sábado, 2 de setembro de 2017

Cinema Brasileiro para Educadores


Divulgando este importante projeto gratuito e de grande interesse para a comunidade de docentes do ensino básico e comunidade em geral:

Ocorre em Pelotas de 11 a 15 de setembro de 2017 o projeto Cinema Brasileiro para Educadores, que busca sensibilizar profissionais das escolas públicas da cidade para trabalhar o cinema nacional em sala de aula. O projeto é uma iniciativa da produtora Campos Neutrais, em parceria com a produtora Moviola Filmes, o Cine UFPel e o Sesc. O financiamento é do Pro-cultura Pelotas.


O evento será realizado no Cine UFPel e no Mercado Público de Pelotas. As atividades priorizam educadores, mas serão abertas à comunidade em geral. De 11 (segunda) a 14 (quinta), das 14h às 18h, ocorrem as sessões comentadas de curtas e longas brasileiros no Cine UFPel. Para os debates, serão convidados educadores, arte-educadores, entre outros profissionais que transitam nas áreas do cinema e da educação. 

Na sexta dia 15, o encerramento será no largo do Mercado Público, às 19h, onde serão exibidos curtas-metragens e um longa-metragem nacionais, para toda a comunidade. A proposta busca apresentar a pluralidade do cinema brasileiro contemporâneo aos profissionais da educação, bem como expandir as possibilidades de usos do cinema dentro e fora da escola.



PROGRAMAÇÃO

SEGUNDA - 11/09/2017 – 14h
Curta: Meu amigo Nietzsche / Fáusto da Silva, 2012.
Longa: Califórnia / Marina Person, 2015.
Debatedores: Cíntia Langie e Rafael Andreazza

TERÇA - 12/09/2017 – 14h
Curta: Maçã / Pedro Paulo de Andrade, 2011.
Longa: Glauco do Brasil /Zeca Brito, 2015.
Debatedores: Helene Sacco e Guilherme da Rosa

QUARTA - 13/09/2017 – 14h
Curta: Marcovaldo / Cíntia Langie e Rafael Andreazza, 2010.
Longa: Cronicamente inviável / Sérgio Bianchi, 2000.
Debatedores: Carla Ávila e Bárbara Cezano

QUINTA - 14/09/2017 – 14h
Curta: A Menina Betina / Tiago Ribeiro, 2017.
Longa: Tarja branca / Cacau Rodhen, 2014.
Debatedores: Lislaine Cansi e José Ricardo Kreutz

SEXTA – 15/09/2017 – 19h
LARGO DO MERCADO PÚBLICO
SESSÃO ESPECIAL DE ENCERRAMENTO

Para mais informações e inscrições, acesse a página do projeto no facebook: https://www.facebook.com/cinemaparaeducadores/ 




sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A mentalidade territorial gaúcha


Fonte: VIANNA, Oliveira. Populações meridionais do Brasil. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2005, p. 349-350

"Pela fatalidade da sua posição geográfica, as populações pastorais, que constituem o grupo do extremo-sul, estão expostas à eventualidade das invasões estrangeiras.

Elas têm por base geográfica um largo trecho de terra inteiramente desabrigado. Contra as incursões dos forasteiros, não há ali o menor empeço de fronteiras isoladoras. Nem grandes florestas. Nem vastos pantanais intransponíveis. Nem cadeias ingalgáveis de montanhas circundantes. Apenas uma superfície chã, livre, contínua, cortada de rios vadeáveis. Nada mais.

Penetram as hordas platinas o pampa pelas fronteiras interiores; vem do âmago dos campos para as zonas maninhas da costa. De maneira que a sociedade gaúcha é ferida em cheio na sua massa; impelida contra os litorais, é obrigada a uma luta desesperada e heroica em defesa do seu habitat.

Nessa batalha secular pela existência e pela integridade territorial, os gaúchos não agem, porém, nunca sós; encontram sempre o auxílio pronto, constante, infalível, eficaz dos poderes públicos, quer gerais, quer locais. Sem esse auxílio, teriam sido aniquilados pela anarquia platina. É o governo quem os ampara, os resguarda, os blinda, com uma armadura de baionetas, poderosa e invencível. Sobre essa muralha de ferro, quebram-se em vão os vagalhões da desordem argentina, da caudilhagem oriental, da belicosidade paraguaia - o turbilhão platino, na sua brutalidade devastadora.

É sob a pressão dessas circunstâncias excepcionais que se formam e constituem as populações do extremo-sul. Os seus clãs pastorais sentem, sob a ameaça comum, a necessidade da própria solidariedade: e unem-se. O Estado, o governo, a autoridade pública, com a sua poderosa organização marcial, surge, por sua vez, no meio deles como uma dessas necessidades iniludíveis, de cuja satisfação depende a vida ou a morte da coletividade. 

