Na ocasião, participei da reportagem concedendo entrevista ao Jornal do Almoço da RBS TV Pelotas e falando sobre a história do Capão do Leão. Edição do vídeo é de minha autoria. Propósito é somente divulgação cultural do município.
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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sexta-feira, 29 de maio de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
A Família Yates no Brasil, por Adelia Yates Porto da Silva
Reprodução do artigo da pesquisadora Adelia Yates Porto da Silva sobre a família Yates no Brasil. Publico aqui, pois a família Yates foi uma das famílias que vieram da Irlanda para a Colônia Dom Pedro II, que foi criada em 1851-1852 no território do atual município de Capão do Leão.
Os Yates no Brasil
Este é o resultado de uma pesquisa sobre a origem da família
Yates no Rio Grande do Sul, a partir do pioneiro, Richard Lloyd Yates, um jovem
inglês que veio para o Brasil em 1852. Ele viajou junto com os imigrantes
irlandeses que embarcaram no porto de Liverpool no final de 1851 e atravessaram
o oceano para vir formar a colônia Dom Pedro II, no Capão do Leão, antigo
distrito de Pelotas, hoje município.
Deixando a Inglaterra, ele uniu seu destino aos imigrantes
irlandeses e ao Brasil. Casou com Mary Monks, integrante da colônia. Alguns dos
oito filhos desse casal também se uniram a integrantes de famílias de
imigrantes irlandeses. Desse modo, nós, Yates, descendentes do inglês Richard
Lloyd Yates, somos também um pouco irlandeses e fazemos parte de famílias que
têm em sua genealogia sobrenomes como Stafford, Sinnott, Foster e Murphy. Nossa
história está ligada pelo umbigo à Inglaterra e à Irlanda.
Esta
pesquisa é dedicada a todos os Yates e, principalmente, à memória dos pioneiros
que enfrentaram os mares e vieram ao sul do Brasil para escrever uma nova
história de vida.
Um inglês entre irlandeses
Richard
Lloyd Yates tinha 17 anos, no distante ano de 1851, na Inglaterra, quando seu
destino mudou repentinamente. Jovem, destemido, de personalidade forte, não
aceitou a imposição dos parentes, que desejavam para ele uma vida dedicada ao
sacerdócio. Decidido a não se submeter a essa vontade, abandonou a casa da
família e descobriu que havia, no porto de Liverpool, um veleiro partindo para
o Brasil. Levava emigrantes irlandeses que iam tentar a vida numa terra nova,
depois de amargar o horror da Grande Fome, que matou milhares de pessoas na
Europa e motivou que muitos abandonassem o país.
O
jovem inglês não hesitou: juntou-se ao grupo, sem dinheiro nem pertences, e
lançou-se numa aventura no Novo Mundo – onde iria fixar-se para sempre,
construir uma grande família e firmar-se como fazendeiro, reunindo bens e
possuindo, no final da vida, uma propriedade de mais de 600 hectares de terra,
com criação de gado e produção de manteiga.
A
viagem foi longa: cerca de 50 dias no mar após o embarque em Liverpool, no dia
19 de dezembro de 1851. Ao fim desse tempo, Richard e seus companheiros
irlandeses avistaram as primeiras paisagens da costa brasileira. Desembarcaram
no porto de Rio Grande e foram logo transportados para Pelotas, onde assumiriam
os lotes de terra a eles destinados pela Associação Auxiliadora da Colonização
de Estrangeiros, no Capão do Leão.
Documentos
existentes na Biblioteca Pública de Pelotas comprovam a hipótese de que o jovem
inglês viajou repentinamente, sem preparação e sem recursos. No grande livro em
que a Associação Auxiliadora registrava tudo o que era cedido aos colonos e os
pagamentos realizados, consta que Richard Yates ressarciu com trabalho, durante
alguns meses, o valor da passagem entre Liverpool e Rio Grande, emprestado por
outros colonos - David Walsh e os irmãos William e James Bent.
O jovem Yates se casa com a irlandesa Mary
Entre
os 300 irlandeses que se instalaram no Capão do Leão, havia uma família que se
transportara inteira para o Brasil: pai, mãe e nove filhos de idades entre 20
anos e um ano e meio. O pai, Edward Monk, tinha 38 anos. A mãe, Catherine (ou
Daisy, não se sabe ao certo), também 38 anos. A filha mais velha, Mary, tinha
20 anos. Os outros filhos eram Izabel, 18, William, 17, Patrick, 13, Katherine,
9, Daisy, 6, Edward, 5, Joanna, 3, e Anna, de um ano e meio.
O
aventureiro Richard começou a namorar Mary, a primogênita dos Monk. Casaram-se
no dia 15 de maio de 1858. Anglicano, ele precisou ser batizado na igreja
católica, à qual pertencia a família irlandesa da noiva, o que aconteceu em
1855. Os registros são imprecisos, mas tudo leva a crer que o namoro
ultrapassou os limites impostos pela sociedade da época, pois o primeiro filho,
Eduardo, teria nascido em 27 de maio de 1858, poucos dias após o casamento,
tendo sido batizado meses depois, em 11 de outubro do mesmo ano. Mas datas são
escritas à mão nos registros e pode haver engano quanto a isso.
