sábado, 5 de outubro de 2019

Histórico do Município de Cidreira/RS


"Localizada na região de turismo, serra e mar, o Município de Cidreira, conta com uma população estimada em mais ou menos 8.978 habitantes, distribuídos numa área de 230 km2.

O Município de Cidreira, emancipado em Maio de 1988, tem na sua história, origens no Município de Santo Antônio da Patrulha, depois passando a ser Distrito de Osório e Distrito de Tramandaí.

Conhecida como uma das praias mais antigas, atualmente tem vida própria, sendo a RS 040 o elo de ligação do Município.

Cidreira é a praia mais próxima do Litoral Norte, distante 98 km de Porto Alegre e, possui como outras vias de acesso, a RS 786, que liga Tramandaí a Cidreira e, a RS 784, que liga o Distrito do Túnel Verde a Cidreira.

LOCALIZAÇÃO:

Cidreira se limita ao norte com o Município de Tramandaí, ao sul, com o Balneário do Pinhal, ao leste, com o Município de Osório e Capivari do Sul.

ÁREA:

A área do Município é de 230 km2.

RECURSOS HÍDRICOS:

O Município de Cidreira possui seis lagoas, que com suas águas azuladas, atrai milhares de visitantes durante o ano. São elas: Lagoa Fortaleza, Lagoa da Cidreira, Lagoa do Gentil, Lagoa do Manoel Nunes, Lagoa da Tapera, Lagoa da Prainha.

O Município possui a maior reserva de Dunas da América do Sul."

Fonte: ATLÂNTICO (RS), 23 de Abril de 2001, pág. 05

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O reino africano vassalo de Portugal


"Revista da Europa

PORTUGAL

(...)

- Consta que o rei do Congo vai brevemente a Lisboa, com o fim de apresentar pessoalmente as suas homenagens ao sr. d. Luiz e renovar os seus actos de vassalagem á corôa portugueza. O rei do Congo deseja e quer reclamar de Portugal contra qualquer invasão ou occupação estrangeira nos seus territorios.

(...)"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Dezembro de 1884, pág. 01, col. 03

Sport Club Cyclo Pedestre de Pelotas


"Sport Club Cyclo Pedestre. - Reunio-se, hontem, este club, no Prado Pelotense, para iniciar os seus trainings.

Compareceram 15 cyclistas e 10 pedestre, demonstrando todos grande energia nos diversos pareos disputados.

O resultado foi o seguinte:

1o. páreo - cyclismo - Fernando Sparemberg, Humberto Schmidt e Carlos Brochstedt; 2o. páreo - Antonio Soares, Honorio Oreques e Dilermando; 3o. páreo - Rizzolo, Gustavo Rastt e Aureliano Pereira; 4o. páreo - Walter Stosch, Mario Monfrim e Adolpho Schramm.

Corrida a pé - 1o. páreo - Adolpho Schramm, Francisco de Andreia e Walter Stosch."

Fonte: A OPINIÃO PÚBLICA (RS), 12 de Junho de 1911, pág. 02, col. 03

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Trabalhadores estrangeiros nas charqueadas de Pelotas


"Para o estabelecimento industrial do sr. Brutus Almeida, de Pelotas, vieram de Montevidéo 27 trabalhadores, de diversas nacionalidades, afim de prepararem o xarque pelo systema dos saladeros do Prata."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Dezembro de 1884, pág. 01, col. 06

Um funeral na Guiné em 1884


"OS FUNERAES NA GUINÉ

Transcrevemos de um jornal portuguez:

<< É excentrico o modo com que nas povoações gentilicas se faz um funeral, a que dão a resignação de choro.

<< Retumbantes tiros de espingarda annunciam o fallecimento de um gentio. Uma enorme eça é logo levantada defronte da porta do fallecido e n'ella depositam o cadaver adornado com as suas melhores alfaias.

<< Continúa o troar dos tiros, e se o defunto estava na flor da idade, o povo cobre-se de lama.

<< No fim de vinte e quatro horas é enterrado o cadaver em um poço que se abre para tal fim.

<< Segue-se um banquete de carne e vinho de palma. As lutas gymnasticas, a bacchanal, a pilheria e a gargalhada concomitante são o frequente enxertamento de taes exequias.

