sexta-feira, 16 de março de 2018

Famílias estabelecidas na Colônia Santo Antônio de Pelotas no século XIX


"Até 1886, novos lotes foram sendo incorporados ao núcleo francês inicial, desta vez juntando-se os seguintes alemães: Hannemann, Konrad, Mielke, Reinhardt, Mohnsan, Milach, Schiller, Schubert, Klug, Berg, Felbilac, Ulrich, Ehlert, Ketz, Erbitch, Gueiritch, Tessmann, Bernt e Lange. Também algumas famílias italianas: Ferrari, Peverada, Larroque, Cazari, Romano e Bachini. E uma família de moradores das Ilhas Canárias: Postigos. Ainda soubemos de outras famílias francesas, suíças e italianas que teriam passado pela colônia mas que não se fixaram, entre elas algumas também vindas de São Feliciano: Eugênio Vannuer (francês), Augusto Cousie (francês), Emílio Cousin ou Chosen (francês), José Rosso, italiano nascido em 1839, viúvo de Ana Francisca Duranda. Mudaram-se para a colônia Maciel ainda no início da colônia francesa, João Rosso (italiano), Domenico Duranda (italiano) e Clemente e José Zurschmitten (suíços).

(...)

Charnaud: François Charles Charnaud, vindo da França com a esposa Amelie Josephine Renault, viveu na colônia Santo Antônio e decidiu voltar para a França. Quando estavam no Rio de Janeiro para embarcar, a esposa morreu com febre amarela e François resolveu retornar para a colônia em Pelotas onde casou em segundas núpcias com Fanie Bernard, natural dos Hautes Alpes na França de onde veio com a irmã Marie Bernard casada com Pierre Escallier. François e Fanie tiveram os filhos: Maria Agostinha, Luiz Romeu e Alfredo.

Magallon: Auguste François Magallon casou em São Feliciano com Marie Françoise Colomby e eram proprietários de 22 hectares. Tiveram uma menina falecida em São Feliciano, Cecília Emabelie, Maria Agostinha, Augusto (que herdou as terras do pai, do sogro e adquiriu outras totalizando 65 hectares), Maria Luiza e Leontina.

Conte: Jean Conte, nascido na Itália, mas considerado imigrante da França, veio para o Brasil com pelo menos um irmão. Casou em São Feliciano com Josephine Isabelle Gerard vindo para Pelotas onde tiveram os filhos: Luiz falecido criança e duas filhas casadas: Sophia com Augusto Magallon e Maria Francisca com Francisco Ney.

Ney: Victor Ney casou em Camaquã com Alexandrine Colomby. É provável que Victor Ney tenha vindo solteiro para o Brasil, sabe-se que deixou um irmão que era militar na França. Foram proprietários de 40 hectares em Santo Antônio. Tiveram os filhos: Francisco, Alexandrina, Luiz, Vergínio, Eugênia casada com o italiano Nicolau Larroque Filho, Augusto, Maria casada com um alemão, Victor Francisco e José casado com Angelina Colomby.

Gerard: Saturnen Gerard, italiano, viúvo de Sophia Mési, veio para o Brasil com três filhas: Josephina Isabelle, Maria Agatha e Angelina, pelo menos duas eram casadas. Saturnen era um leigo que às vezes fazia a encomendação de corpos nos enterros pois não havia padres na colônia, e somente Saturnen sabia rezar em latim.

Tourin: Isidore Tourin, francês, adquiriu 6 hectares de terras na colônia, depois desta já ter alguns anos de formada, mas acabou vendendo as terras ao antigo dono e ainda solteiro retornou a França logo após terminada a Primeira Guerra Mundial. Segundo Lino Ribes, um morador na Colônia francesa, ele ainda escreveu algumas vezes para os franceses em Santo Antônio.

Colomby: Joseph François Andre Colomby casado na França com Marie Angelique Thoby, emigraram pelo porto do Havre em 1873, sendo um dos primeiros a chegarem em São Feliciano. Tiveram os filhos: Marie Françoise casada com Auguste Magallon, Louis Alexandre casada com Angeline Gerard, Alexandrine casada com Victor Ney. Augusta casada com Bichet, Louis Théophilo casado com uma brasileira, Marie Angelea e Andre Thomaz.

Bichet: Claude François Bichet, natural do departamento de Doubs na França, casou em Camaquã com Augusta Colomby, moraram em Santo Antônio, mas mudaram-se em 1899 para a Colônia Maciel. Tiveram os filhos: Luiz, Eduardo, Luiza casada com o francês Emílio Guiot que também moraram algum tempo em Santo Antônio; Eloy; Ernesto; Josephina casada com o italiano Ricardo Aldrighi, Julia e Izolina.

Lahut: Emile Lahut ou Lahude casou na França com Cezarine Beauvalet, provavelmente uma irmã de Arthur Beauvalet. Lahut era proprietário de 32 hectares em Santo Antônio e aqui chegou com os filhos: Jean, Amelie e Marguerite. Ainda não nos foi possível rastrear seus paradeiros, sabe-se apenas que saíram ainda no início da colônia.

Beauvalet: Arthur Achilles Beauvalet, casado na França com Louise, tudo indica que não passaram por São Feliciano, pois em 1873 já viviam em Pelotas. Sendo jardineiro, Achilles fez um bom trabalho de embelezamento da praça da cidade (hoje Praça Coronel Pedro Osório). Costumava comentar que fez um trabalho onde ninguém mais poderia ter feito, provavelmente dizia isso porque o vão central onde hoje é a praça era um local muito alagadiço e intransitável. Os Beauvalet possuíam 36 hectares na colônia Santo Antônio e para cá vieram trazendo os filhos: Blanche, Edouard e Ernesto que trabalhou como jardineiro na Quinta de Ambrósio Perret.

Bétemps: Jean François Bétemps, natural da Savoia italiana, viúvo de Marie Monique Claudine Claupe-Vevey, veio para o Brasil na companhia dos filhos: Melanie; Alexis, casado com uma catarinense, esteve por vários anos morando na Argentina antes de vir para o Brasil; Jermain; Félix, casado em São José do Patrocínio com Maria Francesca Fiou, mudaram-se para Pelotas em 1881, fabricava vinho e registrou sua cantina em 1924; Baptistine, Joseph; Marie; e Victor Jean, que casou com uma brasileira e moraram na cidade de Rio Grande.

Bertholon: Eram dois irmãos, Alexandre e Felix Bertholon. Chegaram da França em 1873 e vieram diretamente para Pelotas, onde trabalharam como ferreiros nas 'Três Vendas' antes de irem plantar parreiras na colônia francesa. Faleceram solteiros e suas terras foram herdadas por Jean Capdeboscq.

Raffi: Jean Raffis, ou Raffy, como ficou o nome, ao aportar no Brasil, depois de ter estado em Buenos Aires. Casou em São Feliciano com a brasileira Generosa da Silva. Em Santo Antônio, adquiriu 30 hectares onde viveu com os filhos: Flor casada com Hermenegildo Pinheiro Cardozo, e Modesto casado com Alexandrina Ney.

Lourant: Louis Lourant ou Laurent, casado com Catarine ou Cezarine Steinner, possuíam 36 hectares em Santo Antônio, aqui tiveram três filhas: Paulina casada com Pedro Bohns; Josephina casada com Augusto Frecu; e Maria casada com Mario Sacco sendo este último proprietário de uma fábrica de 'gasosa' em Pelotas. As terras de Louis Lourant foram vendidas para Modesto Raffy. Junto com Lourant morava um cunhado, Joseph Steinner ou Steinle, natural da França que faleceu solteiro e sem descendentes.

(...)

Carret: Louis Modest Carret casado na França com Jeanne Micheaux. Vieram para o Brasil com a primogênita, eram proprietários de 44 hectares em Santo Antônio. Tempos depois o casal voltou para a França acompanhado do filho Augusto, mas breve retornaram ao Brasil ficando por lá o Augusto que faleceu lutando na Primeira Guerra Mundial. Tiveram os filhos: Rossete; João Luís; Emílio; Augusto; e André.

Wahast: Oscar Wahast, casado com Silvie Octavie Lesarge, veio com a família em dezembro de 1880 para a colônia Santo Antônio, onde havia comprado 30 hectares. Anos depois vendeu suas terras para Augusto Pastorello e foi morar em Sanga Funda, município de Canguçu, onde contam que ambos foram assassinados durante um assalto. Tiveram os filhos: Amelie, Oscar, que fazia serviços de enfermagem e era casado com Louise Ribes; Emílio (assassinado) e Blanche que foi noiva de François Charnaud e faleceu de sarampo aos 20 anos de idade.

Martim: Jean Martim casou com Rosa Jouglard, francesa dos Alpes, vieram para São Feliciano e dali partiram entre os primeiros para Santo Antônio, chegando nesta colônia em 19 de setembro de 1880, sendo o dia seguinte considerado da fundação da colônia. Tiveram os filhos: Jean; Marius; Rosa, casada com Julio Chollet; Pedro, casado com Amelie Wahast; Leon, casado com Rosete Carret; Julio; Hipolito; Adelaide, casada com um brasileiro; e Augusto, casado com Emília Pastorello.

Escallier: Pierre Escallier casado com Marie Bernard estiveram em São Feliciano e depois em Santo Antônio onde compraram 40 hectares. Vieram da França com os filhos: Jean Joseph, Elisia Paulina, Pierre; Marie, casada com um italiano de nome Francisco Cuoco. Em São Feliciano, nasceram os filhos Josefina e Julia. Na colônia Santo Antônio nasceu outro filho: Julio Pedro, que depois se mudou para o município de Canguçu.