Uma fazenda no Fragata
Richard
Lloyd Yates e Mary Monk Yates tiveram vida longa, muitos filhos e progresso
financeiro. Quando ele morreu, em 28 de janeiro de 1908, possuía uma
propriedade de 620 hectares – bem mais do que os cerca de 40 hectares que os
colonos recebiam na chegada -, no 4º Distrito de Pelotas, localidade do
Fragata. Seu inventário incluía 101 cabeças de gado de cria, três cavalos, uma
mula, 60 ovelhas, um carretão velho, uma carreta velha, uma carrocinha de
quatro rodas, diversos instrumentos agrícolas. A terra foi avaliada em 11. 500
contos de réis e os bens da propriedade, em 2.760 contos de réis. Havia, numa
caderneta da Caixa Econômica, 1.600 contos de réis.
Todos os bens foram avaliados em 15.860
contos, divididos entre a esposa, Mary, que ficou com a metade, e os oito
filhos: Eduardo, casado, Ricardo Yates Junior, casado, Maria, solteira,
Catharina Yates Etchebest, casada, Anna Yates Foster, casada, Mathilde Yates
Sinnott, casada, Eliza Yates Sinnott, casada, e Eumênia Yates. A fazenda foi
vendida e seu valor repartidos entre os herdeiros.
Richard
morreu em consequência dos ferimentos que recebeu quando a fazenda foi assaltada
por um bando de salteadores. Naquele dia, seu filho mais velho, Eduardo, que
morava na fazenda com a esposa, Anna Stafford, havia ido à cidade com
empregados. Quando voltava, viu espalhados pela estrada papéis e pertences que
reconheceu como sendo da família. Desconfiou de um ataque à fazenda e correu
para casa, encontrando o pai muito machucado pelos bandidos, que tinham levado
escravos e gado. Antes do ataque, os donos da casa tinham conseguido colocar a
salvo as mulheres jovens e as crianças, que foram levadas por um escravo para
se esconderem no mato, distante mais de uma légua. O velho Richard e a esposa,
Mary, ficaram na fazenda para enfrentar os bandidos e ganhar tempo para a fuga
delas e das crianças. Depois de muito agredidos, tiveram que contar onde estava
o que os assaltantes queriam: um baú com moedas de ouro.
Histórias do pioneiro
Havia
na fazenda, na época do assalto, duas crianças recém-nascidas: Catharina, a
quinta filha de Eduardo e Anna, e Sissi, que era provavelmente filha de
Mathilde Yates Sinnott, casada com Guilherme Sinnott. Sissi viria a ser a mãe
de Hugo Poetsch, fundador das indústrias HP de conservas, em Pelotas.
Muitos
anos depois da morte do pioneiro, algumas histórias sobre ele ainda eram
contadas por seus descendentes, como Deolinda Stafford Yates, neta de Richard,
filha número 10 de Eduardo e de Anna Stafford. Muito mais tarde, Francisco
Yates dos Santos, sobrinho de Deolinda, lembra que, nas tardes de chuva, quando
as crianças não podiam brincar na rua, ele e os irmãos iam ao quarto da tia,
que chamavam “Vovó Tiche”, para ouvir essas histórias. Ela contava a história
do assalto e dizia que quando pequena chegou a presenciar a habilidade do avô
com pistolas. Ele era capaz de escrever suas iniciais com tiros numa parede.
Irene
Loureiro Viana, bisneta do pioneiro Richard, filha de Catharina Yates Loureiro,
lembra bem de sua avó Anna Stafford Yates e do modo como ela misturava palavras
em inglês e português, numa confusão linguística que só os familiares
entendiam. Quando Anna ficava zangada e queria falar mal de algum desafeto,
dizia frases como “she is an ordinária!” Irene também conta de um parente
Stafford, que só falava inglês e que, deprimido, sentava-se na escada externa
da casa e pedia, aos brados: “Give me a candle! I want to die!” – “Me dê uma
vela! Quero morrer!”
Richard
nunca quis reatar relações com a família que deixara na Inglaterra. Deolinda
contou aos sobrinhos que um parente inglês teria viajado a Pelotas para
encontrar-se com ele e sondar se não sentia saudades e se não gostaria de
voltar a ter contato com a família na Inglaterra. Sua resposta foi
radical: para ele, “estavam todos
mortos”.
Os descendentes imediatos do pioneiro
No
Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul existem documentos da família.
Além do inventário de Richard Lloyd Yates, também está lá o inventário de
Eduardo Lloyd Yates, o primogênito do casal Richard e Mary, falecido em 29 de
junho de 1914, aos 56 anos. Consta nesse inventário que Eduardo era médico
licenciado, morava na rua Gonçalves Chaves, em Pelotas, e foi sepultado no
Cemitério Público da cidade. Ele havia casado em 28 de outubro de 1882 com Anna
Murphy Stafford, na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, hoje no município do
Capão do Leão.
Eduardo
morreu de tuberculose pulmonar, deixando a esposa, Anna Stafford Yates, e os
filhos Ricardo Yates Netto, que tinha 32 anos na época, Anna Yates Gaiger, 30
anos, casada; Alfredo Yates, 27 anos, solteiro; Catharina, 24 anos, solteira;
Eduardo; 21 anos, solteiro; Isabel, 18 anos, casada; Alberto, 16 anos,
solteiro; Maria, 14; Deolinda, 12; João Thomaz, 10 e Patrício Luiz, 5 anos.
