano."

Fonte: IL BERSAGLIERE, Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 1907, p. 4, colunas 3 à 4

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sindicato dos Canteiros do Capão do Leão na década de 1920

"O 3o. Congresso Operario Brasileiro
Vão chegando as delegações dos Estados
Importante circular da F.T. do Rio de Janeiro
Os Trabalhos Preparatorios

Começam a affluir a esta capital os primeiros delegados dos nucleos trabalhadores, nos Estados e que vém participar do 3o. Congresso Operario do Brasil.

(...)

Além da relação por nós já publicada adheriram ao Congresso, as seguintes associações de classe: 

(...)

Syndicato dos Canteiros de Capão do Leão, Rio Grande do Sul;

(...)"

Fonte: A VOZ DO POVO, Rio de Janeiro, 22 de abril de 1920, p. 1, colunas 4 à 6

"Congresso Operario do Rio Grande do Sul

A Federação Operaria do Rio Grande do Sul, depois de haver ultimado os trabalhos correspondentes ao 3o. Congresso Operario Estadual, fixou a ultima semana de setembro para a sua celebração.

O 2o. Congresso effectuou-se nesse Estado, nos dias 21, 22, 23, 24 e 25 de março de 1920, na cidade de Porto Alegre, com a assistencia de 30 delegações, e, algumas, representando vários syndicatos, como por exemplo a da Federação Operaria de Pelotas, que, representava oito.

O Conselho Federal, nos seus trabalhos preparatorios, já recebeu grande quantidade de adhesões de todas as cidades do Estado, entre as quaes se contam: (...); Syndicato dos Canteiros, (Capão do Leão, Pelotas); (...)"

Fonte: CORREIO DA MANHÃ, Porto Alegre, 30 de Setembro de 1925, p. 08, coluna 04

Para mais informações do Sindicato dos Canteiros do Capão do Leão:


segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Borges de Medeiros nas Pedreiras do Capão do Leão em 1915


“A excursão a Aceguá – A passagem pelas cidades do Rio Grande e Pelotas – Outras informações

(...)

PELOTAS, 7 – A recepção aqui revestiu-se de um caracter de superior distincção, o que não prejudicou o enthusiasmo das aclamações feitas do dr. Lauro e ao dr. Medeiros.

A’ passagem do trem ás 8,30 horas estavam na estação o dr. Cypriano Barcellos, intendente municipal, dr. José Barbosa Gonçalves, ex-ministro da Viação, e vários jornalistas.

A’s 9 horas o comboio especial seguia para a pedreira do Capão do Leão, indo também jornalistas e autoridades locaes. O comboio compunha-se de diversos carros. Chegaram os visitantes ao Capão do Leão ás 10 horas.

O dr. Borges de Medeiros, o dr. Lauro Müller e suas comitivas visitaram as pedreiras da ‘Compagnie Française’, onde se achavam entregues aos trabalhos cerca de 700 operarios.

O dr. Simon, chefe do serviço, ordenou que se fizessem experiências, sendo com quatro tiros de dynamite despedaçados vários blocos de pedras.

As experiências causaram excelente impressão.

Em seguida foi visitada a Usina Electrica, onde funcionam 2 dynamos compressores, sendo um da força de 500 cavallos vapor.

Todos os visitantes tiveram palavras elogiosas para o modo porque está sendo levado a efeito o serviço dirigido pelo dr. Simon.

Deixou de realizar-se o ‘lunch’ que havia sido preparado, devido á falta de tempo, pois os itinerantes tinham de regressar ás 11 horas.

Encontravam-se na visita o dr. Cypriano Barcellos, intendente municipal, coronel Pedro Osorio, coronel Guilherme Gonçalves, vice-intendente, dr. Joaquim Augusto Assumpção, senador federal, tenente Reis Chateiner, delegado da Capitania do Porto, tenente Omar Azambuja, instructor da Sociedade de Tiro de Pelotas, presidente e demais membros do Conselho Municipal, autoridades administrativas e judiciarias, funcionários municipaes e estaduais, comissões de sociedades, representantes da imprensa, comissão organizada dos festejos, etc.


(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO, 08 de maio de 1915, p. 1, c. 1-4

domingo, 14 de janeiro de 2018

Inauguração da Escola Faria Santos em 1949

"Iniciadas as festividades do decênio da Quinta Delegacia de Ensino

(...)

Às 10 horas com a presença das autoridades, foi inaugurado o Grupo Escolar da Pedreira do Capão do Leão, em prédio recém construído. Coube ao dr. Antonio Cesar Alves, representante do sr. secretário de Educação cortar a fita do vestíbulo. Após a oração da Diretora do Grupo Escolar, que analisou o papel desempenhado pelo magistério primário, falou o dr. Antonio Cesar Alves, congratulando-se com as autoridades presentes, e, especialmente com o dr. Duprat de Lima, engenheiro chefe das Obras do Pôrto e Barra do Rio Grande e sr. Acunha, gerente da Pedreira do Capão do Leão, grandes animadores da construção da escola, pela inauguração de mais uma unidade da vasta rede de ensino primario estadual.

A seguir, enquanto era hasteado o pavilhão nacional pelo sr. Cel. Cmte. da Guarnição Militar, os presentes entoavam o Hino Nacional. Finalmente, foram obsequiados pela diretora do Grupo Escolar com finos doces e líquidos as autoridades e demais pessoas presentes à solenidade. Às 11 horas em cortejo processional de automoveis da Capela do Capão do Leão, em carro do corpo de Bombeiros foi conduzida a imagem de Nossa Senhora de Lourdes até a Gruta de Granito construída nos jardins da 5a. Delegacia, onde foi benta e entronizada por S. Excia. D. Antonio Zattera. Falou, nessa solenidade, Monsenhor Silvano de Souza. Durante a cerimônia fez-se ouvir o orfeão da Escola Normal <<Assis Brasil>>."

Fonte: JORNAL DO DIA, 13 de Outubro de 1949, número 818, p. 01

Nota: O fato registrado pela reportagem do jornal ocorreu no dia 10 de Outubro de 1949.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...