Rita (madrinha em 1966), Gládis (madrinha 1967, no ato de recebimento da faixa) e a madrinha da U.A.F. (União Amadora de Futebol)
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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domingo, 22 de maio de 2011
Informações sobre a expansão a origem dos bairros Jardim América e Parque Fragata
En el actual proceso de desarrollo socioespacial de las ciudades de Pelotas y Roí Grande se observa la tendencia a la adopción de un modelo urbano disperso, a partir de un crecimiento urbano fuertemente influenciado por las implantaciones periféricas. En el caso de la ciudad de Pelotas (figura 1), demarcamos tres vectores principales de crecimiento urbano:
- Eje Leste: que demanda a los balnearios de la Lagoa dos Patos (Laranjal), ubicados a 12 km del centro y hoy día verdaderos barrios integrados al tejido urbano de la ciudad. Está relacionado especialmente con los sectores de mayores ingresos de los cuales se ubican las principales promociones inmobiliarias de alto status, especialmente los barrios exclusivos y condominios cerrados;
- Eje Norte: se desarrolla con tres segmentaciones. El sector más cercano al centro de la ciudad, la llamada “Zona Norte”, constituyese en una segunda zona de valorización en la cual se realiza especialmente la construcción de apartamentos de alto status. El segundo sector constituyese de diversos asentamientos populares (conjuntos habitacionales de promoción estatal, “loteamentos” populares, asentamientos formados por políticas de donación de “parcelas urbanizadas”). El tercero sector es el eje principal donde se ubican diversas actividades económicas, como industrias, comercio mayorista y empresas transportadoras.
- Eje Oeste: presenta características peculiares. Se constituye en el eje de conurbación del tejido urbano de la ciudad de Pelotas con el municipio de Capão do Leão. En los años 1970, esta área todavía pertenencia al municipio de Pelotas y ahí se realizaron promociones de parcelaciones populares, como las barriadas Jardín América y Parque Fragata, con más de 1.000 parcelas cada una. En 1982, estas barriadas integraron-se al municipio de Capão do Leão. El continuo crecimiento de este vector está ocasionando el “transborde” de la mancha de aceite del tejido urbano de la ciudad de Pelotas."
Trecho extraído de: SOARES, Paulo Roberto Rodrigues. Producción Inmobiliária y Reestructuración Urbana en El Sur de Brasil. In: REVISTA ELECTRÓNICA DE GEOGRAFIA Y CIENCIAS SOCIALES. Universidad de Barcelona, vol. IX, n. 194 (11), 1 ago. 2005
Antigos Cartões da CESA de Capão do Leão na década de 1980
Dois antigos cartões de visita da antiga e extinta unidade da CESA (Companhia Estadual de Silos e Armazéns) - Unidade Capão do Leão. (aproximadamente segunda metade da década de 1980)
terça-feira, 17 de maio de 2011
Fruticultura no Capão do Leão
"A viticultura também tinha um papel importante na economia agrária de Pelotas.Seus principais produtores eram Ambrosio Perret Filho, Luiz Carret, Emílio Ribes, Daniel Capdebosq, Domingos Pastorello entre outros. O interesse pela viticultura foi rapidamente estabelecido em diferentes setores da comunidade pelotense: em 1890 foi criada a disciplina de viticultura e enologia pela Escola de Agronomia e Veteriária de Pelotas; em 1898, a Sociedade Agrícola Pastoril do Rio Grande do Sul, com sede em Pelotas, passou a distribuir aos agricultores interessados castas apropriadas para o vinho e quando ocorreu a primeira exposição agrícola, foram expostas mais de 30 qualidades de vinhos produzidos no município.
Também desenvolvia-se nos arredores da cidade a pomocultura, principalmente na Theodósia e no Capão do Leão. Um dos importantes estabelecimentos de fruticultura é a quinta Bom Retiro, de Ambrósio Perret Filho."
Também desenvolvia-se nos arredores da cidade a pomocultura, principalmente na Theodósia e no Capão do Leão. Um dos importantes estabelecimentos de fruticultura é a quinta Bom Retiro, de Ambrósio Perret Filho."