Irene
Loureiro Vianna, neta de Eduardo, lembra que seu avô, que era médico homeopata,
preparava pessoalmente os medicamentos, com a ajuda da filha Catharina, mãe dela.
Com boa posição financeira, ele acabou perdendo todo seu dinheiro quando o
Banco Pelotense entrou em crise e quebrou. Ele passou a manter a família com as
homeopatias e aulas de línguas.
A esposa de Eduardo, Anna, que nascera em 3 de
março de 1864, morreu velhinha, aos 84 anos, em 13 de janeiro de 1948. Ela era
filha de Patrick Stafford e Anna Murphy, irlandeses que vieram com o grupo de
imigrantes. Desse casal, sabe-se pouca coisa. Nos registros da Associação
Auxiliadora sobre os imigrantes, existentes na Biblioteca Pública de Pelotas,
há referências a imigrantes com esses sobrenomes, como William, Michael, Thomaz
e Nicholas Murphy, e John e Owen Stafford.
Antepassados em Shropshire, England
Boa
parte dos dados aqui presentes se devem ao trabalho do pesquisador Leandro
Betemps, que estudou a formação da colônia francesa em Pelotas, mas também
reuniu dados sobre outros imigrantes do município. Ele teve acesso, por
exemplo, à certidão de casamento de
Richard Lloyd Yates e Mary Monks, arquivada na arquidiocese de Pelotas.
Nesse
documento constam os nomes dos pais ingleses do pioneiro Richard, que eram
George Yates e Ann Lloyd Yates. Esses nomes não eram conhecidos pela família,
possivelmente porque Richard não devia falar sobre eles, já que rompera
relações com os familiares ingleses. Segundo Betemps, Richard aparece em alguns
registros como natural de London. Em
outros, consta que era originário da província de Salope – nome latino antigo
do condado que hoje se chama Shropshire.
A certidão de
casamento no arquivo da igreja em Pelotas, encontrada pelo pesquisador Leandro
Betemps, revelou um dado até então desconhecido para os descendentes de Richard
Lloyd Yates. Nela constam os nomes dos
pais dele – com os quais teria se desentendido e decidido deixar o país – e o
lugar de nascimento. De acordo com essa certidão, Richard era nascido na
província de Salope – nome latino antigo da região que hoje se chama
Shropshire. A partir dessas informações, foi possível localizar dados sobre a
parte da família que permanecera na Inglaterra.
Os pais de Richard
seriam George Yates, farmer, nascido
em 1787, em Didellbury, Shropshire, e Ann Lloyd Yates, nascida em 1808, em
Radnorshire, no País de Gales. O casal teria tido quatro filhos: o primogênito
Richard, Maria, William e Alfred. Nada se sabe
sobre Maria. William teria se casado com Eliza (não se conhece o sobrenome
dela) e o casal teria tido uma filha, de nome Annie Elisabeth Yates, nascida em
1863, em Worcestershire. William trabalhava como builder e carter , ou
pedreiro e condutor de carruagens.
Os parentes americanos
Em 2013 recebemos a
notícia de que o último filho de George Yates, chamado Alfred, havia emigrado
para os Estados Unidos em 1871. Lá, tornou-se um próspero e influente
comerciante de tijolos, prestigiado pela indústria local, que muitas vezes
divulgou elogios à atividade de Ernest, que também registrou várias patentes de
produtos.
Hoje, os descendentes
de Alfred, principalmente seu trineto Alan Yates, também procuram conhecer a
história da família. Ele vive em Olean, estado de Nova Iorque, e guarda muitos
documentos sobre a importância da contribuição profissional do trisavô. Alan,
que possivelmente é um primo distante dos Yates do Brasil, tem dois irmãos –
Terrance e Tammy. É casado com Lara Yates e tem seis filhos. Ele incluiu dados
sobre o trisavô Alfred Yates – como a foto da sepultura da família – na página
Família Yates, no Facebook.
Alan contou que, três anos depois da chegada de Alfred Yates
aos Estados Unidos, vieram também sua esposa, Jessie, e dois filhos, Amy
Gertrude Yates e Ernest Stuart Yates - que é o bisavô de Alan. Seu avô é Sydney
Ward Yates e seu pai é Burton Lee Yates.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Uma explicação para o nome do Capão do Leão
Artigo de minha autoria publicado na obra: SANTOS, Douglas Ferreira et. alii (orgs.). Olhares sobre Capão do Leão. São Leopoldo/RS: Oikós, 2014.
Uma
explicação para o nome do Capão do Leão
Um dos mais antigos mistérios que cerca Capão do Leão é a
respeito da origem de seu nome. Eu sempre defendi uma versão que considero mais
plausível com nossa realidade sulista e pampeana. Mas é interessante, então,
explicar as diferentes versões e suas naturezas.
Capão do Leão é um nome composto. Capão é uma palavra de origem tupi que quer dizer literalmente
“mato isolado”. Na vegetação típica do Rio Grande do Sul, o capão é uma
formação arbustiva bem identificável. Na imensidão dos campos, surge um pequeno
aglomerado de árvores baixas e arbustos. Eis então um capão. A pergunta a
seguir é: por que capão “do Leão”?
