domingo, 15 de abril de 2018

Razões da emigração na Alemanha

"Quando se fala em imigração alemã há 179 anos, é bom pensar como eram as coisas naquele tempo, na Alemanha, no Brasil, no Rio Grande do Sul.

O Brasil tinha meia dúzia de centros notórios, como Rio de Janeiro, a capital do recém-criado Império Brasileiro; Salvador, antiga capital; Recife, São Paulo e núcleos mais provincianos como Porto Alegre. O Brasil era movido pelos escravos. De seu suor, sangue e lágrimas vivia a jovem nação. Açúcar, gado, cacau, pedras preciosas, tudo nascia de suas mãos. E como eles fossem em maior número do que os homens livres, é provável que esse fato levasse o Governo a pensar em imigrantes de outra categoria. O Rio Grande de São Pedro tinha Porto Alegre como capital. Ainda marcavam presença Viamão, Rio Pardo, Pelotas e Rio Grande, para citar apenas alguns núcleos. O gado constituía a grande riqueza, indelevelmente ligada à História do extremo sul. Aqui também o braço servil era uma realidade.

Falar na Alemanha da época requer registrar que ela não existia como unidade nacional. Havia reinados, principados, ducados, independentes entre si. O que identificava todos, e daí falarmos em Alemanha, era a língua. Na Idade Média, predominavam os dialetos. Ainda hoje a Alemanha é rica em dialetos. Com Lutero, ao traduzir a Bíblia para que os alemães pudessem lê-la, criou-se a língua alemã ou, simplesmente, o alemão. Ao uniformizar o idioma, havia um elo comum entre todos os departamentos políticos vindos da Idade Média. Logo, ao falarmos em imigrantes da Alemanha, antes de 1871, ano da unificação formalizada por Bismarck, referimo-nos às pessoas de fala alemã. Os passaportes da época registram a origem das pessoas como sendo da Prússia, de Schleswig-Holstein, Renânia, Hesse ou Pomerânia. Como todas falassem a mesma língua, a História só registra 'alemães'. Mas isso não tira o mérito da imigração entre nós.

Agora podemos perguntar - o que leva uma pessoa a deixar seu lugar de nascimento?

Ora, com nossos imigrantes alemães houve, como em qualquer ser humano, o desejo natural de progredir, visualização de novos horizontes em razão de situações existentes em sua terra natal.

Na família alemã vamos encontrar o 'Erbrecht' (morgadio), direito hereditário do filho mais velho. Como não houvesse mão-de-obra à disposição, eram comuns famílias com oito, dez ou mais filhos. A propaganda brasileira então feita na Alemanha deve ter produzido os efeitos desejados, já que muitos viam a grande oportunidade de terem suas terras próprias. E muita terra! Enfim, sessenta ou setenta hectares era muita terra. Não seria hora da realização de utopia de cada um? Outrossim, é preciso considerar que, ao tempo do início da imigração, a Alemanha saíra das Guerras Napoleônicas, que causaram uma devastação fácil de imaginar: lavouras destruídas seguidamente, moradias em chamas, mortes, dizimação da juventude masculina, a soldadesca deixando seus rastros junto ao elemento feminino... Quanto aos renanos, o maior número de imigrantes, suas terras sempre foram palco de lutas travadas ao longo do rio Reno, fato que pode explicar sua inquietação. Mais. A emigração começou em 1824, setenta anos depois da invenção da máquina a vapor, na Inglaterra, cujos efeitos técnicos começavam a se fazer sentir na Europa continental. A máquina dispensa mão-de-obra e a previsão de desemprego para tanta gente deve ter exercido sua influência sobre a emigração. Depois veremos que os artesãos, começando a perder suas oportunidades na Alemanha, foram aqui muito importantes, porque lançaram as bases da industrialização. Além desses fatores gerais, em cada região de onde provieram imigrantes com destaque para a Renânia, Vestfália e Pomerânia, havia fatores locais a influir na saída de seus filhos."

