segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O machado do Arroio Pepino


"PELOTAS

(...)

- Diz o Diario:

<<Hontem de manhã procurou nos o sr. Antonio Ferreira Guimarães para nos mostrar um lindo machado de pedra indigena, que descobrio em sua chacara, além do Arroio Pepino, em umas escavações a que está mandando proceder."

Fonte: A FEDERAÇÃO (Porto Alegre/RS), 14 de Novembro de 1884, pág. 01, col. 03

domingo, 15 de setembro de 2019

Histórico do Município de Barão/RS


"A denominação da localidade de Barão provém, segundo o Pe. Rubem Neis, do Barão de Holleben, Luiz Henrique Von Holleben, que nasceu em Saxe Mainer, na Alemanha, formando-se em Engenharia na Inglaterra e vindo casar-se no Brasil com dona Maria da Luz dos Santos, na cidade de Curitiba, Estado do Paraná.

O Barão Von Holleben acompanhou em setembro de 1880 como engenheiro ferroviário, o engenheiro Carvalho Borges, a Conde D'Eu, hoje Garibaldi e Bento Gonçalves, a fim de dirigir as obras da estrada de ferro entre Montenegro e Bento Gonçalves.

O Barão estabeleceu residência no ponto mais avançado da colonização alemã, entre Salvador do Sul e Carlos Barbosa, no local posteriormente denominado 'Barão', mas que na época era pouco habitado. Para designar o local onde morava, quando alguém queria falar com ele, dizia 'Vou lá no Barão'.

O Barão Von Holleben permaneceu aqui por mais dois anos, vindo a transferir-se depois para Porto Alegre, onde, entre 1882 e 1894, trabalhou na linha de bondes de Ferro Carril.

Existe, porém, uma outra versão sobre a origem do nome de Barão, encontrada no livro intitulado em Montenegro, editado em 1924, pelo historiador Campos Neto, na qual o mesmo afirma ser o nome de Barão originário de Francisco Mário de Abreu, chamado Chico Pedro, Barão do Jacuí.

Chegando a afirmar que o Barão Von Holleben não residiu no local: o seu nome Barão, querem uns que seja originário do Barão Von Holleben, mas supomos errônea essa afirmação. Não consta que esse titular alemão ali residisse. Posteriormente afirma o historiador: 'O Barão do Jacuí deve ter dado o nome a este Distrito'.

As famílias que povoaram o primeiro núcleo que deu origem a Barão, foram imigrantes italianos oriundos do Norte da Itália.

No começo do século, Carlos Selbach exerceu influência marcante em todas as áreas, bem como Luiz Calliari, que era Mestre da Capela. Até 1916, as celebrações religiosas eram feitas na residência do Sr. João Schmitz, um dos incentivadores da construção da primeira Capela, Regente do Coral, músico e doador do primeiro harmônio para a comunidade católica baronense.

De 1906 a 1911 foi construída a via férrea que liga Porto Alegre a Caxias do Sul, sendo inaugurada a estação de Barão em 1o. de dezembro de 1909.

Com os trabalhos de construção e conservação da ferrovia, foi aberta uma pedreira nas terras de João Basségio e Vva. Itália Dai Prá, grande fonte de renda, que na década de 30 trouxe 21 famílias de ferroviários, os quais fixaram residência nos arredores da pedreira, criando um núcleo habitacional organizado. Dedicavam-se a exploração da pedreira e também à agricultura.

Foi instalado o Recinto da Viação Férrea e aberto a Rua que hoje leva o nome de Antônio Simon, nas áreas cedidas pela família de Vva. Itália Dai Prá, ligando o centro do Distrito à pedreira, distante mais ou menos um quilômetro da estação. No centro funcionava a Cantina e Armazém de Secos e Molhados da família Hartmann, com grande sortimento de produção. As uvas eram adquiridas dos produtores de toda a região, que traziam os tonéis e cestos abarrotados em carroças puxadas por juntas de bois.

Além da estrada de ferro a rodovia Buarque de Macedo ligava Barão a Montenegro e Porto Alegre a Garibaldi - Bento Gonçalves - Caxias do Sul. Consta em arquivos que D.Pedro II teria passado por aqui, com sua comitiva.