Entre a autoridade e o povo se consolida então uma união íntima e profunda, acabando uma e outro por se fundirem numa só massa organizada, viva e consciente, com o senso do perigo comum, do interesse comum, do destino comum.

Daí, na consciência dos gaúchos, ser a noção dos interesses comuns e da solidariedade social um conceito vivaz, enérgico; carregando na sua composição grande número de elementos sensoriais e efetivos. Igualmente, a noção do valor do poder público, da autoridade pública, do governo político. Este deixa de parecer um puro órgão de opressão e extorsão fiscal, para ser um órgão necessário, vital, imprescindível à integridade e à vida da coletividade. O povo o aceita, o povo o obedece, o povo o reclama; por toda a parte sente a sua ação, o seu valor, a sua previdência: vigiando, prevenindo, fortificando, resguardando, defendendo.

Esse grande fator de solidariedade política, que produz o sincretismo dos clãs pastorais dos pampas e fixa na mentalidade gaúcha a noção do valor e da utilidade do poder público, não tem influência sensível na história das populações do centro-sul."


terça-feira, 29 de agosto de 2017

A Origem das Cores Nacionais do Brasil


Fonte: LUZ, Milton. A história dos símbolos nacionais: a bandeira, o brasão, o selo, o hino. Brasília: Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicações, 1999, 1a. ed., 2005, p. 21-25.

"O VERDE - Do Verde, como cor distintiva de um povo há referências que remontam a mais de dois mil anos. Segundo velhas crônicas, os antigos lusitanos arvoraram uma bandeira quadrada branca, servindo de campo a um dragão verde. O curioso é que esta figura mitológica, vencendo as barreiras do espaço e do tempo, iria aparecer no projeto da nossa primeira Bandeira Nacional, criada por Debret, em 1820. E mais: perduraria até os nossos dias, como emblema regimental dos nossos Dragões da Independência.

Por que o verde fora escolhido pelos lusitanos, uma aguerrida raça de pastores, simples, mas ardorosos amantes da liberdade, os mais forte dentre os mais fortes dos iberos? Seria a lembrança natural da cor dos ramos que por primeiro agitaram como insígnia? Ou dos majestosos carvalhos das encostas da Serra da Estrela, onde o legendário Viriato comandara a heróica resistência de seu povo contra as legiões romanas? O certo é que o verde, desde aqueles tempos ancestrais, lembra as lutas libertárias, as grandes conquistas e, acima de tudo, a esperança e a liberdade.

Na sua agitada guerra contra os mouros, os portugueses adotaram o verde primitivo dos lusos como suas cores nacionais, e este era o matriz da famosa 'Ala dos Namorados', a destemida vanguarda de sua Cruzada. Verde era igualmente o estandarte de Nuno Álvares, arvorado na batalha de Aljubarrota.

Verde seria, muito tempo depois e nestes sertões do Novo Mundo, o pendão do nosso bandeirante Fernão Dias Pais Leme, o Governador das Esmeraldas.

O AMARELO - Desta cor se sabe que passou a figurar, a partir de 1250, no brasão de armas de Portugal, logo depois da conquista do Algarve. Assim, em ouro (amarelo), são os castelos que representavam as fortalezas tomadas aos mouros. O amarelo recorda, ainda, as cores do Reino de Castela, ao qual, por muito tempo. Portugal pertenceu, até a sua independência. É uma esfera armilar de ouro sobre campo azul vem compor as armas do Reino do Brasil.

Em 29 de setembro de 1823, o nosso agente diplomático junto à Corte de Viena descrevera a Metternich a bandeira do novo Império do Brasil. Sobre as suas cores dissera que D. Pedro I escolhera o verde por ser esta a cor da Casa de Bragança; e amarela, 'a Casa de Lorena, de que usa a Família Imperial da Áustria'. A Casa de Bragança procedia de D. Pedro I, antes mesmo do rei, quando ainda simples mestre da Casa de Avis. Aquela Casa reinaria durante 270 anos, desde 1640 até o fim da monarquia portuguesa, em 1910.

O verde é a cor da figura principal do nosso primeiro brasão, as Armas do Estado do Brasil - inspirado na árvore que lhe deu o nome.

O AZUL E O BRANCO - A referência mais antiga sobre estas cores vem de fins do século XI, quando foram adotadas como cores do Condado Portucalense, fundado em 1097. D. Henrique de Borgonha criou, como insígnia, uma bandeira também chamada Bandeira da Fundação: uma cruz esquartelando um campo branco em partes iguais.