Fonte: CONSULADO GERAL DA ALEMANHA. 1824 - Antes e Depois: O Rio Grande do Sul e a imigração alemã. Porto Alegre/RS: Consulado Geral da Alemanha, 2003, 3a.ed, p.04-05.

sábado, 14 de abril de 2018

Automóvel em Pelotas no ano de 1875


"SUL DO IMPERIO

(...)

- Lê-se no Jornal do Commercio de Pelotas, de hontem:

 - Um cavalheiro residente nesta cidade, dotado de genio emprehendedor e laborioso, pretende apresentar em Pelotas uma completa novidade que, de certo, causará geral admiração.

<<É ella um carro que rodará para qualquer parte da cidade, sem o auxilio de vapor ou de força animal.>>"

Fonte: DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO, 22 de Agosto de 1875, p.01. c.02


sexta-feira, 13 de abril de 2018

O Visconde Encantado


"No fim do governo Estácio Coimbra, foi esperado toda uma noite no Recife - esperado até de madrugada, até o dia seguinte, durante uma semana, um mês - o visconde de Saint-Roman. Partira de Paris em voo direto ao Recife. Ele sozinho: sem acompanhante. Era um romântico e um bravo. Um visconde de romance de capa-e-espada tornado aviador moderno na primeira fase heroica da aviação.

Um voo transatlântico era então uma aventura. Alguma coisa de épico. Tinham-no realizado, por etapas, chegando festivamente ao Recife, vindo de Lisboa, os portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Depois deles, em voo da Espanha ao Brasil, chegou ao Recife Ramón Franco. O espanhol Ramón Franco.

O visconde de Saint-Roman decidiu que também um francês realizaria a façanha de chegar da França ao Recife, em voo ousado de Paris. Foi a aventura anunciada pelos jornais. O governo do estado de Pernambuco teve comunicação do voo a realizar-se por um amigo de Saint-Roman residente no Recife: o pernambucano afrancesado Horácio de Aquino Fonseca.

Horácio de Aquino Fonseca hospedaria o visconde heroico. Para isto preparou com esmero aposentos na sua Vila Jeanne-D'Arc: o visconde teria no Recife honras de príncipe.

Deveria chegar perto de dez da noite. Meia-noite o mais tardar. Daí os Aquino Fonseca terem preparado uma ceia que seria um acontecimento da vida do Recife. Perus, leitões, bifes. Cavala perna-de-moça. Lagosta, pitu, camarão. Doces, pudins, bolos brasileiros. Champanha é claro que francesa. Vinhos finos. Licores. Conhaque também francês. Frutas: uma opulência de frutas tropicais.

Desde oito horas que alguns de nós estávamos no campo do Encanta-Moça onde deveria descer o visconde no seu mágico tapete voador. Às dez horas, nada de aparecer avião. Nem às onze horas. Nem à meia-noite. Foi havendo um frio de desânimo junto com um ardor de inquietação entre o grupo de brasileiros e franceses que esperavam Saint-Roman. Os Aquino Fonseca eram naturalmente os mais aflitos. Teria acontecido algum desastre ao seu admirável amigo?

Desânimo e inquietação foram aumentando com a madrugada. Amanhecemos no campo de Encanta-Moça já temerosos de que o visconde se encantara no mar. Quem sabia, porém, o que lhe sucedera de fato? Talvez tivesse por erro ido parara a outro ponto da costa brasileira, sem ter atinado com as luzes do Recife. Daí esperanças que se prolongaram durante dias e dias.

Já quase mortas essas esperanças, o governador Estácio de Albuquerque Coimbra recebeu da velha mãe de Saint-Roman comovente carta. Fora ela a uma sessão de espiritismo em Paris e aí lhe fora dito que o filho estava vivo: descera em matas tropicais de Pernambuco.