Uma das histórias que corre entre o povo é que por aqui
passou um circo e um leão teria escapado. A história não é totalmente
destituída de sentido. Isso aconteceu. Só que aconteceu numa época em que Capão
do Leão já era Capão do Leão. Mário Carrestrini, um agente de alfândega,
resolveu escrever suas memórias na década de 1970. Pois bem, ele trabalhou em
Pelotas no início do século XX. Entre as muitas histórias que narra uma chama a
atenção. Um cirquinho teria passado por Pelotas e teria encontrado problemas
com a fiscalização. Por qual razão, ele não enumera. Todavia, afirma que os
artistas do circo antes de serem autuados, fugiram para a Villa do Capão do Leão. Novamente descobertos, rumaram ao Uruguay,
mas deixaram na tal vila, conforme palavras do próprio Carrestrini um incômodo
presente: vários micos, um leão africano
e um urso. Eu encontrei numa edição de “A Opinião Pública” de 1911 uma
notícia semelhante, só quem citar o abandono dos animais. Carrestrini diz ainda
que o leão e o urso teriam atacado rebanhos de ovelhas em solo leonense.
O fato é que a história do leão do circo tem muita
veracidade, se pensarmos num cirquinho mambembe do início do século passado.
Mas a questão fundamental que exclui qualquer possibilidade deste fato estar
ligado à origem do nome do município, como já havia supracitado, é a época em
que isto aconteceu. Já existia Capão do
Leão e já existia uma Villa do Capão
do Leão. Sem sombra de dúvida, o pitoresco acontecimento integrou-se ao
imaginário da população que migrou anos mais tarde para cá.
Justamente por já existir um Capão do Leão onde hoje é o próprio, que emendo a respeito da
segunda explicação sobre a origem do nome do município: um senhor de nome ou
sobrenome Leão que teria uma “venda” que servia como ponto de parada no lugar.
Algumas fontes afirmam que esse senhor Leão teria vivido próximo ao Passo das
Pedras. Essa versão é bem coerente, entretanto, o incômodo que sempre senti com
ela é que a mesma não se encaixa em termos de data. Vejamos bem, a primeira
menção documental ao lugar Capão do Leão é
de 1809. Logo, se existiu um senhor Leão e sua venda, ele tem que estar situado
aqui antes de 1809, pelo menos. Só que daí incorre alguns problemas históricos.
Primeiro, nos estudos mais aprofundados sobre os primórdios de nossa região, em
que podemos citar autores como Mário Osório Magalhães, Alberto Coelho da Cunha,
Fernando Osório, Esther Gutierrez, Eduardo Arriada, Zênia de León, dentre
outros, não há citação nenhuma a qualquer nome ou sobrenome Leão entre os
primeiros proprietários da região. Em listas documentais de batismo, casamento
ou óbito conservados pela Igreja Católica e que tem haver com a nossa região,
idem. Alguns casos eventuais somente, mas que não tem relação direta com o
personagem descrito. Exemplo: 1816, falecimento de Leão de Tal, filho de Fulano
de Tal, na vila de Rio Grande, tendo como causa varicela, contando quatro anos
de idade. Difícil também é situar uma espécie de venda ou estalagem num período
anterior a 1809 em Capão do Leão. Num período ainda marcado por uma premente
violência decorrente das disputas territoriais entre portugueses e espanhóis no
sul do Brasil, possuir um comércio em plena praça de guerra parece
contraditório. Além disso, sequer a vila de Pelotas existia ainda (surgira em
1812) e o comércio de víveres e abastecimento acontecia em Rio Grande que,
graças a seu porto, recebia carregamentos de mercadorias vindas do Rio de
Janeiro. Mas como a história do circo, a
história do armazém do seu Leão
também não é totalmente sem sentido.
Primeiramente, uma coisa salutar que acredito que tem que
ser feita é o seguinte: impossível o seu Leão
ter vivido no Passo das Pedras e ter dado nome ao “Capão do Leão”. Passo das
Pedras é um lugar com origem muito diferente, assim como Capão do Leão é outro
lugar e também bem antigo. Se houve um seu
Leão, ele viveu em Capão do Leão. Pois bem, no ano de 1910, na atual rua
Manoel dos Santos Victória, um francês abriu um casa de comércio com pousada
para viajantes. Esse francês foi dono de uma boa gleba de terras entre o antigo
posto telefônico e a encosta do Cerro do Estado. Seu nome era León Bastide. Os
brasileiros logo aportuguesaram seu nome para Leão. Havia até concorridos recreios (forma como chamavam os bailes
noturnos na época) em sua pousada. Não consegui identificar até quando
funcionou o empreendimento do senhor Bastide, mas sua esposa viveu ainda em
Capão do Leão até o início da década de 1970. Conheciam-na como Viúva Bastide. Alguns ex-trabalhadores
do Deprc/Cerro do Estado chegaram a conhecê-la e prestar serviços na sua
chácara. Logo, suponho que a tal venda do
seu Leão tenha sido essa casa comercial e pousada de León Bastide. É o
único “Leão” que aparece associado ao Capão do Leão. Todavia, como se percebe
esse senhor “Leão” surge em uma época bem posterior a própria Villa do Capão do Leão. Por isso, não
pode ser a origem do nome.