São estas mesmas cores que o seu filho, Afonso Henriques, levará à batalha do Ourique, arvoradas na bandeira paterna. Após as primeiras vitórias sobre os mouros, Afonso Henriques lhe modifica o desenho mas mantém as cores, o mesmo azul-e-branco que Luís de Camões defendeu como soldado e exaltou como poeta, 'braços às armas feito, mente às Musas dado'. 

Nos séculos XV e XVI, as naus portuguesas ostentam, ao lado da bandeira oficial, muitas outras de caráter mais restrito: além da bandeira da Ordem de Cristo, a mais importante é a do Comércio Marítimo, que consta de um campo azul com cinco besantes de prata. Besantes são figuras heráldicas que assim se chamam por simularem as 'moedas de Bizâncio', as antigas moedas de ouro e prata. Esta bandeira - a do Comércio Marítimo, ou das Quinas - aparece em um dos primeiros mapas do Brasil, feito em 1534.

O azul entra na história de nossa heráldica por meio de brasões dos nossos capitães feudais. Assim, o blau (azul) é o esmalte das armas de Aires da Cunha, o infortunado donatário do Maranhão (cunhas azuis sobre ouro); e das de Pero de Góis, donatário da capitania de São Tomé (lises azuis sobre prata). Daí por diante, azul-e-branco serão frequentes nos nossos símbolos. Por exemplo: estarão presentes, quase sempre como cores exclusivas, nas bandeiras, insígnias, pavilhões, flâmulas, listel e escudo da Armada do Brasil - estrelas de prata sobre campo blau.

Segundo o Cerimonial da Marinha 'as estrelas usadas nas bandeiras-distintivos e nas bandeiras-insígnias são, sempre, de cinco pontas e seu número não variará com as alterações que venham a ocorrer na divisão política do território nacional."


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Tenente João Salustiano Lyra


Por Fernando Osório

"O impávido e inditoso pelotense Tenente João Salustiano Lyra...

'Tiveste, então, a teu lado, um filho desta cidade adorável, e esse foi o teu prestimoso Tenente João Lyra, ajudante da comissão, cuja memória aqui me deslumbra no reverbero da saudade...'

Proferiu estas palavras o autor do presente ensaio, a 7 de abril de 1922, saudando em nome do Povo de Pelotas ao Gen. Rondon, que respondeu, com impressionante emoção, evocando, com lágrimas nos olhos, a imagem do seu amigo João Salustiano Lyra...

Este pelotense, aos 39 anos, vítima do seu heroísmo, morreu, no dia 3 de abril de 1917, pela ciência, pela Pátria e pela Civilização, ao afrontar o sertão de Mato Grosso, como auxiliar da 'Missão Rondon', o risco das 'corredeiras' impetuosas de um rio. Cumpriu o brilhante soldado os fados de um destino misterioso e nobre! Conduzido pela mão da fatalidade...

O Brasil nele perdeu uma das figuras de esperanças mais fundadas da sua geração, pelo talento, pelo caráter, pelo patriotismo comprovado. Era um espírito privilegiado, cheio de energias, que mais e mais refulgiam, à proporção que se iam desdobrando as facetas primorosas de uma inteligência rara e de uma vontade forte e resoluta. Desde o início do seu curso superior, era João Lyra distinguido pelos mais exigentes professores da nossa Escola Militar. É conhecida a frase de Trompowski, após o seu exame de cálculo integral: 'Há mais de 10 anos, não aparece aqui estudante do seu merecimento'. Era o lisonjeiro prognóstico do provecto mestre confirmado, mais tarde, no campo do próprio magistério, onde veio o Dr. João Lyra a figurar, entre a admiração e a simpatia das novas gerações.

Ele procurou dilatar o vôo de suas aspirações indo buscar, nos mais cultos centros científicos do estrangeiro, o cabedal da técnica moderna, aplicável à arte da sua nobre profissão e aos correlatos problemas da Engenharia. Fez-se, então, especialista em assuntos de eletricidade, aplicada à vasta exploração da indústria, em suas múltiplas modalidades.

Trabalhou, ao lado do Cel. Sisson, na montagem da fábrica de pólvora de Piquete, em S. Paulo. Prestou relevantes serviços à obra dos telégrafos, em companhia de Rondon. Só essa missão bastaria para dar-lhe alto renome, tal o alcance humano da catequese da civilização baseada nos ensinamentos de José Bonifácio. Procedia, aí, João Lyra a estudos topográficos e astronômicos da maior importância, desvendando segredos das florestas virgens, assinalando a posição do regime dos rios, reunindo dados de botânica, geologia e zoologia, palmilhando ermos territórios, jamais pisados pelo homem civilizado. Tal o seu mérito profissional que, mais tarde, ao organizar-se a célebre expedição Roosevelt-Rondon, pelos sertões brasileiros, foi ele destacado para o lugar de astrônomo  - posto em que revelou a sua extraordinária competência - merecendo especiais provas de apreço pessoal e de admiração do notável estadista e explorador americano. Após memorável expedição, em que se realizaram trabalhos geográficos de suma importância, como a determinação das nascentes de um rio até então desconhecido do mundo científico, regressou João Lyra ao Rio de Janeiro, onde professava importante cadeira na Escola Militar. Então veio de novo buscá-lo o Cel. Rondon, seu íntimo amigo, para continuar a auxiliá-lo na comissão de linhas telegráficas.

