sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Histórico do Município de Campestre da Serra/RS


"O Município de Campestre da Serra começou sua existência como 3o. distrito de Vacaria, sendo considerado inicialmente como zona de Campos, embora a ele pertencesse toda uma zona de mata que se estendia nas encostas Norte do Rio das Antas seguindo entre o Rio Vieira ao Sudoeste e o Rio Refugiado ao Nordeste até alcançar os altiplanos dos campos e pastagens naturais em cima da Serra.

Como estas matas eram de difícil acesso foram consideradas de pouco valor e cedidas como partes de propriedade aos fazendeiros dos campos limítrofes.

A falta de estradas impossibilitava qualquer pretensão de cultura nestas terras. Mas em fins do século passado, a necessidade de levar o gado de Vacaria aos centros consumidores obrigou a abertura da célebre estrada 'Rio Branco" ligando a Vila Criúva de Caxias do Sul, cruzando o Nordeste do distrito.

A influência do político Cel. Paim fez ainda com que a primeira ponte metálica vinda da Europa para ser instalada no Passo do Zeferino entre Flores da Cunha e Antônio Prado na estrada Júlio de Castilhos, fosse transferida para o Passo das Antas da estrada Rio Branco, ligando assim o Município de Vacaria, no 3o distrito com Caxias - Via distrito de Criúva. Este fato ocorreu em 15/02/1907.

Com a segurança de passagem das tropas pela Estrada Rio Branco, garantida pela nova ponte, surgiu interesse de outros comércios ao longo da mesma. Foi assim que nasceu o primeiro povoado chamado VILA KORFF, pelo sobrenome do primeiro morador.

Situada à margem direita do Rio das Antas Vila Korff cresceu rapidamente, chegando a ter três fortes casas comerciais, um moinho cilindro, que fornecia luz elétrica ao povoado, uma Cooperativa Agricola 'Maurício Cardoso' e oito serrarias para serrar a mata que ninguém queria.

Vista a fertilidade descoberta nesta região da mata que se estendia ao norte do Rio das Antas, entre o Rio Vieira, ao oeste e o Rio Refugiado, ao nordeste, até a borda ddos campos, acorreram logo colonos especialmente de origem italiana vindos de Caxias do Sul, de Flores da Cunha, São Marcos, Antônio Prado, à procura das novas terras - 'terras fortes' como diziam.

Em breve toda a encosta norte do Rio das Antas, entre o rio Vieira e Refugiado, até a borda dos campos estava ocupada pelos colonos italianos.

Esta área colonial do município de Campestre da Serra ocupa aproximadamente 1/3 (um terço) da superfície do município e abriga cerca de 85% de sua população.

Outra estrada que atravessou o distrito foi a estrada Júlio de Castilhos que liga Antônio Prado a Ipê a Vacaria. Esta estrada contudo não teve para o distrito muita influência por passar totalmente no campo, fora da concentração populacional da colônia.

O nome Campestre da Serra originou-se de um Campestre existente no local, isto é, um pequeno campo cercado de mato.

Criado o Município em março de 1992 e com administração própria a partir de 10 de janeiro de 1993 o Município de Campestre da Serra entrou em nova fase de desenvolvimento.

Agora nasceu novo entusiasmo, nova vida, porque nasceu nova esperança com novas perspectivas."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 21 de Dezembro de 1998, pág. 05

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Mostra de Trabalhos Escolares de Cultura Afro & Indígena/Feira de Culturas 2019


Está acontecendo na Sala Frederico Trebbi (hall da Prefeitura Municipal de Pelotas) a Mostra de Trabalhos Escolares da Cultura Afro & Indígena e também a Feira das Culturas. No local é possível conhecer os diversos trabalhos pedagógicos desenvolvidos sobre a cultura africana e sobre a cultura indígena nas escolas de educação infantil e de ensino fundamental da rede municipal de ensino. A entrada é franca e o evento vai até 18 de Novembro.

























Hotel Atlântico, Cassino, Rio Grande em 1957



Banhistas na Praia do Cassino, Rio Grande em 1957




Floriza Magalhães - Miss Cassino 1957

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Um novo anestésico


"Noticía um jornal que os medicos francezes estão actualmente occupados com os exames da cocaina como anesthesico.

Foi Niemann que em 1859 principiou a empregal-o unicamente como insensibilisador da mucosa da lingoa. Ultimamente, porém, os dra. Trousseau, Panas, Vulpian e outros tem-o empregado, com grande vantagem, para insensibilisar todas as outras mucosas, tendo-se já feito operações de catarata, do larynge, etc., com optimo resultado.

Tambem substituem a morphina por ella, por produzir iguaes effeitos e não ter nenhum dos incovenientes d'aquella.

Enfim, os medicos francezes consideram já a cocaina como um magnifico agente therapeutico.

É extrahida da coca do Perú."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 25 de Fevereiro de 1885, pág. 01, col. 05

terça-feira, 12 de novembro de 2019

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Um monstro marinho


"MONSTRO MARINHO

Lêmos no Paiz do Rio de Janeiro:

<<Deu-se hontem (1) na bahia um accidente maritimo, felizmente raro n'estas agoas:

<<Dirigia-se o escaler de uma das torpedeiras da esquadra de evoluções para o arsenal de marinha, quando a meio caminho d'aquelle estabelecimento foi acommettido por um peixe da familia dos que aqui se chamam Tintureira. O formidavel esqualo abrio rombo na borda do escaler, sendo forçados os remadores a servirem-se dos remos e dos croques para afastal-o.

<<Entretanto, o escaler fazia agoa e sossobraria se aos gritos dos tripolantes não acudissem outros escaleres dos navios da esquadra, que tomaram a bordo os naufragos.

<<O peixe desapparecera.

<<Esse facto deixou muito impressionados todos os embarcadiços da nossa bahia, que receiam nas suas travessias de investida semelhante.>>"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 12 de Fevereiro de 1885, pág. 02, col. 04


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