Crochemore: Auguste Alphonse Crochemore e Rosaline Felicite Goutier vieram para o Brasil com o filho: Alphonse Elisèe Felix Crochemore, que casou três vezes e deixou vários descendentes de seu primeiro matrimônio com a francesa Elísia Paulina Escallier, sendo proprietários, inicialmente de 35 hectares, mas no ano de 1933 já possuíam 60 hectares. Seus descendentes mudaram-se para a Vila Nova, localidade do distrito do Quilombo, divisa da colônia francesa, onde tinham uma olaria.

Ribes: Auguste Antoine Ribe, que no Brasil foi acrescentado um 's' ficando 'Ribes', partiu do departamento francês de Drome com sua esposa Eugenie Rebour e seus filhos para a colônia de São Feliciano, vindo a ocupar um lote de 20 hectares em Santo Antônio, colônia para a qual seu filho Gustave havia se transferido em 1880. Vieram da França com os filhos: Gustave; Lucie Marie, casada com o suíço Joseph Zurschmiten que veio da França, com a família Ribes e depois se mudaram para o município de Canguçu; Eugene Louise; Alcides; Louis, que comprou terras próximo ao arroio Andrade e construiu uma represa e um moinho que acionava uma famosa serraria geradora de lucros que lhe possibilitaram erguer o único sobrado da colônia francesa; Marie Hortense; Louise e Rezeda Pauline. Em São Feliciano tiveram ainda os filhos: Dedimah e Adolpho.

Gaumme: Aristin Gaumme, francês, casou-se em São Feliciano com a brasileira Maria da Silva, eram proprietários de 8 hectares em Santo Antônio.

Capdeboscq: Jean Capdeboscq, natural da Bretanha, casou em São José do Patrocínio com Marie Jeanne Renard, natural da cidade de Lyon. Veio para Pelotas com outros companheiros onde comprou 33 hectares em Santo Antônio. Jean criou uma Quinta onde fabricava vinho e que depois deixou para o filho Daniel indo para a cidade de Pelotas, onde fundou o Hotel Colonial. Pais de Maria Luiza, nascida em São Feliciano e Daniel, que foi subprefeito, subdelegado de polícia, juiz distrital, fabricante de vinhos, licores e compotas. E ainda os filhos: João Luiz, Amely, casada em segundas núpcias com Rodolpho Bonat e Pedro Augusto que era afilhado de Pedro Osório, ilustra figura na política pelotense.

Arbey: Joseph Arbey ou Harbet, ou ainda Harbes, era um francês casado com Marie Louise que imigrou para a Argentina com uma filha, Marie Louise. Na Argentina tiveram um filho, Luís Achilles. Quando de passagem pelo Uruguai tiveram dois filhos: João José e Francisco José. Ao chegarem ao Brasil tiveram o último filho de que se tem notícia, Gustavo. Em Santo Antônio tinham 32 hectares de onde retiram-se em maio de 1886 para se estabelecer definitivamente na colônia Maciel, recebendo estas escrituras em junho de 1888.

Palavet: Jules Palavet e Marie Celestine Delarme, estiveram de passagem pela colônia Santo Antônio; não pudemos comprovar se eram proprietários, mas tiveram duas filhas: Francisca e Celestina; casada com Joseph Cousin ou Chosen, que possuía 19 hectares em Santo Antônio, em 1933.

Pastorello: Domenico Pastorello, casado com Catarina Constantina Augeri, eram italianos radicados na França. Em Santo Antônio, possuía inicialmente 18 hectares. Em 1900, fundou a primeira fábrica de conservas em Santo Antônio. Fabricavam vinho e faziam compotas de pêssego e conservas de ervilha. Eram pais de Emília Margarida; Irineu; Maria Julieta, casada com Emílio Ribes cujos descendentes seguiram com a Quinta Pastorello até 1972; e Augusto, nascido na França, que fez vários trabalhos em escultura e litogravura, recebendo encomendas para o Clube Caixeral, a Prefeitura de Piratini, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, e alguns bustos e placas comemorativas que ainda hoje estão embelezando praças e vias públicas de Pelotas. Foi também Augusto Pastorello quem projetou o obelisco erguido pelos franceses em 1930 para comemorarem os 50 anos de fundação da colônia francesa.

Fouchy: Simeon Fouchy e Marie Antoinete Magdalena Thoma, franceses da região parisiense, estiveram em Curitiba e em São Feliciano, onde deixaram uma filha casada com Gustave Ribes, antes de viram para terras de Domásio Moreira no Passo do Retiro. Quando os franceses, incluindo o genro Gustave Ribes, vieram para fundar a colônia Santo Antônio, em 1880. Seu filho Franquilim Fouchy já seguiu com eles, e tempos depois toda a família se transfere para a colônia francesa e ocupa 22 hectares que haviam comprado. Os Fouchy tiveram os filhos: Marcelina casada com Gustave Ribes; Isidore, casado com Marie Hortense Ribes; Franquilin Alexandre, casado com Eugenie Louise Ribes; Angelea Delphinia, casada com Jules Albert Longchamp; e, por último Jules Clement casado com Henriqueta Arnoldt.

Fuzeri: Bartholomé Fuzeri ou Fugieri, italiano, veio com os Pastorello e também esteve em São Feliciano. Solteiro não teve filhos e está sepultado no túmulo da família Jouglard no cemitério da colônia francesa.

Jouglard: Pierre Celestin Jouglard, casado com Marie esteve em São Feliciano e veio para Santo Antônio em 1880 onde tinham 44 hectares de terras. O casal Jouglard construiu sua casa com pedras encontradas nas proximidades, e foi a primeira casa construída na colônia (1886); as paredes eram de cascalho grosso, pedras não muito grandes, apenas os cantos das paredes e o alicerce eram de uma pedra maior para firmar. Hoje esta casa não existe mais, mas existem outras que mostram este estilo seguido em outras moradias construídas conforme o desenvolvimento econômico da colônia. Antes as casas eram ranchos rústicos com poucas aberturas e cobertos com palha, possuíam um porão com porta para a rua, que servia para armazenar vinhos e colheitas, muitas vezes aproveitando o desnível do terreno. O alicerce das casas era feito de pedras e formava as paredes do porão, as pedras, sem o cuidado com as formas eram apenas sobrepostas. Os Jouglard aqui chegaram apenas com sua primogênita, Marie Louise, tendo nascido posteriormente, os filhos, Pedro, Julio e Celestino.

Jacob: Luiz Jacob, casado com Philomene eram proprietários de 20 hectares, saíram muito cedo da colônia e ainda não nos foi possível descobrir seus destinos. Tiveram os filhos: Cecília, Emílio, Luiz e Vitório.

Longchamp: Jules Albert Longchamp, francês de Marselha, veio com os pais Lucien Longchamp e Veronique Dephilet para o Brasil, e tudo indica que não passaram por São Feliciano; alguns dizem que passaram por outros lugares antes de virem para o Rio Grande do Sul, mas isto não foi comprovado. O certo é que Lucien ou Lucio Longchamp já morava com dois filhos. Chiebaud Louis e Aristin ou Aristides Longchamp, no Monte Bonito, perto da colônia francesa em 1886. Chiebaud, dizem, morreu tragicamente por má digestão ou engasgado com algo e Aristin foi expulso do convívio familiar, ou fugiu com uma negra para o Capão do Leão, onde trabalhou nas pedreiras deste lugar. Já Jules Albert Longchamp casou com Angelea Fouchy e foi morar na colônia francesa tendo os seguintes filhos: Albertina, casada com Daniel Capdeboscq; Alfredo, Clotildes e Leontina Marcelina. Após ter enviuvado, Jules Albert casou em segundas núpcias com Marie Hortense Ribes, viúva de seu cunhado Isidore Fouchy, tendo os filho: Maria Hortência, Otília Leonor e Julio Alberto."

Fonte: BETEMPS, Leandro Ramos.Aspectos da colonização francesa em Pelotas. In: História em Revista, UFPel, v.5, 1999, (não tivemos acesso ao número das páginas).

Link para o artigo original: https://wp.ufpel.edu.br/ndh/files/2017/02/05.-Leandro_Ramos_Betemps.pdf

Agradecemos a colaboração do autor!


quinta-feira, 15 de março de 2018

Sobrenomes holandeses - Parte 02


21. De Graaf: sobrenome que significa conde e possui quatro possíveis interpretações: 
1. Uma pessoa ao serviço de um conde, seja no contexto jurídico, administrativo ou militar.
2. Um funcionário de um conde ou condado, no sentido de uma atribuição profissional específica: um despenseiro, um copeiro, um fiscal de diques, um coletor de impostos, etc.
3. Um nome de casa.
4. Alguém que se comporta de modo afetado ou orgulhoso como um conde.
A maior concentração do sobrenome na Holanda se dá em Bunschoten, província de Utrecht. Não é muito significativo na Bélgica. Variantes: De Greef, De Grave, Van der Graaf, De Graaff, De Graeff, De Graef.

22. Van der Meer: sobrenome que significa aquele que vive no lago, isto é, próximo a um, às margens de um, ou numa região que tem referencial um lago. As maiores concentrações se verificam em Alkemade, Holanda do Sul, Holanda, e Heusden-Zolder, Limburgo, Bélgica. Variantes: Vermeer, Vandermeer, Vermeeren, Van de Meer, Van der Meeren, Van Meer.

