História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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sábado, 20 de novembro de 2021
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
Senegaleses na cidade de Pelotas
Os senegaleses chegaram a partir do início da década de 2010 em Pelotas, dentro de um processo que já estava em curso no Brasil desde a década anterior que era a
Em Pelotas, vários dos imigrantes
senegaleses passaram anteriormente por grandes centros urbanos do Brasil como
São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre. Dedicam-se principalmente ao comércio
de rua, vendendo produtos importados da China a preços populares. São em grande
maioria muçulmanos e originários da capital Dacar e de sua região
metropolitana.
Em 2017, o projeto Kanimambo da Secretaria Municipal de Cultura procurou
dar visibilidade cultural aos senegaleses, com exposição de vestuário e artesanato
típicos.
Fontes:
ROBERTO,
Simone Assis Alves. Senegaleses e o comércio ambulante em Pelotas-RS: etnografia
do encontro, acolhimento e dispersão. Pelotas/RS, Dissertação de Mestrado,
Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Instituto de Ciências Humanas/UFPel,
2019.
ROBERTO,
Simone Assis Alves & PINHEIRO, Patrícia dos Santos. Do Senegal a Pelotas, RS:
migração, identidade e violência. In: Século XXI, Revista de Ciências
Sociais, v. 9, n. 1, jan.-jun. 2019, pág. 123-158.
quinta-feira, 18 de novembro de 2021
Jeronymo Soares de Faria
"Em um dos ultimos dias finou-se n'esta capital d. Maria Joaquina Ferreira Esteves, sogra do cidadão Ludovico de Araujo e Silva, empregado da Praça do Commercio.
João Daniel Collin
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
Japoneses na cidade de Pelotas
Pelotas teve uma pequena, mas expressiva colônia japonesa que se constituiu na cidade a partir do final da década de 1930, vindo dedicar-se à agricultura e ao comércio. Eram procedentes da fracassada tentativa da criação de uma colônia nipônica em Porto Santo Antônio, às margens do rio Uruguai, entre 1935 e 1936. Muitos desses colonos foram para Porto Alegre, outros para Santa Catarina e alguns para o sul do estado, especificamente Pelotas e Rio Grande. Alguns japoneses pelotenses também eram procedentes da colônia japonesa de Santa Maria e foram se estabelecendo mais tarde na cidade, no decorrer das décadas de 1940 a 1960.
Atualmente, a colônia japonesa e os
simpatizantes da cultura nipônica em Pelotas reúnem-se na sede campestre da
Associação de Cultura Nipo-Brasileira de Pelotas, situada à avenida Ildefonso
Simões Lopes 3750.
Fontes:
ALAGIA JÚNIOR,
Humberto Gomes & CRAVO, Ana Carla. Imigração japonesa no Rio Grande do Sul:
resgate da memória Nikkei no centro do estado. In: Anais do IV Simp: memória,
patrimônio e tradição. Porto Alegre/RS, UFRGS, Instituto de Letras, 2009.
KÄFER, Natacha
Klein; LIMA, Anita Estephane Vargas de; SOARES, André Luis Ramos. Memorial
de Imigração e Cultura Japonesa do Rio Grande do Sul: tecnologia social a
serviço do conhecimento histórico. Santa
Maria/RS, Núcleo de Estudos de Patrimônio e Memória da UFSM; Porto Alegre/RS,
Núcleo de Estudos Japoneses da UFRGS; artigo, 2009.
O SUL
(REDAÇÃO). 7º. Festival do Japão RS comemora os 110 anos da Imigração Japonesa.
Evento faz parte do calendário oficial de comemorações no Brasil. O Sul, 08 de
agosto de 2018. Disponível em: https://www.osul.com.br/7o-festival-do-japao-rs-comemora-os-110-anos-da-imigracao-japonesa-evento-faz-parte-do-calendario-oficial-de-comemoracoes-no-brasil/ Acesso em: 14 de julho de 2021.
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Palestinos na cidade de Pelotas
Os árabes palestinos vieram para a região sul do estado do Rio Grande do Sul principalmente após a criação do Estado de Israel (1948), sobretudo por causa dos conflitos que marcaram o século XX entre esse povo e os israelenses. A maior concentração dos palestinos no estado é o município fronteiriço do Chuí, mas também são importantes as comunidades palestinas de Santa Vitória do Palmar, Bagé, Uruguaiana, Santana do Livramento, Jaguarão, Rio Grande, Porto Alegre e Pelotas.