Trecho extraído de: UEDA, Vanda(Universidad de Barcelona). A elite rural pelotense e a construção de um novo cenário urbano. In: SOCIEDADE PORTUGUESA DE ESTUDOS RURAIS. 1o. Congresso de Estudos Rurais: Mundo Rural e Patrimônio. Lisboa, Portugal, 2001.
domingo, 15 de maio de 2011
História da Pedreira do Cerro do Estado - Parte X
Lista de Funções Ocupacionais dos Trabalhadores da Pedreira
No período em que o Estado do Rio Grande do Sul esteve envolvido diretamente com a exploração da Pedreira (de 1939 até os dias atuais), através de suas diferentes autarquias (D.O.P.B.R.G., D.E.P.R.C. e, atualmente, SUPRG), existia um quadro funcional com diferentes níveis profissionais, conforme a especialização dos trabalhadores. São eles: nível I – serventes; nível II – turmeiros qualificados; nível III – auxiliares-artífices; nível IV – capatazes; nível V – artífices (carpinteiros, pedreiros, dinamiteiros, maquinistas, etc.); nível VI – encarregados; nível VII – almoxarifes e escriturários I; nível VIII – escriturários II, desenhistas, técnicos em Eletrotécnica, Comunicações, Edificações, etc.; nível superior – engenheiros. Procuraremos listar estas funções, fornecendo uma breve explicação sobre estes ofícios. Acrescentamos também ocupações que existiram somente na época das companhias estrangeiras.
Agente da Estação – é da época da Companhia Francesa. Coordenava a entrada e saída de locomotivas na área da Pedreira, bem como suas passagens nas estações de apoio do Teodósio, Parque Fragata e Estância Ribas.
Agulheiro – é a mesma função do manobreiro. Termo aparece na época das companhias estrangeiras.
Ajudante de Ferreiro – denominação encontrada na época da Companhia Francesa.
Ajustador – ocupava-se na Usina Elétrica, nas oficinas ou no recinto[1] da Pedreira realizando ajustes técnicos no maquinário e nas instalações.
Almoxarife – profissional responsável pelo Almoxarifado.
Aparelhador de Vagões – responsável pelo uso e manutenção dos vagões da linha férrea. Função existente na época das companhias estrangeiras.
Apontador – responsável pelos apontamentos (registros) de expedição de rocha via linha férrea. Existiu nas décadas das companhias estrangeiras.
Aprendiz – jovem iniciado nas artes de um ofício. Normalmente, um profissional de nível V (carpinteiro, cortador, etc.) escolhia um “bocha” para ensinar seus conhecimentos.
Auxiliar-Artífice – auxiliar direto de um artífice. Não possuía qualificação para exercer diretamente um ofício. Por isso, poderia ajudar o carpinteiro, o pintor, o ferreiro, etc.
Auxiliar de Portaria – semelhante função do vigilante, embora com menos atribuições.
Bocha – adolescente/jovem empregado no transporte de água ou ferramentas para a área da Pedreira.
Canteiro – Vide graniteiro.
Capataz – responsável direto por uma turma de trabalhadores, coordenando-lhes o serviço. Havia turmas das Oficinas, da Usina, do Escritório, da Linha Férrea, da Pedreira, etc.
Carpinteiro – ocupava-se em todos os trabalhos de carpintaria da área da Pedreira.
Chefe da Usina Elétrica – responsável por todas as atividades concernentes ao funcionamento da Usina Elétrica, coordenando o trabalho dos funcionários daquele setor.
Chefe do Tráfego – junto com o Agente da Estação, coordenava a entrada e saída de locomotivas da área da Pedreira.
Chefe-Mineiro – muito provavelmente o “capataz” dos mineiros, na época da Companhia Francesa.
Cortador – fazia o trabalho de corte nas pedras, preparando as diferentes rochas para a produção dos mais diferentes produtos.
Desenhista – responsável por todos os desenhos técnicos necessários à área da Pedreira: mapas, projetos, gráficos de produção, plantas, etc.
Dinamiteiro – responsável direto pelo manuseio de dinamite na área da Pedreira. Deveria possuir carta de blaster – documento especial que lhe garantia permissão e condição técnica para operar tal produto.
Diretor-geral – termo que designa o administrador geral da Pedreira na época das companhias estrangeiras.
Eletricista – responsável pelos trabalhos de instalação e manutenção elétrica na área da Pedreira.
