terça-feira, 30 de junho de 2026

Lenda do Ipu

 



LENDA DO IPU

A serpente que guardava um tesouro

Uma nuvem escura envolvia o sol ocaso. As serranias distantes perdiam-se na imensidão. Da mata saía um arrulho monótono de um pássaro ao se despedir do dia. Das palhas da carnaúba o xexéu soltava seu canto mavioso. Era uma orquestração impressionante naquêle recanto isolado do resto do mundo. Da ponta da mata se avistava um páteo enorme e mais distante um casarão alpendrado. Ali naquela mansão residia um velho monge solitário: Frei José de São Lourenço, na hora do crepúsculo costumava debulhar lentamente preces fervorosas à Virgem mãe de Deus.

A escuridão começava a tomar conta dos campos e das matas. As primeiras estrêlas começavam a cintilar no firmamento. Ao longe ouvia-se um abôio saudoso de um caboclo queimado pelo calôr abrazador dos sertões nordestinos. Chico Pires, moço de confiança e companheiro do velho frade, que àquelas horas retornava à casa para descansar o labôr do dia.

Duas almas residiam naquele casarão da fazenda Lagôa do mato. Dois espíritos adversos se empenhavam numa luta pela vida.

O monge secular com suas vestes castigadas pelos anos aguardava com serenidade a chegada de seu companheiro de casa.

Frei José, com uma simplicidade de santo, gostava às vezes de contar histórias e lendas para melhor passar tempo. Chico Pires gostava de ouví-las. Uma pausa foi feita. Um silêncio profundo envolvia o casarão. Um vento frio soprava do lado da baixa-frêsca, sacudindo a folhagem. Frei José com sua fala bastante arrastada pelo pêso dos anos, assim se expressou: - Chico, para melhor matar o tempo, vou lhe contar uma das lendas: A serpente que guardava um tesouro no município de Ipu Grande. E prosseguiu: "Na construção das primeiras parêdes da capelinha de São Sebastião de Ipu Grande, um aventureiro holandês enterrára, em frente à capela um tesouro imenso, colocando-o sob a guarda do Santo Padroeiro. Êste tesouro fôra trazido de uma grande gente, distante dôze quilômetros da séde da vila, situado no lugar denominado Donato. Afirma a tradição que as riquezas guardadas nessa gruta eram incalculáveis, mas que sempre estavam debaixo da guarda de uma enorme serpente de olhos de fogo. O holandês havia descoberto o segrêdo que fazia o feróz animal a fechar os olhos. Feito, retirou, então, grande quantidade de preciosidade, indo depositá-las, em frente à capelinha. Voltando, para conseguir novo cabedal, foi devorado pela serpente. Contam que, anos mais tarde, o tesouro enterrado no Ipu fôra retirado por um João da Costa que ficara rico, mas profundamente odiado pelo povo que lhe dava as costas ao vê-lo passar... É que o tesouro, por tradição e legítima herança, pertencia a São Sebastião, pois o havia guardado por muitos anos". Terminado o velho frade arrematou: - o "tesouro foi arrancado, mas deixo enterrado nas parêdes da mesma capelinha um cálix de outo, gravado de pedras preciosas, objeto de minha estimação, que servirá para conservar a tradição". A riqueza não faz felicidade ao homem sem a benção de Deus.

Alberto Aragão Soares

Fonte: IPU EM JORNAL (Ipu/CE), ano IV, número 41, out./nov. 1961, pág. 04

domingo, 28 de junho de 2026

Disco voador em Salto Pilão



Objeto voador foi visto nos céus de Salto Pilão

Na noite do dia 10 do corrente mês, várias pessoas, dignas de todo crédito, presenciaram a evolução de um objeto voador, de estranha luminosidade, nos céus da cidadezinha de Salto Pilão, localizada entre as cidades de Rio do Sul e Ibirama.

O relógio marcava 22 horas quando alguém foi surpreendido com estranhas evoluções do objeto, de forma indefinida, com uma luminosidade semelhante a de uma lâmpada elétrica, que aparecia e desaparecia, correndo ora num sentido, ora noutro.

Pelo menos 15 pessoas presenciaram o fato. A noite era clara e os céus sem nuvens. O objeto, identificado pela sua luminosidade, corria em movimento circular, desaparecendo para em seguida reaparecer.

A estranha luz seguia a linha de fios telegráficos que existem na localidade e, segundo opinião da maioria das pessoas que presenciaram o fato, só podia ser um dos fenômenos conhecidos como "disco voador".

Fonte: A NAÇÃO (Blumenau/SC),  20 de novembro de 1968, pág. 06

sábado, 27 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 58

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

571. Puelmilla wirhin - significado não-listado.

572. Quelin - tigre (felino) vermelho.

573. Quilahuilque - três sabiás.

574. Quinan - geração, linhagem.

575. Quintullanca - buscar joias.

576. Quintupurray - buscar entre flores.

577. Raimapo - terra florida.

578. Raimilla - flor de ouro.

579. Rain - florido.

580. Raipani - flor de leão (puma).

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 57

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

561. Pelantraru - uma espécie de águia sul-americana.

562. Pelokon - claridade.

563. Peran - dança.

564. Pranchiguay - dança na neblina.

565. Perhkin antu - pluma do sol.

566. Peweche - significado não-listado.

567. Pillampel - pescoço de um espírito mau.

568. Pillancar - demônio cinza.

569. Pillanlikan - poder do vulcão.

570. Pilmayken - andorinha; espécie de andorinha sul-americana.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 56

 



Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

551. Paillacar - aldeia, povoado tranquilo, calmo.

552. Paillalef - aquele que corre tranquilo, sereno.

553. Paillaleve - região, distrito, rincão tranquilo.

554. Paillaman - condor tranquilo.

555. Paine - marmorizado.

556. Pairo - lilás, roxo. Refere-se a um aspecto de algumas formações rochosas na América do Sul.

557. Pangüilef - tigre (onça-pintada) veloz.

558. Panguilef - leão (puma) veloz.

559. Panicheo - leão (puma) e ema.

560. Panichini - puma e cangambá.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sobrenomes Argentinos - Parte 55



 Todos sobrenomes são de etimologia mapuche. 

541. Ñanku - águia.

542. Nauto - o de abaixo; aquele que está abaixo.

543. Nawelkura - pedra do puma.

544. Naweltripay - saiu de um puma.

545. Necul - veloz.

546. Negüe - forte.

547. Nehuel - ser forte.

548. Nekulmanke - significado não-listado.

549. Nientun - da prata; proveniente da prata.

550. Pailla - significado não-listado.

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