Foi aí que a morte colheu o inditoso conterrâneo ao afrontar um dos maiores riscos - o das 'corredeiras' impetuosas dos nossos rios interiores - enchendo de luto o coração de Rondon, o impávido bandeirante, que lhe votava especial estima e admiração."


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Universidade italiana oferece curso on-line grátis de Arqueologia


A Sapienza Università de Roma está oferecendo gratuitamente um curso on-line na área de Arqueologia, disponível na plataforma educacional Coursera. O curso vai abordar elementos básicos de arqueologia, além de técnicas de investigação, preservação e divulgação do patrimônio histórico mundial.

O curso une a abordagem teórica da arqueologia com o uso de tecnologia da informação, como procedimentos de digitalização e cópias digitais tridimensionais.

O curso é gratuito, porém para ser aprovado é exigido um aproveitamento mínimo nos testes propostos e o certificado é adquirido mediante o pagamento de uma taxa de US$ 49 (quarenta e nove dólares).

Links:
Para acessar o curso na plataforma Coursera: https://www.coursera.org/learn/preserving-cultural-heritage#
Para conhecer o link da Sapienza Università de Roma: http://www.uniroma1.it/

Fonte da notícia: Catraca Livre


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Painéis no Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter

Painel-mosaico confeccionado com insetos e aracnídeos apresentado na Exposição Brasileira-Alemã de 1882, em Porto Alegre, que representa a Fábrica de Cervejas Ritter, de Pelotas. Um detalhe curioso é que a letra "S" na palavra "BRASILEIRA" é representada com um cavalo-marinho.

Painel-mosaico confeccionado com insetos e aracnídeos oferecido à Princesa Isabel, em fevereiro de 1885, por ocasião de sua visita (juntamente com o príncipe-consorte, Conde D'Eu) a Pelotas. O painel representa o brasão de armas do Império do Brasil.

O Museu de Ciências Naturais Carlos Ritter está situado à Rua Barão de Santa Tecla, 576, centro da cidade de Pelotas. A visitação é gratuita. O museu fica aberto nos dias de semana, das 9 às 16 horas.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Histórias Curiosas LV


Fonte: NERY, Sebastião. Folclore político, 3. Rio de Janeiro: Record, 1978, p. 45-46.

"Janeiro de 1951, João Goulart chegou do Rio Grande ministro do Trabalho de Getúlio e presidente nacional do PTB. Instalou o partido no Edifício São Borja, ali na Cinelândia, Roberto Silveira era o secretário-geral, Doutel de Andrade primeiro-secretário. No fundo da sede, montaram um posto gratuito de assistência médica, a cargo de um médico requisitado do SAMDU. O povo ia lá buscar saúde, deixava voto...

Uma tarde, reúne-se a executiva nacional do PTB para resolver uma crise de Minas. O deputado José Raimundo estava brigando com o suplente Machado Sobrinho por causa da política municipal de Itabirito. E eram ambos dirigentes estaduais do partido. José Raimundo fez longa exposição, sentou-se. Machado Sobrinho começou a sua. De repente, emocionado, irritado, empalidece, dá um gemido, cai. Era o enfarte. 

Chamaram às pressas o médico do posto. O homem veio lá do fundo de bata branca, todo desconfiado, ajoelhou-se, pôs a mão no peito de Machado Sobrinho, conferiu o pulso, levantou a cabeça, os olhos arregalados:

- Chama um médico que esse puto vai morrer.

Jango ficou desesperado:

- Mas o senhor não é médico?

- Sou, sim, mas não entendo de enfarte. Chama correndo um médico porque esse puto vai morrer.

Machado Sobrinho morreu mesmo. Doutel de Andrade ficou indignado, exigiu de Jango a demissão do médico:

- Este homem não pode exercer a medicina...

Jango espichou a perna direita:

- Doutel, em que posto do SAMDU ele era lotado?

- Em Irajá.

- Que coisa! Matando a nossa gente. Transfere-o para Copacabana.

- Por que Copacabana?

- Se ele tem que matar, então que vá matando o eleitorado do Lacerda. O nosso, não.

Viveu mais vinte anos. Enterrando, em Copacabana, os eleitores da UDN e da Arena."

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