sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Significado e origem de sobrenomes alemães - Parte 31


496. Teichmann: sobrenome poligenético que significa aproximadamente piscicultor. O sobrenome é originário da Silésia, região que já no século XIV desenvolveu o criação comercial de peixes de água doce em lagoas e açudes. O Teichmann seria o profissional responsável por estes viveiros aquáticos. Etimologicamente o sobrenome é uma aglutinação dos termos do alto alemão medieval tich (dique) e mann (homem). Por isso em alguns casos, o Teichmann pode significar também o oficial responsável por um dique. Todavia, a Genealogia considera a vertente silesiana mais comum como explicação para o sobrenome. O sobrenome ocorre principalmente na Silésia, Saxônia, sendo igualmente comum em toda a Alemanha.
Variantes:
Deichmann - variante comum.
Tiche, Tyche, Ticho, Tycho - variantes arcaicas.
Teichgräber - variante com o mesmo sentido.
Teich - variante comum na Saxônia.
Teiche - variante mais comum no leste e nordeste da Alemanha.
Teicher, Teichert - variantes mais comuns no Hesse, Turíngia e Renânia-Palatinado.
Deich, Deiche, Deichert - outras variantes.

497. Schönfeld: sobrenome toponímico que significa belo campo, bonito campo, formoso campo. Enquanto topônimo refere-se a cerca de 60 lugares na Alemanha, Áustria, Polônia e República Tcheca. É um sobrenome comum em praticamente todas as regiões da Europa de língua alemã.
Variantes:
Schönfeldt, Schonfeld, Schoenfeld, Schönefeld, Schoenefeld, Schenefeld, Schönfelde, Schoenfelde, Schönfelder, Schoenefelder - variantes relacionadas encontradas em diversas regiões da Europa de língua alemã.
Schönfeldt (nobre) - um família nobre da Saxônia surgida no século XIII.

498. Späth: sobrenome poligenético que significa espeto, lança. É um sobrenome com origem no Baixo Reno que pode designar um ofício profissional, um topônimo ou uma característica física corporal (cabelo, magreza, etc.). Sua maior ocorrência indica ser a Renânia-Palatinado, mas existem outras concentrações do sobrenome em diversas regiões da Europa de língua alemã.
Variantes:
Spaeth - variante simples.
Spät, Spaet - variantes relacionadas a Baden-Württemberg.
Spath, Spaight, Spat, Speth, Spett, Spet, Spatt, Spith, Spitt, Spit - variantes relacionadas.
Spethmann, Spettmann, Spathmann, Spaethmann, Spattmann, Spitmann, Spittmann - variantes derivadas encontradas ao longo da região renana até a Suíça.
Spatz - variante do leste da Alemanha.

499. Pfister: sobrenome poligenético que significa padeiro. Provém do alto alemão medieval phistur/pfistur, por sua vez derivado do original latino pistor que significa exatamente o mesmo. O sobrenome é próprio do sul da Alemanha na Idade Média e data do século XIII. Atualmente ocorre com frequência no próprio sul - Baviera, Hesse e Baden-Württemberg.
Variantes:
Pistor - variante latina original.
Fister - variante comum.
Phister - variante na região renana.
Pfisterei, Phisterei - variantes derivadas.

500. Zink: sobrenome poligenético que significa aproximadamente forcado, ferramenta com pontas. Etimologicamente provém do alto alemão antigo zinko que significa dente, pino, pico, isto é, objeto pontudo, objeto com ponta e alongado. O sobrenome parece relacionado ao centro da Alemanha em sua origem e pode designar:
1 - Um trabalhador que usa um forcado (ferramenta).
2 - Alguém com nariz grande.
3 - Alguém que habita numa região de picos, de serras ásperas.
O genealogista norte-americano Glenn W. Sink considera que o termo também possa corresponder a sumidouro no alto alemão central medieval.
O sobrenome ocorre com mais frequência em Baden-Württemberg, Hesse, Baviera e Turíngia e data aproximadamente do século XIV. Não deve ser confundido com o elemento químico zinco que assim foi nomeado somente no século XVI.
Variantes:
Zinke - variante arcaica, mas também comum no norte da Alemanha.
Zing, Zingg, Zinge, Zingge - variantes típicas do dialeto bávaro e do suíço-alemão.
Zinken - variante no plural.

501. Mader: sobrenome poligenético que significa roçador, ceifador. Etimologicamente provém do verbo mâd do alto alemão medieval que significa cortar, roçar, ceifar a plantação, o campo. O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente na Baviera e em Baden-Württemberg.
Variantes:
Mäder - variante muito comum no sul da Alemanha e Suíça.
Maeder - variante comum no sul da Alemanha e região renana.
Meder - variante também comum no sul da Alemanha, mas expressiva igualmente na Áustria.
Möder - variante encontrada na Turíngia.
Moeder - variante do sul e sudoeste da Alemanha, mas também para o norte ao longo da região renana.
Meeder - variante na região da Francônia.
Mehder - variante relacionada.
Mahder, Maehder, Mähder - outras variantes comuns no centro, sul e oeste da Alemanha.

