segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Jantar & Fandango no CTG Tropeiros do Sul alusivo à troca de patronagens


O CTG Tropeiros do Sul promove no próximo sábado, 05 de Novembro, a partir das 20h30min, jantar e fandango alusivo à troca de patronagem, despedindo-se a patronagem 2016 e ocorrendo a apresentação da nova patronagem para o ano de 2017.
O cardápio do Jantar será Galeto, Arroz e Saladas. O preço do ingresso é de R$ 18,00.
A animação do fandango fica por conta do grupo Portal de Ouro, de Piratini.

sábado, 29 de outubro de 2016

Perdendo a linha! no Alkimia Espaço Cultural


O evento ocorre no sábado, 05 de Novembro, a partir das 23h59min.
Ingresso masculino R$ 10,00 e ingresso feminino R$ 5,00
O ingresso dá acesso a um coquetel de brinde. Para mais informações, segue o link do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1802039180047201/

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Histórias Curiosas XXXIII

Idos da década de 90, um aluno de sexta série que estudava no turno da manhã aparece à tarde na Escola Barão de Arroio Grande para fazer um trabalho na biblioteca do educandário. Atendido pelas professoras de plantão, o rapazote não consegue explicar direito o que a professora tinha pedido. Ao que parece era um trabalho de Língua Portuguesa. Mesmo assim, o menino só falava que "a 'sôra pediu para ele fazer um trabalho do rei da cor!" e ele tinha que vir à biblioteca para "fazer o trabalho do rei da cor!"

Intrigadas, as professoras creem se tratar de um atividade envolvendo desenho ou algo próximo. Inquirem mais o aluno, mas ele só diz que a professora tinha escolhido ele para fazer o "rei da cor". Sem saber o que orientá-lo e diante da impossibilidade de contatar a professora de Língua Portuguesa do turno da manhã naquele exato momento, as professoras que estavam na biblioteca colocam o pequeno a desenhar em folhas de ofício e lhe emprestam uma bonita caixa de lápis de cor que ele aproveita com prazer. Passa a tarde fazendo várias desenhos, entretido com a atividade.

No outro dia, a coordenadora comenta com a professora de Língua Portuguesa pela manhã que o aluno tinha vindo à tarde para fazer um trabalho, mas as professoras da biblioteca não conseguiram entender o que ele queria. Ele só dizia que a professora tinha escolhido ele para "fazer" ou "ser" o rei da cor. A professora cai na gargalhada compulsivamente. Em seguida, explica às colegas presentes na sala dos professores. 

O trabalho era produzir um jornalzinho, imitando a dinâmica de um equipe de jornal. Ela dividiu a turma em vários grupos e cada grupo tinha o editor, o repórter policial, o repórter esportivo, o repórter comunitário, etc., e obviamente, alguém ia ficar responsável pela revisão e redação dos textos: o redator. O menino tinha confundido redator com rei da cor. Depois que os trabalhos ficaram prontos, o inusitado fato ainda serviu como reportagem do próprio jornalzinho.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Histórias Curiosas XXXII

Época em que o pátio da Secretaria de Obras ainda era no terreno na esquina da Rua Joana Conde Pucci com Avenida Narciso Silva, onde hoje se encontra o novo prédio do Pronto Atendimento Municipal, ocorreu de um novo sujeito assumir temporariamente a função de chefe-geral daquele setor. 

Imediatamente, seu novo estilo se caracterizou por uma estrita vigilância de horários e do cumprimento das funções por parte dos demais subalternos. Rigoroso, ele não deixava os serventes saírem sequer dez minutos mais cedo, mesmo em dias de chuva. Alguns ficaram particularmente incomodados, pois em algumas ocasiões, o novo chefe ia além do razoável, exigindo cumprimento da carga de trabalho além do combinado. Em pouco tempo, adquiriu a antipatia de muitos - alguns que realmente mereciam uma cobrança mais próxima, mas também outros que eram colocados injustamente numa espécie de "vala comum" da ideia de que "todo funcionário é preguiçoso".

Mesmo assim, os funcionários tiveram que se adaptar. 

O que mais incomodava alguns era o apego excessivo que julgavam que o chefe tinha ao horário. Em dias de chuva torrencial, sem energia elétrica e sem possibilidade de sair para realizar qualquer obra ou tarefa, muitos serventes tinham que ficar na penumbra do antigo galpão existente no pátio da Secretaria de Obras "fazendo hora".