Todavia, Barão cresceu ao lado os trilhos da Viação Férrea, mas as condições precárias da ferrovia, a região com solo bastante acidentado levaram a sua desativação em 10 de junho de 1979, desaparecendo o trem de carga e o trem de passageiros, surgiu, então a necessidade de ampliar os meios de transporte rodoviário. Surgiram mais ônibus, caminhões e carros particulares substituindo também os carros de boi e os próprios cavalos, muito usados antigamente na região.

A superfície geográfica do município abrange uma área de 135,45 km2, com uma população aproximada de 5484 habitantes e a densidade demográfica em 36.90 hab km2.

O município situa-se na Encosta Superior do Nordeste. Limita-se ao norte com Carlos Barbosa e São Vendelino, ao Oeste com Boa Vista do Sul, ao Sul São Pedro da Serra, Salvador do Sul e Tupandi, ao Leste com Bom Princípio e São Vendelino. Faz parte da Microrregião Colonial da Encosta da Serra Geral. As vias de acesso são a RST 470, a distância entre o município e a capital do Estado, via rodoviária é de 120 km, BR 116, via Carlos Barbosa - 133 km a Porto Alegre, via Linha Francesa Alta; 100 km Barão a Porto Alegre. Existem muitas entradas municipais, que interligam todas as comunidades do município. O acesso aos distritos e as demais localidades são das carreteiras, não asfaltadas, mas em bom estado de conservação.

Em relação aos continentes, Barão está situada na Latitude Sul 2927'00" e Longitude 5130'00" do Meridiano de Greenwich, a uma altitude de 720 metros acima do nível do mar."

Fonte:  ATLÂNTICO (RS), 08 de Fevereiro de 1999, pág. 06

sábado, 14 de setembro de 2019

Grêmio Republicano Português de Pelotas


"Gremio Republicano Portuguez. - Hontem como estava annunciada, realisou-se a assembléa geral desta patriotica associação, para eleição da directoria que tem de reger os destinos da mesma desde 3 de maio proximo até 5 de outubro de 1912.

Foi eleita a seguinte directoria:

Presidente - Alvaro da Silva.

Vice-presidente - Gabriel Castro.

1o. secretario - Joaquim Ferreira de Castro.

2o. secretario - Arthur Correia de Azevedo.

1o. thezoureiro - Rodrigo de Rego Barreto.

2o. thezoureiro - José Rodrigues Sant'Anna.

Bibliotecarios - Antonio Faustino Fragata e José Augusto Dias.

Directores - Antonio Henrique Nogueira, Manoel Gomes da Silva, Abilio José de Mattos, Manoel P. P. Primo, José Machado Maia, Francisco Moreira Freitas.

Commissão de contas - Antonio da Nova Monteiro, Dionísio A. P. Magalhães e Eduardo Augusto de Menezes.

Reinou sempre o maior enthusiasmo. Ao proclamar-se o resultado da eleição ouviu-se uma calorosa salva de palmas.

No dia 3 de maio a directoria eleita será empossada em sessão solemne."

Fonte: A OPINIÃO PÚBLICA (RS), 24 de Abril de 1911, pág. 02, col. 03

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Sobrenome Royo


"Vários cronistas antigas e especialistas em Heráldica coincidem em afirmar que este sobrenome procede de Navarra, tendo sua casa e primitivo assento na cidade de Tudela. Entretanto, existe a possibilidade da origem ser tanto navarra quanto aragonesa.

Segundo Félix de Latassa, o sobrenome tem procedência francesa e teria passado a Aragão nos tempos da Reconquista. A mesma opinião é compartilhada pelo tratadista Bizén d'O Río Martínez, reconhecendo que há pelo menos três casas principais do ponto de vista histórico que ostentam o sobrenome: a primeira na cidade de Calatayud; a segunda na vila de Castellote, na província de Teruel; e a terceira na vila de Torrellas de Bernabé.