<< Se o findao for mulher, ou velho, então os folguedos, os lautos jantares e as dansas calorosas não têm limites. Amigos e visinhos apresentam-se em ranchos, e, empunhando ramos e bandeiras, ordinariamente feitas de lenços, percorrem as ruas da povoação dansando, cantando e batendo palmas com um estrondo infernal.

<< Eu creio que esses pobres negros exprimem a seu modo a philosophia da vida, como elles a comprehendem; tristeza, se se perde na flor dos annos uma existencia, muitas vezes promettedora, e que podia ser util á sociedade; alegria, se a morte vem ceifar uma vida já cançada e cheia de amarguras, ou inutil á tribu.

<< Na Europa, o costume é chorar sempre pelo morto. Parece-me que os negros da Guiné levam n'isto alguma vantagem sobre os povos civilisados: não são hypocritas.

<< Mostram elles tambem, com taes manifestações, o pouco ou nenhum caso que fazem da vida. O bijagoz, por exemplo, que nunca ouvio fallar de Pythagoras, mas segue a doutrina de transmigração das almas, o ferreo bijagoz degola-se - por dá cá aquella palha - porque diz elle, não morre, e vai incontinenti reviver no corpo de qualquer outro bicho de sua escolha. Se, por exemplo, elle aposta uma corrida de cahor e o parceiro lhe passa adiante, o diacho do homem leva o sabre ou navalha ao grasnete, e... está servido! Eil-o ahi transformado immediatamente em um passaro qualquer, e chegando primeiro á meta desejada!"

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Maio de 1884, pág. 01, col. 05, pág. 02, col. 01

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sobrenome Fontana


"Sobrenome antiquíssimo, com muitas linhagens e ramais em toda a Península Ibérica, encontrado historicamente no Principado da Catalunha, Andorra, Vizcaya, Astúrias, Leão, Castela, Múrcia e Portugal. Em Aragão, sabe-se da existência primitiva de um solar originário de Fontellas, cujo um dos ramais passaram posteriormente a habitar na localidade de Ayerbe.

Os Fontana de Castela, Múrcia e Portugal procedem da família homônima que existiu na Idade Média na antiga República de Gênova, segundo o trabalho de diversos autores.

No que diz respeito às linhagens da família na Catalunha, há indícios documentais de sua presença naquela região desde o século XV. Por essa época, floresceu o miniaturista e calígrafo Guillem Fontana, tendo prestado serviços a diversos nobres e reis ibéricos.

Etimologicamente, conforme Francesc de B. Moll, a palavra 'fontana' é homônima em latim e designa tão somente 'fonte', 'nascente d'água'.

Todavia, há um detalhe muito importante acerca deste sobrenome: Fontana continua a existir na Itália desde a Idade Média, assim como os Fontana ibéricos são bem antigos. No caso, o sobrenome pode ser tanto italiano, quanto espanhol ou português. Espanhol ou português, no sentido que está a rama genovesa na Península Ibérica desde pelo menos há seis ou sete séculos."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 

Sobrenome Galera


"O sobrenome Galera é um toponímico com diversas origens, diretamente associado a vários lugares na Espanha com o mesmo nome, encontrado nas províncias de Granada, Tarragona, Almería, Múrcia, etc.

Etimologicamente, o termo 'galera', embora indique um tipo de embarcação sobejamente conhecida desde a época da expansão marítima espanhola,  é de difícil interpretação, pois o vocábulo é anterior ao século XVI na Península Ibérica e não necessariamente tem haver de modo primordial com aquele tipo de embarcação. Alguns autores sugerem que o termo derive de uma palavra ibérica para 'côncavo', o que indicaria um aspecto do relevo. Todavia, outros estudiosos afirmam que a palavra provém dos tempos pré-romanos, aproximadamente da raiz ibérica 'kal' que significa 'cume', 'cimieira'. Por fim, outros autores relacionam a palavra ao termo árabe qarâra 'que significa quietude, calmaria.

São linhagens nobres do sobrenome Galera, algumas antigas famílias da Andaluzia e Catalunha. Houve também linhagens fidalgas desta alcunha em Albacete e Almería."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia. 
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