23. Van der Linden: sobrenome que significa aquele que vive numa fronteira, próximo a um limite de terras. A maior concentração do sobrenome se dá em Mill en Sint Hubert, Brabante do Norte, Holanda. Variantes: Verlinden, Van der Linde, Van Linden, Van Linde.

24. Kok: sobrenome metanímico que significa cozinheiro. Pode ainda, em casos mais raros, ser uma redução do patronímico de Cornelis (Cornélio em português). Variantes: De Kok, Kock, De Kock, Kokke, Koks, Kokks.

25. Willems: sobrenome patronímico que significa filho de Willem (Guilherme ou William em português). As maiores concentrações são percebidas em Sint Anthonis, Brabante do Norte, Holanda, e Glabbeek, Brabante Flamengo, Bélgica. Variantes: Willemsen, Wilms, Williams, Willem.

26. De Ruiter: sobrenome metanímico que significa cavaleiro. Provém do latim ruptarius, que inicialmente designava o soldado infante, mas posteriormente, na Idade Média, passou a denominar exclusivamente o soldado de cavalaria. Variantes: Ruiter, De Ruyter, Ruyter, De Ruijter, Ruijter.

27. Van Dogen: sobrenome que significa aquele que vive num sulco de areia. Parece derivar do termo medieval donk do holandês arcaico que era usado para denominar um tipo de terreno arenoso, ora com ocorrência de turfa ou argila, comum no relevo da região. Também pode ser um toponímico relacionado à cidade de Dongen, Brabante do Norte, Holanda.

28. Van den Bosch: sobrenome que significa aquele que vive no bosque, floresta. É muito comum na província da Antuérpia, Bélgica. Variantes: Vandenbosch, Vandebosch, Vanden Bosch, Van der Bosch, Van de Bosch, Van Debosch.

29. Bakkenes: sobrenome originário da Guéldria, Holanda,  que significa aproximadamente alódio, isto é, uma área livre de direitos senhoriais. Pode também se referir a uma floresta comunal. Variantes: Baeckenes, Baeckenesse, Backenes, Bakenes, Backenes.

30. Van Beuge: sobrenome toponímico que significa procedente de Bodenghem. Bodenghem é a antiga denominação medieval para a atual aldeia de Sint-Martens-Bodegem, no município de Dilbeek, Brabante Flamengo, Holanda. A família remonta ao século XVI e está concentrada na região de Bruxelas, na Bélgica. Variantes: Van Beugen, Van Beugem, De Beuge.

31. Van der A: sobrenome que significa aquele que vive próximo ou à beira de um riacho. Concentra-se em Borger-Odoorn, província de Drente, Holanda. Variantes: Ver A, Van der Ahe, Van der Aa.

32. Ab: sobrenome presente na língua holandesa de difícil interpretação, mas que provavelmente pode ser um patronímico de Abraham (Abraão em português), ou ainda derivado do termo francês abbé (abade), podendo por isso, da maneira como é grafado, indicar um secretário de um abade ou o administrador leigo de uma abadia. Variantes: A B.

33. Aars: sobrenome patronímico que significa filho de Aarnout (Arnaldo em português). Variantes: Aart, Aarts, Aarsen, Ars, Aerts, Aertsen, Aers, Haars.

34. Celis: sobrenome patronímico que significa filho de Marcelis (Marcelo em português). É comum na Bélgica, principalmente nas províncias de Limburgo, Brabante Flamengo e Antuérpia.

35. Harthoorn: sobrenome que significa chifres de veado, galhada de veado. Pode derivar de um toponímico da cidade de Hirschhorn, Hesse, Alemanha. Bem como, ser um nome auto-atribuído por motivos de honra, coragem e bravura. A família remonta ao século XVII em Kruiningen, Zelândia, Holanda. O sobrenome é mais comum na província da Zelãndia e na cidade de Amersfoort, província de Utrecht, ambas na Holanda. Variante norte-americana: Hartshorn.

36. Koopman: sobrenome metanímico que significa mercador, comerciante. Variantes: Koopmans, Coopman, Coopmans.

37. Eg: sobrenome patronímico que  pode significar filho de Egbert, filho de Eggo ou filho de Egge. Os três nomes próprios pertencem à região da Frísia e estão em desuso atualmente. Num sentido mais restrito, pode denominar alguém que vive num "canto" de terras ou de uma cidade. A maior concentração se dá em Stede Broec, Holanda do Norte, Holanda. Variantes: Egge, Eggo. Egg, Eggen.

38. Aalbers: sobrenome patronímico que significa filho de Aalbert (Alberto em português).  A maior concentração se verifica em Aalten, Guéldria, Holanda. Variantes: Aalberts, Albers, Aelbers, Aulbers, Aalberse.

39. Van Aaken: sobrenome toponímico que significa procedente de Aachen. Aachen é uma cidade alemã no estado da Renânia do Norte-Westfália, Alemanha. A maior concentração do sobrenome na Holanda se percebe em Eersel e Oirschot, no Brabante do Norte. Variantes: Aacken, Vanaaken, Aaken, Van Aacken.

40. Deddens: sobrenome patronímico que significa filho de Dedden. Dedden é uma forma regional para Diederik (Dietrich em alemão, Teodorico em português). O sobrenome concentra-se Emmen, província de Drente, Vlagtwedde e Stadskanaal, província de Groeningen, e Rotterdam, Holanda do Sul; todos os locais na Holanda. Variantes: Dedden, Diddens, Deddes.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Sobrenomes holandeses - Parte 01


1. De Jong: sobrenome mais comum da Holanda, ocorrendo em 2,525 % da população do país. Significa jovem. As maiores concentrações se verificam em Rotterdam e Ameland, na Holanda, e em Baarle-Hertog e Arendonk, na Bélgica. Variantes: De Jonge, Jong, De Jongh.

2. Jansen: sobrenome patronímico que significa filho de Jan (João em português). As maiores concentrações se encontram em Montferland, Guéldria, Holanda, e Lommel, Limburgo, Bélgica. Variantes: Janse, Jansens, Janson, Jansons, Jansse, Janssens, Jansze, Janze, Janzon, Janzen.

3. De Vries: sobrenome toponímico que significa da Frísia, procedente da Frísia, frísio. As maiores concentrações se encontram em Kollumerland en Nieuwkruisland, Frísia, Holanda, e na Bélgica, em Heist-op-den-Berg, província de Antuérpia. Variantes: Vries, De Vrieze.

4. Van den Berg: sobrenome que significa da montanha, montanhês, morador da montanha. Variantes: Van den Bergh, Vandenberg, Vandenbergh, Van de Berg, Vandeberg, Van der Berg, Vanderberg.

5. Van Dijk: sobrenome que significa aquele que vive num dique. As maiores concentrações se encontram em Zwartewaterland, província de Overissel, Holanda, e Hoogstraten, província de Antuérpia, Bélgica. Variantes: Dijk, Van Dijke, Dijks, Dijkmann, Dijkstra, Van Dijck, Van Dick, Vandijck, Vandijk.

6. Bakker: sobrenome metanímico que significa padeiro. A maior concentração se verifica em Urk, Flevolândia, Holanda. Variantes: De Bakker, Bakkers.

7. Visser: sobrenome metanímico que significa pescador. A maior concentração do sobrenome é percebida em Schiermonnikoog, Frísia, Holanda, e em Retie, província de Antuérpia, Bélgica. Variantes: Visser, De Visser, Vis, Viss, Visscher.

8. Smit: sobrenome metanímico que significa ferreiro. A maior concentração do sobrenome é verificada nas cidades holandesas de Zwijndrecht, Alblasserdam, Slikkerveer e Nieuw-Lekkerland, todas na Holanda do Sul. Variantes: Smid, Smeets, Smids, Smitz, Schmid, Scmits.

9. Meijer: sobrenome metanímico que significa aproximadamente prefeito, mas também pode ser entendido como administrador ou supervisor de uma comunidade. As maiores concentrações são vistas em Goedereede, Holanda do Sul, Holanda, e Sankt Vith, província de Liège, Bélgica. Variantes: De Meijer, Meijers, Meyer, Meier, Mijjer, Meijjer, Myjer, Meijerink.

10. De Boer: sobrenome metanímico que significa agricultor, camponês. As maiores concentrações se encontram em Urk, Flevolândia, Holanda, e em Leuven, Brabante Flamengo, Bélgica. Variantes: Boer, Boersma, Boerman.

11. Mulder: sobrenome metanímico que significa moleiro. Concentra-se especialmente em Staphorst, Overissel, Holanda, e em Zutendaal, Limburgo, Bélgica. Variantes: Muller, Molenaar, Smulders, Mulderij, De Mulder.

12. De Groot: sobrenome metanímico que significa grande ou gordo. Está concentrado em Delft, Holanda do Sul, Holanda. Variantes: Groot, Groote, Grotius.

13. Bos: sobrenome que pode ser um patronímico do nome flamengo Bos ou um metanímico que significa aquele que vive na floresta. Está concentrado em Bunschoten, província de Utrecht, Holanda, e em Zonhoven, Limburgo, Bélgica. Variantes: Bosman, Bosma, Bosch, Bosz, Boss. 