Foi então que o novo chefe do pátio teve que atender uma audiência com o prefeito para uma demanda importante em questão. Foram até o Gabinete do prefeito, seu secretário e o capataz dos serventes igualmente. Ficou somente um dito sota-capataz que, na verdade, tinha a incumbência de tal mais por acerto tácito, do que realmente possuir o cargo (que não existia de direito, mas era visto como de fato).

E ainda por cima, no dito dia da audiência, deu uma viração de tempo "feia". Por volta das onze horas, a peonada voltou para o pátio, sem ter o que fazer. O Zezinho (nome fictício) já andava há muito tempo com vontade de "dar um nó" no horário. Sabendo que o chefe e o secretário não estavam no pátio, resolveu se mandar e partiu com a bicicletinha, até com certo anuência dos demais. 

Com os pés molhados da chuva que tinha se dado recentemente, o Zezinho tinha um longo caminho até o Cerro do Estado, onde morava. Preocupado, só assistia com admiração aqueles raios e trovões que pairavam sobre sua cabeça. O céu estava assustador.

Resolveu então parar no antigo Bar Avenida - popularmente conhecido como Bar do Reni (onde hoje se encontra o Café Perfil, ao lado do Banrisul) - para prosear um pouco e beber algo, antes de reiniciar a puxada até o cerro.

Para sua surpresa, ao adentrar o bar cheio, percebe logo de cara o chefe do pátio e seu secretário no local, ambos a apreciarem uma cerveja. Totalmente desconcertado, o Zezinho já esperando o pior, vai se desculpando, meio que gaguejando, quando o chefe lhe interrompe:
- Tchê, a tal reunião lá na prefeitura é para "lamber os ovos" de um deputado. Não fiquei, só perdi meu tempo. Se tu tá errado, eu também estou errado de estar aqui. Vamos fazer o seguinte: tu não me viu aqui e eu não te vi?

O Zezinho nem pensou duas vezes. Diz-se que até tomou uns copos de cerveja e apostou umas fichas na sinuca. Tudo com o patrocínio do chefe que, desde então, nunca mais censurou os hábitos fugidios do Zezinho quanto ao horário a cumprir.



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

De acordo com pesquisa, Capão do Leão está entre as 20 cidades menos religiosas do Brasil


De acordo com dados do Censo 2010 e publicados em matéria da revista Exame da Editora Abril, Capão do Leão está entre os 20 municípios menos religiosos do Brasil (mais especificamente na 18a. posição) ou que as pessoas se dizem sem religião. O percentual apresentado é de 27,2 % da população, o que corresponde a 6113 pessoas. No Brasil, o percentual nacional é de aproximadamente 4 % que se declaram sem religião e no estado do Rio Grande do Sul o índice atinge 7,8 %.

O percentual chega a ser curioso, se considerarmos o número de denominações religiosas que vemos grassarem em cada canto do município. Vale lembrar que pessoa sem religião não é sinônimo de ateu, somente indicando que o sujeito não se considera pertencente ou seguidor de nenhuma religião específica. Ainda de acordo com os dados, cerca de 38,62 % da população se declara católica, 25,39 % se declara evangélica, 3,79 % espírita, umbandistas perfazem 2,17 % e outras denominações concluem com 2,73 %.

Particularmente, minha opinião é que as pessoas que se dizem sem religião, pelo menos a grande maioria o faz por se considerar um não-praticante de uma denominação específica, mas é provável que em algum momento se relacione a uma, mas sem o compromisso de a frequentar. Portanto, não acredito que o grupo dos sem religião seja sinônimo para grupo dos sem crença nenhuma.


sábado, 22 de outubro de 2016

Halloween Party - Festa à Fantasia no Alkimia Espaço Cultural


O evento começa a partir das 23 horas, no dia 29 de Outubro, no Alkimia Espaço Cultural, à Avenida Narciso Silva 2025. O evento beneficente arrecadará fundos para a ONG A4.

Página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1094557500625410/  

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O fim de um ciclo em Capão do Leão


Obviamente, se partimos de um pressuposto que a recente vitória eleitoral de Mauro Nolasco (PT) interrompeu dezesseis anos de gestão ininterrupta do PDT a frente da Prefeitura de Capão do Leão, é inegável afirmar que um ciclo político terminou no município. Todavia, poderia apontar que, além das mudanças que houveram tanto no Executivo quanto no Legislativo, os resultados eleitorais de 2016 indicam um novo cenário que deve se instalar a partir de então para os próximos pleitos, tanto municipais quanto estaduais e federais na cidade.