Para atender ao clamor da mãe francesa, o governador do estado de Pernambuco ordenou novas buscas em áreas pernambucanas que pudessem ser descritas como de florestas: na verdade, de restos de grandes matas. De fantasmas de matas. Tudo em vão. Em parte alguma, nem de Pernambuco nem do Brasil, encontrou-se traço sequer do desventurado visconde e do seu avião. O espírito se enganara: o visconde caíra não em matas tropicais do Brasil mas em águas do Atlântico. Caíra no mar sem ter conseguido chegar ao Recife.

Entretanto há recifenses que juram já terem ouvido, em noites altas e de muito silêncio, misteriosos roncos de um avião fantasma que não desce nunca: volta ao mar. Será o do visconde encantado?"

Fonte: FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife velho. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 122-124.





quinta-feira, 12 de abril de 2018

Cuca Colonial


" 1/2 kg de farinha de trigo
65 g de margarina
65 g de banha
150 g de açúcar
3 ovos
1 pitada de sal
1 tablete de fermento de pão (Fleischmann)
casca ralada de limão

1o. Dissolva o fermento com um pouco de água morna e uma colher de açúcar; deixe levedar.

2o. Misture os ovos e o açúcar; bata bem.

3o. Peneire a farinha e abra uma cavidade no centro; coloque o fermento e a mistura dos ovos, a casca ralada do limão e o sal; misture tudo bem e sove bem a massa; deixe crescer pelo dobro. Coloque nas formas e deixe crescer de novo.

4o. Pincele, antes de levar ao forno, com uma gema desmanchada com uma colher de leite, e, por fim, polvilhe com o Streusel, que se faz da seguinte forma:

Streusel:

1 xícara de farinha de trigo
4 colheres de açúcar
1 colher de canela em pó
2 colheres de margarina
Misturar tudo e esfarelar bem."

Fonte: MÜLLER, Telmo Lauro. Os imigrantes alemães e sua cozinha. Porto Alegre/RS: Consulado Geral da República Federal da Alemanha, 2001, 2a.ed., p. 34.



quarta-feira, 11 de abril de 2018

Henrique Martins Chaves


Por Araújo Pôrto Alegre

"Nasceu na cidade de Pelotas, onde veio a falecer a 13 de fevereiro de 1902, em pleno vigor dos anos. Aí mesmo estudou os preparatórios, seguindo depois para S. Paulo, onde se bacharelou na Faculdade de Direito, deixando um bom nome entre os lentes e colegas, pela sua conduta irrepreensível e pelo seu belo talento. Era um republicano sincero, ardoroso e bem-intencionado.

Fêz parte do Clube Vinte de Setembro, que havia sido criado pelos nossos patrícios, que freqüentavam a academia. Concluído os estudos, voltou logo à terra natal, pondo o seu brilhante talento ao serviço do partido que o tinha em alta conta. No período mais agudo da revolução de 1893, exerceu, em Pelotas, o cargo de Intendente do município, não permitindo que fôsse cometida a mais leve violência contra os adeptos da revolta. Em quadra tão delicada e tão espinhosa, os inimigos do Govêrno viviam tranqüilos, confiantes no espírito tolerante do ilustre rio-grandense. 

Apesar das múltiplas preocupações do momento crítico em que se via o nosso Estado, o Dr. Henrique Chaves imprimiu a todos os seus atos o cunho da mais louvável moderação. E administrou o município com zêlo e probidade, bem podendo a sua conduta servir de modêlo aos que sobem os degraus do Govêrno, esquecendo, quase sempre, nas alturas, as mais ligeiras noções do dever. Que estas nossas últimas palavras não sejam esquecidas pelos moços de hoje - que serão os governantes de amanhã."

terça-feira, 10 de abril de 2018

Os diferentes tipos de migração


Vídeo bem informativo sobre a questão da migração e seus diferentes tipos. Do excelente canal BláBláLogia, o qual recomendamos a inscrição. Confira o vídeo!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A gastronomia portuguesa


"Mesmo em tempo de globalização (ou até por conta deles, como uma forma de reação), os portugueses se mostram muito ligados às suas origens, seu local de nascimento ou o de seus antepassados. Reconhecem-se como 'minhotos', 'algarvios', 'beirões', 'alentejanos', 'transmontanos' ou 'ilhéus', por exemplo.