14. Vos: sobrenome  que significa raposa e que pode ter quatro acepções possíveis: 
1. Um nome de casa.
2. Um metanímico para pessoa ruiva.
3. Um patronímico do nome próprio Vos, Vosse ou Fosse.
4. Um caçador de raposas.
As maiores concentrações são achadas em Aalburg, Brabante do Norte, Holanda, e Riemst, Limburgo, Bélgica. Variantes: De Vos, Vossen, Voss, Vosz.

15. Peters: sobrenome patronímico que significa filho de Peter (Pedro em português). O sobrenome é homônimo nas línguas alemã e inglesa. As maiores concentrações estão em Groesbeek, Guéldria, Holanda, e Bütgenbach, província de Liège, Bélgica. Variantes: Petersen, Petri, Peter, Peeter, Peeters.

16. Hendriks: sobrenome patronímico que significa filho de Hendrik (Henrique em português). Na Holanda, está concentrado em Mill en Sint Hubert, Brabante do Norte, e na Bélgica, em Overpelt, Limburgo. Variantes: Hendriksen, Henkes, Hindriks, Hendricx, Hendrix, Hendrikx, Hendricks, Hendrickx, Hendrik, Driek, Dries, Drikus, Hein, Hendrikus, Hendrickus, Henk, Hennik, Henny, Henrikus, Henrickus, Hens, Hindrik, Rick, Rieks, Riekus, Rijk, Rik.

17. Van Leeuwen: sobrenome toponímico que significa procedente de Leeuwen - nome de lugar que significa leão em português. Por isso, pode estar associado a uma diversidade de locais, como: Beneden-Leeuwen, Guéldria; Boven-Leeuwen, Guéldria; Leeuwen-Roermond, Limburgo; Leeuwen-Reuver, Limburgo; Leeuwen-Wageningen, Guéldria; além de outros menores, todos na Holanda. Variantes: Van Leeuwe, Van Leuwen, Leeuwen.

18. Dekker: sobrenome metanímico que significa carpinteiro. Está concentrado principalmente em Harenkarspel, Holanda do Norte, Holanda, mas é bem escasso na Bélgica. Variantes: Dekkers, Deckers, Decker.

19. Brouwer: sobrenome metanímico que significa cervejeiro. Na Holanda, verifica-se com mais frequência em Ameland, Frísia, porém é escasso na Bélgica. Variantes: Brouwers, De Brouwer, Brauer, Brouer.

20. De Wit: sobrenome metanímico que significa branco, claro, pálido. Pode ainda ser um toponímico relacionado a algum lugar que tenha "branco" na denominação. Variantes: Dewit, De Witt, Dewitt, De Witte, Dewitte.

terça-feira, 13 de março de 2018

Conde de Piratini


Por Fernando Osório

"A sociedade pelotense perdia a 9 de março de 1887, aos 94 anos de existência, rodeado de todas as homenagens, um de seus mais preciosos ornamentos, João Francisco Vieira Braga, o nobre Conde de Piratini (nascido em 1793), venerando rio-grandense que relevantes serviços prestou à província, ao progresso desta cidade, ao país e, igualmente, à humanidade. Atestam a sua benemerência, a sua prestabilidade pessoal, a influência da sua fortuna, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo de Mendigos, a Biblioteca Pública, o Asilo de Órfãs, a Beneficência Portuguesa, as corporações religiosas, as empresas de utilidade pública.

Na mocidade, constituiu família na cidade do Rio Grande, onde residiu, dedicando-se, probamente, à carreira comercial. Por ocasião da guerra de 1825-1828, aceitou, a instâncias do Gal. Lécor, Visconde da Laguna, o cargo de fornecedor de tropas em campanha, nada querendo perceber da comissão a que tinha direito, a despeito de ter, por sua conta, agentes em vários pontos da província; e, ainda, para as urgências de ocasião, entrou para o Estado com a quantia de 20 contos de réis.

Serviu como deputado provincial, na 1a. reunião dessa câmara, em 1834, prestando muitos e bons serviços. No Rio Grande exerceu os cargos de juiz ordinário e administrador do quinto do couro, além de outros. Foi quem iniciou a construção do edifício da velha alfândega daquela cidade, bem como outros destinados a repartições públicas.

Concorreu para a criação e desenvolvimento dos estabelecimentos pios de Pelotas, acima mencionados. Por três vezes contribuiu com avultadas quantias para a sustentação da Guerra do Paraguai. Era muito dedicado a S.M. o Imperador e a toda a família imperial do Brasil. Pedro II foi seu hóspede por mais de uma vez e S.A. a Princesa Isabel e o nobre Conde D'Eu o foram, também, quando estiveram nesta província.

João Francisco Vieira Braga tinha uma reminiscência admirável, e a sua conversação, em avançada idade, sempre intercalada de citações seculares de fatos sucedidos, atraía e ilustrava. Eis a nomenclatura e distinções honoríficas: Hábito de Cristo, por alvará d'el Rei D. João VI, datado de 11 de abril de 1821; patente de capitão de milícias do Rio Grande, datada de 22 de dezembro de 1823; diploma de cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, datado de 12 de novembro de 1827; patente de capitão reformado do batalhão no. 46 de caçadores de linha do Exército, de 15 de dezembro de 1828; diploma de oficial da Ordem do Cruzeiro, de 22 de outubro de 1829; alvará de Guarda-roupa da Imperial casa, de 13 de julho de 1841; diploma de veador da mesma casa, de 5 de março de 1845; carta imperial de 12 de janeiro de 1855, criando-o Barão de Piratini, primeiro do título; alvará de mercê de moço fidalgo, cavaleiro da imperial câmara, de 3 de agosto de 1846; carta imperial criando-o Visconde de Piratini, de 10 de outubro de 1866; carta imperial nomeando-o comendador da Ordem da Rosa, de 17 de julho de 1872; carta imperial criando-o Conde de Piratini, de 20 de junho de 1885. Além disso, possuía Vieira Braga títulos de benemérito de diversas associações, algumas das quais ostentam o seu retrato na sala de honra."

segunda-feira, 12 de março de 2018

Gervasio Alves Pereira


Por Fernando Osório

"Nasceu em Pelotas em 3 de novembro de 1842 e aqui faleceu a 19 de março de 1909. Formou-se em Medicina na Faculdade do Rio de Janeiro, no ano de 1867. Ainda estudante dos últimos anos de Medicina interrompeu o seu curso para servir como médico da Armada na Guerra do Paraguai, pelo que foi condecorado pelo Imperador, como oficial da Ordem da Rosa.

Fêz os seus primeiros anos de clínica da Cidade de Bagé, onde casou-se em 1870 com D. Maria Cecilia Tavares Pereira, filha dos Viscondes de Cêrro Alegre. Em 1878 transferiu a sua residência para Pelotas, onde clinicou até o ano da proclamação da República. Foi membro do Partido Conservador até o ano de 1888, quando filiou-se ao partido republicano de Pelotas. Proclamada a República em 15 de novembro de 1889, fêz parte do triunvirato que administrou nos primeiros tempos a municipalidade de Pelotas.

Foi depois eleito deputado à Constituinte do Estado do Rio Grande, onde foi escolhido para Vice-Presidente da Mesa de que era Presidente o Dr. Carlos Barbosa. Mais tarde foi durante várias sessões orçamentárias eleito Presidente da Assembléia até o ano de 1895. Foi o primeiro Intendente de Pelotas, nomeado pelo Dr. Julio de Castilhos, logo após a proclamação da Constituinte do Estado.

Em 1895 introduziu no Rio Grande do Sul o primeiro plantel do gado puro-sangue Durham, que adquiriu na República Oriental do Uruguai, para sua estância do Tigre no município de Bagé e daí em diante dedicou-se sempre até a sua morte ao aperfeiçoamento das raças bovinas, ovelhuns e cavalares daquela estância."

domingo, 11 de março de 2018

Dicionário da Imigração - Parte 12


O Dicionário da Imigração foi uma iniciativa do jornalista Josué Fávaro, do antigo e extinto "Jornal do Dia" de Porto Alegre e foi publicado em vários capítulos nas edições do periódico entre janeiro de 1958 e junho de 1963. Na ocasião, Fávaro obteve dados desde pesquisa em fontes primárias, contribuições de terceiros e correspondências enviadas por leitores do jornal. Todavia, salientamos que, conforme pudemos averiguar, Fávaro não conseguiu, ou concluir o seu intento, ou concluí-lo dentro das páginas do "Jornal do Dia", pois o "dicionário" não chegou ao seu final. De qualquer modo, ao menos os dados publicados, aqui os compartilhamos.


Reproduzimos aqui para fins de pesquisa genealógica e sobre dados de imigração no Rio Grande do Sul. 

1101. BERLITZ - Reinaldo Berlitz, descendente de imigrantes alemães, estabeleceu-se com oficina mecânica em São Leopoldo, sob a razão social Berlitz & Lazaretti Ltda.

1102. BERLITZ - Felipe Berlitz veio da Alemanha em 1850 aproximadamente.

1103. BERLITZ - Jorge Berlitz (filho de Felipe), nascido em Dois Irmãos a 22-03-1874. Foi casado com Guilhermina Hennemann Berlitz. Ambos falecidos. São seus filhos: Aloísio, João, Arthur, Emílio, Vicente, Carolina e Hortência.

1104. BERLITZ - Vicente Berlitz (filho de Jorge) nasceu na localidade de Dois Irmãos a 28-08-1907. É casado com Ana Olga Volkmer Berlitz. São filhos do casal: Inácio Vicente, Jorge Carlos, Beno Rubens, Mário Fernando, Enio José. Reside em Porto Alegre, onde exerce o Magistério Secundário.