A versão que defendo e que acredito ser a mais coerente é
que o Capão do Leão é o “capão do leão”, não africano, mas sul-americano: o
leão-baio (Puma concolor). O
leão-baio é um felino típico dos pampas, ainda encontrado em nosso estado,
também conhecido como puma, onça parda, suçuarana ou cougar. Leão-baio era a
forma com que os primeiros portugueses designavam o puma. E na época colonial,
era um animal inspirador de cuidados por parte dos primeiros gaúchos, não tanto
por aquilo que pudesse fazer ao ser humano, mas por ser um costumeiro agressor
de rebanhos. Abundam cartas e documentos no século XVIII, advertindo o risco do
ataque de leões-baios e onças-pintadas, no caminho que os tropeiros faziam
entre a Vila de Laguna, Santa Catarina, e a Colônia do Sacramento, na foz do
Rio da Prata. Tantos outros nomes de lugares no Rio Grande do Sul são
originários da presença destes grandes felinos: Jaguarão, Canguçu, Minas do
Leão, Boqueirão do Leão, Jaguari, Toca da Tigra (Caçapava do Sul), etc. Devemos
lembrar que os primeiros portugueses que se estabeleceram no sul do Brasil,
principalmente aqueles que vinham dos Açores, não conheciam nada muito além da
fauna europeia e norte-africana. Para eles, tal como o puma era leão-baio, o
urubu era corvo, o tamanduá era urso (!), o graxaim era raposa, etc.
Para concluir, defendo que Capão do Leão é “do leão”, por
causa do leão-baio ou puma. Como nossa localidade/município tem aproximadamente
250 anos de ocupação humana não-indígena, talvez a explicação que comprovaria a
origem do nome tenha se perdido no tempo ou ainda está guardada em um obscuro
arquivo de alguma biblioteca ou museu. Reafirmo, contudo, que o imponente e
altivo puma representa a explicação mais lógica para o nome do lugar, pois se
encaixa perfeitamente tanto nos acontecimentos históricos, quanto no contexto
geográfico e seu ecossistema.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Almanaque de Pelotas 1862 - Parte 10 (final)
MAUÁ & COMPANHIA
Gerente – João Rodrigues Saraiva,
rua do Commercio.
ESCRIPTORIOS DE COMMISSÕES
Antonio Rodrigues Cordeiro, rua
da Palma n. 7.
André Laquintinie, rua da Horta.
Domingos Rodrigues Cordeiro, rua
do Commercio.
José Maria Moreira, rua do
Commercio.
Luiz Braga, rua do Commercio.
Manoel Soares de Paiva, rua do
Commercio.
Roberto Barcker, rua das Flores.
Ricardo Hubrig, rua Augusta n.
94.
Joaquim Guilherme da Costa, rua
do Commercio.
CHARUTARIAS
Filipe Miller, rua de S. Barbara
n. 8.
José Pillé, rua das Flores n. 84.
CIGARREIROS
Custodio Echague, rua da Palma.
Joaquim Severino da Fonseca, rua
do Commercio n. 67.
Justo Cardoso, rua Alegre n. 37.
Manoel Joaquim da Silva Souza,
rua do Torres.
João Francisco Ramires, no
Mercado.
TANUARIAS
José Uriarte, rua 7 de Setembro.
José Fernandes Patusco, rua das
Flores.
Oliveira & Coelho, rua das
Flores.
Paulino Teixeira da Costa Leite, rua
7 de Setembro.
DEPOSITO DE MOVEIS
Antonio Ignacio Santos &
Cia., rua do Commercio.
FABRICAS DE SEGES E OMNIBUS
Aimé Barbier, rua S. Miguel.
Carlos Ruell & Cia., rua do
Martins Coelho.
José Antonio Martins, rua da
Igreja.
José Miralhos, rua de S. Jeronymo.
Jeronymo Sagardory, praça da
Regeneração.
Luiz Nachtigall, idem, idem.
FABRICA DE CAMISAS
Luiz Leclure, rua Augusta.
FABRICA DE CALCINAR OSSOS
Luiz Egas, Costa de Pelotas.
FABRICA DE CARRETAS
Domingos Fagalde, além do S.
Barbara.
José Bernardino da Silva, idem,
idem.
Manoel José Leite, idem, idem.
Pedro Gasyenhec, rua do Martins
Coelho.
ALUGADORES DE OMNIBUS
Antonio Ignacio de Souza, porto
de Pelotas.
Antonio Escolto, rua de S. Miguel
n. 34.
Angelo Calcagno, porto de
Pelotas.
Bernardo Escasso, rua da Igreja
n. 1.
Felix Silvestre, rua Alegre.
José da Silva Barreiros, porto de
Pelotas.
João de Sá Magalhães Junior,
idem, idem.
João Anselmo, idem, idem.
João Catalan, rua Sete de
Setembro.
João Martins Moitinho, rua Alegre
n. 32.
Joaquim Fontoura Galvão, idem,
idem.
Manoel Teixeira de Almeida, rua
das Flores.
Manoel Gonçalves, rua da Igreja.