Por volta de 2002, eu assisti uma palestra no Instituto de Sociologia e Política da UFPel que, sem me recordar a precisa razão, o palestrante no momento, professor da referida unidade acadêmica, abordando vários temas sobre a cenário regional da Zona Sul, emitiu algumas considerações sobre Capão do Leão, afirmando que a recente vitória de Vilmar Motta Schmitt (PDT) tinha "encerrado o ciclo emancipacionista no município". Ele quis dizer que de 1982 a 2000, as forças políticas que preponderam no cenário leonense foram diretamente aquelas que estiveram envolvidas no projeto emancipacionista da cidade. Schmitt teria sido o "acontecimento novo" naquele momento, levando ao Executivo um grupo que até então não tinha participado do governo em nenhum momento e que tinha assumido um papel periférico pós-emancipação. Eufórico, o dito professor ainda exaltava igualmente a vitória de Fernando Marroni (PT) em Pelotas no ano de 2000 e seu significado como quebra de paradigma para toda a região.

De fato, a eleição municipal em 2000 no Capão do Leão merece um destaque histórico. Não somente pela vitória do PDT, mas pelas condições em que ocorreu o pleito e suas consequências. Dois baluartes da história política leonense, Manoel Nei Neves e Getúlio Victória (ambos ex-prefeitos), foram eclipsados do cenário local. Manoel Nei na condição de prefeito concorrendo à reeleição fez menos feio, pois ficou na segunda colocação tendo que disputar num ambiente marcado pelo natural desgaste de sua administração. Já Getúlio Victória não pode contar com a sorte de azarão que lhe havia acompanhado em 1992, ficando portanto com a sexta e última colocação. Além disso, pela primeira vez desde 1982, o PMDB não conseguia emplacar um vereador na Câmara de Vereadores. Ao mesmo tempo que o PT conseguia eleger pela primeira vez um vereador (o atual prefeito eleito em 2016, Mauro Nolasco). Além disso, pelo número de partidos que participaram da eleição em 2000 (dez no total), a política leonense apresentou um quadro muito mais diversificado de forças políticas na disputa. O PSDB foi outra força política que surgiu com muito ímpeto naquela época, elegendo Édson Ramalho e Waldemar Quadros como vereadores - um feito inédito.

Todo relato que fiz foi para abrir uma comparação com a presente eleição municipal de 2016 e seus resultados. Após duas disputas protocolares em 2004 e 2008, onde o PDT afirmou e reafirmou seu projeto político, e uma empolgante e acirrada batalha de votos em 2012, decidida por diferença ínfima, o pleito de 2016 marcou uma radical mudança no conjuntura política local. Não é uma loa à vitória petista. É o percebimento de que houve novas forças políticas envolvidas nos debates e mesmo entre siglas tradicionais, um novo reagrupamento de forma geral. 

O Partido dos Trabalhadores teve seus méritos sobejamente reconhecidos em romper com o paradigma existente. Afinal, mesmo no PMDB, Vilmar Schmitt representava a herança dos mandatos pedetistas desde 2000. Talvez não no conteúdo programático, mas provavelmente no molde. Não é propriamente uma crítica ao projeto defendido por ele, mas uma constatação que, de certa maneira, em seu próprio discurso, havia a rememoração aos seus dois mandatos da década passada e uma referência explícita ao próprio manejo administrativo que ele mesmo havia iniciado. 

Além da vitória de Nolasco, consagrando uma trajetória iniciada há várias eleições atrás, o pleito de 2016 também marcou a afirmação da REDE como força alternativa e o reerguimento do PSB como um dos protagonistas locais. No caso do PSB, a eleição teve um caráter simbólico muito importante: pela primeira vez o partido colocou um vereador por via de eleição direta.

No pós-eleição, também se vislumbra a criação de um novo partido, o PSD e, além disso, algumas siglas já tradicionais devem passar por fortes reestruturações internas. Penso que, no caso particular de duas delas, as mesmas devem hibernar na próxima eleição de 2020, visto que, mesmo atuantes, provavelmente não estarão fortalecidas suficientemente para encabeçarem qualquer projeto mais autônomo.

Mas, ainda é cedo para prever qualquer coisa. O fato concreto é que há um novo quadro político no município, com novos personagens e novas forças estabelecidas. Não creio que teremos um fenômeno de permanência tão ininterrupta no Executivo Municipal como foi o PDT de 2001 a 2016. Os tempos mudaram e a população tem acompanhado com mais ênfase os desdobramentos políticos municipais. É um desafio a todos que compõem o conjunto de novos representantes eleitos. Aguardemos!





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