1105. BERMEJO - Wenceslau Sanchez Bermejo, descendente de imigrantes. Economista. Reside em Porto Alegre.

1106. BERNARDI - Professora Virgínia Bernardi, uma das primeiras professora, entre os imigrantes italianos localizados em Alfredo Chaves (hoje Veranópolis). Hoje naquele município, Arrabalde de Palugana, há um Grupo Escolar com o nome desta pioneira do ensino na região colonial italiana.

1107. BERNARDI - Antônio Bernardi, viúvo, veio para o Rio Grande do Sul no ano de 1888 em companhia de seus filhos: Giovanni, Giacinto, Tereza, Margarida e Maria. Todos nascidos no município de Asolo, província de Treviso, na Veneza Eugânea.

1108. BERNARDI - Giovanni Bernardi (filho de Antônio), casado com Maria Luiza Dalpai. O casal teve os seguintes filhos: Virgínia, que foi a primeira professora pública do município de Alfredo Chaves, Carolina, Olinda, Marieta, Máximo, Mansueto, Romilda, Humberto e Albina, além de outros falecidos ainda na Itália. Tem hoje uma centena de descendentes.

1109. BERNARDI - Giacinto Bernardi (filho de Antônio), falecido no município de Alfredo Chaves, em estado de solteiro.

1110. BERNARDI - Tereza Bernardi (filha de Antônio), falecida no município de Alfredo Chaves, hoje Veranópolis, em estado de solteira.

1111. BERNARDI - Margarida Bernardi (filha de Antônio), casada com o imigrante vêneto Luiz Bin. Do casal existem hoje mais de cem descendentes esparsos por todo o Estado, inclusive o Sacerdote Quirino Bin, vigário num dos municípios da Fronteira.

1112. BERNARDI - Maria Bernardi (filha de Antônio), casada com o imigrante vêneto Vicenzo Faltraco. Do casal existem hoje mais de 40 descendentes.

1113. BERNARDI - Máximo Bernardi, imigrante italiano, filho do casal Giovanni Bernardi e Maria Luiza Dalpal Bernardi, casou em Veranópolis em primeiras núpcias com Marieta Ferro e em segundas, com sua cunhada Hermínia. Das primeiras núpcias possui os seguintes filhos: Hilário, Dinarte, Antônio, Hulda e Iria. Reside hoje em Sorocaba, estado de São Paulo.

1114. BERNARDI - Mansueto Bernardi (filho de Giovanni), natural da Itália, tornou-se no Brasil um escritor de renome, tendo sido um dos fundadores e primeiro diretor da Revista do Globo, alcançando a direção da Casa da Moeda. Historiador de recursos e poeta dedicado principalmente aos temas imigrantistas, é uma das mais expressivas figuras de intelectual, fruto da onda imigratória italiana para o Brasil. Casou-se com Idalina Mariante Costa. Não tem filhos. Reside em Veranópolis.

1115. BERNARDI - Humberto Bernardi (filho de Giovanni). É agricultor residente em Veranópolis. Casou-se com Amábile Maria Pagliari, e tem os seguintes filhos: Oreste, Lydia, Valdomiro, Vilma e Aldo.

1116. BERNARDI - Oreste Bernardi, filho do casal Humberto Bernardi e Amábile Maria Pagliari Bernardi, casado com Célia Bórtoli Bernardi. Agricultor. Tem os seguintes filhos: Marco Aurélio e Marco Antônio Bernardi, os quais foram adotados pelo casal Mansueto Bernardi e Idalina Costa Bernardi. Todos residem em Veranópolis.

1117. BERNARDI - Valdomiro Bernardi (filho de Humberto), agricultor. Casado com Lourdes Faé, da qual tem os seguintes filhos: Romulo, Antonino e Branca Maria. Resideem em Veranópolis.

1118. BERNARDI - Aldo Bernardi (filho de Humberto), contabilista. Casado com Ida Cáo da qual tem uma filha: Silvana. Residem em Guaporé.

1119. BERNARDI - Antônio Bernardi, filho de Máximo Bernardi e Marieta Ferro Bernardi. É negociante em Sorocaba, estado de São Paulo. Casado com Israelina Berthier, tem seis filhos.

1120. BERNARDI - Hilário e Dinarte Bernardi (filhos de Máximo), casados, ambos com muitos filhos. Residem em Passo Fundo.

1121. BERNARDI - Virgílio Bernardi, imigrante italiano que aqui chegou em 1900 acompanhado de pais e irmãs. Nasceu em Bovolenta - Veneza. Casado com Laura Fennner Bernardi. Tem um filho: Helios Homero Bernardi. Residem em Santa Maria.

1122. BERNARDI - Helios Homero Bernardi (filho de Virgílio). Descende de imigrantes, nasceu em Alegrete. É casado com Angelina de Almeida Bernardi. Tem dois filhos: selene e Leonardo. Professor universitário, reside em Santa Maria.

1123. BERNARDI - Fernando Luiz Bernardi, descendente de imigrantes. Reside em Porto Alegre.

1124. BERNARDI - Alexandre Bernardi, descendente de imigrantes italianos. Casado com Iolanda Linn Bernardi. É filha do casal: Mariasinha de Lourdes Bernardi.

1125. BERNARDI - João Baptista Bernardi, descendente de imigrantes italianos. Casado com Ida Zanenga Bernardi. É seu filho: Sérgio Bernardino Bernardi.

1126. BERNARDI - Mario Bernardi, descendente de imigrantes, é comerciante em Cachoeira do Sul.

1127. BERNARDI - Firmo Bernardi (Firmino), imigrante italiano. Vindo ao Brasil, estabeleceu-se primeiramente na Linha Nova Palmeira (Caxias do Sul), fixando-se depois em Guaporé. Casou-se com Virgínia Bernardi, que embora com o mesmo sobrenome não eram parentes. Ambos possuíam numerosos irmãos, resultando muitos descendentes. Faleceu com a idade avançada de 37 anos.

1128. BERNARDI - Aristides Bernardi (filho de Firmo) desempenhou por longo tempo o cargo de Oficial de Justiça em Guaporé e foi durante 15 anos sub-prefeito dos distritos de: Serafina Corrêa e de Casca. Atualmente reside em Londrina (Paraná). É aposentado.

1129. BERNARDI - Ulisses Enrique Bernardi (filho de Aristides). Nasceu a 07 de abril de 1918. Casou-se com Alba Rossetto. O casal possui três filhas: Nanci Maria, Celina e Rosa Tereza. Residem em Guaporé.

1130. BERNARDI - Celina Bernardi Lezzuti (filha de Ulisses Henrique). É professora. Casada.

1131. BERNARDI - Nanci Maria Bernardi (filha de Ulisses Henrique). Nascida a 08 de setembro de 1933. É professora na Escola Rural Vila Campos, município de Tapejara.

1132. BERNARDI - Rosa Tereza Bernardi (filha de Ulisses Henrique) é estudante e reside em Guaporé.

1133. BERNARDI - Ironi Maria Bernardi, descendente de imigrantes, pertence à família de Ulisses Enrique Bernardi. É professora na Escola Rural de Santa Cruz.

1134. BERNARDI - Ieda Bernardi e Lourdes Bernardi, descendente de imigrantes, pertencentes à família de Ulisses E. Bernardi, são ambas professoras e residem em São Paulo.

1135. BERNARDI - Irony Bernardi Frotta, casada, professora na Escola Normal de Guaporé. É também membro da família de Ulisses E. Bernardi.

1136. BERNARDI - Arlinda Bernardi, outro membro da família de Ulisses Bernardi, é professora na Escola Rural Itajubá Leste, município de Santa Rosa. Formada no Agro-Pedagógico.

1137. BERNARDI - Higina Maria Bernardi, descendente de imigrantes italianos. É professora primária aposentada. Reside em Caxias do Sul.

1138. BERNARDI - Ernesto Bernardi, descendente de imigrantes. Viúva de Antonia Bordignon Bernardi. Reside em Porto Alegre.

1139. BERNARDI - José Bernardi Miranda, descendente de imigrantes italianos. É estudante de Medicina e reside em Porto Alegre.

1140. BERNARDIN - Sandra Maria Bernardin, descendente de imigrantes itálicos, reside em Porto Alegre.

1141. BERNARDINI - Juarez Bernardini, descendente de imigrantes italianos, reside em Bento Gonçalves.

1142. BERNARDON - Odila Terezinha Bernardon, descende de imigrantes italianos. reside em Getúlio Vargas, onde é formada pelo Curso de Corte e Costura do SESI.

1143. BERNARDT - Carlos Bernardt, agricultor, residente na Colônia Osório, e Frederico Bernardt, também agricultor, residente na Colônia Ramos em Pelotas, são os dois nomes destes ramos de imigrantes que temos registrados em nosso fichário.

1144. BERNAT - Froim Fischel Bernat, descendente de imigrantes. Casado. É seu filho: Moisés Bernat.

1145. BERNAU - Hélio Luiz Bernau. Descende de imigrantes. Reside em Porto Alegre onde estudou na Escola Técnica Parobé.

1146. BERNAUD - Ricardo H.G. Bernaud, descendente de imigrantes franceses, é casado com Darcy Burigo Bernaud. O casal reside em Porto Alegre e tem uma filha, Denise, nascida a 15-07-1957.