Ramy & Irmão, rua das Flores.
Santiago Prates & Cia., rua
da Igreja.
João Pinto Ribeiro, idem.
COMPRADORES DE GADOS PARA
AÇOUGUES
Carvalho & Anjo, porto de Pelotas.
João Paçol, rua das Flores.
João Rubira, na Luz.
Lourenço Botelho, idem.
COXEIRAS DE ALUGUEL PARA ANIMAES
Santiago Prates & Cia., rua
da Igreja.
Ramy & Irmão, rua das Flores.
CARRETEIROS
Felizardo Bica, rua Alegre n. 1.
Felisberto Silveira, rua das Fontes.
João Ignacio, rua da
Constituição.
João de Sá Magalhães, rua das
Fontes.
José Antonio Aguiar, idem.
Joaquim Roballo, rua do Martins
Coelho.
Thomaz Pinto Tapada, rua das
Flores.
Manoel Candido de Souza, rua dos
Canarios.
Almanaque de Pelotas 1862 - Parte 9
TABERNAS
Antonio Manoel da Cruz &
Cia., rua Alegre.
Antonio Pereira da Silva, rua de
S. Miguel n. 54.
Antonio Lopes da Silva Bastos,
rua do Padeiro.
André Lagos, no porto de Pelotas.
Alecrim & Cia., rua Alegre.
Bordalo & Castro, no porto de
Pelotas.
Benito M. Miller, rua Alegre n.
65.
Benito M. Miller & Cia., rua
da Igreja n. 52.
Benito M. Miller, rua da Igreja.
Bernardino L. da Silva Passos,
rua do Açougue.
Bernardino Simões dos Santos, rua
do Padeiro 39.
Coelho & Pinto, rua da Igreja
n. 7.
Costa Leite & Villela, rua
das Flores n. 95.
Carlos Berna, rua das Flores n.
52.
Domingos & Costa, rua do
Commercio n. 169.
Francisco G. Pereira, rua do
Canarim.
Francisco Xavier de Oliveira, rua
de S. Miguel 86.
Francisco Antonio do Nascimento,
rua da Fonte.
Fernando G. Antunes, rua de S.
Barbara, n. 29.
Felix Lourenço Rodrigues, rua do
Commercio 49.
Francisco José da Costa Braga,
rua da Igreja.
Garcia & Monteiro, rua 7 de
Setembro n. 104.
Henrique Fernandes da Rocha, rua
das Flores n. 21.
Israel Affonso de Lima, rua do
Canarim.
José da Silva Barreiros, no porto
de Pelotas.
José Lourenço Pereira, rua da
Igreja 31.
José Martins da Cunha, rua de S.
Jeronymo.
José Lopes Guimarães, rua de S.
Barbara n. 25.
José Lourenço de Oliveira, rua
Augusta.
José Manoel Affonso, rua da
Palma.
José Rodrigues Carramunho, no
porto de Pelotas.
José Antonio & Cia., rua da
Igreja.
João Francisco da Costa, rua da
Igreja n. 21.
João Pinho de Oliveira, rua de S.
Miguel n. 138.
Jayme Solé, rua Alegre.
Jeronymo Casareto, rua do
Commercio n. 27.
Joaquim Cordeiro Martins, rua do
Commercio n. 47.
Joaquim José de Oliveira 46.
Joaquim Gonçalves Braga, rua da
Igreja.
Joaquim Pinto de Brito, rua
Augusta.
Joaquim Pinto de Campos, rua
Augusta n. 11.
Joaquim Pereira Lousada, rua do
Martins Coelho.
Joaquim Fontoura Galvão, rua
Alegre n. 75.
Lourenço de Oliveira Paredes, em
S. Barbara.
Manoel Chalá, rua da Igreja n.
23.
Manoel Pinto Ribeiro, rua do
Commercio n. 24.
Manoel José Antunes, rua das
Flores.
Manoel José Lopes, rua das Flores
n. 31.
Manoel José Antunes, rua de S.
Barbara.
Manoel Gomes de Amorim, rua de S.
Jeronymo.
Manoel Joaquim da Costa Carneiro,
rua de Hercules n. 12.
Manoel José Antunes, rua de S.
Miguel.
Montes & Vieira, rua das
Flores n. 19.
Nicolás Blanco, porto de Pelotas.
Paulino Teixeira da Costa Leite,
rua Alegre n. 21.
Pedro Ordanis, rua do Padeiro.
Pedro Ignacio Xavier, rua do
Hercules n. 26.
Pedro Monhac, rua de Hercules.
Ramão Rodrigues, rua da Igreja n.
88.
Rafael Esquerdo, rua da Igreja n.
36.
Rafael Rodrigues, rua do Torres.
Ricardo Hubrig & Borchadt,
rua Augusta n. 46.
Rocha Guimarães, rua 7 de
Setembro n. 47-A.
Ramos & Filho, rua das Flores
n. 100.
Santiago Fulle, rua de S.
Barbara.
Theodozio Fernandes da Rocha, rua
de S. Miguel.
FERRARIAS
Joaquim Ferreira Cardoso, rua do
Commercio.
Joaquim Ferreira da Silva, rua de
S. Miguel.
José Bernardino da Silva, outro
lado do S. Barbara.
