terça-feira, 23 de novembro de 2021

Sobrenomes Poloneses - Parte 52

 



1276. Górka - sobrenome toponímico relativo a Górka, nome de lugar verificado nos antigos condados de Wielun, Sieradz, Koni, Slupecki, Lask, Noworadom, Miechowski, Luków, Lubartowski, Siauliai, Slucki, Brzeski, Tarnobrzeg, Rzeszowski, Cracóvia, Zywiec, Swieccki, Koscian, Obornicki, Krotoszynski, Wyrzyski, Poznan, Krobski, Gdansk, Pszczyna e Pradnik.

1277. Górnicki, Górnowski - sobrenome toponímico referente a uma série de locais na Polônia que repetem as denominações Górne, Górna, Górnika, Górnik e Górniki. Pode entretanto tão somente significa montanhês, morador da montanha.

1278. Górski - sobrenome metonímico que significa montanhês, morador da montanha. Tem correspondência com o item anterior.

1279. Grabalski - sobrenome que significa lugar de árvores decíduas, local de árvores caducifólias. Isto é, local de árvores que perdem suas folhas no outono, formando uma camada vegetal no solo por vezes muito densa. Por extensão, pode ser um toponímico direto ou uma forma geral para designar um habitante deste tipo de local.

1280. Grabowski - sobrenome toponímico relativo aos nomes de lugar Grabow, Grabowo e Grabów. Em conjunto, correspondem a três denominações na Alemanha, dez atuais na Polônia, sete extintas na Polônia, sete na Ucrânia, uma na Estônia, uma na Lituânia, uma na Bielorrússia, uma na República Tcheca.

1281. Grabski - sobrenome toponímico relacionado a Grabie - nome de nove aldeias ainda existentes e uma extinta na Polônia. Também pode ser um metonímico que significa ancinho, por extensão, camponês, agricultor.

1282. Grad - sobrenome patronímico do nome polaco Grad. Ou também um patronímico dos nomes polacos antigos Gardek, Gardosz ou Gardota.

1283. Gradowski - sobrenome toponímico relativo aos seguintes locais: a aldeia de Gradów, no antigo condado de Sochaczew; a aldeia de Gradowo, no antigo condado de Nieszawa; a aldeia de Gradowice, no antigo condado de Bochnia. Também pode ter o sentido metonímico de graduado - num contexto específico eslavo medieval, o músico de um coro regular.

1284. Graf - se derivado do alemão antigo corresponde a cavaleiro; se derivado do eslavo ocidental antigo corresponde a guarda, zelador de um propriedade.

1285. Graff - sobrenome metonímico alemão que significa cavaleiro, nobre de uma ordem de cavalaria.

1286. Grajny - sobrenome metonímico que significa bravo ou hábil (alusão a uma habilidade militar).

1287. Grajoszek - sobrenome metonímico que pode ser usado para músico, mas também para cantor, poeta, trovador, menestrel, declamador.

1288. Gral - sobrenome metonímico de mesmo significado do item anterior. Como toponímico pode se referir à vila de Grale, no antigo povoado de Ostroleka.

1289. Grala - idêntico significado metonímico dos itens 1288 e 1289. Também um toponímico relativo a Grale, no antigo povoado de Ostroleka; ou à aldeia de Grala, no antigo condado de Siedlce.

1290. Gralka - mesmo significado do item 1287.

1291. Gramatyka - sobrenome metonímico que designa um professor de linguagem de segunda etapa em escolas antigas ou universidades do Leste Europeu. 

1292. Grambowski - sobrenome toponímico relativo a Grębów, uma vila no antigo condado de Tarnobrzeg.

1293. Granica - sobrenome metonímico que significa fronteira, limite, borda. Designa o morador de um local com essa característica.

1294. Granosik - sobrenome com várias bases etimológicas potenciais: um músico; crista; espécie de boi com pelo espinhoso; também borda, fronteira; uma espécie de trança em que são armazenados determinados grãos de cereais; trança de frutas secas acomodados em casa ou na despensa para o inverno.

1295. Grapa - sobrenome com sentido topográfico que corresponde a morro, lugar íngreme e rochoso, penhasco. Em menor possibilidade, também usado para pequeno bosque ou matagal, e ainda, ilha de vegetação espessa num rio ou lago.

1296. Grasela, Grasza - sobrenome metonímico que significa risonho, feliz, alegre.

1297. Gratowski - sobrenome toponímico relativo a Gratka (nome alemão Gradtken), lugar histórico na voivodia da Vármia.

1298. Graul - sobrenome metonímico derivado do antigo substantivo alemão graulis que significa acizentado (referência à cor dos cabelos). Pode ainda ter o sentido metafórico de tímido ou velho.

1299. Grauman - sobrenome metonímico com significados idênticos ao item anterior, porém mais usado para homem velho, ancião.