1147. BERNAUD - Eduardo Augusto G. Bernaud, descendente de imigrantes franceses. É engenheiro.

1148. BERND - Emílio Ricardo Bernd, descendente de imigrantes alemães. Nasceu em Novo Hamburgo, tendo residido em Porto Alegre durante largo tempo até falecer aos 60 anos de idade, a 17-04-1957. Foi casado com Alzira Noll Bernd, deste matrimônio ficaram os filhos: Flávio Noll Bernd e Iliana Noll Bernd. Emílio Ricardo que exercera as funções de vice-presidente do Grêmio Porto-Alegrense, era irmão de Albano Bernd, do comércio de madeiras; da viúva Anita Bernd Sendzinch e de Celina Bernd Schneider, casada com o industrial Pedro Schneider.

1149. BERND - Adolfo Bernd, casado com Ermelinda Piagetti Bernd, residiu em Itaqui. São filhos do casal os doutores: Mário Bernd, Gastão Bernd, Celso Bernd, Adolfo Bernd, Ney Bernd, Walkir Bernd, e as senhoras Elsa Bernd Londero, Cilce Bernd Dischinger e Madre Ilda do SS. Sacramento.

1150. BERND - Dr. Ney Bernd (filho de Adolfo), advogado, catedrático da Escola de Cadetes, Assistente Catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade do Rio Grande do Sul.

1151. BERND - Dr. Mário Bernd (filho de Adolfo). Nasceu em Itaqui, a 15-08-1899. Formado em Medicina, casou-se com Conceição Ferreira Bernd, resultando desse matrimônio dois filhos: Cypriano e Fernando. O Dr. Mário Bernd foi catedrático das Faculdades de Medicina (da URGS) e da Faculdade de Filosofia (da PUC). Membro da Academia de Letras do Rio Grande do Sul, ocupava a cadeira de Apolinário Porto Alegre. Pertencia também à Sociedade de Biologia de Paris, à Associação de Biologia de Montevidéu, à Associação Bioquímica Argentina, à Federação das Academias de Letras do Brasil e à Associação Química do Brasil. Escreveu e publicou os seguintes livros: "Metabolismo do Cálcio e da Creatinina", "Crítica dos três príncipios da Termo-Química de Berthelot", "Glutião", "Caroteno", "Preleções sobre Vitaminas", "Apolinário Porto Alegre", "Elogio Patronímico", "Origem da Vida", "Origem Simiesca do Homem", "Bilirubina", "Cloretos". Ganhou o Prêmio Miguel Couto e foi laureado em Clínica Médica. Faleceu em 1956.

1152. BERND - Cypriano Ferreira Bernd, filho do Dr. Mário Bernd, é jornalista profissional e reside em Porto Alegre. Casado com Vera Schneider Bernd, tem seis filhos: Vera Regina, Mário Neto, Cypriano Jr., Antônio Augusto, Maria Suzana e Alberto Ney.

1153. BERND - Hélio Bernd, Tenente-Aviador, casado com Marly Toniazzi Bernd. Residem em Porto Alegre.

1154. BERNER - Eva Berner, descendente de imigrantes. Reside em Sapucaia.

1155. BERNHARD - Judith Forsberg Bernhard, descendente de imigrantes alemães, é filha de Carolina Forsberg (falecida a 02-04-1957). É irmã de Harry Forsberg. Tem três filhos: Oswaldo, Irma e Norma.

1156. BERNHARD - Oswaldo Bernhard, filho de Judith, é casado com Gabriela Bernhard.

1157. BERNHARD - Irma Bernhard Borges (filha de Judith F. Bernhard) é casada com Enio Borges.

1158. BERNHARD - Norma Bernhard Peres Cardoso (filha de Judith), é casada com José Peres Cardoso, jornalista e redator esportivo do Diário de Notícias.

1159. BERNHARD - Rudy Bernhard, descendente de imigrantes, é casado com Gertrudes Eggler Bernhard. O casal tem os seguintes filhos: Pedro Luiz e Vera Cristina. Residem em Porto Alegre.

1160. BERNHARD - Helena Liska Bernhard, descendente de imigrantes. É professora formada pela Escola Normal Primeiro de Maio, em 1957.

1161. BERNI - Pacífico de Assis Brasil, descendente de imigrantes italianos, é natural de Santa Maria, onde fundou a empresa SULBRA S.A., da qual é diretor.

1162. BERNUZZI - Henrique Bernuzzi, natural da Itália, residiu em Flores da Cunha e ultimamente em Caxias do Sul.

1163. BERQUÓ - Dr. Asdrubal Berquó, médico, descendente de imigrantes, reside em Nova Prata.

1164. BERQUÓ - Olavo Berquó, descendente de imigrantes, reside em Porto Alegre.

1165. BERRETA - José Angelo Berreta, descendente de imigrantes italianos, é casado com Elvira Santori Berreta. Residem em Porto Alegre.

1166. BERRUTTI - Terezinha Berrutti Lacava. Professora no Grupo Escolar à Rua Otávio de Souza na Vila Noal, Porto Alegre.

1167. BERRUTTI - Sidney Berrutti de Castro, descendente de imigrantes italianos pelo lado materno. É casado com Maria Helena Azevedo B. de Castro. Residem em Cruz Alta.

1168. BERTA - Hugo Berta, industrial porto-alegrense, descendente de imigrantes alemães.

1169. BERTA - José Berta, descendente de alemães, é acionista da Companhia Rio-grandense de Adubos.

1170. BERTA - Boaventura Berta, agricultor, reside em Camaquã.

1171. BERTA - Paulo Berta, descendente de imigrantes alemães, reside em Porto Alegre.

1172. BERTA - Antônio Berta, descendente de imigrantes. Tem uma filha: Ivelize.

1173. BERTA - Rubem Berta, descendente de imigrantes alemães. Diretor-presidente dsa VARIG, foi considerado o Homem de Visão, em 1957.

1174. BERTAGNOLLI - Tertuliano Bertagnolli, descendente de imigrantes italianos. É vice-presidente da União dos Estudantes Veranenses. Reside em Veranópolis.

1175. BERTANI - Hélio Bertani, descendente de imigrantes italianos. É membro do Conselho Deliberativo do Clube Esportivo Bento Gonçalves.

1176. BERTASO - Ivan Feuerschuette Bertaso, descendente de imigrantes. Formou-se no Colégio Nossa Senhora do Rosário (curso científico).

1177. BERTASO - Dr. Serafim Bertaso, descendente de imigrantes italianos, advogado e industrial de grande conceito, reside em Chapecó, estado de Santa Catarina.

1178. BERTASO - Zélia Honorina Bertaso, descendente de imigrantes italianos. Reside em Porto Alegre.

1179. BERTASO - Plínio Bertaso, descendente de imigrantes. É casado com Delnia Bertaso. Residem em Porto Alegre.

1180. BERTEI - Vva. Emma Ticco Bertei, descende de imigrantes e reside em Cruz Alta.

1181. BERTELLE - Pio F.B. Bertelle, descendente de imigrantes italianos, é dirigente da Colchoaria Bertelle Ltda., de Caxias do Sul, onde reside.

1182. BERTHEM - Agenor Berthem, descendente de imigrantes, reside no Passo do Feijó, município de Viamão.

1183. BERTHIER - Alberto Carlos Berthier, descendente de imigrantes, é contador formado pela Escola Técnica de Comércio Duque de Caxias, de Lagoa Vermelha.

1184. BERTHIER - Gustavo Berthier é o nome de um distrito de São José do Ouro.

1185. BERTI - Adelia Berti Marotto, descendente de imigrantes italianos. É casada com Honorino Marotto (sub-chefe da secção de gravação da Metalúrgica Abramo Eberle). O casal reside em Caxias. Seus filhos: Evaldo Antonio, Dulce Therezinha, Nelson e Milton Berti Marotto.

1186. BERTIER - Sargento Cid Bertier, conclui o curso de preparação militar em 1936 na Brigada Militar do Estado.

1187. BERTIN - Letícia Bertin Gallina, descendente de imigrantes, é casada com Alberto Gallina. É seu filho: Dorvelino Jacob Bertin Gallina. Residem em Garibaldi.

1188. BERTINI - Nilo Bertini, descendente de imigrantes italianos, reside em Porto Alegre.

1189. BERTINI - Wally Bertini Zarth, descendente de imigrantes italianos. É casada com Erno Zarth. Filho do casal: Marcelo Roberto. Residem em Porto Alegre.

1190. BERTINI - Aida Bertini de Oliveira, descendente de imigrantes italianos. É casada com Olmiro Fernandes de Oliveira. É sua filha: Glaci Maria. Residem em Porto Alegre.

1191. BERTINI - Oswaldo Bertini, descendente de imigrantes. Casado e comerciante. Reside em Porto Alegre.

1192. BERTO - Nilo Berto, descendente de imigrantes italianos, é formado em Ciências Sociais pela PUC, onde completou o curso em 1957.

1193. BERTO - Valentino Berto, descende de italianos. Era em 1925, comerciante exportador em Erechim.

1194. BERTO - Ivo Berto, descendente de imigrantes. É casado. Tem uma filha chamada Maria de Lourdes. Residem em Guaporé.

1195. BERTO - Miriam Berto, descendente de imigrantes italianos. Formada pelo SESI em Corte e Costura em 1957.

1196. BERTÓIA - Dr. Francisco Carlos Bertóia, suplente de deputado estadual, tendo por várias vezes exercido o mandato.

1197. BERTOLA - Quinta Bertola, descendente de imigrantes, professora do ensino primário, na função de Colaboradora de Delegacia Regional de Ensino.