João José Ribeiro, outro lado do
S. Barbara.
Luiz Francisco Ribeiro, rua 7 de
Setembro.
Manoel Francisco de Oliveira,
porto de Pelotas.
Manoel José Gonçalves Cavés, rua
de S. Miguel.
Manoel Joaquim de Oliveira, rua de
S. Miguel.
Mr. Medan, do outro lado do S.
Babrbara.
Ramão Abadi, rua de S. Miguel.
Salvador Hitta, do outro lado do
S. Barbara.
BOTEQUINS
João Lande, rua das Flores.
Joaquim Leite de Faria Pinto,
praça da Regeneração.
HOTEIS
Cezario Adolfo Botelho, rua da
Igreja.
Ramy & Irmão, rua das Flores.
Santiago Prates & Cia., rua
S. Miguel.
BILHAR E CASA DE PASTO
Antonio Viana Alves, rua do
Padeiro.
CASAS DE PASTO
Antonio Escotto, rua de S. Miguel
n. 34.
Carlos Berna, rua das Flores n.
82.
C. Gourdet, rua de S. Miguel.
Joaquim Pinto de Brito, rua
Augusta.
Ricardo Hubrig & Borchardt,
rua Augusta n. 46.
CONFEITARIAS E REFINAÇÕES DE
ASSUCAR
Manoel José Mascarenhas, rua de
S. Miguel.
Mattos & Cia., rua das
Flores.
REFINAÇÃO DE ASSUCAR
Henrique Fernandes da Rocha, rua
das Flores.
FABRICA DE CORRIEIROS E SINXAS
Beltrand & Chtiverry, rua de
S. Miguel.
João Loth, rua de S. Miguel n.
95.
João José Casa Nova, rua de S.
Miguel.
Mathias Trabarck, rua 7 de
Setembro n. 15.
FABRICA DE SINXAS
Antonio José d’Oliveira, rua do
Padeiro.
LEILOEIROS
Geraldo Antonio da Costa, rua de
S. Miguel.
TINTUREIROS
Augusto de Lima, rua de S.
Miguel.
BAHULEIROS
Antonio Soares da Silva, rua da
Horta.
Antonio Teixeira de Mesquita, rua
de S. Miguel.
LOMBILHEIROS
Boaventura Domingos Boeiro, rua
da Igreja.
Bento Ferreira de Oliveira, rua
da Horta.
Domingos João Martins, na Varzea.
Jeronymo José Leite, no Arroio
Pepino.
Almanaque de Pelotas 1862 - Parte 8
ALFAIATARIAS
Antonio da Silva Oliveira, rua do
Commercio n. 111.
Antonio José da Fonseca, rua 7 de
Setembro n. 29.
Bessa & Filho, rua 7 de
Setembro n. 20.
Costa & Amarante, rua da
Igreja.
Francisco José da Cruz, rua das
Flores.
Francisco Vaz da Cruz, rua das
Flores.
Francisco Vaz da Silva Guimarães,
rua Augusta.
Fortunato José de Souza, rua 7 de
Setembro n. 60.
Gaspar & Irmão, rua 7 de
Setembro n. 63.
José da Silva, rua da Igreja.
José Luiz Pereira Junior, rua de
S. Miguel n. 89.
José Simões de Azevedo, rua de S.
Miguel.
José Joaquim dos Santos Junior,
rua de S. Miguel n. 61
José Maria, rua das Flores.
Luiz Anastacio de Soveral, rua de
S. Jeronymo n. 10.
Manoel Pereira da Silva, rua do Commercio
n. 137
Manoel Pimenta Granja, rua do
Commercio n. 190
Rodrigo Alvez Capazio, rua de S.
Jeronymo.
LOJAS DE SAPATEIROS
Antonio Dias Pedroso, rua 7 de
Setembro n. 48
Albino Pereira de Oliveira, rua
das Flores n. 82
Almeida & Peixe, rua do
Commercio n. 77.
João Charrupgui de Lasarda, rua
de S. Miguel.
David Pereira da Silva Xavier,
rua de S. Miguel n. 44.
Estevão Barbosa de Pinho Louzada,
rua 7 de Setembro n. 26.
Francisco Pereira da Silva, rua
de S. Miguel n. 44.
Francisco de Oliveira, rua de S.
Miguel.
Gelly dos Santos, rua da Igreja.
José Francisco Pereira, rua de S.
Miguel n. 27.
José Agostinho Pequim & Cia.,
rua de Hercules.
José Carvalho da Silva Ribeiro,
rua 7 de setembro n. 54.
José Joaquim Lopes, rua 7 de
Setembro n. 46.
João Antonio de Oliveira, rua do
Commercio n. 36.
João Baptista Casa Nova, rua do
Commercio.
João Antonio Evangelista, rua de
S. Miguel n. 102.
João Baptista Lagogio, rua de S.
Miguel.
João Antonio Weimar, rua da Horta
n. 26.
João Henrique Diks, rua do
Padeiro n. 38.
João da Silva Burgo, rua da
Igreja.
Luiz da Costa Lobão, rua do
Commercio n. 66.
Mathias Dourety, rua de S.
Barbara n. 34.
LOJAS DE MARCINEIROS
Amoedo & Irmão, rua de S.