502. Balzer: sobrenome patronímico que significa filho de Balthasar. Balthasar (Baltazar em português) é um primeiro nome comum na língua alemã derivado do homônimo hebraico. Balzer é uma forma curta que também pode ser um hipocorístico.
O sobrenome ainda pode ter origem na palavra balsa do antigo prussiano que significa voz, gemido, relacionando-se ao contexto militar.
O sobrenome data do século XV e ocorre com mais frequência no Hesse, na Saxônia e na região de Berlim.
Variantes:
Baltzer - variante comum no sul da Alemanha, Suíça e Áustria.
Balzert - variante mais comum na região do Sarre.
Balthasar - forma patronímica original.
Palczar - variante identificada como originalmente prussiana.
Balski - variante do nordeste e leste da Alemanha.
Balzereit - variante derivada.
Balzers - variante no plural. 
Baltser, Baltsers - variante encontrada em Liechtenstein.
Balze - variante simples.
Balz - variante curta da região renana.
Baltz, Bälzle - variantes relacionadas.

503. Westermann: sobrenome toponímico que significa homem do Oeste, homem do Ocidente. É um sobrenome que surge durante os processos migratórios no Sacro Império Romano-Germânico no fim da Idade Média. Atualmente, concentra-se particularmente no norte da Alemanha.
Variantes:
Westerman, Vestermann, Vestermann - variantes comuns.
Wester - variante curta.

504. Bosch: sobrenome poligenético que significa bosque, pequena floresta. Etimologicamente provém do termo homônimo do alto alemão medieval oriental. Data do século XIV e ocorre principalmente em Baden-Württemberg e nos Países Baixos.
Variantes:
Posch - variante do leste da Alemanha.
Boscher, Poscher - variantes derivadas.

505. Engelhard: sobrenome patronímico que significa filho de Engelhard. Engelhard é um primeiro nome da língua alemã derivado do nome medieval tribal Angilhart que no alto alemão quer dizer forte anglo (povo). O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente na Baviera e Baden-Württemberg.
Variantes:
Engelhart, Engelhardt - variantes comuns.
Engelhardt (nobre) - família da nobreza prussiana estabelecida em Riga, Letônia.

506. Schleicher: sobrenome poligenético que significa aproximadamente caminho secreto, caminho oculto, lugar oculto, espreita, coisa oculta, coisa secreta. Provém etimologicamente do alto alemão medieval slichaere apresentando os mesmos sentidos. Literalmente significa espreitadela. Designa aquele que vive num lugar oculto, que vive num lugar de difícil acesso. O sobrenome data do século XII e ocorre principalmente no Hesse e na Turíngia.
Variantes:
Schleich - variante curta simples.
Slicher, Sleycher - variantes arcaicas.
Schleiche, Schleichert - outras variantes.
Schleicher (toponímico) - um local em Baden-Württemberg e um distrito na Baviera.

507. Kaminski: sobrenome de origem prussiana oriental, atualmente típico da Polônia, mas que tem muita ocorrência na Alemanha. Possui as seguintes acepções:
1 - Derivado do termo lituano-prussiano kamienas que significa tronco, caule de árvore, podendo assim designar um sobrenome com relação geográfica, isto é, aquele que vive em uma floresta.
2 - Derivado do termo do prussiano oriental kamine que significa abelha selvagem, designando assim o ofício de apicultor ou alguém de temperamento irascível.
3 -  Derivado do termo do prussiano antigo kamenis que quer dizer chaminé, designando assim alguém que vive num local com chaminé ou mesmo um construtor de chaminés e/ou lareiras. Também pode corresponder a coluna.
A etimologia das palavras que servem como possíveis interpretações para o sobrenome é convergente no que diz respeito à forma daquilo que quer se dizer: um objeto cilíndrico e comprido. Por isso, constata-se que pode denominar tronco, caule, chaminé, coluna, vara, etc.
O site Genealogie Ahnenforschung considera que o sobrenome também possa derivar do termo kamien que significaria pedra no antigo polonês, designando assim alguém que vive num lugar rochoso. 
Acrescente-se que este sobrenome pode ser um poligenético quanto um patronímico.
Atualmente na Alemanha, o sobrenome Kaminski ocorre com expressividade em Mecklemburgo-Pomerânia, Brandemburgo, região de Berlim e Baixa Saxônia. Os primeiros registros datam de 1364.
Variantes:
Kaminsky - variante mais comum.
Kaminska - variante matronímica.
Kaminscy - variante no plural da língua polonesa.
Camyn, Camynes, Camynen - variantes do oeste da Polônia.
Kamin - variante que significa literalmente lareira na língua alemã.
Kamcke, Kamke, Kameke, Kamike, Kamerau, Kamerow, Kamintki, Kamintky - variantes concentradas na região fronteiriça polonesa-alemã que se distribuem de leste a oeste nas regiões circunvizinhas.
Camin - variante encontrada na Saxônia-Anhalt. Também pode ser um homônimo na língua italiana com outra raiz semântica.