1198. BERTOLDI - Padre Dario Bertoldi, descendente de imigrantes italianos. Professor no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé.

1199. BERTOLDI - Raimundo Bertoldi, descendente de imigrantes italianos, é membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos.

1200. BERTOLDO - Dr. Walkyrio Bertoldo, descendente de imigrantes, advogado formado pela Faculdade de Direito da PUC. É o primeiro advogado cego do Brasil. Reside em Porto Alegre.








sábado, 10 de março de 2018

Dicionário da Imigração - Parte 11


O Dicionário da Imigração foi uma iniciativa do jornalista Josué Fávaro, do antigo e extinto "Jornal do Dia" de Porto Alegre e foi publicado em vários capítulos nas edições do periódico entre janeiro de 1958 e junho de 1963. Na ocasião, Fávaro obteve dados desde pesquisa em fontes primárias, contribuições de terceiros e correspondências enviadas por leitores do jornal. Todavia, salientamos que, conforme pudemos averiguar, Fávaro não conseguiu, ou concluir o seu intento, ou concluí-lo dentro das páginas do "Jornal do Dia", pois o "dicionário" não chegou ao seu final. De qualquer modo, ao menos os dados publicados, aqui os compartilhamos.


Reproduzimos aqui para fins de pesquisa genealógica e sobre dados de imigração no Rio Grande do Sul. 

1001. BELEM - Benjamin Belem Mattar, descendente de libaneses, casado com Maria Nesralla Mattar. O casal possui os seguintes filhos: Renato, Leila, Rosana. Esta última nascida a 13-11-1957.

1002. BELIA - Gislaine Clara Belia e Gema Angelina Belia, descendem de imigrantes e fazem parte do corpo de recreacionistas da Secretaria da Educação.

1003. BELICO - Di Labio Belico, descendente de imigrantes italianos, reside em Porto Alegre.

1004. BELINZONI - Carlos Belinzoni, descendente de italianos, pertence ao comércio de Porto Alegre.

1005. BELISA - Candida Belisa Galia, descendente de imigrantes, casada com Alberto Galia. É seu filho: Paulo Alberto, nascido a 18-06-1958.

1006. BELL - Dr. Rubens Antonio Arona Bell. Descendente de imigrantes. É engenheiro. Casado.

1007. BELLA AURORA - Nome primitivo da Sociedade Elena di Montenegro, fundada em Porto Alegre, perto do Bonfim, a 11 de novembro de 1893, pelos operários italianos Giuseppe Bellebon, Pietro Guzzi, Giorgio Bianchin e Pietro Dalla Riva. Em 1896, esta sociedade mudou de nome em homenagem às núpcias do príncipe de Nápoles com Elena di Montenegro.

1008. BELLAN - Germano Bellan, descendente de imigrantes italianos. Reside em Caxias do Sul. Ex-vereador em Antônio Prado.

1009. BELLANCA - Antonieta Bellanca Jaeger, casada com Antonio Jaeger, tem um filho: Jorge.

1010. BELLANI - Giovanni Bellani, descende de imigrantes. Era por volta de 1925, proprietário de serraria em Rio Novo (7o. distrito de Erechim).

1011. BELLÉ - Giacomo Bellé, casado com Florinda Dilda Bellé. Reside em Bento Gonçalves. Descende de italianos. Tem um filho: Mauro José.

1012. BELLEBON - Giuseppe Bellebon, imigrante italiano. Um dos fundadores da Sociedade Bella Aurora, mais tarde "Elena di Montenegro".

1013. BELLETTINI - Luiz Belletini, descendente de imigrantes italianos, reside na localidade de Tenente, município de Sombrio, estado de Santa Catarina.

1014. BELLETTINI - Primo Bellettini, descendente de italianos, residia em Tenente, município de Sombrio, estado de Santa Catarina, onde fez parte em 1939 da comissão que patrocinou a nova capela.

1015. BELLETTINI - César Bellettini, descende de italianos. Fez parte da comissão que patrocinou a nova capela de Tenente, município de Sombrio, estado de Santa Catarina, em 1939. Reside nessa localidade.

1016. BELLEVAUX - Localidade francesa, situada em Saboia, onde nasceu Ludovico Narciso Place, filho de João Place e Paulina Mayonet. Aos 18 anos ingressou na Ordem dos Capuchinhos, recebendo o nome de Frei Pacífico de Bellevaux. Completou seu curso em Beirute, no Líbano, onde aprendeu o idioma árabe. Mandado ao Brasil, localizou-se na vila de "Conde D'Eu", hoje Garibaldi. Foi professor de Filosofia no Seminário de Porto Alegre em 1903. Vigário em Vacaria, até 1920 e depois de 1929 a 1936. Capelão do Colégio Sevigné, foi o fundador do Instituto Católico de Ciências. Faleceu em Porto Alegre, a 24-02-1957, aos 80 anos de idade. Frei Pacífico de Bellevaux, era condecorado pelo Governo Francês.

1017. BELLINI - Armindo Bellini, descendente de imigrantes italianos. Pertence a Indústria Madeireira de Caxias do Sul.

1018. BELLINI - Stefano Bellini, um dos primeiros imigrantes italianos a se localizar em Figueira de Mello (ou Floriano Peixoto), 2o. distrito de Garibaldi.

1019. BELLINI - Paulo Bellini, descendente de imigrantes italianos. É suplente do Conselho Fiscal do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul.

1020. BELLINI - Helena Miguelina Bellini, descende de imigrantes. Reside em Caxias do Sul.

1021. BELLÓ - Cláudio Antonio Belló, descendente de imigrantes italianos. É casado com Leonora Aver Belló. Filho do casal: Carlos. Residem em Caxias do Sul. Cláudio A. Belló é vereador pelo PRP.

1022. BELLOC - Cyro Belloc, descende talvez de imigrantes franceses. É casado e reside em Porto Alegre. Tem uma filha: Jane.

1023. BELLOMO - Dr. Harry Rodrigues Bellomo, sócio da Associação dos Licenciados, RGS.

1024. BELLORA - Luiz Bellora, descende de imigrantes italianos, e é funcionário da Brasil-Arroz.

1025. BELOMO - Paulino Belomo, descendente de imigrantes italianos, é professor do SENAC e presidente do diretório municipal de Porto Alegre, do PSP.

1026. BELOMO - João Belomo, reside em Porto Alegre. Tem um filho chamado Brasil.

1027. BELOMO - Ademar Belomo, descende de imigrantes. É reservista e reside em Porto Alegre.

1028. BELOTO - Adroaldo Beloto, casado com Amália Beloto. São filhos do casal: José Carlos, José Luiz e Maria Elizabeth.

1029. BELOTTO - Remy Belotto, descendente de imigrantes. Reside em Gramado.

1030. BELOTTO - Alcebíades Belotto, descende de imigrantes e reside em Bento Gonçalves.

1031. BELTER - Horizontina Belter, descendente de imigrantes e reside em Bento Gonçalves.

1031. BELTRAME - Angelo Beltrame, imigrante nascido em Udine, Itália, chegou ao Brasil, em 1888, com sua esposa Maria Conte Beltrame, e os filhos: Santos, Vitória (hoje ambos falecidos), Batista e José.

1032. BELTRAME - José Beltrame, filho de Angelo, veio ao Brasil com 10 anos de idade. Casou aqui com Lucia Colussi Beltrame, sendo atualmente proprietário do Hotel Iraí, na cidade do mesmo nome. Filhos do casal: Albino, Albina, Olindo, Vitória, Catarina, Luiz, Santo, Vitório, Batista, Davi, Fernando, Luca e Pedro.

1033. BELTRAME - Albino Colussi Beltrame, filho de José, casou com Flávia Beltrame, faleceu a 14-02-1958, em Iraí.

1034. BELTRAME - João Beltrame, descendente de italianos, era estabelecido em 1925, em Arroio Grande, com moinho.

1035. BELTRAME - Atílio Beltrame, pertencente ao comércio de Antônio Prado.

1036. BELTRAME - Arthur Antonio Beltrame, casado com Diva Maria Beltrame, tem um filho: Nelson Fernando, nascido a 18-06-1958, em Porto Alegre.

1037. BELTRAMI - Vittorio Beltrami, imigrante italiano, sócio da firma Enriconi, Brum & Cia., existente em Bento Gonçalves, por volta de 1925.

1038. BELTRAMI - Elpídio Beltrami, descendente de imigrantes italianos, reside em Bento Gonçalves.

1039. BELTRAMI - Antonio Beltrami, descendente de imigrantes italianos. Pertence ao Clube Esportivo de Bento Gonçalves.

1040. BELTRAND - Ernestina Beltrand Vernieri, viúva de Pascoal Vernieri, faleceu em outubro de 1957, em Porto Alegre, aos 69 anos de idade. Era natural de Bagé e possivelmente descendente de imigrantes franceses.

1041. BELUNO - Comuna italiana, de onde vieram inúmeras famílias de imigrantes, para o Brasil.

1042. BELUNO - Distrito de São Francisco de Assis, que recebeu este nome por ser fundado pelos naturais da localidade homônima italiana.

1043. BEM - Dr. E. Bem David, descende de imigrantes. É casado com Karin Bem David. O casal tem as filhas: Lilian e Denise, esta nascida a 03-03-1957. Residem em Porto Alegre.

