Obs.: foto retirada do trabalho da Escola Abadie F. Rosa, apresentado na Semana Farroupilha 2006 do Ctg Tropeiros do Sul (I Projeto Conhecendo Capão do Leão)
História, Genealogia, Opinião, Onomástica e Curiosidades.Capão do Leão/RS. Para informações ou colaborações com o blog: joaquimdias.1980@gmail.com
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quarta-feira, 30 de maio de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
Um escritor em Capão do Leão



A jovem Kelly Cuba procurou-me para mostrar um antigo livro que estava em posse de sua família há gerações e surpreendi-me com o que achei. Trata-se de um pequeno romance em versos intitulado o "O Orgulho Quebrado", de autoria de Florisbello G. Barcellos (sua foto aparece na terceira figura), que conta a história de Henrique Salcedo (ilustração na primeira figura), estampa do gaúcho cordial, bonachão, que se antepõe diante da invasão de valores novos e estranhos que vêm da cidade para o campo. O mais impressionante, contudo, é que no frontispício (segunda figura) consta que o nosso escritor é de Capão do Leão. O ano: 1938. O livro foi editado na Typografia Alvorada, em Pelotas. Estou buscando informações sobre nosso ilustre escritor e conto com a colabaração daqueles que lerem esta postagem, bem como de algum integrante da Família Barcellos que tenha informações sobre este antepassado.domingo, 22 de abril de 2007
Pedreiras do Estado

Capão do Leão 4o. distrito, de Pelotas é de real importância para nosso Estado, devido a imensa riqueza que possui, riqueza esta que consiste na extração de pedra, constituindo assim o centro vital da localidade.
Foi em 1909 um período de grande importância para a citada Pedreira, pois nesta época deram-se os preparativos de instalação e maquinários.
no seguinte ano, ou seja em 1910, teve início a exploração das Pedreiras por franceses radicados no Brasil.
Na época da 1a. Guerra Mundial em 1914 a Cia. Francesa retirou-se encampando a Cia. do Rio Grande.
Em 1917 ou 1918 a Cia. Francesa fez a entrega do Porto do Rio Grande e dos Molhes para o Estado do Rio Grande do Sul.
No ano de 1922, o Engenheiro Francisco Teles de Miranda respondendo por impedimento do Eng. João Fernandes Moreira deu movimento a referida Pedreira a 20 de dezembro do mesmo ano foi designado o eng. Benno Hoffmann.
Em 1923 não houve nenhuma alteração, somente em julho de 1924, foi nomeado o Eng. Benno Hoffmam até então designado.
Mais tarde em 1925 veio a Cia. Americana de Construciones e Pavimentos que, explorou as Pedreiras até 1936 voltando então para o Estado.
Em 1953, foi criado o Departamento de Portos, Rios e Canais (DPRC), que permanece até hoje.
As Pedreiras do Estado tem uma altitude aproximadamente de 120 metros acima do nível do mar. Suas pedras são conhecidas até na Itália, pois serviram para a construção do cemitério dos bravos pracinhas brasileiros que tomabaram em terras distantes e a monumental obra de rara beleza que enaltece a Princesa do Sul: o Monumento do Cel. Pedro Osório na Praça do mesmo nome assim como também o Porto de Rio Grande e os Molhes no Cassino.
Nota: Trabalho originalmente apresentado durante a Semana Farroupilha de 2006, no CTG Tropeiros do Sul, no I Concurso Conhecendo Capão do Leão, pela E.E.E.F. Faria Santos.
O Leão do Capão do Leão

Trecho extraído do livro "Memórias de um agente de alfandêga", de Mário Carrestrini (Edições Atalaia, São Paulo, 1971):
"Lembro-me que quando estive em Pelotas, isso por volta de 1900, ocorreu-me ir visitar a cidade no furor da noite. Soube que havia a apresentação de um circo naquela urbe, se me recordo bem, pertencente a ciganos romenos. Qual foi a surpresa ao chegar lá, a polícia da Intendência tinha intervido na companhia mambembe, que, tudo indicava, estava em desacordo com alguma lei municipal. Fora um alvoroço, com várias figuras estranhas correndo da guarda em direção ao povaréu.
(...)
Soube, mais tarde, que o circo tinha se refugiado nos arrebaldes da cidade de Pelotas, numa localidade apelidada de villa de Capão de (sic) Leão. (...) Descobertos pelas autoridades, os ciganos arremeteram-se em direção à República Oriental, sem antes aprontar-lhes uma surpresa. Soltaram adrede vários micos da companhia naquela villa, causando grande confusão, o que me fez lembrar de Fernando Sabino. Além dos micos, os moradores do local acusavam estarem terrificados com a presença de um urso e de um leão africano [grifo nosso] ... (...) andando a atacar os rebanhos de carneiros dos pequenos quintalejos que ali medravam..."
Nota: Encontrei este livro totalmente por acaso na biblioteca particular de um conhecido meu. Pelo que entendi, o autor era funcionário público do estado do Rio Grande do Sul, que vivia a passar temporadas em várias cidades, devido talvez a seu cargo. Entre as páginas do livro amarelecido, encontrei o capítulo "Lembranças de Pelotas", no qual pus-me a ler sem ter nenhuma pré-expectativa. Acabei encontrando este importante indício, que corrobora uma forte tradição oral do Capão do Leão.
sábado, 31 de março de 2007
Memórias do Cerro das Almas

Corredor das Tropas - A principal estrada do Cerro das Almas recebeu o nome de Corredor das Tropas, porque servia para a passagem das tropas de gado do Sul do Estado, com destino às charqueadas em Pelotas.
Pedreiras - As pedreiras começaram a serem exploradas na década de 1940. As pedras de obra mediam 40x50cm e eram carregadas para fora das pedreiras com carreta de boi. Naquela época várias pessoas morreram em acidentes nas pedreiras, devido às precárias condições de transporte e das vias de acesso. Nas escavações das pedreiras eram encontradas ossadas humanas, o que confirma a origem do nome.
O Cerro das Almas tinha como proprietários, Ibsen Viana e Jaime Ferreira Cardoso, que alugavam a área para o Sapem e a Cia. Bergóglio & Carucio, as quais exploravam as pedreiras.
Cerca de Pedra - Numa das propriedades do Dr. Fernando Diaz há uma cerca de pedra construída pelos escravos, onde foi sepultado um morador que se enforcou no local.
Propriedade Sítio Diaz - Nesta propriedade na década de 20 existia uma fábrica de conservas e uma olaria de propriedade de Lino Cardoso. Na década de 40, foram plantadas aproximadamente 6o ha de eucaliptos que ainda existem.
Obs.: trabalho apresentado durante a Semana Farroupilha de 2006, no CTG Tropeiros do Sul, no I Projeto Conhecendo Capão do Leão, pela E.M.E.F. Abadie Faria Rosa.
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