Encarregado – administrador do dia-a-dia da Pedreira, imediatamente subordinado ao Engenheiro (quando este havia). A ele estavam subordinados os capatazes de turma.
Enfermeiro – havia um enfermeiro na época da Companhia Francesa, embora ao que parece não era residente no Capão do Leão, sendo mais um prestador de serviços.
Engenheiro – responsável técnico geral por toda a atividade mineradora da Pedreira, além de ser o chefe-geral. Por isso, assinava como “Engenheiro-Chefe”.
Escriturário I - realizava funções básicas de escriturário como: controle do livro-ponto, comunicação interna, expedição de ofícios e correspondências, etc.
Escriturário II – realizava funções especializadas de escriturário como: contabilidade, controle da produção, documentação trabalhista, etc.
Estafeta – servidor direto do Escritório; ajudante-geral deste setor.
Extra-diarista – denominação dada para o trabalhador contratado ocasionalmente, por períodos curtos, utilizado em tarefas pesadas, normalmente quando a atividade mineradora na Pedreira apresentava volumes consideráveis.
Ferramenteiro – responsável pela guarda e manutenção das ferramentas utilizadas na área da Pedreira, em especial aquelas utilizadas na exploração de rocha.
Ferreiro – responsável pela Ferraria. Um detalhe interessante é que, na Pedreira, a Ferraria produzia peças de reposição ao maquinário, além de dar devida manutenção a peças usadas.
Foguista – trabalhava diretamente nas caldeiras da Usina Elétrica, alimentando e dando manutenção ao fogo. O termo também designa o responsável pela caldeira da locomotiva.
Graniteiro – nominalmente este termo só designa o trabalhador em Pedreiras por si só, isto é, a categoria. Convém afirmar que não encontramos um só registro de qualquer época que trouxesse a palavra como sinônima de ofício profissional específico.
Guarda-freios – denominação usada nas décadas das companhias estrangeiras a um profissional semelhante ao manobreiro.
Guarda-pontes – responsável pela guarda e manutenção das pontes ferroviárias (uma no Arroio Teodósio, outra no Arroio Fragata). Morava numa casa próximo ao local. Função encontrada em 1922.
Guardador de Animais – a razão de existir animais de tração (cavalos e burros) na área da Pedreira, para nós constitui questão ainda não solucionada. Porém, nas décadas das companhias estrangeiras, tal função exigia a presença de um responsável.
Guindasteiro – operava o guindaste que colocava as rochas nos vagões de trem.
Instalador Hidráulico – o mesmo que encanador. Responsável pelos trabalhos de instalação e manutenção hidráulica na área da Pedreira.
Jornaleiro – função comum nos primórdios da Pedreira, na época da Companhia Francesa. Era o trabalhador pago por dia em serviços de qualquer natureza.
Lenhador – existente na época da Companhia Francesa.
Lingador – colocava correntes na rocha, que deveria ser içada pelo guindaste e colocada em um vagão de trem. Era atividade técnica muito precisa.
Manobreiro – acompanhava a locomotiva, realizando a tarefa de “manobra” do trem. Cuidava das composições de vagões, unindo-as ou desunindo-as, bem como operava a chave do desvio da linha férrea no Teodósio, quando o trem atingia o trecho da Viação Estadual.
Maquinista da Locomotiva – operador da locomotiva que conduzia rochas e produtos da Pedreira via férrea.
Maquinista da Usina – aparece somente em documentos da década de 1920. É o responsável pela operação e manutenção das máquinas “Corliss”, geradoras de energia elétrica.
Marreteiro – espécie de cortador de pedras que realizava a tarefa de “requebra” das pedras. Isto é, fazia uma espécie de novo arranjo nas pedras cortadas, transformando-as em outros produtos.
Marroeiro – responsável pelo trabalho de quebrar as pedras.
Médico – prestava atendimento médico em situações de acidentes graves na Pedreira. Tal como o enfermeiro, possuía um vínculo de prestador de serviço.
Mestre das Oficinas – difícil identificação da função existente na época da Companhia Francesa. Não foi possível relacionar se é o responsável por todas as oficinas ou pelo setor de manutenção.
Mestre de Obras – pedreiro com qualificação técnica em edificações. Só houve um caso em toda a história da Pedreira.