1044. BEM - Mathias Bem David, descende de imigrantes. É casado e é sua filha: Alegria Bem David. Residem em Porto Alegre.

1045. BEN - Padre Giuseppe Ben, pároco em Nova Roma, município de Antônio Prado, por volta de 1924.

1046. BENATO - Armindo Benato, descendente de imigrantes. É sua filha Olga Benato. Residem em Porto Alegre.

1047. BENCKE - Arlindo Bencke, descendente de imigrantes alemães, é casado com Jandira Bencke e reside em Santo Ângelo. São seus filhos: Sonia Maria, Carlos Alberto e Joseane.

1048. BENCKE - Hiltor Bencke, descendente de imigrantes alemães. É casado com ilse Bencke. São seus filhos: Herbert e Markus, este, nascido a 07 de abril de 1958 em Porto Alegre.

1049. BENDER - Bernardino Bender, descendente de imigrantes alemães, é contador e professor. Reside em Porto Alegre.

1050. BENDER - Frederico Bender e Daniel Sen Bender, descendem dos primeiros imigrantes alemães a se localizarem em Rio-pardinho, neste estado.

1051. BENDER - Siegmund Bender, membro do Conselho Fiscal da Associação dos Plantadores de Fumo em Folha, do RGS, localizada em Santa Cruz do Sul.

1052. BENDER - Paulina Bender, agricultora, reside em Cerrito Alegre, município de Pelotas.

1053. BENDER - Iara Beatriz Bender, descendente de imigrantes alemães. Reside em Novo Hamburgo onde terminou o Curso Especial de Economia Doméstica em 1957.

1054. BENDER - Octavio Oscar Bender, casado com Hilda Becker Bender. Filhas do casal: Rosane e Heloísa Helena. Residem em Novo Hamburgo.

1055. BENDER - Lotário Bender, casado com Lori Schlottgen Bender (filha de Hugo Germano Schlottgen). Lotário é contador e agricultor no município de Taquari.

1056. BENDER - Leonora Smidt Bender, descendente de imigrantes alemães. Reside em Rio Pardo.

1057. BENDER - Enio Cesar Bender, descendente de imigrantes. Terminou o Curso Científico do Colégio Nossa Senhora do Rosário, em 1957. Reside em Porto Alegre.

1058. BENDER - Jorge Bender Correa, casado com Teresinha Bender Correa. Seus filhos: Vítor Hugo e Jorge Alberto, este nascido a 11-02-1958 em Porto Alegre.

1059. BENDER - Rugardo Bender, descendente de imigrantes alemães. Reside em Porto Alegre.

1060. BENDL - Francisco Bendl, descendente de imigrantes, faleceu em Porto Alegre, a 22 de agosto de 1957. Entre seus familiares contam-se: Francisco J. Bendl e Lotnar C. Bendl.

1061. BENEDETTI - Luciano Benedetti, casado com Hilda Tschiedel, residem em Porto Alegre, sendo descendentes, respectivamente, de imigrantes italianos e alemães. Casaram a 27-07-1957.

1062. BENEDETTI - Firma estabelecida em Bento Gonçalves: Tregnano e Benedetti.

1063. BENEDETTI - Balduíno Benedetti, descendente de imigrantes italianos. Reside em Bento Gonçalves.

1064. BENETTI - Daniele Benetti, um dos primeiros imigrantes italianos a se localizarem no Campo dos Bugres, hoje Caxias do Sul.

1065. BENETTI - Eugenio Benetti, descendente de imigrantes italianos. Reside em Gramado.

1066. BENETTI - Hilda Benetti, descendente de imigrantes, professora na Escola Rural Assis Brasil, município de Ijuí.

1067. BENEVENUTTI - Henrique Benevenutti, descendente de imigrantes italianos, é sócio da Metalúrgica Guimarães Ltda., em Porto Alegre.

1068. BENEVENUTTI - Terezinha Benevenutti, descende de imigrantes, é recreacionista da Colônia de Férias da Escola Técnica de Agricultura.

1069. BENEVENUTTI - Julio Benevenutti, casado com Íris Benevenutti, tem desse matrimônio os seguintes filhos: Julio Carlos, Jony, Fernando e Elisabeth.

1070. BENEVENUTTI - Claudio Benevenutti, descende de imigrantes italianos. Reside em Porto Alegre e estudou no Colégio Estadual Júlio de Castilhos.

1071. BENINCÁ - Norma Terezinha Bertollo Benincá. Professora na Escola Rural Linha Marinheira, município de Arroio do Meio.

1072. BENINCÁ - Annita Benincá Bergamini, descendente de imigrantes, casada com Ettore Bergamini. É filho do casal: Heitor Luiz. Residem em Guaporé.

1073. BENINI - Carlo Batista Benini, um dos primeiros imigrantes italianos a se localizarem em Figueira de Mello (ou Floriano Peixoto), 2o. Distrito de Garibaldi.

1074. BENINI - Padre Giuseppe Benini, foi coadjutor e posteriormente (20-04-1907) pároco de Antônio Prado.

1075. BERGESCH - Alfredo Bergesch, descende de imigrantes alemães. Reside em Lajeado.

1076. BERGHAN - Otto Berghan, descendente de imigrantes alemães, é membro do Rotary Clube de Estância Velha.

1077. BERGMANN - Nome patronímico de uma família de imigrantes germânicos que se estabeleceu nos primórdios da colonização em Padre Gonzales, município de Três Passos.

1078. BERGMANN - Rubem Bergmann, descendente de imigrantes germânicos, reside em Caxias do Sul, onde faz parte do corpo de jurados daquela cidade, sendo ainda membro da Associação Atlética Banco do Brasil.

1079. BERGMANN - Euclides Bergmann, casado com Olani Bergmann. O casal tem uma filha: Rosemery, nascida a 29 de abril de 1957 em Venâncio Aires.

1080. BERGMANN - Pedro Bergmann, imigrante alemão que aqui chegou com seu filho, Guilherme Wertenbruch Bergmann. Radicou-se no Arrabalde da Tristeza onde desenvolvia suas atividades explorando uma casa de banhos sistema Kneip.

1081. BERGMANN - Guilherme Wertenbruch Bergmann, natural da Alemanha, aldeia de Buchholz, Oberpleiss. Casado, possui os seguintes filhos: Elvira, Guilherme, José e Narciso Pacheco Bergmann. Este, sócio da torrefação Café Pacheco.

1082. BERGMANN - Evaldo Walter Bergmann, descendente de imigrantes alemães. Casado. É sua filha: Lia Bergmann. Reside em Porto Alegre.

1083. BERGMANN - Padre Albino Bergmann, Vigário jesuíta. Pertenceu à Paróquia São Luiz de Novo Hamburgo, 1940.

1084. BERGMANN - Rodolfo Bergmann, descendente de imigrantes, é agricultor na Colônia São Manuel em Pelotas.

1085. BERGMANN - Germano Bergmann, agricultor na Estrada do Pilão, município de Pelotas.

1086. BERGMAN - Odina Bergman Schneider, falecida recentemente. Viúva de C.W. Schneider. São seus filhos: Prof. Léo Bergman W. Schneider, Herbert Bergman W. Schneider, comerciante em Cachoeira do Sul. Era filha do casal João e Bárbara Bergman. É seu sobrinho o Dr. João Bergman.

1087. BERGMANN - Franz Bergmann, descendente de imigrantes alemães. Reside em Porto Alegre.

1088. BERGMANN - Omar A. Bergmann, casado com Eunice Müller Bergmann. O casal tem uma filha nascida a 31-08-1957. Residem em Cachoeira do Sul.

1089. BERGMANN - Lia F. Bergmann, descendente de imigrantes alemães. Reside em Porto Alegre.

1090. BERGMULLER - Alberto Bergmuller, descendente de imigrantes, reside em Porto Alegre.

1091. BERGONCI - Maximínio Bergonci, descende de imigrantes italianos, reside em Porto Alegre e é casado com uma filha de Maria Carlota Clottz Garcia (já falecida).

1092. BERGONSI - Lídio T.A. Bergonsi, descende de imigrantes. Reside em Marau, onde faz parte do C.T.G. Felipe Portinho.

1093. BÉRIA - Belizário Béria, descendente de imigrantes, é casado com Madalena Agostini Béria. Residem em Santa Maria.

1094. BÉRIA - Vicente Reis Béria, descende de imigrantes, reside em Porto Alegre. Tem uma filha chamada Mariza.

1095. BERKLIN - Romano Berklin, descende de imigrantes e é casado com Helena Berklin (filha de Augusto e Juliana Hart). 

1096. BERLESE - Lino Berlese, descendente de imigrantes, reside na localidade de Santo Augusto, neste estado.

1097. BERLESE - Fernando Caetano Berlese. Casado, tem uma filha chamada Odete Berlese.

1098. BERLESE - Nilbiamater Silsear Berlese, descende de imigrantes. Bacharel em Geografia e História. Reside em Porto Alegre.

1099. BERLESE - Célia Berlese, descende de imigrantes e reside em Porto Alegre.

1100. BERLIM - Afonso Berlim, natural da Rússia, era imigrante israelita. Viveu no Brasil mais de meio século, tendo falecido em Porto Alegre em abril de 1957. Pertenceu ao comércio porto-alegrense, durante muitos anos. Seus filhos são: Dr. Israel Maurício Berlim (médico e lente do Instituto de Educação); Pedro Berlim, comerciante; David Berlim, superintendente da Companhia Expansão de Investimentos.
















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