A temática regional é algo muito atraente para os pesquisadores acadêmicos. E 'recuperar as raízes', conhecer a região, a cidade ou a aldeia 'da família' é atividade que entusiasma profissionais e amadores em Portugal.

A valorização das identidades regionais também está nos corações e mentes de emigrantes portugueses espalhados pelos quatro cantos do mundo. No país hospedeiro, além da Casa de Portugal, costumavam fundar e ainda mantêm 'Casas' do Minho, da Beira, do Alentejo... Tais 'Casas' são associações culturais, desportivas e sociais que procuravam reunir os portugueses que vivem fora de Portugal, esforçando-se por manter tradições trazidas 'lá da terrinha'.

A gastronomia regional portuguesa tem, entre os portugueses e estrangeiros, um forte apelo. Além de reforçar identidades locais, tem servido como estímulo ao turismo, sendo, por isso, uma importante fonte de divisas. A diversidade interna do pequeno país tem atraído estrangeiros de várias partes do mundo; os pratos típicos de cada localidade estão entre os carros-chefe do marketing turístico.

Dos inúmeros pratos salgados à rica doçaria, somados aos famosos vinhos nacionais, Portugal, tem, de fato, muito a oferecer.

O ingrediente mais conhecido da gastronomia portuguesa entre os brasileiros é o bacalhau. Em Portugal, ele é chamado de 'fiel amigo', por estar presente na 'mesa do rico e na do pobre', em muitas ocasiões, especialmente nas comemorações natalinas. Na véspera do Natal, a 'Consoada', receita que tem o bacalhau como base, é o prato escolhido 'por nove entre dez portugueses'.

Os portugueses 'descobriram' o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Seus primeiros apreciadores haviam sido os vikings, muitos séculos antes. No século IX, já existiam fábricas para processamento de bacalhau na Islândia e na Noruega. O preapro, contudo, consistia em apenas deixar o peixe secar ao ar livre até que perdesse quase todo seu peso e endurecesse como uma tábua, para que pudesse ser consumido em pedaços por um longo tempo. O bacalhau curado, salgado e seco, tal como costumamos comprar no Brasil, foi criação de habitantes dos Pirineus (entre a Espanha e a França) que passaram a comercializá-lo por volta do ano 1000. A nova forma de preparo agradaria os navegadores portugueses, quatro séculos mais tarde, por garantir uma melhor conservação do produto. Eles precisavam de alimentos que suportassem as longas viagens marítimas. O ingrediente logo se popularizou e, no início do século XVI, o bacalhau já correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal. Incorporou-se aos hábitos alimentares dos portugueses e virou parte importantíssima da tradição. Em carta enviada no século retrasado ao historiador e político Oliveira Martins, o famoso escritor Eça de Queirós declarou:

Os meus romances, no fundo, são franceses, como eu sou, em quase tudo, um francês - excepto num certo fundo sincero de tristeza lírica que é uma característica portuguesa, num gosto depravado pelo fadinho, e no justo amor do bacalhau de cebolada!

O amor é tanto que, atualmente, os portugueses são os maiores consumidores de bacalhau do mundo.

Em Portugal podemos saborear o bacalhau preparado de infinitas maneiras, para além da nossa conhecida 'Bacalhoada' com batatas, cebolas, ovos e pimentões, que - graças aos portugueses - também é prato tradicional no Brasil, apreciado especialmente na Sexta-Feira Santa e no Sábado de Aleluia.

