domingo, 18 de dezembro de 2022

As maiores batalhas do século XIX

 



- Quaes foram as maiores batalhas do seculo XIX, as datas e os nomes dos vencedores respectivos, o numero dos soldados e o numero dos mortos em cada uma delas - Ignorante.

As maiores batalhas do seculo foram as seguintes:

Trafalgar, em 21 de outubro de 1805. Vencedor, Nelson. Ignoro o numero de soldados; verifico, entretanto, que tomaram parte na batalha 33 navios francezes e 27 inglezes. Numero de mortos, 7.040.

Austerlitz, 2 de dezembro de 1805. Vencedor, Napoleão, 80.000 francezes e 100.000 austriacos e russos. Mortos, 25.000.

Iena, 14 de outubro de 1806. Vencedor, Napoleão. 35.000 francezes e 70.000 prussianos. Mortos, 19.000.

Eylau, 7 e 8 de fevereiro de 1807. Vencedor, Napoleão. 70.000 francezes e 89.000 russos. Mortos, 20.000.

Essling, 22 de maio de 1809. Vencedor, Napoleão. 80.000 francezes e 90.000 austriacos. Mortos, 40.000.

Moscow, 7 de setembro de 1812. Vencedor, Napoleão. 155.000 francezes e 150.000 russos. Mortos, 80.000.

Dresden, 26 e 27 de agosto de 1813. Vencedor, Napoleão. 120.000 francezes e 300.000 austriacos, prussianos e russos. Mortos, 13.000.

Leipzig, 16 a 19 de outubro de 1813. Vencedores, Schwartzenberg e Blücher. 140.000 francezes e 300.000 austriacos, prussianos e russos. Mortos, 12.000.

Waterloo, 18 de junho de 1815. Vencedor, Wellington. 72.000 francezes, 70.000 inglezes e 50.000 prussianos. Mortos, 45.000.

Navarrino, 20 de outubro de 1827. Vencedor, Codrington. 27 navios russos, francezes e inglezes e 89 navios ottomanos. Mortos, 8.000.

Novarz, 23 de março de 1849. Vencedor, Radetzky. 60.000 piemontezes e 70.000 austriacos.

Inkermann, 5 de novembro de 1854. Vencedores, Bosquet e Lord Raglan. 30.000 francezes, 25.000 inglezes e 60.000 russos. Mortos, 10.000.

Cernaia, 16 de agosto de 1855. Vencedor, Herbillon. 15.000 piemontezes, 30.000 francezes e 50.000 russos. Mortos, 9.800.

Palestro, 31 de maio de 1859. Vencedores, Victor Manuel e Napoleão III. 35.000 piemontezes e francezes e 15.000 piemontezes e francezes e 15.000 austriacos.

Magenta, 4 de junho de 1859. Vencedores, os precedentes. 60.000 piemontezes e francezes e 70.000 austriacos. Mortos, 8.000.

Solferino, 25 de junho de 1859. Vencedores, os precedentes. 15.000 piemontezes e francezes e 16.000 austriacos. Mortos, 4.000.

Sadowa, 3 de julho de 1866. Vencedor, Moltke. 250.000 prussianos e 200.000 austriacos. Mortos, 30.000.

Sedan, 1 de setembro de 1870. Vencedores, Guilherme I e Moltke. 174.000 francezes e 245.000 allemães. Mortos, 70.000.

Metz, 14 a 18 de agosto de 1870. Vencedor, Frederico Carlos. 170.000 francezes e 250.000 allemães. Mortos, 70.000.

Champigny, 1 de dezembro de 1870. Vencedor, Moltke. 250.000 francezes e 300.000 allemães. Mortos, 25.000.

Plewna, agosto a dezembro de 1877. Vencedor, Totleben. 40.000 turcos e 100.000 russos. Mortos, 30.000.

Adua, 1 de março de 1897. Vencedor, Menelik, 17.000 italianos e 85.000 abyssinios. Mortos, 3642 italianos e ascaros; abyssinios, ignora-se.

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 28 de Abril de 1902, pág. 02, col. 02-03


sábado, 17 de dezembro de 2022

Cinco fatos sobre Brasília

 



1 - Brasília teve sua construção iniciada em 1956, com as obras sendo concluídas em 1960. A concepção da cidade como capital do Brasil foi colocada em prática pelo presidente Juscelino Kubitschek, que tinha a ideia da futura capital do Brasil como uma de suas prioridades políticas.

2 - O projeto aprovado para a construção da capital (chamado de Plano Piloto) foi feito pelo arquiteto Lúcio Costa, que desenhou a cidade de Brasília em formato de avião. Brasília é toda planejada e tem suas instalações divididas de maneira estratégica: por exemplo, hospitais e centros de saúde ficam localizados nas pontas das asas do avião. Oscar Niemeyer, renomado arquiteto brasileiro, começou a carreira como estagiário de Lúcio Costa e trabalhou na construção de Brasília.

