domingo, 17 de junho de 2007

Estação Ferroviária do Teodósio

O trabalho realizado contou com a participação de alunos de sexta e sétima série dos turnos diurno e noturno. Foram feitas entrevistas com o senhor José Maiche Afonso, filho de ferroviário, e também com o senhor Valdeni Vaguetti, também filho de ferroviário, que, além da entrevista acompanhou os alunos durante o trajeto até o prédio da antiga estação ferroviária.
A ferrovia e o transporte ferrroviário tiveram relevada importância no desenvolvimento econômico e social/educacional do município de Capão do Leão.
O primeiro trem a circular no Brasil foi em Minas Gerais, em 1825. No Rio Grande do Sul, a ferrovia divide-se em três etapas distintas:
VFRGS – Viação Férrea do Rio Grande do Sul, que funcionou até os anos 50;
RFFSA – Rede Ferroviária Federal S.A.;
AAL – América Latina Logística, que é a atual concessionária desde a privatização da malha ferroviária no início dos anos 90.
Antes da emancipação, em maio de 1982, Capão do Leão/Theodósio eram apenas duas comunidades que viviam com seus próprios recursos, embora fossem politicamente ligadas a Pelotas (Capão do Leão era o 4o. Distrito).
Segundo o senhor Valdeni, as duas comunidades eram pouco diferenciadas por pequenos detalhes que poderão ser significativos: enquanto Capão do Leão vivia em função da exploração da pedra (possui uma considerável jazida mineral) e da agropecuária (diziam, na época possuir sete estâncias), a comunidade Theodósio garantia seu sustento na produção de chácaras e plantação de enxertos de árvores frutíferas para comercialização.
Nos anos 50/60 havia uma família no Thedósio (Rebelo – Fresteiro) que era grande produtora de frutas e fornecedora de enxertos, tanto para a comunidade, quanto para “exportação”.
A produção de frutas era tanta que fretavam vagões da Viação Férrea, os quais ficavam estacionados nos trilhos (desvio) defronte à estação para o carregamento e posterior transporte para os grandes centros (Pelotas e Rio Grande).
O senhor José comentou que além da estação ser parada de trem e lugar de venda de frutas era chamada de “Estação Primeira do Theodósio”.
O transporte de passageiros era o ponto alto da época. Havia duas modalidades de trens. Uma linha funcionava de Rio Grande até Pedro Osório, diariamente de segunda a sexta-feira. (Esse trem era utilizado por estudantes e trabalhadores que tinham seu emprego na cidade de Pelotas). O outro trem de passageiros fazia um trajeto mais longo – Rio Grande a Bagé, posteriormente até Cacequi.
Aos domingos trafegava o trem excursão com o trajeto de Rio Grande a Pedro Osório. Ele partia às sete horas de Rio Grande e retornava ás dezessete horas.
Seguramente, a estação ferroviária era muito importante, pois era lá que todos se conheciam, comercializavam seus produtos e, contam até, que grandes casamentos bem sucedidos tiveram início na estação e nos trens de passageiros.
A estação também serviu também de Escola de Aprendizado para muitas pessoas. O telégrafo era o meio de comunicação da época e quem sabia operá-lo tinha emprego garantido até na própria Viação Férrea.
Ainda pela estação do Theodósio passavam as pedras de nossas pedreiras para a construção dos Molhes da Barra, em Rio Grande. Bem, até linha férrea especial com trajeto específico, foi traçada pelos franceses e belgas, para agilizar o transporte de pedras
Atualmente, com a privatização, somente o escoamento de carga é transportado por nossa ferrovia, e a “nossa estação, onde tantos sonhos se realizaram, tornaram-se apenas sonhos, visto o estado degradado em que se encontra. É o preço que pagamos por não sermos disciplinados e por não termos protegido nosso patrimônio”.
Caberia então à comunidade leonense, juntamente com forças políticas e empresariais, somarem forças que possibilitassem a reestruturação e valorização desse patrimônio; grande símbolo da identidade leonense.

Obs.: trabalho originalmente apresentado pela escola Barão de Arroio Grande, durante a Semana Farroupilha 2006, no CTG Tropeiros do Sul, no I Concurso Conhecendo Capão do Leão.

Camping Chácara das Pedras

Propriedade com 15 hectares de terra, estas compradas dos herdeiros de Bernardino Lopes e Manoela Garcia Lopes, seus pais.
Manoel Assis Lopes criou 11 filhos trabalhando na lavoura e mais tarde com armazém de secos e molhados neste local.
Amaro Mendes Lopes, um dos filhos de Manoel Assis Lopes e Maria Conceição Mendes Lopes, ainda em vida de seus pais, comprou a parte que é o Camping e posteriormente adquiriu mais umas partes. A idéia do Camping surgiu após uma grande enchente, quando matou seus animais preparados para começar a leitaria.
Recém-casado com Loirete Guidotti Lopes e já com uma filha pequena e com a condição de fazer a sua vida neste local. Aproveitou as belezas dessa mata nativa e o Arroio Passo das Pedras, para proporcionar o lazer em descanso encontrado com a natureza desta chácara
Hoje, Camping Chácara das Pedras se tornou uns dos destaques do Capão do Leão em ponto turístico.