Miguel Royo foi Jurista de Zaragoza no ano de 1288, fidalgo por condição, sendo pai de Juan Royo, que passou a residir no castelo de Castellote em 1315. Neto deste últio foi Juan Royo Lánguera, que ocupou o cargo de Tenente do castelo de Morella, na província de Castellón.

A etimologia, conforme o linguista Gutierre Tibón, aponta que o sobrenome provém do moçárabe 'marruyo', que significa 'marrubio', do latim marrubium, sendo que todas elas remetem a um tipo de planta da Eurásia (Marrubium vulgare). Entretanto, outros autores consideram que o sobrenome pode também derivar do latim rubeus, que significa 'vermelho', 'ruivo', 'rosado'.

Royo também possui uma linhagem muito importante na Extremadura."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Sala


"Segundo o 'Dicionário de Sobrenomes Espanhóis', este é um sobrenome toponímico derivado dos nomes de lugares como Sala ou Salas. Há várias localidades espanholas com Sala ou Salas, sendo percebidas nas Astúrias, Aragão, Castela, etc.

Sala é uma palavra baixo-latina que deriva do termo germânico salla, cujo significado era 'casario', 'quinta', 'lugar de habitação', ou ainda 'lugar fortificado'.

Em Aragão, existem três linhagens principais do sobrenome: a primeira espalhada em Zaragoza, Jaca e Peralta de la Sal; a segunda originária de Jaca e residente em Zaragoza desde 1521; a terceira com origem em Navarra e que se espraia em toda a província de Zaragoza e na Jacetania Oscense."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.


Sobrenome Ramiro


"Ramiro, assim como Ramírez ou Remírez, é um apelido patronímico relacionado ao nome próprio Ramiro. Etimologicamente, o nome Ramiro provém do nome germânico Radamir ('conselho ilustre, famoso) e foi muito usado pelos reis do antigo Reino de Leão na Idade Média, o que explica sua popularidade na Península Ibérica.

Em Aragão, houve casas solares deste sobrenome em Jaca, na província de Huesca, e em Calatayud, na província de Zaragoza. Da primeira teve origem o ramal que passou a Palma de Mallorca por volta de 1400. Foi fundador da linhagem insular, Damián Ramiro, natural de Jaca e filho do fidalgo Juan Ramiro, de Jaca, e Eulalia Moncada.

Conforme o Arquivo Geral Militar de Segóvia, aparecem como importantes figuras com este sobrenome: Alfonso Ramiro, Infantaria, ano 1780, nobre; Ramón Ramiro, Hospital dos Inválidos, ano 1768, pessoa honrada; Francisco Ramiro Espinosa, Capelão, ano 1874; e Rafael Ramiro y Ortiz, Infantaria, 1793, nobre.

Também há núcleos importantes da família em Ubeda, na província de Jaén, em Ciudad Real, Teruel, Cariñena, Cáceres, Cádiz e Molina de Aragón."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.

Sobrenome Subirats


"Nobre e muita antiga linhagem de origem catalã, que aparece de forma constante nos principais registros históricos na Espanha desde o século XII, remontando ao reinado de Jaime I de Aragão.

Conforme as obras que tratam sobre a fidalguia na Espanha, o sobrenome Subirats tem a mesma origem dos sobrenomes Sobirats e Subiracs. Os primitivos 'Sobirats' ou 'Subirats' tiveram sua antiga casa solar na vila de Montblanc, na província de Tarragona, de onde seus ramais se estenderam por toda a Catalunha.

No século XII, consta documentado o nobre Guillem de Subirats, que foi conselheiro do conde Ramon Berenguer IV da Catalunha entre os anos de 1139 e 1146. Os Subirats também prestaram serviços aos condes de Piera, Cabrera e Castellolí.

A etimologia do sobrenome provém da palavra 'subirà', que deriva por sua vez do adjetivo 'sobirà' que significa 'mais elevado', 'situado mais acima'. O sobrenome pode ser um apodo ou indicar um aspecto geográfico.

A linhagem fidalga será inaugurada por Guillermo de Sobirats, em 1301.

A forma Soberats é encontrada nas Ilhas Canárias e nas Baleares."

Fonte: Real Sociedade Aragonesa de Genealogia.
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