3 - A Esplanada dos Ministérios é formada por 17 prédios, mas há dois ministérios que fogem do padrão estabelecido na maioria dos edifícios: o Ministério das Relações Exteriores, que fica no Palácio do Itamaraty, e o Ministério da Justiça. O famoso prédio do Palácio do Congresso Nacional, ao contrário do que muita gente pensa, não tem cúpulas simétricas. De um lado, há a cúpula menor, que abriga o Senado Federal. A cúpula maior abriga a Câmara dos Deputados.

4 - A Praça dos Três Poderes, decorada com a famosa escultura "Os Candangos", leva esse nome porque em sua área estão as sedes do Poder Legislativo (Congresso Nacional), do Poder Executivo (Palácio do Planalto) e do Poder Judiciário (Supremo Tribunal).

5 - Uma das mais belas construções da cidade é a Catedral de Brasília, desenhada por Oscar Niemeyer e primeiro monumento a ser criado na cidade. O nome da catedral, na verdade, é Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida. Sua pedra fundamental foi colocada em 1958, e ela foi inaugurada em 1960 apenas com a área circular e as colunas de concreto elevadas. Só em 1970 é que foi reinaugurada com os vidros externos transparentes, tomando a forma que conhecemos hoje.

Fonte: EDITORA ONLINE. 501 Curiosidades Históricas. s/d.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Sobrenome Bohnenkamp

 



BONENKAMP, BOHNENKAMP - pode tão somente significar "campo do servo", no sentido feudal de "manso servil". Todavia, pode igualmente designar "campo de feijões, plantação de feijões".


Existem dois locais com a denominação BOHNENKAMP na Alemanha: um assentamento no município de Wickede, distrito de Arnsberg, Renânia do Norte-Vestfália; uma aldeia no distrito de Ostprignitz, Brandemburgo.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Greve de pedreiros e carpinteiros

 



GREVE DE PEDREIROS E CARPINTEIROS

PORTO ALEGRE, 27 (A) - Declararam-se hoje em gréve pacifica os pedreiros e carpinteiros desta capital.

Uma commissão de grévista foi ao palacio pedir ao dr. Carlos Barbosa, presidente do Estado, que conseguisse em seu favor a reducção das horas de trabalho.

O presidente declarou que attenderia de bom grado ao pedido.

Por esse motivo, os grévistas recomeçaram o seu trabalho, sómente nas obras do governo, que são importantissimas.

Fonte: CORREIO PAULISTANO (São Paulo/SP), 28 de Janeiro de 1911, pág. 02, col. 03

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Sobrenome Meffert

 



MEFFERT - é uma forma patronímica dos antigos nomes alemães Mahtfrid ("poder pacífico") ou Maganfrid ("força amigável, força pacífica"). Ambos os nomes resultaram em variações regionais, sendo a mais conhecida o nome alemão atual Manfred, dentre outros.


Distribuição atual: principalmente Renânia, e também Neuwied, Altenkirchen (Westerwakd), Gross-Gerau, Berlim, Colônia, Rhine-Neckar, Alzey-Worms, Mannheim e Düsseldorf.

Segue o link com a concentração do sobrenome na Alemanha atual: http://wiki-de.genealogy.net/Meffert_(Familienname)

Fonte da informações: Duden Familiennamen Herkunft und Bedeutung von 20.000 Nachnamen", Verlag: Dudenverlag,

A origem do sobrenome é da região renana.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Escrava Anastácia

 



Outro exemplo tem sotaque carioca. É muito provável que ela nem sequer tenha existido, mas sua biografia junta sofrimentos bem reais das pessoas escravizadas. Em 1968, uma exposição na Igreja do Rosário comemorava os oitenta anos da Abolição. Uma das gravuras expostas, de autoria de Étienne Victor Arago, mostrava uma mulher usando uma Máscara de Flandres. A ilustração incensou o imaginário popular. Ao se fundir a crenças anteriores, o culto a Anastácia, a escrava torturada da imagem, espalhou-se como rastilho de pólvora. Dizia-se que ela era uma mulher linda, abusada pelo dono do engenho. Estoicamente, resistiu aos abusos, ao que foi punida com diversos castigos corporais como a famigerada máscara. Boa como poucas pessoas, ajudou a curar o filho do dono da fazenda quando ele foi acometido por uma rara doença. Teria morrido pouco depois com o rosto todo deformado. Nada disso tem base empírica, mas é fácil entender como a história mescla muitas coisas potencialmente reais, como as violências da escravidão, e muitos anseios populares, como cura, proteção e perdão.

O culto a Anastácia se intensificou nos anos 1980 e saiu da sua base original nas comunidades de negros pobres, atingindo parte de uma classe média branca. Tornou-se popular entre enfermeiras e prisioneiros. Símbolo de esforço pela harmonia racial. A umbanda a incorporou plenamente: tornou-se "a Santa", entidade milagreira. A Igreja negou sua existência em 1987 e mandou que se retirassem as imagens de Anastácia de todo recinto católico. Nada adiantou. Santuários já funcionavam por toda a cidade e continuam com movimento.

Fonte: KARNAL, Leandro. Santos fortes: raízes do Sagrado no Brasil. Rio de Janeiro: Anfiteatro, 2017, pág. 126. [recurso eletrônico]

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