Obs.: trabalho originalmente apresentado pela escola Profa. Delfina Bordalo de Pinho, durante a Semana Farroupilha 2006, no CTG Tropeiros do Sul, no I Concurso Conhecendo Capão do Leão.

domingo, 10 de junho de 2007

Castelo Granja da Cachoeira

A atual dona da Granja da Cachoeira, Maria Amélia Tavarez Perez Wrege vive em Pelotas. A economia é voltada para a imobiliária da família Wrege, também localizada em Pelotas. Já na granja, o ponto mais importante, é no período do ano de setembro a março, com a reprodução de eqüinos crioulos, que foi idéia e tem o investimento de Rouget Gigena Wrege. A maior diferença na granja, é que antigamente não havia um movimento tão grande de eqüinos, como há hoje.
A residência principal tem cerca de 92 anos; localizada na BR 293 – km 18, no município de Capão do Leão. Seu primeiro morador, foi Rouget Perez, que comprou a referida propriedade do Conde Mamedes, pois era parecido com um castelo de Paris – França. Hoje a casa é usada como lazer nos fins de semana pela família Perez.

História de vida e contribuição do Dr. João Rouget Perez:
Foi diretor e fundador da Rádio Pelotense;
Professor da Escola de Agronomia e Veterinária Eliseu Maciel – Pelotas;
Em 1926 fundou o Laboratório Dr. Rouget Perez;
Em 1940, foi nomeado diretor da Escola de Agronomia e Veterinária Eliseu Maciel, onde representou o Brasil em vários congressos nacionais e internacionais;
1952 – Congresso Internacional de Bioquímica – Paris;
1952 – Jornada Internacional de Veterinária em Lyon – França;
Presidente da Sociedade Agrícola de Pelotas;
Foi o pioneiro na produção de sementes para o melhoramento de pastagens em sua propriedade rural – Granja da Cachoeira em Capão do Leão;
A propriedade de Capão do Leão foi adquirida pela semelhança de paisagens com a cidade natal de Lannes – França;
Cursou Parasitologia em Paris;
Foi fornecedor das vacinas Anti- Carbunculosas ao governo estadual;
Fez estágio em Bruxelas – Bélgica;
Publicou trabalhos científicos sobre verminoses de bovinos;
Na Santa Casa de Misericórdia foi membro da mesa administrativa;
O terreno onde hoje está localizada a Escola Estadual Dr. Dario da Silva Tavares foi uma doação do avô materno de Maria Amélia Tavarez Wrege. O nome da escola é uma homenagem ao seu fundador: Dario Tavarez.


Obs.: trabalho originalmente apresentado pela escola Professora Delfina Bordalo de Pinho, durante a Semana Farroupilha 2006, no CTG Tropeiros do Sul, no I Concurso Conhecendo Capão do Leão.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Lugares VI

Pedra Monumental existente no cume do Cerro das Almas
Obs.: foto retirada do trabalho da Escola Abadie F. Rosa, apresentado na Semana Farroupilha 2006 do Ctg Tropeiros do Sul (I Projeto Conhecendo Capão do Leão)

sábado, 26 de maio de 2007

Revista Zona Sul

Revista Zona Sul
Ano de 1989
Edição comemorativa ao Sétimo Aniversário de Capão do Leão

Um escritor em Capão do Leão







A jovem Kelly Cuba procurou-me para mostrar um antigo livro que estava em posse de sua família há gerações e surpreendi-me com o que achei. Trata-se de um pequeno romance em versos intitulado o "O Orgulho Quebrado", de autoria de Florisbello G. Barcellos (sua foto aparece na terceira figura), que conta a história de Henrique Salcedo (ilustração na primeira figura), estampa do gaúcho cordial, bonachão, que se antepõe diante da invasão de valores novos e estranhos que vêm da cidade para o campo. O mais impressionante, contudo, é que no frontispício (segunda figura) consta que o nosso escritor é de Capão do Leão. O ano: 1938. O livro foi editado na Typografia Alvorada, em Pelotas. Estou buscando informações sobre nosso ilustre escritor e conto com a colabaração daqueles que lerem esta postagem, bem como de algum integrante da Família Barcellos que tenha informações sobre este antepassado.



Fluminense F.C. 1982

Equipe do Fluminense F.C.
Cerro do Estado
Ano 1982
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