A cozinha lusa pode agradar paladares exigentes, mas também intimidar estômagos sensíveis. Pratos tradicionais pesados e calóricos como 'Rojões à moda do Minho' ou 'Papas de sarrabulho' podem se tornar uma aventura gastronômica inesquecível! Os tais rojões são feito à base de carne de porco, cortada em cubos e temperada na banha e no vinho, levam ainda tripas, fígado de porco e sangue cozido. Nas 'Papas de sarrabulho' vão fígado de porco, bofes de porco, goelas de porco, coração de porco, osso da suã de porco, galinha gorda, carne de vaca, sangue de porco cozido e farinha de milho peneirada.

Os pratos fortes do Norte estão associados às carnes, aos 'enchidos', às 'alheiras', 'às morcelas' (feitas com o sangue de porco) e aos 'chouriços'.

Trás-os-Montes é o berço da 'posta a mirandesa': carne de vaca temperada com sal grosso e grelhada em brasas, servida com 'batatas ao murro', assadas no sal com a casca, e 'grelos salteados'. Essas batatas têm inúmeras receitas e a mais comum é a que recomenda lavar as batatas e, em seguida, cozinhá-las por cerca de 30 minutos em fogo médio. Ao saírem do fogo, devem ser colocadas em um pano de prato, onde estão prontas para receber o 'murro' (é um soco mesmo!). Depois, são temperadas com azeite, sal grosso e alecrim e levadas ao forno em uma assadeira por 15 ou 20 minutos. Os grelos são os talos ou as hastes de legumes, como nabo e couve-flor, por exemplo. 'Saltear' é uma forma de cozinhar pequenos pedaços de alimentos em lume (fogo) alto com pouca gordura.

Os 'enchidos' são feitos com carne e gordura de porco, carne de aves, pão de trigo, azeite e banha condimentados com sal, alho e colorau (doce ou picante). Podem ainda incluir carne de caça, a carne de vaca, salpicão e/ou presunto. Os 'enchidos' têm formato de cilindros curvados como ferraduras, seu invólucro é de tripa natural (de vaca ou de porco) e o recheio é composto pelas carnes desfiadas unidas por uma pasta fina.

A origem das 'alheiras' remete às artimanhas que os judeus desenvolveram para escapar das perseguições impostas pela Inquisição. Como os israelitas religiosos não comem carne de porco, para escapar à repressão da Igreja Católica substituíam esse ingrediente por outras carnes (como vitela, coelho, peru, pato, galinha ou perdiz) envolvidas por uma massa de pão que lhes conferia consistência. Assim, como todos os vizinhos, eles também defumavam seus 'enchidos', não atraindo as suspeitas dos demais. Mais tarde, a receita acabaria por se popularizar também entre os cristãos, embora estes acrescentassem carne de porco ao preparo.

No Alentejo, um dos pratos típicos é a 'carne de porco à alentejana', em que a carne é preparada com banha, vinho, alho e ameijoas (mariscos). Esse prato é preparado cozido em fogo brando na cataplana, uma espécie de panela composta por duas partes côncavas que se encaixam com auxílio de uma dobradiça.

As sopas estão em praticamente todas as refeições dos portugueses. A mais conhecida é o 'caldo verde', feito à base de batata, couves e chouriços.

Por último, uma especialidade gastronômica incorporada há poucas décadas nos bares portuenses: a 'francesinha', uma novidade trazida por conta da emigração portuguesa para a França. A 'francesinha' é uma sande (sanduíche no pão de forma) recheada com carne de vaca, linguiça de porco, salsicha fresca e fiambre (presunto cozido) e coberta com queijo e um molho especial chamado 'molho de francesinha', que leva cerveja, caldo de carne, folhas de louro, margarina, Brandy ou Porto, farinha maisena, polpa de tomate, tomate fresco, leite e piri-piri (um tempero picante)."

Fonte: SCOTT, Ana Silvia. Os portugueses. São Paulo: Contexto, 2012, p. 85-87.
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