508. Eisele: sobrenome patronímico que significa filho de Isenhart ou filho de Eisenhart. Isenhart ou Eisenhart são primeiros nomes medievais alemães com a mesma origem semântica que significam aquele que é duro ou resistente como ferro, isto é, literalmente ferro-duro
O sobrenome pode ainda ser uma derivação de Eisen (ferro) e designar a profissão de ferreiro ou construtor de esquadrias metálicas
O sobrenome data do século XIII e ocorre principalmente no centro da Alemanha.
Variantes:
Eisenhart, Eisenhardt, Eisenhard - variantes do nome.
Isenhart, Isenhardt, Isenhard - variantes do nome.
Iseli, Isely, Isenli, Eisen, Eisener, Eiselen, Eiseler, Iseler, Iselen - variantes relacionadas.

509. Kirchhoff: sobrenome poligenético que significa cemitério ou numa acepção mais precisa terreno de igreja. Provém do alto alemão medieval kerkhoff.  Na Idade Média, as pessoas eram enterradas na área externa junto às igrejas, de mesma forma ocorria que existiam várias moradias agrupando diferentes tipos de servos ou artesãos vinculados a uma igreja. Acrescente-se a isso o fato que a instabilidade política medieval, repleta de guerras civis e feudais, além de constantes invasões, fez nascer as kirchenburgen, isto é, igrejas que eram fortificadas como um burgo. Por isso, compreende-se que embora no alemão moderno o termo corresponda a cemitério, a explicação mais verossímil para o sobrenome é aquele que habita junto a uma igreja fortificada. Pode ainda, entretanto, designar o antigo ofício de guarda ou porteiro de cemitério, em casos reduzidos. O sobrenome data aproximadamente do século XIV e ocorre em toda a Europa de língua alemã.
Variantes:
Kirchhof - variante simples.
Kirchhof (toponímico) - refere-se a quatro lugares na Alemanha (dois na Baviera, um no Hesse e um na Saxônia).
Kirchhofen - variante comum no sul da Alemanha, principalmente em Baden-Württemberg.
Kirchhofer - variante comum no sul da Alemanha e Suíça.
Kirchhoven - variante toponímica referente a um lugar no distrito de Heinsberg, na Renânia do Norte-Westfália.
Kerchove, Kirchoff, Kerchoffs - variantes arcaicas.
Kerkhof, Kerkhoff, Kerkhove, Kerkhoven, Kerckhoven- variantes dos Países Baixos e Bélgica.
Kerckhoff - variante mais comum na Renânia do Norte-Westfália e Baixa Saxônia.
Kerkhofs, Kerkhoffs, Kerckhof, Kerckhofs - outras variantes comuns aos Países Baixos e noroeste da Alemanha.
Kerkhecker - variante encontrada em Bielefeld, Renânia do Norte-Westfália.

510. Reiss (1a. vertente): sobrenome poligenético que significa arroz. Designa o agricultor que cultiva arroz ou orizicultor. Etimologicamente provém do alto alemão medieval rîs que significa ramo, arbusto. Por este fato, compreende-se que na língua alemã a planta arroz recebeu uma denominação por seu aspecto (ramo). Como o arroz só chegou a Europa no século VIII e na região do Sacro Império Romano-Germânico somente no século XIII, sendo um produto de algum consumo destacável nesta região somente a partir do século XVIII, compreende-se que a próxima vertente seja a mais aceita para a maioria destes sobrenomes em língua alemã.
Reiss (2a. vertente): sobrenome poligenético que significa ramo, arbusto, e também rasgo, fenda e lágrima. Por isso, compreende-se que o sobrenome se origine para designar aquele que vive num lugar de muitos arbustos, aquele que vive numa fenda (vale, depressão, desfiladeiro, margem de rio) ou aquele que vive próximo a uma nascente ou olho d'água. Esta vertente é considerada mais aceitável para explicar o sobrenome, sem desconsiderar as outras.
Reiss (3a. vertente): sobrenome patronímico que é uma forma contraída para filho de Zacharias. Nesta vertente, a maioria das linhagens seriam judias.
O sobrenome ocorre principalmente no Sarre, Renânia-Palatinado e Hesse. Data do século XIII.
Variantes:
Reis - variante pouco comum na Alemanha moderna, mais associada a imigrantes alemães nas Américas.
Reisz - variante mais comum no leste e norte da Alemanha.
Reihs - variante mais comum no sul da Alemanha e Áustria.
Rais - variante encontrada na Suíça e República Tcheca.
Ris, Riss, Riess, Ries, Reys, Reuss, Raiss, Reus, Risz - outras variantes que se apresentam em formas dialetais da Renânia do Norte, Hesse, Baviera, Francônia e alguns cantões suíços.







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