terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Lady Godiva brasileira

 



Lady Godiva brasileira pôs as ruas do Rio em polvorosa

O público deixou a mulher núa e sem cavalo - Golpe publicitário da faquirosa Jorgina Pires de Sampaio - Foi parar no xadrez

RIO, 17 (M) - Ontem, por volta de cinco horas da tarde, saiu do Castelo (Esplanada do Castelo) uma Lady Godiva brasileira, montada em cavalo branco, como recomenda o figurino da lenda inglesa, e vestida apenas com uma longa e postiça cabeleira. Diremos melhor: logo à saída a Godiva cabôcla - que outra não era senão a faquireza Jorgina Pires de Sampaio, brasileira, branca, solteira e balzaqueana - ainda cobria a farta nudez com um sucinto bikini do tipo "tomara que caia". Isto para começar, apenas, quando deixava o escritório de uma bela advogada sua, onde se despejou das incômodas vestes convencionais. Mas seus planos eram outros, como veremos a seguir. Dona Jorgina, na frente deste escritório à avenida Presidente Antônio Carlos, n. 615, montou um tordilho da Polícia Militar que ali estava à sua disposição, vigiado por um soldado do Regimento Caetano de Farias. O soldado não seguiu com a esfusiante Godiva carioca. Quem seguiu foi um índio improvisado, o gaiato Antônio Aluísio da Costa, que, a pé acompanhou a passeata heróica.

Quando dona Jorgina - isto é, Godiva - atingiu a esquina de Visconde de Inhaúma com Beneditinos a população já era maciça. Todo mundo queria vêr o fenômeno altamente mulheril, ao contrário dos habitantes de Coventry, na Inglaterra que, segundo a lenda, se fecharam em casa a fim de não assistir a humilhação da esposa de Leofric cujo desfile assim desnuda tinha propósito bem mais nobre do que o da atual Jorgina.

A verdadeira Lady Godiva tomou a decisão de percorrer sem roupa e montada em cavalo branco as ruas de Coventry porque o perverso do seu marido lhe dissera ser aquela a única maneira de convencê-lo a baixar os impostos que, na qualidade de Lord, decretara fossem cobrados naquela pobre cidade inglesa. Lady Godiva teve um gesto sublime. Os habitantes o compreenderam e fugiram das ruas, menos o alfaiate Tom que resolveu arriscar um ôlho, tendo por isso, e por castigo de Deus, ficado cégo.

Mas a reedição de Lady Godiva em palco brasileiro não teve os requintes pundonorosos do original britânico. Aqui Godiva saiu para ser vista e sua vontade foi respeitada.

Quando - dizíamos - ela pela altura da rua Visconde de Inhaúma houve o que poderíamos chamar de "incontenção emocional do público". Vários elementos dotados de discutíveis sentimentos estéticos resolveram apreciar o espetáculo de mais perto e se lançaram à Lady de bikini. Foi o quanto bastou para que o referido componente da indumentária godival desaparecesse nas mãos crispadas dos admiradores. Então verificou-se a réplica da lenda, no espaço e no tempo. A Godiva ficou inteiramente nua e a turba exaltada rasgou as suas vestes.

NO 7o. DISTRITO

A faquireza foi prêsa e levado ao 7o. Distrito Policial tendo a sua nudez encoberta por blusões emprestados por populares menos exaltados.

Fonte: PACOTILHA: O GLOBO (São Luís/MA), 19 de março de 1959, págs. 5 e 8


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Barulho misterioso em Seabra

 



Um escandalo

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A policia em ação

Factos ha que deixam a opinião publica extraordinariamente abalada. A maneira como é elle desenrolado, as phases surprehendentes que apresenta, tudo concorre para a sua analyse seja considerado um problema complexo.

Ultimamente a nossa pacata Seabra, tem soffrido uma super-excitação nervosa causada por um barulho incommodo pelas madrugadas. Tem se a impressão de que um phenomeno está para acontecer, de natureza scismica, talvez.

Fonte: A REFORMA (Tarauacá/AC), 26 de agosto de 1928, pág. 02

domingo, 15 de fevereiro de 2026

A Lenda do Tarumã



 A LENDA

Segundo o etnólogo e folclorista MÁRIO YPIRANGE MONTEIRO, a lenda amazônica da árvore do Tarumã conta-se assim: um índio, apaixonado pelos encantos de uma Yara, é atraído até à beira do rio Tarumã, onde lhe aparecia a bem amada, e é pela mesma transformado numa árvore; por fim, tomba vencido... de noite, é um tronco murcho descendo o rio. De dia, reverdece e volta ao local do encantamento. - A Cachoeira Grande do Tarumã, formada pelas águas do rio Tarumã tradicional e famoso ponto de atração turística do Amazonas, está localizada nos arredores da capital amazonense.

O AUTOR

Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO (Manaus/AM), 12 de fevereiro de 1976, pág. 7

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Disco voador em Ijuí

 


Numerosas pessoas afirmam ter visto um disco voador em Ijuí

IJUÍ, 22 (J.D.) - Segunda-feira ultima ás 13,30 horas, a população desta cidade presenciou um espetáculo inédito - um disco voador cruzou os céus de Ijuí. O referido disco, que tinha o tamanho de um prato médio, luminoso, cruzou sobre esta cidade, a vários mil metros de altura, com grande velocidade, passando de Sul ao Norte, semeando em sua passagem fagulhas e fumaça. O estranho espetáculo, que não durou mais de dois minutos, tal a velocidade do disco, foi presenciado por muitas pessoas, entre estas as seguintes: José Pineda Mendes, Fiscal do INM; Juvêncio Mendes, Inspetor de Polícia; Arnoldo Strobel, Desenhista; Estevão Nowaczyk, cinesífero; Adoaldo Panichi, comerciante; Adão Rocha, garçom; e muitos outros. O interessante fato, idêntico ao que vem repetindo em inúmeras partes da Europa e América, está sendo comentado aqui. - (Do correspondente Antonio Bresolin).

Fonte: JORNAL DO DIA (Porto Alegre/RS), 25 de março de 1950, pág. 01

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Anúncio de Carnaval em Pelotas em 1870


 Anúncio de vestuários (fantasias) de carnaval para aluguel para Pelotas no ano de 1870
Publico no jornal O PAIZ, Rio de Janeiro, de 17 de fevereiro de 1870

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Sobrenome Borborema

 



Sobrenome brasileiro de etimologia tupi-guarani surgido no Nordeste do Brasil no século XIX, cuja vertente principal se estabeleceu entre os povoadores do Acre após sua incorporação em 1903.

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