1300. Graw - sobrenome patronímico do nome curto Graw, que provém de Grawilo - forma do nome Gabriel em várias línguas da Península Balcânica. Pode ainda ser uma referência a fosso, trincheira, vala. Por fim, também se inter-relaciona aos significados do item 1298. Gravie (latim Gravius) era também o antigo presidente de uma corte qualquer, seja ela em âmbito real ou senhorial.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

domingo, 21 de novembro de 2021

A múmia de Rio Pardo

 



"Ainda sobre o pequeno cadaver mumificado a que já fizemos referencia e encontrado na matriz de Rio Pardo, refere o Primeiro de Março, daquella cidade:

'O director desta folha levou hontem para Porto Alegre, afim de entregar ao illustrado clinico dr. Jacintho Gomes, o pequeno cadaver mumificado, que por longos dias esteve em exposição em uma compartimento separado das nossas officinas, despertando a curiosidade publica.

Noites houve que esse compartimento tornou-se pequeno para conter o grande numero de pessoas, notadamente familias, que a custo conseguiam approximar-se da pequena mumia.

E então era curioso ouvir-se de parte os commentarios a respeito do cadaver, as versões quasi fabulosas, as presumpções mais originaes e desencontradas.

Entretanto não ha uma só pessoa, dentre milhares que aqui existem, mesmo das mais antigas, que possa fornecer esclarecimentos ou dados acceitaveis sobre o facto, envolvido no maior mysterio.

É de notar que esse pequeno cadaver, quando descoberto, estava collocado numa caixa de folha, hermeticamente fechada, no centro de uma das largas paredes da egreja, a dose ou quatorse metros de altura do sólo.

Ultima nota saliente: o fundo da lata, onde estava encerrado o pequeno cadaver, apresentava distinctos signaes de sangue."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 29 de Julho de 1904, pág. 02, col. 02

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Senegaleses na cidade de Pelotas

 



Os senegaleses chegaram a partir do início da década de 2010 em Pelotas, dentro de um processo que já estava em curso no Brasil desde a década anterior que era a 


migração em busca de melhores condições de vida para o país, de pessoas oriundas do continente africano. Não foi algo exclusivo dos procedentes do Senegal, pois também se registra nesse período no Brasil a vinda de congoleses, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, gambianos, togoleses, ganeses, dentre outros etnias da África. No caso dos senegaleses, além da crise social existente no país, imperou também a sangrenta guerrilha separatista que agita a província de Casamance, no sul do Senegal.

            Em Pelotas, vários dos imigrantes senegaleses passaram anteriormente por grandes centros urbanos do Brasil como São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre. Dedicam-se principalmente ao comércio de rua, vendendo produtos importados da China a preços populares. São em grande maioria muçulmanos e originários da capital Dacar e de sua região metropolitana.

Em 2017, o projeto Kanimambo da Secretaria Municipal de Cultura procurou dar visibilidade cultural aos senegaleses, com exposição de vestuário e artesanato típicos.

 

Fontes:

ROBERTO, Simone Assis Alves. Senegaleses e o comércio ambulante em Pelotas-RS: etnografia do encontro, acolhimento e dispersão. Pelotas/RS, Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Instituto de Ciências Humanas/UFPel, 2019.

ROBERTO, Simone Assis Alves & PINHEIRO, Patrícia dos Santos. Do Senegal a Pelotas, RS: migração, identidade e violência. In: Século XXI, Revista de Ciências Sociais, v. 9, n. 1, jan.-jun. 2019, pág. 123-158.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Jeronymo Soares de Faria



"Em um dos ultimos dias finou-se n'esta capital d. Maria Joaquina Ferreira Esteves, sogra do cidadão Ludovico de Araujo e Silva, empregado da Praça do Commercio.

✤✤✤✤✤

Em Pelotas falleceram:

No Capão do Leão, onde se achava em tratamento, o estimavel cavalheiro e nosso co-religionario Avelino Alves de Moura Bastos, viuvo, 25 annos e outr'ora negociante n'aquella cidade.

No hospital da sociedade Beneficencia Portugueza, com 40 annos de idade, o cidadão José Francisco Damião Junior, natural de Portugal, solteiro e de profissão tanoeiro.

O capitão honorario José Manoel da Silveira Rosa, viuvo, natural d'este Estado e com 76 annos.

No hospital da referida sociedade, o cidadão Jeronymo Soares de Faria, contando 80 annos, natural de Portugal."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 16 de Abril de 1895, pág. 02, col. 02

João Daniel Collin



"N'esta capital falleceu, hoje, d. Marcelina Candida de Faria.

A encommendação, effectua-se amanhã, ás 4 horas da tarde, na igreja da Conceição, saindo o feretro da casa n. 58 A da rua da Conceição.

(...)

N'esta capital falleceu ante-hontem, repentinamente, o nosso amigo tenente-coronel João Daniel Collin, respeitavel e estimado cidadão.

O finado era sogro do commerciante d'esta praça Guilherme Blauth.

Apresentamos os nossos pezames á sua exma. familia.

✤✤✤✤✤

N'esta cidade falleceu, domingo ultimo, o nosso co-religionario João Hahn, estabelecido com marcenaria á rua General Andrade Neves.

As nossas condolencias á sua exma. familia."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 26 de Abril de 1893, pág. 02, col. 03
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