Mineiro – o mesmo que graniteiro ou canteiro, isto é, trabalhador que se ocupava com as atividades de exploração de rocha. Termo utilizado na época da Companhia Francesa.
Motorista – eis uma função “moderna”, que só surgiu na Pedreira, somente na década de 1950, quando apareceu a primeira camionete e, posteriormente, o primeiro caminhão.
Oficial Administrativo – denominação antiga do Escriturário II.
Oficial Escrevente – denominação antiga do Escriturário I.
Oleiro – responsável pela produção de tijolos e telhas. No caso da Pedreira, fazia principalmente o trabalho de manutenção na Caldeira (que é formada de tijolos refratários), pois com o tempo, o calor desgastava suas paredes, abrindo-lhes buracos.
Operário – como na época da Companhia Francesa, houve contratação em massa de trabalhadores para atividade mineradora, os que possuíam um mínimo de intimidade com o ofício eram classificados genericamente nesta função, embora um ou outro pudesse desempenhar atividades muito diferentes.
Pedreiro – ocupava-se em todas as obras de alvenaria e construção da área da Pedreira.
Pintor – responsável pela pintura de prédios, instalações e equipamentos.
Servente – funcionário destinado a serviços gerais de qualquer natureza. Entretanto, no caso da Pedreira do Capão do Leão, a grande maioria se ocupava na manutenção da linha férrea e em atividades de limpeza.
Soldador – responsável por todas as atividades de soldagem na área da Pedreira.
Sub-capataz – auxiliar do capataz. Função existente na época das companhias estrangeiras.
Telefonista – a função existente nas épocas das companhias estrangeiras reservava-se exclusivamente a mulheres e exigia certo conhecimento técnico, pois implicava manuseio de fios e equipamentos.
Telegrafista – existente no quadro funcional da Companhia Francesa.
Turmeiro Qualificado – espécie de servente qualificado, empregado em tarefas que iam além daquelas reservadas ao servente normal. Normalmente, o trabalhador nesta função já possuía alguns anos de experiência na Pedreira.
Vigilante/Guarda – responsável pela vigilância da área da Pedreira. Supervisionava a entrada e saída de pessoas, bem como fazia o trabalho de vigilância noturna e nas ocasiões de explosão de dinamite.
Zelador das Pedreiras – é da época da Companhia Americana. Fiscalizava toda a atividade mineradora do arrendatário, remetendo a Rio Grande relatórios e correspondências.
[1] Nota: entenda-se “área da Pedreira” como todo o complexo de instalações, maquinário e benfeitorias, e “recinto da Pedreira” o espaço de exploração de rochas.
sábado, 14 de maio de 2011
Graniteiro Leonense
Um dos símbolos maiores de nosso município é o graniteiro - isto é, aquele que trabalha com granito ou pedra granítica. O granito é uma pedra abundante em Capão do Leão, formada pelos minerais quartzo branco, feldspato e mica. Entretanto, o que é o graniteiro?
Recentemente, o repórter da RBS TV Pelotas, Daniel Trzeciak, esteve em Capão do Leão, juntamente com o cameraman Schlee, realizando uma reportagem alusiva aos 29 anos de emancipação do município. O jornalista Augusto Santos indicou a mim para que pudesse ciceronear o repórter na dita matéria, que foi feita num domingo (01/05) e foi ao ar no Jornal do Almoço local no dia 03 de Maio (terça-feira, data do aniversário de emancipação). Após gravarmos defronte à Casa de Cultura Jorn. Hipólito José da Costa, Daniel perguntou-me a respeito de uma figura conhecida da cidade que ele pudesse entrevistar. Chamou-lhe muito a atenção a estátua do graniteiro defronte à Praça João Gomes, da qual foram realizadas filmagens e fotos. Pois bem, expliquei-lhe que a serra de granito existente em Capão do Leão comporta uma série de empreendimentos, sendo que parte está concedida a particulares, a grandes companhias, à Empem e ao Estado do Rio Grande do Sul (Pedreira do Cerro do Estado). Legalmente, tudo é da União Federal, conforme determina a legislação nacional em vigor sobre as riquezas do sub-solo brasileiro. Como ele pretendia entrevistar alguém que fosse graniteiro e visitar uma das pedreiras, indiquei-lhe que o melhor caminho seria subirmos até à Pedreira do Cerro do Estado, pois lá, a probabilidade de encontrarmos um "graniteiro" seria muito maior. Inclusive, seria mais fácil até conseguirmos a autorização para podermos adentrar no espaço da Pedreira.
