Sobrenome brasileiro de origem toponímica. Remete a uma antiga fazenda no Ceará.
Fonte: SERAINE, Florival. Relação entre os fatos históricos e a onomástica no Brasil. In; Revista do Ceará, 1964.
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
Sobrenome brasileiro de origem toponímica. Remete a uma antiga fazenda no Ceará.
Fonte: SERAINE, Florival. Relação entre os fatos históricos e a onomástica no Brasil. In; Revista do Ceará, 1964.
O sub-intendente do 1o. districto, tenente-coronel João Leite Pereira da Cunha, fez hontem uma diligencia á rua Sá Brito, n. 9, onde tem sua residencia um feiticeiro conhecido por Tio Pedro.
Cercada a casa por força publica, a auctoridade penetrou no interior do antro do feiticeiro, encontrando ahi muitas bugigangas e correspondencia de pessoas que recorriam aos sortilegios do embusteiro. D'esta nos foram confiados uma carta e um bilhete, que inserimos a seguir, a título de curiosidade, si é que, de um d'elles, pelo menos, não tire a policia algum subsidio em prol da justiça.
Eis a carta, conservadas a orthographia e a pontuação original:
Snr. Pedro.
Tem por fim esta communicar-vos á triste e desagradavel noticia que hontem me fizéra sabedôra o noivo de J. dizendo que o irmão delle (Snr. J.) decidiu-se muito breve seguir para a Europa logo que venda a casa de negocio ou mesmo ja que elle não venda, elle segue e deixa os negocios aqui (não quer é demorar-se creio ou pelo dicto do B., nem mais um mez elle pretende demorar-se aqui. Más eu como tenho muita fé na Nossa Senhora Sta. Bárbara estou certa que elle não partirá d'aqui sem cazar-se comigo comforme o Snr. dissera que era minha sôrte. Espero que o Snr. faça com que elle não parta d'aqui sem cazar-se comigo, ao que pesso que me responda ao que aqui eu mando pedir-lhe com bastante fé na Nossa Senhora Sta. Bárbara.
Recomende-me á todos de casa e acceite as mesmas de todos aqui da casa.
Esperando vossa resposta sua criada obda. - C.A.C.
(Julgamos conveniente, quanto aos nomes envolvidos n'esta carta, conservar-lhes apenas as iniciaes; assim tambem relativamente á assignatura, por extenso, da supersticiosa e leviana creatura que confiou a sua sorte á magia grosseira de um negro ignorante; deixamos-lhe apenas aas iniciaes.)
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O signatario do bilhete foi mais cauteloso: um simples L, eis tudo quanto elle poz no final de sua laconica e tenebrosa missiva, que aqui vai reproduzida:
O portador deste é um Preto que se em carega de fazer de zaparecer o sogeito o por uma vez o a borecer porém não lhes pagues nada sem o serviço feito e a dispeza que fizeres eu Pago o que eu quero é verme livre dele.
Comversa com ele e trata de Por as cozas em andamento Saio amanhã.
teu L.
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Entre os acessorios da feitiçaria de Pedro foram encontrado trapos, camisas de homem e de mulher, tudo cheio de nós apertados.
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Fonte: A FEDERAÇÃO/RS, 10 de maio de 1895, pág. 02, col. 04
Filmografia:
1935 - Bonequinha de Seda; 1936 - O Jovem Tataravô; João Ninguém; 1939 - Anastácio; Aves sem Ninho; Um Apólogo - Machado de Assis (1839-1939) (CM); 1948 - Poeira de Estrelas; É com este que eu vou; 1949 - Não me Digas Adeus (No Me Digas Adiós) (Brasil/Argentina); Escrava Isaura; 1950 - O Noivo da Minha Mulher.
Fonte: SILVA NETO, Antonio Leão da. Astros e estrelas do cinema brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010, pág. 111.
Fonte: SERAINE, Florival. Relação entre os fatos históricos e a onomástica no Brasil. In; Revista do Ceará, 1964.
Crôa-Canga
(Por Maciel de Alverne)
Há uma lenda muito interessante
nos campos da minha terra:
méte mêdo ás creanças,
assustando os seus crentes,
- uma coisa que nem mesmo sei dizer o que é. -
Só aparece de noite,
Crôa-Canga, é o seu nome.
É de fôgo, e não queima,
não tem aza, mas vôa,
não tem vida e, no entando,
corre atraz do novilho
e do homem tambem.
Muita gente acredita
que é cabêça de velho,
que tem néto
e bisnéto.
Crôa-Canga não é nada,
mas é tudo, no campo.
O vaqueiro não anda sosinho de noite.
Ele acha que a bicha
é Mãe-d'agua que sae do riacho encantado.
Crôa-Canga não existe,
mas a gente do campo acredita em sua vida.
E ninguem a convence
de isso ser fôgo-fátuo.
Essa lenda que vem de milenios,
está firme:
O cabôclo acredita,
tal e qual o politico baixo,
- Crôa-Canga que é de poder,
que por mais derrotado que seja,
com a derrota jamais se convence.
Crôa-Canga é a politica "dele"
que o ilúde, o convence, o engana,
como aquele cabôclo do campo
que por mais que se explique a verdade,
vive cégo e enganado na vida
crendo firme na lenda encantada
que a desgraça da tal Crôa-Canga,
foi na vida, mulher de algum padre.
Fonte: O COMBATE/MA, 11 de Outubro de 1933, pág. 03, col. 01