Atualmente, a presença palestina em
Pelotas é percebida pelo crescimento da comunidade muçulmana na cidade, incrementada
pela recente chegada de muitos migrantes senegaleses que compartilham a mesma
fé. A Mesquita Islâmica de Pelotas está situada à Rua Marechal Deodoro 523, na
zona central.
A presença palestina em Pelotas
também é rememorada pela Praça Palestina – área verde localizada no
quadrilátero formado pelas ruas Cassiano do Nascimento, Voluntários da Pátria,
Bento Martins e Álvaro Chaves – assim denominada pela lei municipal 4829 de
2002.
Fontes:
CALAZANS,
Márcia Esteves de & PIÑEIRO, Emilia da Silva. A migração de mulheres
palestinas para a fronteira sul do Brasil. In: VII Seminário Corpo, Gênero e
Sexualidade, Rio Grande/RS, FURG, set. 2018, comunicação.
JARDIM, Denise
Fagundes. Famílias palestinas no extremo sul do Brasil e na diáspora:
experiências identitárias e aduaneiras. In: Cadernos Pagu, Porto
Alegre/RS, UFRGS, n. 29, jul.-dez. 2007, pág 193-225.
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Irlandeses e ingleses na cidade de Pelotas
Em 1850 foi estabelecido no terreno de Antonio Rafael dos Anjos, na estrada que saía de Pelotas para o Capão do Leão, a colônia Dom Pedro II que recebeu cerca de 300 colonos irlandeses e ingleses em 1852. Eles vieram do porto de Liverpool, Inglaterra, no brigue Gysey e na barca Irene. A quase totalidade dos colonos era proveniente da Irlanda, mais especificamente da baronia de Forth, no condado de Wexford. Esses colonos se dedicaram principalmente ao fabrico de manteiga e hortifrutigranjeiros. Apesar da iniciativa pioneira, a colônia não prosperou, sendo já considerada decadente em um relatório de 1859, com a maioria dos colonos tendo emigrado para o Uruguay e Argentina. Ficaram algumas poucas famílias na região, das quais citam-se: Carpenter (Carpter), Ennis, Sinott, Staford, Yates, Moncks e Brião (Brian).
Os ingleses também estiveram
presentes na vida social e econômica da cidade durante o século XIX ocupando-se
principalmente de negócios de importação e exportação na zona portuária. Em
1924, a companhia inglesa Western Brothers adquiriu a antiga Companhia
Frigorífica Rio Grande, transformando o local no conhecido Frigorífico Anglo.
Com esse empreendimento, vieram muitos engenheiros e técnicos ingleses para a
administração do frigorífico. Muitos desses ingleses estiveram diretamente
envolvidos na fundação do Pelotas Golf Club, em 1930, dada a paixão britânica
pelo esporte. Mais tarde, em 1944, os antigos frequentadores ingleses e
brasileiros, voltaram a se reunir e fundaram o Clube Campestre de Pelotas, hoje
situado no território do município de Capão do Leão. A primeira diretoria era
composta de sete ingleses e um brasileiro.
Na rua Quinze de Novembro chegou a
existir um Clube dos Ingleses até a década de 1950, onde a comunidade
britânica local se reunia para apreciar uísque, corned beef e discutir
futebol e política.
Fontes:
ANJOS, Marcos
Hallal dos. Breves notas sobre a colônia Dom Pedro II. Artigo, 2009.
BONTEMPO,
Carla Gabriela Cavini. Preferem-se estrangeiros: os trabalhadores imigrantes em
Pelotas. In: História em Revista, Pelotas, UFPel, v.12, dez. 2006, pág.
179-200.
CLUBE
CAMPESTRE DE PELOTAS. Histórico. Disponível em: https://campestrepelotas.com.br/activities/ Acesso em: 14 de julho de 2021.
VIDAL,
Francisco Antônio. Ingleses na cidade de Pelotas. Pelotas Capital Cultural, 13
de junho de 2011. Disponível em: https://pelotascultural.blogspot.com/2011/06/ingleses-na-cidade-de-pelotas.html?m=0 Acesso em: 14 de julho de 2021.