Chegando lá, ao depararmos com alguns funcionários da SUPRG ali lotados e moradores do local, onde fomos muito bem recebidos, o repórter Daniel quis gravar alguns depoimentos de "graniteiros". Tal foi a surpresa que, embora solícitos, os funcionários não se definiam assim, sendo que uns respondiam que eram serventes, outros marroeiros, outros foram lingadores, etc. Isto é, uma terminologia que não incluía a palavra graniteiro. Pois bem, então como é que, trabalhadores de uma pedreira de granito não se definem como graniteiros?
Isto ocorre porque, como já tratei em postagens anteriores deste blog, a Pedreira do Cerro do Estado comportava um tipo de extração de pedra especializado, muito avançado para sua época. Uns faziam apenas o corte inicial das pedras, outros faziam a "requebra" das pedras, outros faziam seu acabamento, conforme o produto a qual era destinada a matéria-prima, outros ainda se especializavam somente na "cantaria", isto é, na lavra e polimento da pedra como produto de ornamento ou arquitetônico. Daquela pedreira não saía apenas pedras. Saiam blocos classificados em várias categorias, moellons, britas, paralelepípedos, moerões, pedras de obras, portaladas, folhetões, peitoris, vergas, etc. Daí a necessidade do trabalho especializado. Sem falar naqueles profissionais que sequer mexiam com a pedra como desenhistas, eletricistas, foguistas, mestres de obras, maquinistas, telefonistas, escriturários, entre outros.
GRANITEIRO é sinônimo do trabalhador artesanal em pedra, que produz basicamente pedras de obra, paralelepípedos, pedras de calçamento, etc. Muito comuns também em Capão do Leão, sobrevivem em pequenas pedreiras, que abundam na encosta da Serra do Granito, no Cerro das Almas, no Descanso e no Passo das Pedras. O termo ainda causa muita confusão. Na época da Pedreira Traverssi (atual Pedreira da Empem), os "graniteiros" se auto-denominavam "canteiros". Muito embora muitos não desenvolvem-se a atividade de cantaria.
A estátua que homenageia o graniteiro tem um detalhe importante: a cunha e a marreta, típicos do trabalho artesanal. Algo impensável na Pedreira do Cerro do Estado, esta sim, que funcionava quase como uma "indústria" de pedras.
domingo, 8 de maio de 2011
Novas informações a respeito da origem do nome de Capão do Leão
Versão bastante conhecida na memória popular, e apresentada como mais realista, diz respeito à presença de um senhor de nome ou sobrenome Leão, que possuía venda ou armazém próximo a um capão de mato. Daí “capão” do Seu “Leão”. Este armazém era um ponto de referência a tropeiros e viajantes que passavam pelo nosso território em direção à Pelotas. Contudo, não há nenhum registro documental da existência deste personagem na época dos primórdios da colonização portuguesa em nossa região, o que é estranho. Este detalhe é fundamental, pois o primeiro registro do nome de Capão do Leão é bicentenário: está datado de 1809. Contudo, tal como a história do “leão de circo”, esta versão não é totalmente destituída de sentido. Houve no século XIX uma espécie de hospedaria com potreiro de animais que era referência do lugar para tropeiros e viajantes. O nome do proprietário era Florentino Antonio dos Santos – dono também de uma grande extensão de terra que ia desde os fundos do Teodósio até quase a área do Cerro do Estado. O problema é que o Sr. Florentino nascera em 1837, muito depois de vários registros do nome “Capão do Leão”. Mesmo que ele pudesse ter o apelido “Leão”, ele não poderia ter dado o nome à localidade. Outro fator que pode explicar igualmente a origem de tal história é que houve realmente um “Armazém do Seu Leão” em nosso território. Por volta de 1910, nas proximidades da atual rua Manoel dos Santos Victória, um francês de nome León Bastide (o qual os brasileiros chamavam de “Leão”) ergueu uma casa comercial com finalidade parecida: pousada para viajantes. Tal como Florentino, León Bastide também nasceu muitos anos depois dos primeiros registros do nome Capão do Leão.
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