Miguel n. 24.
Brás da Silva Oliveira, rua da
Igreja.
Carlos Hampp, rua de S. Miguel n.
52.
Elias José de Fraga, rua Augusta
n. 63.
Francisco Rodrigues da Nova, rua
das Flores n. 78.
Henrique Rodrigues da Nova, rua
de S. Jeronymo n. 47.
João Francisco da Silva, rua da
Igreja n. 75.
João Manoel do Amaral, rua das
Flores n. 89.
José Maria da Silva, Praça da
Regeneração.
Luiz Christovão, rua das Flores
n. 16.
Luiz Tesses, rua do Commercio n.
39.
Manoel Rodrigues de Queiroz, rua
do Commercio n. 38.
Miguel Antonio dos Santos, rua de
S. Miguel.
Narciso Guterris, Praça da
Regeneração.
Paulo Granado, rua de S. Miguel.
Pedro Bortan Eterseas, rua de S.
Miguel n. 91.
Serafim Bovis, rua do Commercio
n. 35.
LOJAS DE OURIVES
Antonio de Lima Caldeira, rua de
S. Miguel, n. 122
Antonio José Lages, rua 7 de
Setembro n. 25
Antonio Lopes dos Santos, rua 7
de Setembro n. 4
Antonio França, rua 7 de
Setembro.
Cypriano José Gomes, rua de S.
Miguel n. 88.
José Antonio Barbosa, rua de
Hercules.
José Prates, rua de S. Miguel n.
89.
Julião José Tavares, rua Alegre.
João Resende & Cia., rua de
S. Miguel n. 91.
João Ernesto Ferreira Paes, rua
de S. Jeronymo n. 20.
João Thomaz Cupertino, rua 7 de
Setembro.
Joaquim Pereira de Oliveira
Castro, rua 7 de Setembro.
Justino de Couto e Silva, rua
Sete de Setembro n. 21.
Manoel Joaquim Pereira, rua 7 de
Setembro n. 24.
Marques & Irmão, rua 7 de
Setembro.
Marques & Irmão, rua de S.
Miguel.
Mesquita & Irmão, rua 7 de
Setembro n. 21.
Serafim dos Anjos Dias, rua do
Commercio n. 21.
Tiberio Marques da Fonseca, rua
de S. Miguel n. 124.
CHAPELARIAS
Antonio Leite, rua de S. Miguel
112.
Carlos Maia, rua do Padeiro 68.
João Barcellos, rua 7 de Setembro
40.
Joaquim José de Araujo, rua 7 de
Setembro 28.
Joaquim Antonio de Oliveira, rua
de S. Miguel 142.
Manoel José de Oliveira &
Cia., rua de S. Miguel 80.
SERIGUEIROS
Custodio Manoel de Oliveira, rua
de S. Miguel.
Luiz Alves da Fonseca, rua do
Commercio.
COLCHOEIROS
José Antonio Vasques, rua das
Flores 88.
João Manoel dos Reis, rua do
Commercio 79.
Manoel Ferreira dos Santos, rua
do Commercio n. 34.
LOJAS DE LOUÇA
Francisco José de Araujo Pereira,
rua das Flores 37.
Manoel da Silva Santos, rua de S.
Miguel 96.
Almanaque de Pelotas 1862 - Parte 7
CHARQUEADORES
Antonio José de Oliveira Castro,
no arroio Pelotas.
Almeida Filho & Cia, idem.
Annibal Antunes Maciel, idem.
Campos & Filho, idem.
Barcellos Irmãos & Estevão,
idem.
Chaves & Irmão, idem.
Domingos Soares Barbosa, idem.
Fontoura & Irmão, idem.
Francisco Jeronymo Coelho, idem.
Honorio Luiz da Silva, arroio de
Pelotas.
Heliodoro de Azevedo Souza, S.
Gonçalo.
João Simões Lopes, arroio de Pelotas.
João Vinhas, idem.
José Bento de Campos, idem.
José Antonio Moreira, idem.
Joaquim Guilherme da Costa, idem.
Joaquim José de Assumpção, idem.
José Ignacio da Cunha, S.
Gonçalo.
Lopes & Baptista, idem.
Machado & Belchior, arroio de
Pelotas.
Mascarenhas & Tolledo, idem.
Maia & Tavares, idem.
Manoel Francisco Moreira, S.
Gonçalo.
Manoel Baptista Teixeira, idem.
Vicente Lopes dos Santos, arroio
de Pelotas.
Viuva Vianna & Filho, arroio
de Santa Barbara.
OLERIAS
Antonio José de Oiveira Castro,
na Luz.
Antonio José da Silva Maia, na
Luz.
Carlos Augusto Pereira Prates,
arroio Pepino.
Domingos José de Almeida, costa
de Pelotas.
Domingos Pinto Mascarenhas, na
Lomba.
Fortunato Barbosa de Menezes, na
Luz.
João Thomaz Farinha, idem.
João Vinhas, no Areal.
Joaquim Antonio Barcellos, na
costa de Pelotas.
Israel I. Barcellos, idem.
Manoel Firmo da Silveira, entre
os vallos.
Miguel José Lopes Braga, na
Lomba.
Vicente José de Maia, idem.
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